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Vinicius Taddone – Black Friday, agora eu acerto!

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Nada como mais uma Black Friday para aquecer e movimentar o comércio. Mas, você pode estar se perguntando: Poxa, vem aí mais uma Black Friday e até hoje nunca deu certo para meu negócio, não confio nessas coisas.

Fique tranquilo, siga estes passos, que desta vez você vai ter resultados pertinentes e nunca mais vai errar nesta época tão esperada pelos consumidores.

1) Diga a você mesmo: Black Friday, dessa vez eu acerto!

Acredite que antes de mais nada o brasileiro está se educando a comprar com mais antecedência e planejar melhor suas compras. Hoje em dia, com diversos aplicativos comparativos de preço, os consumidores têm acompanhado de perto os produtos tão desejado. Então acredite, eles estão sim esperando este finalzinho de novembro chegar em busca daquele desconto arrasador.

2) O desconto tem de ser verdadeiro

Aquela história da”Metade do Dobro” está acabando com o passar dos anos. E para você ter sucesso nesta época, tem que ter isso muito claro. Você irá ganhar no volume. Ou então, você tem que produzir durante o ano uma margem confortável, negociando com seus fornecedores produtos, que seus consumidores fatalmente precisarão nesta época do ano, e então, agora será o momento de abaixar o preço e ter giro.


3) Estoque parado é prejuízo

Sabe aquele produto que ocupa espaço no seu estoque? Agora é a hora de reciclar as energias da sua empresa. Por mais que você sinta que está tendo prejuízo desovando eles de seu estoque por um preço mais baixo, imagine que ele ali parado pode ser pior ainda. Portanto, agora é a hora de abaixar o preço de fato destes produtos.

4) Invista em nichos

Identifique onde estão concentrados alguns grupos de pessoas potenciais consumidoras daquele produto que você pretende ofertar. Utilize as mídias sociais, pois neste quesito ela te auxiliará e muito. O Facebook e o Instagram possuem segmentações por interesses. Dedique seu esforço publicitário, segmentando muito bem quem irá receber sua comunicação.

Os grupos de Whatsapp são fantásticos para isso. Assim como, se usar estratégia de “melhores amigos” do Instagram para envio de Stories exclusivos. (aqueles que não são para toda sua audiência, mas sim para este seleto grupo de “melhores amigos”). Se na sua cidade houver um Nano Influenciador (aquele que não é um famoso, mas tem perfil influente em sua rede), pense na possibilidade de uma parceria com ele. Ofereça um cupom de desconto para este influenciador e meça com isso, o resultado de sua ação posteriormente.

5) Black Friday é comunicação varejista, não tem jeito

A Black Friday é um sucesso no mercado internacional, por quê? Porque o preço é muito mais baixo que normalmente, e ponto. Se você não tem um produto ou serviço que permita fazer algo arrasador, minha dica é que não entre nessa comunicação. Você poderá se estruturar melhor ao longo do próximo ano e planejar melhor para participar. Caso contrário, você poderá frustrar o seu público.

Vejo muita comunicação superficial nesta época do ano, como Black Week e Black November, por exemplo, mas no fundo o objetivo não é bem trassado e não há muitas vantagens para o consumidor que acaba desgostando da marca que divulga.

Uma outra questão que ouço bastante: Mercado de luxo, tem Black Friday? Sim, claro que sim. Mas até as marcas de luxo se comunicam de maneira mais agressiva e varejista. Não tem como falar de preço baixo sem sair do salto. Claro, que o toque de um bom designer, fará toda a diferença, deixando a arte bonita e elegante, porém varejista.

6) Escolha suas armas

Vamos ao enxoval do marketing digital: Facebook, Instagram, Youtube, Whatsapp e Google Adwords.

Se você ou seu negócio não está em uma destas mídias sociais, não tem problema, agora pelo menos. Escolha aquela ou aquelas que você utiliza, crie sua comunicação, ponha seu planejamento em prática.

Para as mídias sociais, por exemplo, recomendo utilizar uma ferramenta de agendamento de posts e análise de relatórios. Eu mesmo já usei várias! Hootsuite, Instamizer, RD Station, mas eu gosto mesmo e indico a MLabs. Tenha um time engajado a desenvolver as artes da sua comunicação, alinhe com seus vendedores ou departamento comercial sobre o período promocional, e tenha suas campanhas no Google bem otimizadas para que seu site apareça nas primeiras posições de pesquisa. Lembre-se que seu site é sua vitrine! Envelope ele com os conceitos da Black Friday e tenha uma comunicação uniforme com o momento de campanha.

