Conecte-se com a LIVE MARKETING

Artigos

Marcelo Montone: Como as marcas de cerveja mostraram a importância do posicionamento de marca no Dia da Mulher

Publicado

em

Ação da Skol e campanhas da Heineken e da Proibida conseguem ressaltar os erros e acertos de empresas nesta data

Mais um Dia da Mulher se passou e já é possível perceber como as marcas agiram nesta data que, ao longo dos anos, vêm sendo um verdadeiro teste para agências digitais por trás das grandes e pequenas empresas.

Sempre que alguém me pede dicas de como aproveitar melhor as redes sociais para os negócios, não penso duas vezes antes de falar que o primordial sempre foi e sempre será entender o consumidor, saber qual a linguagem e quais bandeiras ele apoia, afinal, o consumidor precisa se ver na marca que está comprando.

Analisando o cenário atual do Brasil e do mundo, não é muito difícil perceber como o Dia Internacional da Mulher, há um tempo, vem se tratando muito mais de temas ligados à luta e ao feminismo, do que simplesmente às comemorações. Pensando nisso, realizar uma ação com as flores e chocolates, utilizados por muitos anos, e falando sobre o talento da mulher à frente da família pode significar transformá-la em um fracasso de alcance e de aprovação.

Quem parece ter percebido como conseguir ter sucesso, este ano, é a Skol. A marca de cerveja lançou, em 08/03, um vídeo nas redes sociais e um site interativo com o slogan ‘Redondo é sair do seu passado’. Nele, a empresa deixa claro que o mundo mudou, então era hora de mudar também, e chama ilustradoras mulheres para refazer peças publicitárias criadas anteriormente, onde a mulher era vista como “entregadora da cerveja”. (Veja aqui: https://goo.gl/jasbZB)

Tendo em vista que, ao longo dos anos, o número de mulheres que se declaram amantes de cerveja, e consumidoras da bebida, tem aumentado significativamente, o caso se trata de uma das maneiras mais eficientes de fidelizar de vez o gênero e reposicionar uma imagem.

Outra empresa que trilhou muito bem essa ampliação de imagem é a Heineken. Em 2016, o filme de uma ação publicitária em que a marca levava mulheres até a final da Champions League, um dos maiores campeonatos de futebol do mundo, e filmavam a reação dos maridos das mesmas ao descobrirem que elas estavam lá, foi amplamente divulgado e elogiado.

A própria campanha utilizada pela cervejaria: “Heineken, lúpulo, malte e água, nada mais”, mostra como ela ampliou o público ao fazer um marketing diretamente focada no produto e que facilmente atinge homens e mulheres e ainda conecta a imagem a um resultado final de extrema qualidade, sem apelar para nada mais além de sua composição. Simples e eficaz.

Um exemplo negativo de ações próximas ao Dia da Mulher, ainda utilizando o mundo da cervejaria como exemplo, foi a criação da nova linha de cervejas da marca Proibida. Eles apresentaram, em fevereiro, cervejas de estilos diferentes e uma em especial recebeu críticas de grande parte do público: a Proibida Mulher.

A cerveja, segundo a marca, é “delicada, perfumada e feita especialmente para a mulher”. As mulheres que já consomem a bebida há anos, independente de marca, não entenderam o motivo da criação. Os homens também não. No final, a repercussão negativa conseguiu apagar o lançamento da nova coleção inteira de cervejas da marca.

As redes sociais deixaram se ser um espaço apenas para divulgação de fotos e compartilhamento de matérias, elas viveram uma plataforma de divulgação de opinião. Você pode amar ou odiar, mas o fato é que não há mais como ignorar essa sede que o público tem em conseguir se expressar e comentar sobre tudo. Em datas importantes como o 08 de março, então, esse desejo é maior ainda. Utilizar datas importantes, como o Dia Internacional da Mulher, é uma das melhores maneiras para conseguir posicionar ou reposicionar sua marca e atingir o público desejado.

 

Sobre Marcelo Montone:
Formado pela PUC, com especialização em Marketing pela ESPM e Miami AD School, Marcelo Montone é fundador da agência paulistana Nommad.Id, totalmente focada em performance digital, e vem há 18 anos pesquisando e se especializando inteiramente em internet e agências digitais. O especialista já atuou em cases de sucesso e atendeu contas importantes de marcas esportistas, empresas e órgãos públicos. Com pesquisas e técnicas inovadoras, Motone se mostra cada vez mais como um respiro de inovação dentro do mercado de marketing brasileiro.

