Conecte-se com a LIVE MARKETING

Artigos

Marcos Falcon – Empatia: Uma Competência no Combate à Intolerância

Publicado

em

Por Marcos Falcon

Tenho notado, de uns tempos para cá, que a ansiedade excessiva no ambiente profissional vem provocando um fenômeno capaz de acarretar prejuízos nas relações interpessoais, principalmente entre gestores e subordinados: a baixa tolerância com o próximo.

Como Conselheiro do Comitê de Relações Humanas da AMPRO quero compartilhar este texto que acabo de escrever, para que todos possamos refletir um pouco sobre o tema e reavaliar a forma como o mesmo tem sido tratado em nossas organizações.

O problema tem tornado o ambiente de trabalho cada vez mais pesado e é algo que diminui a autoestima da equipe, que perde a vontade de atuar de forma colaborativa. Gestores intolerantes acabam ficando ensimesmados, o que é negativo para o clima organizacional e pode levar o negócio ao fracasso.

Vivemos num mundo que não perdoa a perda de tempo, a lentidão e a falta de qualidade. Em função desses fatores e da pressão natural imposta pela competitividade, muitas vezes temos um impacto no nosso lado emocional, e nem mesmo percebemos seus efeitos, que podem nos levar a doenças como a ansiedade.

Claro, não devemos ser condescendentes com a mediocridade e com a repetição dos erros. Mas temos de nos lembrar que quem erra – e mesmo quem age de forma medíocre em algumas situações – é um ser humano, que deve ser respeitado e tratado com toda a dignidade.

Cabe àqueles com melhor preparo apontar o erro e o ato falho, mostrar as consequências, ajudar a enxergar a falha no processo e até uma eventual falta de competência. Também devem orientar na melhoria e correção do processo, e no desenvolvimento pessoal e profissional.

Não cabe comprometer a imagem do outro ou diminuir sua autoestima. Essas ações são inadequadas, impróprias de um gestor capacitado, e vão criar uma distância entre ele e a equipe – a organização como um todo só tem a perder com isso.

Não quero ser piegas, mas, para que possamos produzir coletivamente com qualidade e prazer, é necessário gostar de pessoas, gostar de verdade, e não como se fossem brinquedos ou instrumentos das nossas necessidades. Um colaborador não está lá para ajudar seu gestor a conquistar os próprios objetivos individuais – ele faz parte de um time, atua para o sucesso do negócio (o que, no final das contas, acaba contribuindo para que todos atinjam suas metas profissionais e pessoais).

De acordo com a Declaração de Princípios sobre a Tolerância da ONU, tolerar é agir com respeito, com aceitação e com apreço pela diversidade em todos seus âmbitos.

Existem comportamentos de intolerância que não têm mais espaço nas organizações – felizmente –, como atitudes racistas, homofóbicas e/ou de violência. Casos assim devem ser apontados, criticados e eliminados do ambiente profissional – e receber a devida punição de acordo com sua gravidade.

No trabalho e na vida, pratique a empatia – que é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Uma pessoa empática compreende o grau de dificuldade, a realidade e o sofrimento alheio. Demonstra compaixão, aceitação e age para com seu próximo sem julgamento, transmitindo força e o incentivando a reagir, para transcender o que lhe afeta ou aflige.

Existem pessoas com maior propensão à empatia, mas isso não quer dizer que os outros não possam desenvolvê-la. É uma questão de reflexão e de colocar essa atitude positiva em prática. Se não for por vocação, que seja porque a empresa espera isso de você, já que é uma capacidade que contribui para os resultados do negócio.

Sensibilidade e compaixão não são deméritos; ao contrário, são competências que devemos resgatar para ter maior sucesso em nossas relações – na sociedade, na família e no trabalho.

Portanto, ouça de forma ativa antes de agir com emoção.

Dê um tempo, respire e reflita antes de reagir no impulso.

Isso pode fazer a diferença entre uma boa decisão e um arrependimento.

Marcos Falcon é membro do Conselho do Comitê de Relações Humanas da AMPRO – Associação de Marketing Promocional e sócio-diretor da Consultoria Datafalcon.

Continue lendo
Clique para comentar

You must be logged in to post a comment Login

Deixe uma resposta

Artigos

A importância do marketing de experiência no segmento varejista

Publicado

em

*Rodrigo Brandão

Diante de um mercado altamente competitivo e com um público cada vez mais empoderado devido ao avanço da tecnologia, encantar o cliente tornou-se uma premissa fundamental para o varejo. Em um momento em que o consumidor anseia por experiências únicas e personalizadas, pensar além de um atendimento de excelência passou a ser primordial para o setor, sobretudo quando falamos dos pontos de vendas físicos.

Por mais contraditória que pareça – afinal o e-commerce cresce de forma vertiginosa há anos – as lojas físicas ainda são importantes na relação entre marca e consumidor. Afinal, somente nesses espaços é possível ter uma conexão mais próxima, tátil e interativa, proporcionando um vínculo individualizado, e que abre caminhos para estratégias mais eficazes e conteúdos impactantes para cada perfil de cliente. Tal abordagem ocorre porque o público das lojas físicas segue existindo, mas agora busca por lojas que proporcionem uma experiência de consumo que vá além da mera disponibilização de produtos.

