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Antonio Bigaton: Sete motivos para investir em uma intranet

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Gerenciar informações é um grande desafio para todas as empresas. Independentemente do porte ou quantidade de funcionários, centralizar as informações oficiais e manter as equipes alinhadas com a estratégia empresarial é crucial para o desenvolvimento do negócio. Nesse sentido, a intranet surge como uma solução perfeita para sanar boa parte das demandas da comunicação. Por isso, separei sete motivos para investir em uma intranet. Confira!

#1 Propagar as informações da empresa: Fazer a informação chegar aos colaboradores é tão importante quanto atrair a atenção e ter a mensagem entendida por seu público. Pode parecer banal, mas fazer a informação chegar aos destinatários sem ruídos é um dos principais desafios das empresas. A intranet é um sistema virtual onde cada usuário recebe um login e, a partir daí, é possível que tenham acesso aos comunicados e documentos da organização. Muito mais eficiente do que outros canais de comunicação que ficam limitados ao espaço de exposição, como a TV corporativa ou o velho jornal mural. Uma vez instaurada dentro da organização, a intranet torna-se um veículo formal, ou seja, de informações confiáveis e oficiais. É uma excelente maneira de combater a famosa “rádio peão” e as fofocas de corredor.

#2 Acessibilidade: Com um sistema inteiramente na nuvem, é possível acessar a intranet em qualquer dispositivo conectado à internet. Essa facilidade faz com que documentos, notícias, gerenciamento das equipes e eventos, fiquem à disposição dos funcionários mesmo se estes não estiverem fisicamente dentro da empresa. É uma facilidade extra para implementar o home office, ou então, ter acesso aos dados da organização em uma viagem de negócios, por exemplo. Se antes o colaborador precisava solicitar um documento para um departamento responsável e esperar que ele ficasse pronto, com a intranet esse processo torna-se automático e é feito em questão de minutos.

#3 Segurança: Uma vez que é desenvolvida de maneira personalizada, a intranet é uma rede privativa, e apenas os colaboradores tem acesso ao sistema. Sendo assim, a segurança das informações e dos dados é uma garantia intrínseca da ferramenta. É possível, inclusive, restringir o acesso a determinadas abas de navegação de acordo com o cargo ou setor. Dessa forma, o colaborador só tem acesso a informações e documentos que são pertinentes à sua função. Mas, é claro que restringir não é tudo. A empresa precisa criar políticas de conscientização sobre a responsabilidade dos funcionários a respeito das informações da organização.

#4 Produtividade e agilidade: Investir em uma intranet pode trazer muito ganho de tempo e aumento na eficiência administrativa. A ferramenta pode agilizar o trabalho burocrático dos colaboradores, otimizar diversos processos internos, disponibilizar informações e documentos, facilitar a checagem de dados e evitar erros e falhas no trabalho, uma vez que tudo é atualizado em tempo real. Outra vantagem é a geração de dados que o sistema pode proporcionar. Imagina o quão importante para tomada de decisões se a liderança tiver acesso ao número de horas que foram gastas em cada processo ou a quantidade de vezes que um documento foi alterado até ser concluído? Esse é o tipo de informação que ajuda na precificação de um serviço e na renegociação de um contrato.

#5 Cultura organizacional: A integração das equipes é uma realidade cada dia maior. Se antes os ambientes open space davam conta de manter o time reunido, atualmente, quando a maioria dos projetos envolvem mais de uma equipe, é indispensável ter um sistema que integre e reúna todos as informações de maneira simultânea. Com uma intranet, colaboradores, equipes diversas e gestores trabalham de maneira integrada, mesmo quando estão em locais geograficamente dispersos. Essa colaboração ajuda na construção e no fortalecimento da cultura corporativa.

#6 Tecnologia: Uma grande queixa do público interno é a lentidão com que algumas empresas se adaptam à tecnologia. Uma pesquisa feita em 2017, no Reino Unido, pela agência Gatehouse, ouviu 450 profissionais de comunicação interna. Desses, 49% consideram ultrapassadas as tecnologias utilizadas pelas empresas para se comunicarem com seus colaboradores. O mundo se modernizou, os hábitos mudaram e as empresas precisam acompanhar. A Intranet multiplataforma (adaptada também para smartfones) é a ferramenta ideal para uma comunicação interna eficaz, principalmente levando em consideração os novos hábitos da sociedade. Manter os canais de comunicação no mundo off-line não gera engajamento e, consequentemente, faz com que as mensagens mais importantes simplesmente não cheguem aos receptores alvo.

