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Marcelo Olivieri: O que a Copa do Mundo pode nos ensinar sobre liderança?

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Neste período de copa do mundo, em que times se destacam tanto por seus jogadores, quanto por seus técnicos, você já tentou traçar um paralelo entre um time de futebol e empresas? Tenho certeza que se o fizer encontrará muita similaridade e poderá tirar algumas lições relevantes no exercício.

Vamos analisar a figura do técnico da equipe de futebol, por exemplo. Quais são suas responsabilidades? Bom, ele é responsável por montar o time (ou assumir um time que já estava montado), muitas vezes precisa motivar, trocar algumas peças, mudar algumas pessoas de posição, liderar a estratégia e a tática da equipe, certo? Leia novamente essa última frase e veja se não é uma boa descrição de um gestor de pessoas.

Ampliando a discussão sobre o técnico de futebol me deparo com a seguinte pergunta: necessariamente, para ser um bom técnico você precisa ter sido um craque dentro de campo? Observando os exemplos que temos de grandes técnicos do mundo: todos eles foram excelentes jogadores? Se olharem com cuidado vão descobrir que alguns excelentes técnicos foram apenas jogadores medianos em sua época.

Da mesma forma, o maior defeito dentro das organizações é a crença fervorosa de que o profissional que mais se destaca em sua atuação deve ser promovido e liderar a equipe, pois conseguirá incentivar o time todo a atingir altos resultados. No entanto, isso nem sempre é verdade, em muitas ocasiões ao fazer isso perde-se um excelente executor e não se ganha um excelente líder.

Vejamos essa última análise: imaginem um jogador extremamente produtivo dentro de campo, artilheiro, driblador, veloz e forte. Estatisticamente pode ser considerado o melhor jogador do time. Contudo, muitas vezes não é um jogador que joga para o time e sim o contrário. Se o time não jogar para ele suas estatísticas caem. Desta forma, lhe pergunto: um jogador assim conhece detalhadamente seus colegas de trabalho, sabe onde cada um precisa se aprimorar? Ele está focado em jogar com o grupo ou focado em aumentar suas estatísticas individuais?

Tudo isso faz sentido? Então, se eu quero ser um bom líder preciso analisar muito bem a atuação de um bom técnico de futebol e não simplesmente me espelhar nos melhores jogadores, correto? Fato, isso ajuda, porém sinto lhe dizer que se você quer ser um bom líder dentro da sua organização, isso tudo ainda não é o suficiente. Você também precisa se espelhar no capitão do time.

O que quero dizer é que não basta apenas ditar a estratégia, mexer na equipe, colocar cada um em seu lugar de melhor performance, se você não estiver disposto a botar a mão na massa e liderar pelo exemplo, tomando a frente no campo de batalha e abrindo espaço para que sua equipe possa marcar alguns gols. O líder exemplar é aquele que sabe a hora de ser técnico e a hora de ser capitão.

No final das contas, meus amigos, dentro das organizações funcionamos como um time de futebol, o que muda é que muitas vezes precisamos assumir alguns papéis diferentes para lidar com as diferentes formas de liderar. Para alguns você precisará atuar como técnico, para outros precisará ser capitão e, para outros, quem sabe deverá apenas abrir espaço e deixar que eles mesmos encontrem seus caminhos. O líder não detém todas as respostas e precisa saber a hora de mostrar humildade e seguir o caminho que o time está trilhando.

A única certeza que temos, dentro e fora de campo, é que de um lado temos a torcida e do outro temos os clientes. Essas duas figuras externas irão pressionar, criticar durante os fracassos, vão querer atuar como “técnicos”, pedir mudanças no time, mas no fundo, tanto uma como outra querem a mesma coisa: vibrar e comemorar na hora da vitória. Um bom líder, acima de tudo, sabe que se conseguir o prestígio da torcida (clientes) trará mais tranquilidade para exercer um bom trabalho. Bom jogo a todos!

Marcelo Olivieri é bacharel em psicologia e possui MBA em Gestão Estratégica. Com mais de 10 anos de experiência no recrutamento especializado nas áreas de marketing e vendas, Olivieri é diretor da Trend Recruitment.

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Cássio Rosas – Além do relacionamento: a importância do WhatsApp no marketing das empresas

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Por Cássio Rosas – Head de Marketing e Estratégia da Wiboo, utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais 

A digitalização acelerada provocada pela pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade das empresas de incluírem, cada vez mais, os canais digitais em seus processos. Sem eles, as organizações não conseguiriam trabalhar, se relacionar e vender a seus clientes. Um dos mais importantes para tudo isso é o WhatsApp, o famoso aplicativo de mensagens presente há algum tempo na realidade brasileira. Pelo aplicativo é possível manter a produtividade dos colaboradores, conversar com os consumidores e até concluir as vendas. Por conta disso, é essencial incluir essa ferramenta nas estratégias de marketing e, assim, se aproximar ainda mais do seu público-alvo no futuro.  

 

O WhatsApp já faz parte integrante do dia a dia do brasileiro. No total, 99% dos smartphones brasileiros têm o aplicativo, de acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box. Não bastasse isso, 93% dos usuários no país confirmarem que abrem a ferramenta todos os dias. Seu uso, contudo, vai além da troca de mensagens. Levantamento do Congresso Nacional em 2019 mostra que é também a principal fonte de informação para 79% das pessoas. Portanto, nada mais natural que torne-se um “superaplicativo”, reunindo diversas funcionalidades – como a relação de compra e venda com empresas.  