7) Seja feliz! Percepção de porta de entrada

Para finalizar, meça os resultados de maneira crítica à aprender como desempenhar na sua próxima Black Friday. Estou certo que neste ano seus resultados já serão diferentes de anos anteriores. Antes do final dela, você pode calibrar suas campanhas e ajustar alguns detalhes a fim de obter desde já, os resultados que você espera. Se você fez todos estes procedimentos, e ainda sim pensou que poderia ter sido melhor, não se jogue da ponte! Tenha em mente que você agora, se comunicou da forma correta, e seus potenciais consumidores lembrarão disso. Outra coisa que acho interessante no mundo do Marketing e com certeza você já ouviu isso, é que tudo aquilo que não se pode medir no Marketing, é Branding (divulgação de nome da marca). De uma certa forma, isso é verdade. Essa Black Friday pode ser a porta de entrada para novos clientes conhecerem seus serviços. Eles poderão gastar menos agora, já que o seu preço estará mais baixo, mas ele voltará para uma recomprar. Contudo, me despeço com alegria em dizer que você fez tudo certo. A começar por esta leitura. Siga no caminho da luz, da mudança, buscando resultados diferentes. Mas lembre-se, para se ter resultados diferentes, você antes precisa de ações diferentes. Então, boa sorte!

* Vinícius Taddone fundou a VTaddone Studio, também chamada em sua simplicidade de VT, ou em sua forma mais criativa de VT Add One, em 2011 com intuito de ajudar pequenas e medias empresas e profissionais liberais, que necessitam de Marketing diferenciado para crescimento de receita. A ideia de seu nome é que de um a um, poderá ajudar cada negócio a prosperar. Taddone se desenvolveu no mercado de Turismo, onde atua com Marketing no setor desde 2002. Após passagens por agências de publicidade, onde ganhou conhecimento geral de mercados, ocupou o cargo de Coordenador de Marketing por 6 anos em uma grande representante internacional de cruzeiros marítimos. Em 2018, ele passa a se dedicar exclusivamente à VT devido internacionalização de sua marca, onde conseguiu clientes de outros países. Ele é bacharel em Planejamento de Marketing, Turismo e possui MBA em Marketing todas conquistadas pela Universidade Anhembi Morumbi. Autodidata no manuseio de softwares criativos como Photoshop, dentre outros, se capacitou como programador front-end com certificações pela Impacta Tecnologia e Marketing Digital pela Endeavor. Teve oportunidade de participar de um curso de Marketing na Walt Disney World Resort em Orlando, que considera uma das maiores referências de marketing, inspiração e desejo do mundo.

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Desafios da comunicação em tempos de hiperconectividade

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Ederson Dé Manoel

Como já diziam antigos pensadores do marketing, comunicação é a alma do negócio. Sim, eles já estavam certos há muitos anos, quando não existia internet e os relacionamentos ainda eram construídos com base no boca a boca, na experiência e na indicação. Isso continua valendo, porém, os processos foram amplificados significativamente com o avanço da tecnologia e o surgimento de recursos para impactar o público consumidor.

Isso vem de encontro com a mentalidade dos millennials, que já representam 34% da população mundial, de acordo com uma pesquisa feita pelo Banco Itaú BBA, em 2019. Em grande parte, essa geração cresceu no início de uma crise financeira global e em meio a uma grande aceleração na tecnologia digital. Podemos defini-la como um grupo mais diversificado e socialmente liberal do que os nascidos nas gerações anteriores.

Livres, pensadores e hiperconectados, os millennials valorizam a experiência de compra e são vistos como um desafio para empresas de todos os segmentos, que têm precisado se reinventar e praticar uma comunicação efetiva com esse público, habituado a ter acesso a muitas informações diferentes ao mesmo tempo. Mas como vencer este desafio?

Primeiro, é preciso entender mais sobre o comportamento de consumo destas pessoas. Uma pesquisa divulgada pelo Info Varejo apontou que 60% dos millennials negociam com uma marca que seguem e 59% seguem a marca antes de fazer a compra. Outro dado interessante é que eles assistem 27% menos a televisão tradicional, e também assistem à programação quatro vezes mais via dispositivos conectados à TV. Isso significa que, cada vez mais, serviços de streaming como Netflix e videogame são digeridos.

Além disso, essa geração concentra a atenção em mais de uma tela por vez; apenas 2% troca de canal durante os comerciais, enquanto 92% usam uma segunda tela quando as propagandas começam. E mais um detalhe: 58% dos consumidores não se importam com publicidade porque eles sabem que ela mantém as redes sociais que mais utilizam. Só que 84% não admitem publicidade tradicional e não confiável.

Dados como estes mostram que se comunicar com este público exige abrangência, afinal é preciso estar em toda parte. As mídias tradicionais continuam fazendo sentido para muitos negócios, mas é cada vez mais necessário traçar estratégias precisas para as redes sociais e em serviços de publicidade como o Google AdWords, que geram cliques e leads.

Além disso, é essencial praticar uma comunicação mais assertiva com este público, levando em conta que eles desejam agilidade, objetividade e resoluções rápidas. De nada adianta a marca ter um canal se não responder honestamente e rapidamente esse cliente. O que eles querem é uma comunicação real e imersiva, sem filtros. Há um potencial enorme de exploração em tudo isso, mas é preciso falar a língua deles, ser um deles, para que a comunicação seja fluida e transparente.

