Conecte-se com a LIVE MARKETING

Artigos

Victor Canô – A Geração X e a publicidade online

Publicado

em

As pessoas estão cada dia mais conectadas. Hoje, todos enxergam a comodidade como um fator de grande importância no seu dia a dia. Esperar o taxi na rua, por exemplo, é coisa do passado, e a cerveja gelada agora pode ser pedida durante a festa diretamente no aplicativo da fábrica de cerveja. Todos os negócios estão sendo testados pela nova geração, sem vícios e que não aceitam regras impostas pelo passado.

Mudamos de um período aonde as marcas eram o foco, para outro onde o consumidor retomou o foco. Antes, andávamos com as marcas desses produtos nas nossas roupas. Agora, marcas querem ter o nome dos consumidores nos seus produtos. Hoje, pensamos sempre em formas inovadoras de interação e comunicação com diferentes públicos, o engajamento é a cereja do bolo.

As mudanças empurradas pela geração Y abriram os olhos das outras gerações para que elas abraçassem o novo e testassem as novidades. A geração X, que contempla pessoas nascidas entre os anos 1961 e 1981, é um exemplo disso. Segundo um estudo da Mobile Marketing Association realizado pela Kantar Millward Brown, um dos maiores institutos de pesquisas ad hoc do Brasil, em parceria com a Netquest, empresa dedicada ao desenvolvimento de tecnologia online para soluções de pesquisa, mapeou o comportamento dos brasileiros no consumo de mobile e constatou que a geração X é a que mais compra produtos por meio de anúncios nos devices.

Diferentemente das gerações mais novas, este público não aceita bem ser tratado genericamente e tem grande poder de compra, um benefício para as marcas que apostam nesse grupo. É evidente que as empresas ainda precisam de um olhar mais atento para os X, porém aquelas que investem nessa geração, já enxergam suas vantagens.

O mesmo ocorre entre as agências, que criam novas segmentações cada vez mais profundas, para acertar na forma de interagir, no conteúdo oferecido, e no meio em que a oferta é feita com esse público. Os formatos existentes ainda não estão alinhados com o comportamento dessa nova sociedade, por isso a importância da criação de novas ferramentas para atingir diversos tipos de público.

Por fim, acredito que a criação de formatos diferenciados na publicidade digital e a integração de anunciantes ao seu target é o segredo para atingir a geração X. Devemos prestar atenção na mudança do consumidor de publicidade online, focar muito mais nos interesses do que na idade propriamente dita e engajar cada vez mais as pessoas.

*Victor Canô, CEO da Cazamba, empresa de tecnologia em mídia que permite marcas engajarem seus consumidores

Continue lendo
Clique para comentar

You must be logged in to post a comment Login

Deixe uma resposta

Artigos

Marcelo Ferreira – Áreas de compras e o desafio de enxergar valor

Publicado

em

Marcelo Ferreira – Diretor de Marketing e Vendas Brasil e LATAM da Algar Tech

O mercado de voz está perdendo força no atendimento ao cliente, dia após dia. Em um universo que se tornou omnichannel, nem sequer faz mais sentido usarmos o termo call center. Não falamos mais em calls, e sim em contact center. Pensamos em processos de relacionamento com o cliente – e hoje esse cliente espera ser atendido em qualquer que seja o canal de sua preferência, com a mesma qualidade e agilidade. Frente às exigências desse novo consumidor, as empresas especializadas nesse segmento investiram alto, desenvolveram ampla expertise e capacidade para trabalhar com tecnologias como Inteligência Artificial (IA), chatbots e Big Data & Analytics. O problema é que, internamente, grande parte das empresas para quem prestamos serviços ainda não compreendeu essa evolução.

Toda essa nova proposta de valor tem enfrentado uma barreira significativa: a estrutura de compras tradicional. Ao utilizarem uma base comparativa para diferentes fornecedores, essas áreas ainda lançam contratações baseadas em posições de atendimento, as famosas “PAs”, como chamamos no jargão do setor. Isso não faz mais sentido se queremos cumprir o propósito de conectar pessoas e organizações de um jeito único, usando as novas tecnologias e inteligência de dados para buscar a melhor forma para cada cliente ser atendido, com a máxima eficiência – e, por consequência, redução de custos. O modelo atual de compras acaba engessando e inviabilizando esses resultados.

Nosso setor está passando por uma profunda transformação e evoluindo para um modelo de negócio muito mais especializado e consultivo, com foco em gerar valor resolvendo problemas de negócios dos clientes. Atuamos entendendo as necessidades e dores deles, ajudando na resolução e realizando a migração para os canais digitais. Isso envolve grande capacidade analítica e um entendimento muito maior do universo do cliente, por isso temos direcionado esforços para criar modelos de contratos inovadores – fugindo dos tradicionais, firmados a partir de determinada quantidade de pessoas e estrutura física de atendimento.