 

Incluir o WhatsApp na estratégia de marketing nem chega a ser uma novidade. Desde a popularização do aplicativo, a partir de 2012 e 2013, organizações e agências se debruçam sobre as melhores estratégias da ferramenta na divulgação das marcas. Nesse sentido, uma função se destacou das demais e passou a ser incorporada pelas empresas: o relacionamento. É inegável que o app aproxima as marcas de seus consumidores. É possível realizar atendimento, informar promoções e descontos, avisar sobre etapas de compra, entre outros recursos. Imagine tudo isso em um aplicativo que a pessoa já utiliza normalmente! 

A questão é que o avanço do novo coronavírus exigiu muito mais dessa ferramenta na estratégia de marketing das empresas. A partir do momento em que o aplicativo se tornou a principal ferramenta do brasileiro para superar a pandemia, utilizá-lo apenas para “conversar” com o consumidor deixou de ser o suficiente. No fim, o WhatsApp exerce o mesmo papel das plataformas de redes sociais, como o Facebook e Instagram. As pessoas se divertem, se informam, conversam com seus amigos e ficam sabendo de tudo o que precisam. Em suma: elas se engajam e esperam que as companhias com as quais se relacionam proporcionem essa mesma experiência.  

 

Para alcançar isso, não é preciso fazer estratégias mirabolantes ou mudar totalmente o posicionamento. Basta adotar um ecossistema digital que estimula esse engajamento dos consumidores. Dessa forma, eles não apenas irão interagir com a marca, oferecendo dados valiosos que poderão ser utilizados em novas campanhas e iniciativas, como também irão se aproximar ainda mais e até se fidelizar se sentirem que receberam uma experiência genuína. Uma boa aposta para isso é investir na oferta de utility tokens que premiam o engajamento e o relacionamento dos usuários mediante a realização de determinadas tarefas, como o compartilhamento de anúncios em suas redes – e que podem ser trocados por produtos e serviços.   

 

Ao longo dos últimos anos, o mundo mudou bastante – e a pandemia de covid-19 apenas evidenciou essa constante transformação. Dessa forma, uma boa estratégia de marketing nas empresas é aquela que acompanha essas tendências e, principalmente, se posiciona ao lado dos consumidores. Ao incluir o WhatsApp no planejamento do negócio, esse primeiro passo finalmente é dado. Chegando ao canal preferido dos consumidores, fica mais fácil planejar as próximas etapas dessa jornada.

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Marcelo Ferreira – Áreas de compras e o desafio de enxergar valor

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Marcelo Ferreira – Diretor de Marketing e Vendas Brasil e LATAM da Algar Tech

O mercado de voz está perdendo força no atendimento ao cliente, dia após dia. Em um universo que se tornou omnichannel, nem sequer faz mais sentido usarmos o termo call center. Não falamos mais em calls, e sim em contact center. Pensamos em processos de relacionamento com o cliente – e hoje esse cliente espera ser atendido em qualquer que seja o canal de sua preferência, com a mesma qualidade e agilidade. Frente às exigências desse novo consumidor, as empresas especializadas nesse segmento investiram alto, desenvolveram ampla expertise e capacidade para trabalhar com tecnologias como Inteligência Artificial (IA), chatbots e Big Data & Analytics. O problema é que, internamente, grande parte das empresas para quem prestamos serviços ainda não compreendeu essa evolução.

Toda essa nova proposta de valor tem enfrentado uma barreira significativa: a estrutura de compras tradicional. Ao utilizarem uma base comparativa para diferentes fornecedores, essas áreas ainda lançam contratações baseadas em posições de atendimento, as famosas “PAs”, como chamamos no jargão do setor. Isso não faz mais sentido se queremos cumprir o propósito de conectar pessoas e organizações de um jeito único, usando as novas tecnologias e inteligência de dados para buscar a melhor forma para cada cliente ser atendido, com a máxima eficiência – e, por consequência, redução de custos. O modelo atual de compras acaba engessando e inviabilizando esses resultados.

Nosso setor está passando por uma profunda transformação e evoluindo para um modelo de negócio muito mais especializado e consultivo, com foco em gerar valor resolvendo problemas de negócios dos clientes. Atuamos entendendo as necessidades e dores deles, ajudando na resolução e realizando a migração para os canais digitais. Isso envolve grande capacidade analítica e um entendimento muito maior do universo do cliente, por isso temos direcionado esforços para criar modelos de contratos inovadores – fugindo dos tradicionais, firmados a partir de determinada quantidade de pessoas e estrutura física de atendimento.

No lugar de precificarmos posições de atendimento, queremos focar nossos contratos nas respostas a tais problemas de negócios. A partir deles, assumimos em contrato o compromisso de entregar as soluções – o que pode envolver melhora de indicadores de satisfação do cliente final (como o Net Promoter Score – NPS), aumento do uso de robôs ou maior retenção de chamados em uma URA, por exemplo. São muitas as possibilidades, a depender das necessidades e metas de cada organização.

Temos capacidade de integrar as mais diversas tecnologias a favor dos objetivos dos clientes, mas, para isso, precisamos que o mercado dê um salto de consciência em relação ao que a nossa indústria está se tornando. Da forma como acontece hoje, o modelo comum de contratação acaba prejudicando, acima de tudo, a própria empresa contratante e o seu cliente final.

Sim, existe o desafio comparativo, mas a resposta para essa questão não deve ser igualar todas as empresas do setor para baixo. A área de compras não pode ser inimiga da inovação – e, para isso, é preciso que ela se alinhe com as áreas de negócios, tenha visão de longo prazo e enxergue muito mais do que preço, e sim valor.

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