Naty Sanches
Como o marketing de influência evoluiu e o que as marcas precisam entender agora

*por Naty Sanches
O marketing de influência deixou de ocupar um papel experimental nas estratégias de comunicação para se consolidar como um dos pilares da economia da atenção. Impulsionado pelo crescimento acelerado da creator economy, pela mudança no comportamento do consumidor e, mais recentemente, pelo avanço da regulação no Brasil, o setor vive um momento de amadurecimento que redefine como marcas, agências e influenciadores se relacionam, cada vez mais a partir de experiências, interações e presença contínua junto ao público.
Segundo estimativas da HypeAuditor, o mercado global de influenciadores deve alcançar US$31 bilhões até 2027. No Brasil, os números ajudam a dimensionar essa relevância: um levantamento da Nielsen aponta que o país já soma mais de 10 milhões de influenciadores com, no mínimo, mil seguidores no Instagram, ocupando a segunda posição no ranking global, atrás apenas dos Estados Unidos. Trata-se de uma escala que transforma o Brasil em um dos principais polos da creator economy no mundo e amplia o potencial de ativações que combinam conteúdo, relacionamento e experiência de marca.
Mais do que audiência, o marketing de influência demonstra impacto direto no consumo. Um estudo da Rakuten Advertising revela que 83% dos consumidores brasileiros já realizaram compras acima de R$100 com base nas recomendações de influenciadores. O dado reforça o papel desses criadores como agentes efetivos de conversão e não apenas de awareness. O mesmo levantamento mostra ainda que 55% dos entrevistados preferem consumir conteúdos em formato de vídeos curtos, evidenciando como dinâmica, linguagem e formato são decisivos para gerar engajamento e resultado em ações que exigem resposta rápida, envolvimento emocional e interação imediata.
Esse cenário de crescimento e impacto passa, agora, por um novo capítulo: a profissionalização regulatória. Sancionada em 6 de janeiro de 2026, a Lei 15.325/2026 representa o primeiro marco legal federal a regulamentar o exercício profissional de multimídia no Brasil. A legislação formaliza atividades de influenciadores digitais, criadores de conteúdo, streamers e produtores de vídeo que atuam de forma habitual com finalidade econômica, estabelecendo deveres de transparência, responsabilização civil e direitos contratuais. Na prática, o avanço jurídico reduz inseguranças, traz previsibilidade às relações comerciais e contribui para tornar o mercado mais atraente a investimentos estruturados em iniciativas que envolvem contato direto entre marcas e pessoas.
Paralelamente, os modelos de investimento das marcas também estão mudando. Dados do Relatório Anual de Marketing de Influência da Collabstr indicam que a maior parte das colaborações com influenciadores está concentrada em faixas de investimento mais acessíveis. Cerca de 80% dos engajamentos custam menos de US$300, enquanto 18% variam entre US$301 e US$1.000, normalmente envolvendo criadores de médio porte ou demandas de conteúdo mais complexas. Apenas 2% dos contratos ultrapassam US$1.000, o que evidencia a raridade das parcerias premium no contexto geral do mercado e reforça a busca por modelos mais recorrentes, escaláveis e orientados à eficiência.
Esse movimento sinaliza uma mudança clara de mentalidade: as marcas estão priorizando colaborações menores, recorrentes e escaláveis, em vez de grandes apostas pontuais com orçamentos elevados. O foco passa a ser eficiência, capilaridade e constância, construindo ecossistemas de creators que acompanham a jornada do consumidor ao longo do tempo e fortalecem a presença das marcas em múltiplos pontos de contato.
Para anunciantes e agências, o recado é direto: o marketing de influência deixou de ser uma ação isolada e se consolidou como infraestrutura estratégica de comunicação e negócios. Já para os criadores, o momento exige profissionalização, clareza de posicionamento e consistência de entrega. Menos dependência de grandes publis e mais construção de relações duradouras com marcas que buscam relevância contínua.
Em um mercado cada vez mais regulado, competitivo e orientado por dados, o diferencial não estará apenas no tamanho da audiência, mas na capacidade de gerar impacto real, com eficiência, credibilidade e alinhamento estratégico. É nesse novo estágio que o marketing de influência passa a operar, não mais como tendência, mas como parte estrutural do mix de mídia e crescimento das marcas.