No lugar de precificarmos posições de atendimento, queremos focar nossos contratos nas respostas a tais problemas de negócios. A partir deles, assumimos em contrato o compromisso de entregar as soluções – o que pode envolver melhora de indicadores de satisfação do cliente final (como o Net Promoter Score – NPS), aumento do uso de robôs ou maior retenção de chamados em uma URA, por exemplo. São muitas as possibilidades, a depender das necessidades e metas de cada organização.

Temos capacidade de integrar as mais diversas tecnologias a favor dos objetivos dos clientes, mas, para isso, precisamos que o mercado dê um salto de consciência em relação ao que a nossa indústria está se tornando. Da forma como acontece hoje, o modelo comum de contratação acaba prejudicando, acima de tudo, a própria empresa contratante e o seu cliente final.

Sim, existe o desafio comparativo, mas a resposta para essa questão não deve ser igualar todas as empresas do setor para baixo. A área de compras não pode ser inimiga da inovação – e, para isso, é preciso que ela se alinhe com as áreas de negócios, tenha visão de longo prazo e enxergue muito mais do que preço, e sim valor.

Continue lendo

Artigos

Silmara Reis Salles – Os caminhos acertados das ações de Mobile Marketing

Publicado

em

Por Silmara Reis Salles – Head of Sales Brasil dá Logan 

Assim como ocorreu com praticamente tudo, também o Mobile Marketing, que por definição é o conjunto de ações capazes de impactar os usuários em dispositivos móveis, foi afetado pela Covid-19, mas, neste caso, houve um crescimento do setor, afinal, devido as restrições, as pessoas que já utilizavam o celular, não somente como um meio de comunicação, mas como uma ferramenta de entretenimento e compras, passaram a ter o aparelho como centro de tudo.

Essa transição fez com que o consumo de horas atrás da telinha aumentasse em 20% ao ano, uma média diária de mais quatro horas no celular, conforme dados da App Anie. A rotina mudou, as aulas presenciais passaram a ser EAD, a ida ao restaurante virou pedido por APPs, as academias passaram a oferecer videoaulas na sala de casa e as reuniões presenciais de trabalho tornaram-se calls, tudo isso tendo o celular, como grande ferramenta.

O novo cenário impôs alguns ajustes nas estratégias de Mobile Marketing. As Campanhas de Geolocalização, por exemplo, onde o foco é chamar o consumidor para um ponto de venda e em seguida medir o número de visitas, somaram-se a esse kpi outros como ter o direcionamento para uma loja online na base do histórico de geo behaviour, ou para um canal de atendimento da marca, por meio de novos formatos de engajamento via APP de mensagens, o que vem chamado de Social Commerce.

Com tecnologias inovadoras é possível obter dados a partir de uma ferramenta de clusterização que divide a população em vários grupos. Isso nos permite criar uma audiência real, de mais de 165MM de devices no Brasil, onde podemos segmentar conforme o target da campanha pelo Device ID do aparelho em algumas categorias: App Behaviour, Geo Behaviour, interesses, idade, gênero, classe social, marca de aparelho e conexão.

O bom é que a tecnologia mobile por ser adotada em todos os segmentos empresariais, desde que, claro, não sejam ignorados alguns pontos importantes. Uma boa ação de Mobile Marketing tem que ter bem definidos os principais KPIs – Key Performance Indicator – de cada campanha, para podermos trabalhar os targets de forma mais precisa, visando a experiência do usuário com a marca da melhor maneira, fazendo com que ao final da ação esse usuário esteja engajado com a marca e traga mais resultado à campanha.

Há também alguns pontos de atenção que não podem ser ignorados e, ainda que pareçam óbvios, por vezes, não são considerados:

•Delimitar a frequência de entrega, envios constantes sem novas atrações podem ser tornar invasivos ou uma publicidade spam;

•Entregar conteúdo relevante para o usuário, criando experiências únicas;

•Respeitar a privacidade do usuário, considerando a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais;

•Buscar empresas que tenham auditoria de reportes

É certo que as ações de customer experience se auto reforçam pelos resultados que trazem, porém as companhias precisam treinar seus funcionários para que eles possam fornecer as experiências desejadas com consistência. Além disso, já devemos pensar sobre a infraestrutura da comunicação, principal driver de desenvolvimento e crescimento ao longo dos anos, com ênfase nas novas tecnologias, como a chegada da 5G, uma banda larga mais potente, para que haja uma interconexão entre fábricas e consumidores e seja possível armazenar, processar e comunicar uma quantidade elevada de dados.

Continue lendo