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Evento híbrido da AMPRO reúne trade sobre mudanças e perspectivas para o Live Marketing pós-COVID

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Marcas, agências, fornecedores e profissionais ligados ao Live Marketing estiveram reunidos no último dia 14 de julho durante o primeiro evento híbrido de grande abrangência produzido pela AMPRO – Associação de Marketing Promocional. Com base no WTC São Paulo, o “Live Marketing Pronto para Retomada” tratou sobre tendências e principais mudanças do setor após a pandemia, com a participação de 30 palestrantes e debatedores e transmissão ao vivo para cerca de 300 participantes inscritos de todo o país.

A programação do primeiro dia do evento abrangeu cinco blocos de conteúdo. O painel Promo & Ativação tratou das principais mudanças nas promoções comerciais no país. Dados trazidos pela sócia do FAS Advogados, Maria Fernanda Assad mostraram queda no número de autorizações de promoções a partir de abril de 2020 – de cerca de 2700 até junho de 2019 para 1351 neste ano. “Percebemos imediatamente o engajamento de todo o setor para minimizar os efeitos do isolamento social, da suspensão dos sorteios da Loteria Federal e da inviabilidade de entrega dos prêmios inicialmente ofertados, como pacotes de viagens, ingressos para shows etc. Não existe legislação 100% preparada e adequada para enfrentar um momento tão atípico como este. Mas a SECAP disponibilizou alternativas para a solução dos anseios do mercado neste momento”, disse.

Adaura Martins, advogada e técnica da SECAP, enfatizou os esforços para agilizar os processos de aprovação e medidas tomadas após a crise da COVID-19. “Além da simplificação do processo, ele tornou-se totalmente eletrônico e abrimos um canal exclusivo de atendimento. Depois da suspensão da Loteria Federal, a modalidade de sorteio passou a ter base nos resultados da Lotomania, ampliamos a análise para promoções em Instagram e em Lives, sorteios eletrônicos, além da MP 923/2020, que libera sorteios de prêmios nas redes de TV aberta e setor de radiodifusão”, lembrou.

Para novas campanhas, as especialistas recomendaram avaliar se o planejamento da mecânica da ação está compatível com o momento. “É importante avaliar a premiação que será distribuída ou adequá-la, como um prazo maior para usufruir de um prêmio de viagem ou a possibilidade de prêmios alternativos; estar atento às recomendações dos órgãos que regulam o mercado, da própria SECAP, e aos dispositivos legais”, afirmou.

Roberta Brunharo, gerente de promoções da Coca-Cola, falou sobre o storydoing da marca, recordando promoções que geraram tanto memória afetiva quanto engajamento. “O storydoing tangibiliza o storytelling por meio de recompensas e experiências”, explicou. Roberta lembrou a evolução das promoções desde os sorteios em TV e enfatizou a importância da promoção como inteligência. “Começamos a falar de plataformas, relacionamento, levar benefícios e recompensas para o consumidor, agências vindo com ferramentas prontas de plug and play e o mercado e legisladores estão acompanhando essa evolução. Não é só sobre recompensar o consumidor, é sobre se relacionar com ele. No cenário COVID, muitos processos em andamento se tornaram urgentes. A necessidade do consumidor acelerou. O consumidor tem mais tempo em casa, mas continua indo às compras, agora com mix de canais, e continua participando de promoções. As ferramentas promocionais devem voltar com força, mas com muito cuidado”, concluiu.

Eventos se reinventam

O bloco sobre Eventos teve a participação de Alexandre Mutran, Gerente de Comunicação Regional da Globo, com cases recentes da emissora que geraram grande engajamento pós-COVID, como a Expedição Globo da Janela, e as versões online do Verdejando, que teve envio de kits para as casas dos participantes, com ação de plantio coletivo de mudas no Dia do Meio Ambiente; e do Meu Eixão, evento realizado em Brasilia que ganhou atividades com lives, conteúdos e também envio de materiais.