Confira, a seguir, dicas para marcas que querem extrair mais valor do marketing de influência e transformar parcerias com criadores em estratégias mais consistentes e alinhadas aos objetivos de negócio.
1. Planeje influenciadores como parte da experiência não apenas da divulgação
Influenciadores não devem entrar apenas no final da estratégia para “anunciar” uma ação. Eles podem e devem participar da construção da experiência: do aquecimento à ativação, do evento ao pós-evento. Criadores ajudam a prolongar a vida das campanhas, transformando momentos em narrativas contínuas.
2. Use dados para criar experiências mais relevantes
Dados também orientam o desenho de experiências mais inteligentes, indo além da escolha de influenciadores com bom desempenho. Compreender o comportamento da audiência, os formatos preferidos e o timing de consumo permite criar ativações mais aderentes, personalizadas e com maior impacto.
3. Esteja preparada para operar com mais responsabilidade e transparência
Com a regulamentação da atividade de influenciadores no Brasil, marcas precisam elevar o nível de governança. Contratos claros, regras de transparência e alinhamento de responsabilidades passam a ser parte da operação.
4. Mensure impacto real, não apenas engajamento imediato
No marketing de influência, assim como no live marketing, o sucesso não pode ser avaliado apenas por métricas superficiais. É preciso medir o impacto na percepção de marca, geração de leads, conversão, retenção e valor de longo prazo. Experiências bem desenhadas não terminam quando a ação acaba, elas continuam influenciando o comportamento.
Para marcas que querem extrair mais valor do marketing de influência, o desafio já não está apenas em escolher os nomes certos, mas em estruturar estratégias mais inteligentes, consistentes e integradas aos objetivos de negócio. Em um cenário marcado por maior profissionalização, pressão por resultados e consumidores cada vez mais atentos à autenticidade das mensagens, torna-se essencial repensar modelos de parceria, formatos de ativação e métricas de sucesso, transformando a influência em uma alavanca contínua de construção de marca, relacionamento e performance.
Naty Sanches
As melhores jogadas das marcas nesta Copa do Mundo

*por Naty Sanches
Grandes eventos esportivos sempre funcionam como uma vitrine para as marcas. Mas, em uma Copa do Mundo, onde praticamente todas tentam chamar atenção ao mesmo tempo, destacar-se não é apenas uma questão de investimento. É uma questão de repertório, timing e criatividade.
Nas últimas semanas, acompanhei campanhas, ativações e movimentos de comunicação que foram muito além dos tradicionais anúncios com jogadores e discursos sobre paixão pelo esporte. Algumas marcas encontraram maneiras inteligentes de adaptar seus produtos ao contexto do torneio.
Mais do que falar sobre futebol, os casos que mais me chamaram atenção nesta Copa mostram como as marcas estão buscando participar das conversas de forma mais natural, encontrando pontos de conexão com aquilo que já desperta interesse das pessoas. Separei alguns exemplos que ajudam a entender esse movimento.
Quando a Levi’s apareceu sem aparecer
A FIFA cobriu as referências à Levi’s no estádio que leva o nome da empresa, já que a marca não integra o grupo de patrocinadores oficiais do torneio. Ainda assim, a ação acabou reforçando justamente o que tentava ocultar. Mesmo sem a exibição do logotipo, o público rapidamente identificou qual era a marca por trás daquele espaço, pois o pano que cobriu o nome é no formato das etiquetas das calças, algo bastante característico da marca.
Foi um dos casos que mais me chamou a atenção nesta Copa. Talvez porque ele mostre, de forma muito simples, o verdadeiro valor de uma marca bem construída. A própria Levi’s parece ter percebido isso e passou a utilizar a versão “coberta” do logo como foto de perfil em suas redes sociais, transformando uma restrição em ativo de comunicação.
O episódio serve como um lembrete de que branding vai muito além de um nome ou de um símbolo gráfico. Marcas fortes são reconhecidas pelas associações que constroem ao longo do tempo, seja por suas cores, formas, ativos visuais ou pelo significado que ocupam na memória das pessoas. Nesse caso, a silhueta escondida acabou gerando mais conversa do que o logo original provavelmente geraria.