Na mesma medida em que são exigentes, os integrantes os millennials costumam ser muito leais às marcas das quais gostam, o que significa que se a sua publicidade for assertiva, se suas ações de marketing forem bem planejadas, o seu produto tiver qualidade e o seu atendimento prezar pela proximidade e atenção, eles serão embaixadores de sua marca. Isso é o que toda empresa sonha: clientes que os defendam com unhas e dentes nas redes sociais e em todos os lugares por onde forem.

Não são poucos os desafios de comunicação com este público tão assediado e com tanto acesso à informação. Mas há muitas formas de conquistá-lo, e uma delas é prezar pela experiência, sacar as principais necessidades e desenvolver ações de marketing mais assertivas. E esta é a aposta para as demais gerações que surgirão depois desta.

Ederson Dé Manoel – Head de marketing, growth e sales da Fix.

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Metaverso e o futuro do Customer Experience

Publicado

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Ingrid Imanishi

Muito temos ouvido falar sobre metaverso e as possibilidades inovadoras que ele traz em experiências e em interação entre pessoas, assim como entre pessoas e marcas. Empresas estão adquirindo espaços virtuais e até já pensam em produtos que podem ser comercializados para utilização dentro ou fora do mundo cibernético. Se existe uma relação entre consumidores e empresas, é necessário se pensar em atendimento ao cliente.

Como seria então essa relação entre os Contact Center e os consumidores em um mundo completamente virtual?

Já temos algumas pistas se pensarmos em nossa relação com as redes sociais. Todo esse ambiente digital no qual navegamos hoje domina um percentual muito grande do nosso dia. De acordo com pesquisa realizada pela plataforma de descontos Cupom Válido, dois dos três maiores usuários de redes sociais do mundo estão na América Latina: Brasil e Colômbia, em segundo e terceiro lugares, respectivamente. Mesmo que esta relação ainda não contenha um universo único e fluido, já são realizados experimentos nestes ambientes. Não à toa, Zuckerberg modificou o nome de sua empresa para Meta.

Dentro desses ambientes já existem iniciativas bem concretas de Customer Experience (CX). Representantes de relacionamento com clientes, sejam humanos ou bots, estão constantemente respondendo consumidores em suas dúvidas ou reclamações, já que nas redes sociais o estrago de imagem pode ser grande, caso haja falta ou inabilidade nas respostas.

Quando pensamos em CX hoje, já incluímos tudo o que é experiência iniciada por qualquer tipo de porta de entrada digital – sejam ferramentas de busca, sites, as próprias redes sociais e-mails, entre outros – pela qual os clientes tentem se comunicar com as companhias. Se eu quero orquestrar a jornada desse consumidor, não importa por onde ele se conecte para alcançar informação. Eu devo estar lá, pronto para atendê-lo.

As empresas podem conduzir este processo ao estarem disponíveis nos diversos canais, sejam digitais já consolidados ou no metaverso. É importante que elas estejam presentes, tenham um ponto de contato no caso de o cliente querer falar ou consumir em todos os ambientes habitados por ele. Precisamos estar prontos para ouvir!

Por isso, uma plataforma de CX deve ter capacidade de captar esses eventos de necessidade e ter mecanismos para responder ao consumidor. Isso pode acontecer tanto pela disponibilidade de informações relevantes e contextualizadas, quanto pela interação conversacional por bots ou pelo acesso a um agente humano. Essa conectividade deve garantir uma comunicação através do meio e do formato mais convenientes ao cliente. O metaverso é mais um desses meios de conectividade e interação.

Neste caso, podemos dizer se tratar de um canal super digital, no qual o consumo tem potencial para ocorrer nesse mesmo meio. Não é apenas a interação que ocorre digitalmente, mas o uso do produto e do serviço. Isso significa, para empresas e para áreas responsáveis pelo CX, uma necessidade de estender o alcance dos canais já existentes para chegar ao metaverso, ter agentes que atendam também nesse ambiente.

A jornada dos indivíduos no metaverso, assim como nos ambientes físico e digital já conhecidos pelas empresas, também cria eventos de necessidade. São esses eventos que as tecnologias de CX disponíveis hoje utilizam para viabilizar tanto a execução quanto a gestão da experiência. Um cliente de uma loja de roupas no metaverso, pode ter dúvidas, desejar orientação, tanto antes quanto depois da compra. As interfaces de relacionamento, sejam elas atendidas por pessoas ou bots, interagem por interfaces de comunicação dentro desse ambiente. Se a experiência não for satisfatória, o cliente terá outras lojas ao alcance para prestigiar de acordo com sua conveniência. Assim como no mundo físico dos shopping centers, a fidelidade também estará atrelada à qualidade da experiência.

Seja para consumo de artefatos ou para vivenciar experiências individuais ou coletivas, o CX continua a acompanhar cada um de nós no digital. Continuamos sendo humanos e seguimos desejando, sentindo e nos relacionando como tal no metaverso, seja com outras pessoas ou com marcas. Neste novo universo, as relações construídas seguem sendo mais importantes do que nunca.

Ingrid Imanishi – Diretora de soluções avançadas da NICE.

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