Paulo Octavio Pereira de Almeida (P.O.), Managing Partner na LIVE MARKETING Consulting, e Denis Braguini, Events Director Latin America da Resultados Digitais, também enfatizaram a importância da experiência e comentaram como deverão ser os próximos passos do setor. “Não faz parte da nossa natureza humana ficarmos sozinhos. Os eventos estão num processo evolutivo de digitalização, mas não significa que ela vai ser substitutiva em relação ao face to face. Eventos geram conexões comerciais e emocionais, quem organiza precisa entender de tecnologia como nunca antes, mas entender também a relevância da experiência física”, afirmou P.O.

Na opinião de Braguini, a COVID trouxe novas oportunidades e significados de projetos. “Eventos presenciais, online e híbridos devem ter estratégias específicas de acordo com cada projeto. É preciso entender qual a prioridade dos participantes. Os presenciais são melhores para networking, seguido dos híbridos. Presenciais também atingem quem quer focar na experiência e jornada do participante. Se a prioridade for conteúdo e acesso pós-evento, os virtuais atendem – 93% planeja investir em eventos online como nova ferramenta”, afirmou, citando estudo recente. “Já os híbridos ainda são pouco explorados, mais trabalhosos e mais caros que os virtuais, porém são o projeto perfeito. Se houver budget, indicamos a experiência híbrida”, complementou.

O Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de SP, Sergio Sá Leitão, participou do painel com dados sobre o impacto econômico da Economia Criativa e comentou as medidas do Governo do Estado para a retomada gradual de atividades. “As atividades culturais e criativas, entre elas os Eventos, tem um grande papel na geração de renda, emprego e desenvolvimento no nosso estado e de todo o país. As atividades virtuais não compensaram a perda de receita com paralisia das atividades comerciais. A retomada começa a acontecer agora e esperamos de 16 a 20 meses de recuperação progressiva”, afirmou, citando ainda o dia 27 de julho como marco para o retorno de algumas atividades, como museus, centros culturais, teatros, auditórios e eventos presenciais com público sentado, seguindo protocolos de segurança. O Secretário citou também um investimento público de R$ 177,2 milhões, previsão de apoio a 4800 projetos de empresas culturais e criativas e geração prevista de 53.800 postos de trabalho para estimular a retomada do setor, além da necessidade de comunicação adequada para reconquistar a confiança do público em participar de novos eventos.

Empatia nas relações cliente e agência

Como clientes, fornecedores e agencias podem criar pontes para que, juntos, possam atravessar a crise? Este foi o principal ponto abordado pelo bloco de Relações Sustentáveis, que compartilhou opiniões de Ronaldo Ferreira, CEO da uma Diversidade Criativa; Leila Bueno, Sócia-diretora da Bueno Arquitetura Cenográfica; Frank Pflaumer, Vice-presidente de Marketing & Comunicação da Nestlé; e Felipe Bratfisch Santiago, Head of Sponsorship and Experiential Marketing da Ambev, com mediação de Igor Tobias, Managing Director Brasil MCI Group, Presidente da MPI Brazil e diretor do Comitê de Relações Sustentáveis da AMPRO.

“Agências estão trabalhando na criação de novos formatos para entreter, capacitar e gerar experiencias sem que as pessoas se encontrem. Já estamos criando festas com lives com celebridades para empresas que antes não podiam contratá-las, eventos globais, soluções mais acessíveis, democráticas e cocriativas. Clientes estão conseguindo otimizar suas verbas e turbinar o acesso aos seus eventos com a ajuda das agências. As demandas estão voltando, mas os budgets dos projetos foram reduzidos a 25% do que eram antes da pandemia e os faturamentos despencaram na mesma proporção”, enfatizou Ronaldo Ferreira Jr.

A necessidade de empatia, não só com as agências, para manter as boas relações comerciais, mas também com públicos internos e consumidores, foi citada por Frank Pflaumer e por Felipe Santiago. Eles citaram ações da Nestlé e da Ambev em benefício de clientes, consumidores e de fornecedores, incluindo a revisão dos prazos de pagamento das agências, com redução de até 90 dias no caso da Ambev. “Abrimos brechas nas políticas globais e 40% de todos os pagamentos foram feitos em até 10 dias no último período, isso ocorreu mediante muito diálogo, que tem sido o grande motivador para encontrarmos soluções”, afirmou o VP de Marketing da Nestlé. “É importante colocar o problema na mesa e estarmos abertos ao diálogo. Não adianta o cliente sair fortalecido, mas sem os parceiros que ajudaram a construir suas marcas ao longo de todos os anos”, disse o Head da Ambev.