A invasão das chuteiras rosas
Outro movimento que me chamou a atenção foi a invasão das chuteiras rosas nos gramados. Nike, Adidas, Puma e New Balance lançaram, praticamente ao mesmo tempo, modelos em tons semelhantes para seus atletas durante o mundial. Não foi uma ação conjunta, mas o resultado visual parece combinado.
A escolha faz sentido. Em um cenário repleto de uniformes, patrocinadores e estímulos visuais, o rosa cria contraste imediato e ajuda os jogadores a se destacarem em campo. E as chuteiras têm uma característica importante: são um dos poucos espaços em que os atletas podem dar visibilidade aos seus patrocinadores individuais durante a competição.
No fim, mais do que uma tendência de design, as chuteiras rosas mostram como as marcas disputam cada detalhe da atenção do público. Em um evento dessa dimensão, até os pés dos jogadores se transformam em mídia.
Uber transforma cinco estrelas em seis
A Uber encontrou uma maneira simples e bem-humorada de entrar no clima da busca pelo hexacampeonato. Durante o torneio, o aplicativo passa a permitir avaliações de até seis estrelas para motoristas parceiros no Brasil, transformando uma funcionalidade cotidiana em uma brincadeira que conversa diretamente com o imaginário dos torcedores. A ação faz parte da campanha “Chega Junto”, criada para celebrar o patrocínio da marca à CBF, e ganha força ao combinar uma mudança real na experiência do usuário com o espírito leve que costuma marcar as rivalidades e provocações do futebol. Com Ronaldinho Gaúcho à frente da comunicação e criadores de conteúdo ampliando a repercussão nas redes sociais, a marca mostra que, muitas vezes, as ativações mais eficientes não são as mais complexas, mas aquelas que conseguem participar de um momento que já está na cabeça das pessoas.
Philips Walita virou “Philips VARlita”
Ao transformar temporariamente a Philips Walita em “Philips VARlita”, a marca encontrou uma forma simples e inteligente de se inserir nas conversas sobre futebol sem abrir mão do seu território principal: a cozinha. Com o objetivo de gerar engajamento em canais digitais, a campanha está sendo veiculada ao longo do mês de junho, protagonizada por Bomtalvão, que assume o papel do narrador “BomGalvão” e Eric Borges. Além deles, se somam à estratégia de conteúdo sua embaixadora e C.A.O (Chief Airfryer Officer) Bruna Hermogenes e os nomes que compõem o seu squad de marca, como Gabriel Frazão, Marcos Ruschel, Natália Palmegiano e Sau Sampaio.
A provocação da Neosaldina ganhou escala global
Na estreia do Brasil, a Neosaldina levou o humor típico do futebol para um dos espaços publicitários mais disputados do mundo. Em um painel na Times Square, em Nova York, a marca exibiu Endrick acompanhado da provocação: “Dor de cabeça para escalar os titulares, Mister?”. A ação marcou sua primeira investida em mídia OOH internacional e mostrou como uma mensagem simples, apoiada em timing e repertório cultural compartilhado, pode gerar repercussão muito além do espaço físico onde é exibida. Com Endrick como embaixador, bastou observar uma discussão que mobilizava os torcedores e encontrar uma forma criativa de participar dela.
Quando a Nissan pediu Endrick em campo
O caso de Endrick também revela outro movimento comum em grandes competições: quando um personagem se torna assunto nacional, diferentes marcas passam a utilizá-lo como atalho para ganhar relevância. Foi o que fez a Nissan ao publicar nas redes sociais uma peça com a placa “ENDRK19” e a frase “Tira ele da garagem”, ecoando o desejo de parte da torcida de ver o atacante entre os titulares. A ação reforça como, muitas vezes, o valor está menos na mensagem criada pela marca e mais na capacidade de interpretar rapidamente o que já está mobilizando a atenção das pessoas.
Ao olhar para campanhas tão diferentes, um padrão fica evidente: as marcas que mais chamaram atenção nesta Copa não foram necessariamente as que falaram mais sobre futebol. Foram as que encontraram uma forma própria de participar da conversa. Algumas mexeram no produto, outras aproveitaram debates já existentes, algumas apostam no humor e outras transformaram restrições em oportunidade. Em comum, todas entenderam que, em um evento que mobiliza bilhões de pessoas, relevância não se compra apenas com investimento, ela é construída pela capacidade de interpretar o contexto.