#7 Pequenas burocracias do dia a dia: As pequenas burocracias, muitas vezes, acabam tomando muito do tempo produtivo de um colaborador e, nesse sentido, a intranet pode desafogar alguns processos simples. Um dos melhores exemplos é a reserva de espaços compartilhados. É possível criar dentro da Intranet uma agenda para salas de reunião. Basta o funcionário entrar no sistema e “bloquear” a sala com data e hora. Outro processo burocrático, que acaba recaindo sobre o RH é a gestão dos aniversariantes do mês. Todo colaborador tem um perfil dentro do sistema e a organização dos aniversários, que antes era feita manualmente, passa a ser automática.

É impossível listar todas as vantagens, até porque cada empresa tem uma demanda especifica, e é justamente por isso que a intranet precisa ser uma ferramenta personalizada. Certamente, todas as empresas podem se beneficiar ao implementar um sistema como esse.

Antônio Bigaton é Administrador de empresas formado pela FAAP e sócio diretor da Company Group.

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Silmara Reis Salles – Os caminhos acertados das ações de Mobile Marketing

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Por Silmara Reis Salles – Head of Sales Brasil dá Logan 

Assim como ocorreu com praticamente tudo, também o Mobile Marketing, que por definição é o conjunto de ações capazes de impactar os usuários em dispositivos móveis, foi afetado pela Covid-19, mas, neste caso, houve um crescimento do setor, afinal, devido as restrições, as pessoas que já utilizavam o celular, não somente como um meio de comunicação, mas como uma ferramenta de entretenimento e compras, passaram a ter o aparelho como centro de tudo.

Essa transição fez com que o consumo de horas atrás da telinha aumentasse em 20% ao ano, uma média diária de mais quatro horas no celular, conforme dados da App Anie. A rotina mudou, as aulas presenciais passaram a ser EAD, a ida ao restaurante virou pedido por APPs, as academias passaram a oferecer videoaulas na sala de casa e as reuniões presenciais de trabalho tornaram-se calls, tudo isso tendo o celular, como grande ferramenta.

O novo cenário impôs alguns ajustes nas estratégias de Mobile Marketing. As Campanhas de Geolocalização, por exemplo, onde o foco é chamar o consumidor para um ponto de venda e em seguida medir o número de visitas, somaram-se a esse kpi outros como ter o direcionamento para uma loja online na base do histórico de geo behaviour, ou para um canal de atendimento da marca, por meio de novos formatos de engajamento via APP de mensagens, o que vem chamado de Social Commerce.

Com tecnologias inovadoras é possível obter dados a partir de uma ferramenta de clusterização que divide a população em vários grupos. Isso nos permite criar uma audiência real, de mais de 165MM de devices no Brasil, onde podemos segmentar conforme o target da campanha pelo Device ID do aparelho em algumas categorias: App Behaviour, Geo Behaviour, interesses, idade, gênero, classe social, marca de aparelho e conexão.

O bom é que a tecnologia mobile por ser adotada em todos os segmentos empresariais, desde que, claro, não sejam ignorados alguns pontos importantes. Uma boa ação de Mobile Marketing tem que ter bem definidos os principais KPIs – Key Performance Indicator – de cada campanha, para podermos trabalhar os targets de forma mais precisa, visando a experiência do usuário com a marca da melhor maneira, fazendo com que ao final da ação esse usuário esteja engajado com a marca e traga mais resultado à campanha.