Igor Tobias lembrou ainda sobre a importância de desmistificar os percentuais. “Não funciona e nunca mais vai funcionar. Não é qual é o percentual do meu budget que vai para a agência, mas, sim quanto vale o serviço da agência”, enfatizou, citando a importância da inteligência de negócios envolvida nos projetos criados. “Quando contrata uma consultoria, você não recebe o trabalho de graça. Empresas deveriam chamar as agências com base na análise do seu histórico e valor da proposta e não mais solicitando horas de mão de obra interna e, dentro de 4,5,8,10 propostas, absorverem todo aquele capital intelectual de forma gratuita. O auge da valorização vai chegar quando as empresas forem escolhidas com base no seu histórico e capacidade de entrega”.

Leila Bueno comentou sobre a importância de aproveitar a oportunidade gerada pela crise para a criação de novos projetos e formatos para os próximos anos. “O valor da inteligência é determinante na nossa cadeia e fundamental na geração de negócios. É hora de arrumarmos a nossa casa, o nosso setor, com tanta gente capacitada”, grifou.

A importância do Incentivo

O Painel Incentivo, que foi aberto por Daniel Sá, Head da área de Relacionamento com Clientes da EAI?! LIVE MARKETING, com mediação de Silvana Torres, presidente da Mark Up, tratou sobre a importância do Marketing de Incentivo na retomada. Participaram Daniel Coimbra, Gerente Nacional de Trade Marketing na Whirlpool América Latina; Johnny Wei, Sócio da Vertem; Georgia Natacci – Advogada, membro do comitê de marketing de Incentivo da AMPRO, membro do comitê jurídico da Abemf; Marcos Rodrigues, Gerente Administração de Vendas da Colgate-Palmolive Brasil, e Ricardo Albregard, Advogado, Diretor Geral do Comitê de Marketing de Incentivo da AMPRO, Conselheiro do IMA Brasil.

“Já temos claro o poder do marketing de incentivo para criar relações humanas. É o marketing do relacionamento, fundamental, alicerce da maneira como nos relacionamos com nossos clientes. Somos muito impactados como nosso trabalho tem também uma função social”, afirmou o gerente da Whirlpool.

Os participantes falaram sobre adaptações em programas de Incentivo pós-COVID, dicas para formatação de novas campanhas e sobre o cenário atual, do ponto de vista da legislação. “Claro que não estávamos prontos para enfrentar uma situação de isolamento, mas o que mudou foi a necessidade das pessoas. Um programa de incentivo não se prepara num passe de mágica. É preciso entender o que acontece no mercado. Internamente, saber onde se quer chegar, o que quer fazer e quem são os parceiros internos que poderão ser envolvidos. Do lado das agências, entender o cliente e perguntar o que ele precisa é fundamental”, disse o Gerente da Colgate.

Georgia Natacci e Ricardo Albregard citaram sobre a importância do marco regulatório com a Reforma Trabalhista aprovada no final de 2017 e a busca da AMPRO pelo aperfeiçoamento do marco legal, especialmente com relação a premiação de terceiros. “Temos ido constantemente ao Congresso, participando na Frente Parlamentar de Serviços, que reúne 110 deputados, participamos lá de 5 reuniões com o Executivo e com a Receita Federal. Conseguimos premiação para órgãos Públicos Federais, que é outra conquista da AMPRO”, pontuou Albregard, citando o trabalho do Comitê de Marketing de Incentivos da Entidade, que reúne 10 agências atualmente.

Já as tendências ficaram para a participação de Johnny Wei, que falou sobre a experiência de consumo do cliente B2B e B2C cada vez mais integrada, com APPs, marketplaces e plataformas no caminho até o varejo; e dos dados, que estão evoluindo para trazerem ofertas hipercustomizadas. Falou ainda sobre o incentivo como um comportamento. “Não são só pontos, hoje você vê o cash back, o acesso a benefícios, os descontos, a multiplicidade de recompensas é uma tendência grande”, afirmou. Enfatizou ainda a colaboração das empresas ou ecossistemas em relação aos dados, respeitando a legislação, para levar propostas de valor mais relevantes aos consumidores.