Naty Sanches
Trends: como identificar o que realmente faz sentido para a sua marca

Por Naty Sanches
Uma trend (tendência, em inglês) é um movimento digital que ganha rápida popularidade nas redes sociais, seja por meio de conteúdos, estéticas, músicas, desafios, comportamentos ou formatos de comunicação. Impulsionadas pela dinâmica de plataformas como TikTok, Instagram e X (antigo Twitter), ou até o uso de uma tecnologia que está em alta, como os recursos de Inteligência Artificial (IA) nas redes sociais, elas se espalham de forma acelerada e passam a ser replicadas tanto por usuários quanto por marcas em busca de alcance, engajamento e conexão com o contexto cultural do momento.
Nem toda trend faz sentido para todas as marcas. Antes de entrar em uma tendência, é fundamental avaliar se ela conversa de forma genuína com o público, com o posicionamento e com a identidade da marca. O ideal é que a trend se adapte naturalmente à comunicação da empresa e não que a marca force sua presença apenas para acompanhar o que está em alta.
Segundo a pesquisa Marketing Trends 2026 da Conversion, o hábito de acompanhar todas as tendências despencou 69,4%, de 54,3% em 2025 para apenas 16,6% em 2026. Esse é o colapso mais forte em toda a série histórica da pesquisa. O mercado amadureceu e abandonou a ansiedade de fazer parte de todas as novidades. Na prática, o mercado começa a perceber que relevância não se constrói apenas reagindo ao algoritmo.
Para que uma trend funcione de forma estratégica, é essencial entender o momento certo de entrar na conversa, afinal, tendências têm ciclo curto de relevância. Além disso, ela precisa fazer sentido dentro das plataformas em que o público da marca está presente e estar alinhada ao tom de voz e à identidade da comunicação.
Quando uma marca participa de uma trend apenas porque ela está em alta, sem avaliar contexto, aderência e autenticidade, o resultado pode ser negativo: a ação pode soar artificial, desconectada do público e até impactar a percepção da marca.
Algumas marcas conseguem escapar desse efeito justamente porque criaram uma linguagem própria nas redes. O Duolingo, por exemplo, transformou seu mascote em um personagem caótico, irônico e totalmente adaptado à lógica do TikTok. Mais do que participar de trends, a marca passou a criar conteúdos que já nascem inseridos na dinâmica da plataforma e é isso que torna a sua comunicação mais natural e reconhecível para o público.
Por outro lado, quando uma trend é bem usada, com criatividade e autenticidade, ela pode trazer ótimos resultados:
Aumento de engajamento
Quando a marca entra em uma trend de forma relevante, ela passa a fazer parte de uma conversa que já está acontecendo. Isso reduz a barreira de atenção e estimula interações mais espontâneas, curtidas, comentários, compartilhamentos e até conteúdos gerados pelos próprios usuários. O engajamento deixa de ser “forçado” e passa a ser uma resposta natural ao contexto.
Mais alcance e visibilidade
As plataformas tendem a impulsionar conteúdos alinhados ao que está em alta. Ao utilizar uma trend no timing correto, a marca aumenta as chances de ser distribuída organicamente para além da sua base atual, atingindo novas audiências e ampliando reconhecimento sem depender exclusivamente de mídia paga.
Fortalecimento do relacionamento com o público
Participar de trends de forma coerente mostra que a marca está conectada com o repertório cultural do seu público. Isso contribui para humanizar a comunicação, gerar identificação e construir proximidade, especialmente em ambientes onde autenticidade é um ativo central.
O McDonald’s é um exemplo de marca que frequentemente transforma situações cotidianas, comentários de usuários e memes em conteúdo. Em vez de apenas replicar trends, a marca adapta o humor da internet para seu próprio universo, criando identificação sem abandonar sua identidade visual e linguagem.
Impulsionar produtos ou serviços
Quando bem amarrada, a trend pode ser uma porta de entrada para destacar soluções da marca de forma contextual, sem parecer publicidade direta. O produto deixa de ser apenas “exposto” e passa a fazer parte de uma narrativa relevante, o que tende a aumentar interesse, consideração e até conversão.
A Netflix faz isso ao transformar cenas, memes e comentários sobre suas próprias produções em conteúdos rápidos para TikTok e X. A estratégia ajuda a prolongar a relevância das séries para além do lançamento e mostra como timing e adaptação de linguagem podem manter uma marca inserida nas conversas da internet sem parecer forçada.