Uma pesquisa da consultoria da PwC corrobora com esse cenário. Ela identificou que 1/3 dos consumidores ao redor do planeta pretendem ampliar suas compras em lojas físicas, sendo a experiência diferenciada a principal força motriz para esse movimento. Outro estudo realizado por uma grande rede varejista norte-americana revela que 60% dos consumidores dos pontos físicos requerem mais espaço em uma loja para experiências do que para produtos. Já 81% aceitam pagar um preço superior se passarem por “experiências” antes de comprar, enquanto 93% dos clientes que adquirem a partir de experiências, e não por fatores econômicos, se tornam fiéis da marca ou da empresa.

Até por conta do panorama, o chamado marketing de experiência vem ganhando cada vez mais espaço no varejo. Responsável por proporcionar eventos positivos no instante das compras, a estratégia se concentra na criação de interações que buscam gerar emoções e sentimentos para a interação do consumidor com determinado produto. Na prática, ao invés de meramente vender, a abordagem focada em interações atrativas visa envolver os consumidores em vivências sensoriais, emocionais e transformadoras, gerando conexões mais profundas e duradouras no relacionamento com a marca.

Nesse sentido, um exemplo prático é o uso crescente das ferramentas de inteligência artificial, realidade aumentada e virtual dentro do processo de vendas. Seja por meio de softwares existentes ou modelos desenvolvidos, óculos, smartphones, tablets ou outras plataformas tecnológicas, tais recursos sobrepõem o mundo físico para garantir sensações e experiências imersivas através de elementos virtuais. Ou seja, o ponto de venda deixa de ser apenas um espaço para ver ou sentir o produto, mas também para testá-lo de maneira inovadora, ter acesso a conteúdos digitais exclusivos e contato com informações detalhadas de forma prática e interativa.

Imagine, por exemplo, o caso de uma loja que comercializa casas. A partir do uso da tecnologia de óculos de realidade virtual, abre-se a oportunidade para que o público consiga realmente se sentir inserido dentro do imóvel, podendo alterar estilos de decoração ou estruturas de um apartamento por meio de poucos cliques.

Além dos recursos tecnológicos imersivos, vale destacar que o marketing de experiência se manifesta de diversas outras formas, como por meio de eventos exclusivos, atendimento personalizado ou embalagens customizadas. A eficácia dessas ações está diretamente relacionada à sua capacidade de gerar engajamento junto ao público. Ao envolver os clientes de maneira ativa, as empresas conseguem ampliar a percepção de valor dos seus produtos ou serviços, além de diferenciar-se no mercado não apenas pela qualidade do que é oferecido, mas principalmente pela capacidade que envolve tudo isso.

Em resumo, o objetivo final é que essas práticas levem o mercado a transcender a mera oferta de produtos e serviços, além de transformar a jornada de compra dos clientes em um entretenimento, algo prazeroso e divertido, criando também um encantamento por meio de experiências agradáveis não só no instante da compra, mas no momento do consumo e do pós-consumo. Nesse cenário, a capacidade de inovar e de se adaptar às novas tecnologias e tendências serão determinante para a performance das marcas. Assim, o futuro do varejo cada vez mais deixa de ser apenas sobre o que é vendido, mas sobre como é vivido.

*Rodrigo Brandão, gerente de Marketing Digital da Espaço Smart

Continue lendo

Artigos

Dia das Mães deve abordar experiências memoráveis e humanizadas que retratam as mães brasileiras

Publicado

em

*Rodrigo Villaboim

A inovação no marketing é o grande aliado ao crescimento de uma empresa. Com uma data tão especial a caminho, o dia das mães sempre se torna um grande desafio em termos de resultados. Neste sentido, vejo que é super importante levantarmos abordagens-chave que destacam o potencial do marketing de experiência neste cenário que, apesar de acolhedor, sempre é muito competitivo.

O principal objetivo é criar experiências positivas e marcantes para os consumidores, trazendo a ideia de que, ao vivenciar esses momentos especiais, o consumidor se sinta conectado emocionalmente com a marca. O conteúdo gerado nesse ambiente permite uma visão mais ampla das operações e estimula a criatividade coletiva na busca por soluções e fidelização.

A importância de despertar sensações reais sempre ganha destaque. Criar experiências memoráveis que as pessoas vivenciem de corpo e alma torna-se uma prioridade. Para isso, as marcas precisam estimular os cinco sentidos do público, usando recursos como sons, aromas, sabores, texturas e cores, definições que estão sempre presentes em interações de mães e filhos.

Com base nessa abordagem, é importante frisarmos que grandes marcas devem adotar uma postura ainda mais humanizada em datas comemorativas e comerciais como o dia das mães. Apresentações estratégicas e dinâmicas aumentam a interação e engajamento, comunicando de forma eficaz. A diversidade e a acessibilidade não são apenas ideias, mas práticas essenciais.

Para isso, as marcas precisam criar experiências que envolvam o corpo e a alma do público, que façam com que ele se sinta parte da história, que ele se identifique com os valores e a missão da marca.

As ações devem respeitar e valorizar todos os tipos de mães, abordando diferenças de gênero, raça, etnia, orientação sexual, idade, religião, cultura, deficiência, entre outras. As sensações vivas são a essência do live marketing, elas buscam criar laços afetivos e emocionais e conversam diretamente com a data.

Por fim, concluo que o live Marketing é um palco vibrante, onde as marcas podem mostrar sua essência, seus valores, seus propósitos e seus diferenciais de forma criativa, autêntica e impactante. As datas comemorativas criam possibilidades de experiências de marca incomparáveis, que vão além dos limites físicos e que envolvem todos os sentidos de um público extremamente abrangente.

*Rodrigo Villaboim – Sócio-diretor da .be comunica

Continue lendo