Trade Marketing como protagonista

Uma das áreas que precisou se manter ativa, mesmo com o isolamento, o Trade Marketing foi considerado protagonista nas ações de Live Marketing durante a crise, apontaram os especialistas no último bloco do dia 14, que tratou sobre o assunto. Mediado por Stênio Souza, Diretor do comitê de Trade Marketing da AMPRO e CEO da Smollan iTrade; o painel teve participações de Regis Duarte, Vice-Presidente da Creata Latin America; Daniele Monteiro da Motta, Sócia diretora da Omnishopper consultoria especializada no conhecimento do Shopper; Kerley A. Silva, Gerente de Trade Marketing da Pfizer; e Fernanda Dalben, Diretora de Marketing da Rede de Supermercados Dalben.

Daniele Motta enfatizou sobre as mudanças do novo shopper e hábitos que foram criados pós-COVID, com dados de pesquisa da Nielsen que apontam aumento de 27% nas compras online e 53% dos entrevistados buscando experiências omnicanal. “Muita gente está fazendo coisas pela primeira vez, como algumas compras por app. Pessoas não precisam mais ir às lojas, elas têm que querer ir. Novos critérios entram como atributos de decisão, como lojas mais limpas, por exemplo. Na retomada, como surpreender o shopper? Tem ainda uma transformação enorme a ser feita nas lojas físicas. O desafio da omnicanalidade, dos times multifuncionais”, citou.

Fernanda Dalben compartilhou a experiência da rede de supermercados que está inovando em ações na região de Campinas. O Projeto Experiências Dalben, de experiências no PDV, ganhou versão online com lives e experiências de degustação depois da pandemia. “O trade marketing foi forçado a buscar alternativas”.

Kerley Silva contou sobre as ações da Pfizer com time de força de vendas, treinamentos e consultoria. “Estreitamos relacionamento com profissionais de saúde, analisamos o sell out em quase 70 mil PDVs no Brasil, promovemos aproximação e alocação mais rápida de produtos, fortalecemos nosso programa de relacionamento e o nosso foi fortalecido, entre outras ações”, lembrou.

Stenio Souza lançou, na oportunidade, o Guia de Contratação de Serviços de Trade Marketing, preparado pelo Comitê de Trade Marketing da AMPRO. O material, que ficará disponível para download no site da AMPRO, traz o passo a passo da jornada de contratação, desde a fase de seleção inicial, passando pela avaliação de proposta técnica-comercial e fase de negociação ou comercial. “Queremos mostrar onde o trade marketing agrega valor”, afirmou.

Para finalizar, Regis Duarte enfatizou a importância do digital para o varejo. “A sociedade queria um canal novo, que é o digital, e o varejo viu nesse canal oportunidade de ampliar penetração e atender a necessidades desse shopper. Fica a expectativa de maior protagonismo e integração do trade com marketing e vendas. Para o varejo e indústrias, a lição é continuar os investimentos na omnicanalidade e que as indústrias enxerguem que é uma oportunidade, já que muitas vezes usam soluções de trade vinculadas apenas a experiências físicas”.

O evento da AMPRO contou, ainda, com as participações de Juan Pablo de Vera, CEO do grupo R1, sobre os trabalhos da Go Live Brasil, coalizão formada pelas principais instituições relacionadas à indústria de Eventos, que trabalha pela conscientização da segurança na volta dos Eventos; do Chef Gustavo Torres, do Espaço L’Atelier, sobre a segurança das refeições e experiências gastronômicas durante a quarentena; e do VP Regional da AMPRO e sócio da V3A, Marcos Rosenthal, sobre o papel da Entidade no fortalecimento do mercado regionalmente.

O primeiro dia do encontro, que finalizou com um happy hour com música ao vivo de Renato Giraldi, da Song4, teve o apoio da Nestlé e da Heineken, com preparo de kits coffee break e happy hour que foram enviados para as casas dos participantes inscritos, além do apoio do WTC, da TLV, do FAS Advogados, do Espaço L’Atelier, da R1, com a captação das imagens, e da Inteegra, com a transmissão ao vivo.