Há também alguns pontos de atenção que não podem ser ignorados e, ainda que pareçam óbvios, por vezes, não são considerados:

•Delimitar a frequência de entrega, envios constantes sem novas atrações podem ser tornar invasivos ou uma publicidade spam;

•Entregar conteúdo relevante para o usuário, criando experiências únicas;

•Respeitar a privacidade do usuário, considerando a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais;

•Buscar empresas que tenham auditoria de reportes

É certo que as ações de customer experience se auto reforçam pelos resultados que trazem, porém as companhias precisam treinar seus funcionários para que eles possam fornecer as experiências desejadas com consistência. Além disso, já devemos pensar sobre a infraestrutura da comunicação, principal driver de desenvolvimento e crescimento ao longo dos anos, com ênfase nas novas tecnologias, como a chegada da 5G, uma banda larga mais potente, para que haja uma interconexão entre fábricas e consumidores e seja possível armazenar, processar e comunicar uma quantidade elevada de dados.

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Ricardo Dias – O setor de eventos e sua relevância para a economia nacional

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A Associação Brasileira de Eventos dá sequência a um trabalho, cujo propósito é tornar o setor de eventos cada vez mais estruturado, profissional, forte e ético.

Quando o setor de eventos irá retomar as atividades presenciais?

A resposta é que ainda não chegou o momento de trabalharmos com capacidade de público típica dos eventos. Como presidente da Associação Brasileira de Eventos – Abrafesta, sempre reforço a importância da conscientização por parte da população e a adoção das medidas de segurança pela preservação da saúde. Devemos seguir cumprindo o nosso papel, pois quanto antes conseguirmos controlar a contaminação por coronavírus, antes retomaremos as nossas atividades. Pedimos reflexão e entendimento neste momento.

Aproveito para fazer um balanço do trabalho da Abrafesta diante de um cenário que, de fato, ainda é delicado.

Em 2020, a Abrafesta também apoiou ações com intuito de dar voz e ajuda ao setor, como por exemplo: a Passeata com Cases, um movimento que evidenciou o importante papel da categoria, reunindo mais de 1.500 profissionais da área técnica de eventos; o movimento ComerAmorAção que arrecadou cestas básicas para ajudar os mais vulneráveis do mercado; entre outros.

Não temos medido esforços para orientar os associados, profissionais e empresários do setor sobre rumos, possibilidades e negociações; como lidar com cancelamentos ou adiamentos de eventos neste cenário desolador. A Abrafesta segue exercendo seu papel associativo e cooperativo, abrindo novas regionais em estados, como RJ, MG, RS, RN, AC, DF, CE e MT, ajudando a reformular processos, apontar caminhos e soluções para o setor em todo o território nacional. O cancelamento ou adiamento de eventos interrompeu uma cadeia de, no mínimo, 50 segmentos. Estamos falando de um setor que gerava a média de 8 milhões de postos de trabalho antes da pandemia.

Houve ainda avanços junto ao poder público, como a participação da criação dos protocolos de retomada, pleitos às prefeituras de diferentes cidades em todo o país, como também diálogo junto aos Estados e Governo Federal com frente para retomada, créditos e subsídios. Em 3 de maio, o Presidente da República finalmente sancionou o PERSE (PL 5.638/2020), porém a aprovação não ocorreu na íntegra e passou por alguns vetos que, segundo Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, foram necessários porque o Governo Federal não conseguiu estabelecer como se daria a compensação tributária, conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Aguardaremos uma reunião em breve onde serão discutidas soluções para os pontos vetados.

Vale ressaltar que o setor de eventos movimentava anualmente R$ 250 bilhões em eventos corporativos e R$ 17 bilhões em eventos sociais antes da pandemia. Hoje, passados mais de 300 dias desde o início da pandemia, o setor apresenta o seguinte panorama: só 8% dos eventos estão operando; 32% mudaram o modelo do negócio; 60% pararam completamente; Grande parte dos profissionais do setor migraram para outros serviços e/ou profissão e há queda de faturamento de 98% do setor em território nacional.

Mesmo diante de dados nada otimistas, a criatividade dos profissionais do setor tem sido admirável, com novos formatos, como os eventos híbridos, festas em casa e festas online, por exemplo. Mas isso ainda é insuficiente! Chamo sempre a atenção do poder público para com o setor de eventos, pois, infelizmente, seus profissionais estão entre os 30 milhões de desocupados e trabalhadores de baixa renda no Brasil.

Somos inovadores, trabalhadores e merecemos ver o setor de eventos voltar a brilhar.

Ricardo Dias – Presidente da Associação Brasileira de Eventos  (Abrafesta)

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