Quando a trend é criada por IA: o que muda para as marcas?
Com o avanço da inteligência artificial, um novo tipo de trend começa a ganhar espaço: aquelas criadas, adaptadas ou potencializadas por IA, como no caso da “moranguete”, da novelinha das frutas. Aqui, a lógica muda: não se trata apenas de surfar uma tendência, mas de produzir ou acelerar o próprio fenômeno. Isso abre espaço para mais agilidade e volume criativo, mas também levanta uma questão importante: até que ponto essas trends conseguem gerar conexão real? No fim, a tecnologia pode amplificar a criatividade, mas ainda exige o mesmo filtro de sempre, contexto, autenticidade e relevância para o público.
De olho na repercussão das frutas falantes, algumas marcas exploraram esse formato nas redes. O Burger King, por exemplo, entrou na conversa com uma espécie de “mininovela”, em que personagens como alface, tomate e cebola tentam entrar na rede, mas são barrados por serem artificiais, reforçando de forma bem-humorada o posicionamento da marca. Já na ação do iFood, Moranguete descobre a traição de Abacatudo quando ele cadastra um novo endereço no aplicativo de delivery.
O SBT também entrou na tendência ao incorporar o personagem do abacatudo ao seu “time”, em um vídeo curto que brinca com o clima de segunda-feira e a rotina de trabalho.
Com a IA, não estamos apenas vendo novas trends, estamos vendo uma mudança na forma como elas nascem. Se antes a cultura puxava o viral, agora a tecnologia também passa a empurrar. E isso levanta um novo desafio para as marcas: em um cenário onde tudo pode ser criado rapidamente, o que realmente ainda chama atenção e o que só vira mais do mesmo?
Como identificar trends relevantes para o seu negócio
1. Avalie se a trend realmente conversa com o seu público
Não basta a trend estar em alta, ela precisa fazer sentido dentro do universo de interesses e referências da sua audiência. O critério aqui não é volume de visualizações, mas aderência e naturalidade.
Perguntas para guiar a análise:
Meu público consome ou interage com esse tipo de conteúdo?
A linguagem da trend está alinhada com a forma como meu público se comunica?
Essa trend gera identificação ou pode causar estranhamento?
Se eu não fosse a marca, esse conteúdo ainda faria sentido para mim como usuário?
2. Proteja a autoridade e o posicionamento da marca
Nem toda trend é compatível com a imagem construída pela marca. O risco não está só no conteúdo em si, mas na incoerência com o histórico e com o tom de voz.
Perguntas para guiar a análise:
Essa trend reforça ou enfraquece os atributos da minha marca (credibilidade, inovação, proximidade)?
O tom da trend está alinhado com o meu posicionamento?
Existe algum risco de interpretação negativa ou ruído de imagem?
Eu estaria confortável em ver esse conteúdo associado à marca no longo prazo?
3. Entenda o timing e o ciclo de vida da trend
Entrar no momento certo é determinante. Uma boa execução fora de timing perde relevância ou soa oportunista. Quando as marcas entram em uma trend ou tentam replicar uma piada, existe um risco claro de esvaziar o impacto do conteúdo, principalmente quando o timing não é respeitado. Em um ambiente onde as conversas evoluem rápido, chegar tarde transforma o que era atual em algo previsível, tirando a espontaneidade e, muitas vezes, a própria graça da trend.
Perguntas para guiar a análise:
Essa trend ainda está crescendo ou já está saturada?
Muitas marcas já entraram nela? Como estão executando?
Tenho tempo e agilidade para produzir algo relevante enquanto ela ainda faz sentido?
Consigo agregar algo novo ou vou apenas repetir o que já está sendo feito?
No fim, trabalhar com trends não é sobre estar em todas as conversas, mas sobre fazer escolhas mais inteligentes. Em um cenário cada vez mais acelerado e agora potencializado pela IA, o diferencial deixa de ser apenas acompanhar o que está em alta e passa a ser ter critério para decidir quando, como e por que entrar. Marcas que entendem esse equilíbrio conseguem transformar tendências em relevância real; as que não, correm o risco de apenas aumentar o ruído.