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Apresentação para evento em painel de LED: como preparar os slides

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O arquivo 1920 por 1080 que funciona no notebook não cobre um painel de evento grande. O acerto de formato começa semanas antes, na conversa com o fornecedor do painel.

A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, faz o acerto de formato do painel antes de desenhar a apresentação de evento: segundo a própria Mindo, painel com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento. Entre os trabalhos do estúdio está a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, pensada para um palco de grande escala.

O texto abaixo organiza o que pedir ao fornecedor do painel, o que muda no desenho dos slides e como se preparar quando o prazo é curto.

Por que o slide 16:9 quebra no painel de LED?

O slide 16:9 quebra no painel porque o painel de evento tem outra geometria: é largo, baixo e às vezes dividido em módulos. Um arquivo 16:9 esticado numa tela assim deforma o logo, corta o rodapé ou ganha barras pretas nas pontas, e o público vê um palco com parte do painel apagada.

A aritmética mostra o tamanho do problema. Num painel hipotético de 12 por 3 metros, a proporção é 4:1, enquanto o slide padrão tem 1,78:1. Para preencher o painel, o slide precisa ser desenhado em outro formato desde o primeiro rascunho. Mudar a dimensão depois de pronto obriga a refazer a diagramação, e o prazo de evento quase nunca comporta isso.

O que pedir ao fornecedor do painel antes de desenhar

A montadora ou o fornecedor de LED tem as respostas, e metros dizem pouco para quem desenha slide. Peça, por escrito:

  • Resolução real em pixels, largura por altura, do painel inteiro e de cada região, se ele for dividido.
  • Proporção final do campo de imagem, depois de somados todos os módulos.
  • Área útil: o trecho que o público vê de todos os lugares da plateia, sem estrutura, cenário ou borda do palco na frente.
  • Se há mais de um painel (central, laterais, tela de apoio) e se cada um recebe um arquivo diferente.
  • Como o arquivo entra no sistema: PowerPoint aberto direto, vídeo exportado ou sequência de imagens. Isso muda o que o estúdio entrega e o que o operador consegue ajustar na hora.
  • Quais fontes e vídeos precisam ir embutidos, e em que formato o fornecedor aceita cada um.

Com a resolução em mãos, o estúdio configura o tamanho de slide personalizado antes de desenhar qualquer coisa.

Onde fica o palestrante em relação ao painel?

A posição do palestrante decide onde o conteúdo pode ficar. Se a pessoa fala no centro, em frente à tela, o corpo dela cobre justamente a área onde o título costuma ir. Se o púlpito está à esquerda, o conteúdo importante vai para a direita.

Peça à produção a planta do palco com púlpito, mesa, sofá de debate e escada. Sobreponha essa planta ao layout e marque as zonas cegas, aquelas atrás de pessoas, móveis e estrutura. Número, frase e nome de participante saem dessas zonas. Ali cabem só fundo, textura e elementos de ambientação.

Como preparar slides para um evento corporativo grande?

Para um evento grande, o desenho dos slides muda em quatro frentes, todas ligadas à distância entre o painel e a plateia.

Tipografia. O que parece enorme no monitor fica pequeno do fundo da sala. Projete o slide numa tela e olhe da outra ponta do ambiente. Bloco de texto com mais de duas linhas raramente funciona no painel: troque o parágrafo por uma frase ou por um número em destaque.

Margens. Deixe margem de segurança generosa em volta de tudo o que importa, maior que a de uma tela comum. Elemento colado na borda é o primeiro a ser cortado por moldura, ajuste de cor ou enquadramento de câmera.

Contraste e cor. Painel de LED emite luz, então teste no ensaio se o fundo branco ofusca numa sala escura e se degradês suaves aparecem em faixas. Fundo escuro ou de cor sólida, com texto claro, é o ponto de partida mais seguro. Mostre a paleta ao fornecedor do painel antes da versão final.

Imagens. Foto que ficava nítida num slide pequeno estoura em pixels quando ocupa metros de painel. Peça a imagem em alta resolução desde o briefing e use ilustração vetorial quando o tema permitir, porque ela escala sem perder a borda.

Preciso de uma apresentação para evento corporativo com prazo apertado: o que fazer primeiro?

Com prazo apertado, a primeira providência é mandar ao estúdio os dados de formato e de palco, antes de qualquer conteúdo. A resolução do painel, a planta do palco e o roteiro de quem fala são as três informações que o estúdio precisa ter em mãos para começar a desenhar. O material da Mindo registra o Prêmio Einstein como uma apresentação de evento feita com prazo apertado, pedida pela agência responsável pelo evento.

O processo do estúdio tem cinco etapas: briefing, roteiro e storytelling, identidade visual da apresentação (com uma prévia para aprovação), criação da apresentação completa e revisão com entrega. Num projeto curto, aprovar a prévia logo cedo protege a criação da apresentação completa de uma mudança de rumo.

Depois da entrega, o formato do arquivo conta. Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, ao contrário de um vídeo, que precisa ser renderizado de novo. Isso só ajuda se o arquivo estiver aberto e no formato certo no dia.

Como testar a apresentação no local

Nenhuma checagem em escritório substitui o teste no palco. Combine com a produção um ensaio técnico em que o arquivo real, e não um de amostra, rode no painel final, com o operador que vai acioná-lo. Nesse ensaio, confira:

  1. Se o conteúdo ocupa o painel inteiro, sem barra preta nem esticamento.
  2. Se a leitura funciona das fileiras do fundo e das laterais da plateia.
  3. Se o palestrante, na posição marcada, deixa o essencial visível.
  4. Se animações e vídeos rodam sem engasgar e se as fontes aparecem como foram desenhadas.
  5. Se a troca de um slide para outro acontece no ritmo combinado com quem opera.

Leve também uma cópia em pendrive e outra na nuvem, no mesmo formato aprovado.

Como preparar uma apresentação para um evento grande: a ordem dos passos

  1. Peça ao fornecedor do painel a resolução, a proporção e a área útil.
  2. Peça a planta do palco com a posição do palestrante.
  3. Configure o formato do slide antes de desenhar.
  4. Desenhe pensando em distância: texto curto, contraste alto, margem larga.
  5. Teste o arquivo real no painel final, com o operador.

Quem quiser ir mais fundo encontra um guia sobre apresentação em painel de LED. O ponto central cabe numa frase: o slide é desenhado para o painel, e não adaptado a ele no fim.

O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação e vídeo para eventos.

 

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Quem faz apresentação de palco: cerimônia de premiação, evento de imprensa e eventos com mais de 100 slides

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Apresentações exibidas em palco, no Brasil, mostram quem pede o arquivo, o que o estúdio entrega e o que a produção precisa fechar antes do primeiro slide.

A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, desenvolveu a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a apresentação do evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3 e a apresentação do Kwai Summit 2025, uma peça única com mais de cem slides. Cada uma veio de um tipo de pedido: a agência responsável pelo evento, a própria montadora e uma agência que já tinha roteiro e key visual fechados.

Para quem organiza evento, esses casos funcionam como um mapa. Cerimônia de premiação, coletiva de imprensa e summit de mercado levam o mesmo tipo de arquivo ao palco, mas cada um pede decisões diferentes sobre roteiro, formato de tela e aprovação.

Quem faz a apresentação de uma cerimônia de premiação?

Para o Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a Mindo desenvolveu a apresentação exibida durante a cerimônia de premiação, a pedido da agência responsável pelo evento. O arquivo foi pensado para um palco de grande escala e acompanha os momentos de anúncio e homenagem. Segundo a própria Mindo, é um dos trabalhos de evento feitos com prazo apertado.

Numa cerimônia, o cerimonial manda no arquivo. Abertura, anúncio de cada categoria, entrada do homenageado e encerramento são momentos com ritmo próprio, e cada um precisa de um slide que o público leia em segundos. Um risco recorrente é entregar o arquivo antes de a produção fechar a ordem das categorias: qualquer troca de sequência vira retrabalho de montagem na véspera.

Quem faz a apresentação de um evento de imprensa de lançamento de produto?

Para o evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3, a Mindo desenvolveu diretamente para a Audi Brasil a identidade visual da apresentação e todos os slides. O material percorre o modelo da terceira geração em detalhe: design, dados técnicos, dimensões, equipamentos e tecnologia embarcada.

Em lançamento para jornalistas, o slide é lido e anotado, e por isso cada dado técnico precisa de conferência da marca antes de ir ao arquivo final. Quem monta a apresentação diagrama a informação, mas não valida número de produto. Combine no briefing quem da empresa assina a revisão técnica e em que data ela fecha.

Como é uma apresentação de evento com mais de 100 slides?

A Mindo desenvolveu a apresentação do Kwai Summit 2025, exibida no palco do evento, a partir do roteiro e do key visual da agência responsável. Foi uma apresentação única, com mais de cem slides, chamada por uma agência de eventos. O Summit reuniu marcas, criadores e profissionais do mercado brasileiro, e o estúdio detalha o caso em um guia sobre a apresentação de evento do Kwai Summit com mais de 100 slides.

Com esse volume, a organização do arquivo pesa tanto quanto o desenho. Três práticas seguram o trabalho:

  • Dividir o arquivo em seções nomeadas por bloco ou palestrante, com numeração clara e um índice para o operador.
  • Fixar uma data de corte para o material bruto, anterior à entrega final, e tratar o que chega depois em fila separada.
  • Ter uma pessoa só consolidando os pedidos de ajuste, para que cinco pessoas não gerem cinco versões do mesmo slide.

Quem faz a apresentação de um evento corporativo no Brasil: a agência ou o estúdio?

A agência de eventos costuma acionar o estúdio, e foi assim em dois dos três casos principais: no Prêmio Einstein, a peça foi pedida pela agência responsável pelo evento; no Kwai Summit, a apresentação foi chamada via agência de eventos; no caso da Audi, o pedido veio direto da marca.

Isso muda o que perguntar. Com agência no meio, o briefing precisa dizer quem aprova (a agência, a marca ou os dois), quem entrega o material de entrada e quem fala com a produção do palco. Sem agência, a própria empresa assume esses papéis.

O que é key visual de evento e como ele vira a apresentação de palco?

Key visual de evento é a imagem-base da comunicação: composição, cores, tipografia dos títulos e elementos gráficos que aparecem no convite, no cenário e na tela. A apresentação de palco herda esse material, e o trabalho do estúdio é transformá-lo num sistema de slides com títulos, gráficos, transições e blocos que funcionem a vinte metros do público.

No Kwai Summit, o key visual veio da agência responsável, e a Mindo construiu a apresentação a partir dele. Nesse tipo de projeto, a Mindo constrói a identidade visual da peça sobre o material que a marca ou a agência já definiu. A identidade da empresa em si chega pronta ao projeto, trabalho de uma agência de branding.

Quem escreve o discurso do apresentador numa apresentação de evento?

A fala de quem sobe ao palco é do apresentador ou de quem o prepara. O roteiro da apresentação, que organiza o que aparece em cada slide e em que ordem, pode vir de três lugares, e os casos da Mindo mostram os três. No Kwai Summit, o roteiro veio da agência. Para o evento de lançamento da Brother voltado aos parceiros comerciais, a Mindo adaptou o roteiro a partir do material enviado pela marca, desenvolveu a identidade visual da apresentação e criou todos os slides. Na apresentação do evento Retail Media Experience, da Unlimitail, o estúdio respondeu pelo roteiro, pela identidade visual da apresentação e por todos os slides.

A lição para o briefing é simples: escreva, antes do primeiro slide, quem fecha o roteiro e quem aprova a fala. Sem essa definição, o prazo escorre na primeira rodada de aprovação.

O que pedir a quem vai fazer a apresentação de palco

Antes de contratar, leve estas perguntas para a primeira conversa:

  1. Quem é o dono do roteiro: a marca, a agência ou o estúdio?
  2. Qual é a resolução real da tela, em pixels? Segundo a própria Mindo, painel de LED de evento com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento.
  3. O arquivo final é editável? Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, o que importa quando o palestrante muda uma frase no dia.
  4. Quando fecha o material bruto e quando termina a última rodada de ajustes?
  5. Haverá ensaio com o arquivo real, no equipamento do palco, com o operador que vai acioná-lo?
  6. Quem decide se o arquivo precisar ser trocado durante o evento?

Quem responde a essas seis perguntas antes da produção começar evita a maior parte dos sustos de última hora. O fornecedor que não consegue respondê-las ainda não entendeu o palco.

O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação para eventos.

 

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