Continue lendo

Artigos

Blockchain, NFTs e a economia digital

Publicado

em

*Hermano Pinto

Com as oscilações do mercado de NFT no último mês, algumas peças valendo menos da metade do seu valor inicial e o faturamento de mercado abaixo de US$ 1 bilhão pela primeira vez em um ano, os investidores começam a refletir se o mercado de criptoativos é uma bolha ou se ainda está vivendo uma fase de adaptação.

Por definição, um NFT é um token não-fungível, ou seja, um certificado digital que define a posse sobre algo específico, individual e até insubstituível, porém que seja muito difícil – ou em alguns casos impossível – de se atribuir um valor monetário determinado e de reconhecimento amplo por qualquer pessoa externa a uma comunidade específica de “colecionadores”. As regras do colecionismo são as mesmas no que se refere à raridade de um item, à quantidade de interessados e mesmo por algo que se denomina “valor sentimental”. Os NFTs são como os álbuns de figurinhas da minha época, ou os álbuns da Copa do Mundo que ressurgem a cada quatro anos: Qual é o valor de cada figurinha? Especialmente daquelas extraordinárias, carimbadas, ou limitadas, que apenas o próprio colecionador poderia atribuir. Essa atribuição é um valor social e as NFTs seguem esse mesmo conceito.

Para sairmos das figurinhas ou mais modernamente dos mais de 10 mil “Bored Apes” oferecidos por meio de NFTs, tomemos a filatelia que muitos praticaram e ainda praticam, mas que com a modernização dos serviços postais acabou deixando o nosso quotidiano, perdendo “seguidores”, apesar do seu inegável valor cultural e histórico. Um “Olho de Boi”, o primeiro selo brasileiro de 1843 teve uma edição limitada, mas com a redução do número de filatelistas ao redor do mundo, acabou tendo o seu valor depreciado em relação a 30 ou 50 anos atrás, apesar de sua raridade ser hoje possivelmente ainda maior.

Mas vamos um passo além das NFTs, e falemos do blockchain, a tecnologia que habilita a negociação das NFTs. O blockchain funciona como um livro-razão compartilhado e imutável que facilita o processo de registro de transações e de rastreamento de ativos, tangíveis ou não, permitindo a rastreabilidade e a segurança nas transações. As aplicações são infinitas e, em alguns casos, ainda desconhecidas. Um exemplo disso, que sempre gosto de relembrar é o de um produtor de molho shoyu no Japão rastreando toda a vida do grão de soja, desde o seu plantio no Mato Grosso do Sul, até suas fábricas. A certificação digital por meio do blockchain permite garantir esta rastreabilidade por todos os elos da cadeia logística.

Apesar de ainda não ser explorado em todas suas vertentes, o blockchain pode ser usado desde registros eletrônicos até a produtos e serviços. E, por ser um mercado baseado em contratos digitais peer-to-peer, é uma configuração em que cada um dos pontos – ou computadores – pode ser tanto o cliente quanto o servidor, excluindo a necessidade de uma instituição intermediária para as ações, como é no caso do cartão de crédito ou transferências bancárias.

Voltemos agora ao uso das NFTs, que também adquirem outro aspecto nas aplicações de metaverso e até mesmo no mundo dos games, tornando possível as compras de produtos exclusivos dentro das plataformas. Estamos presenciando diversas desenvolvedoras de jogos investirem em seus modelos de monetização através de micro-transações não só em seus metaversos confinados, como também em NFTs, o que tem aquecido o mercado. Questões como escalabilidade e interoperabilidade tem sido deixadas um tanto à margem.

Os criptoativos representam um avanço revolucionário da economia digital, isso não podemos negar, mas ainda temos um longo caminho a percorrer, principalmente em se tratando de cibersegurança, já que excluindo a instituição financeira, a responsabilidade da segurança recai sobre a plataforma e seus usuários. Não diferente de outros ativos, as cripto também são baseadas em oferta e demanda, e uma vez que, no caso da bitcoin, ela não é atrelada a nada no mundo físico, a volatilidade é uma das suas principais características. Assim, as moedas digitais estão suscetíveis não só ao otimismo do mercado, mas também a fraudes e manipulações de seu valor.

Outro ponto importante e que não podemos deixar de mencionar é a demanda energética gerada pelas NFTs e pelas transações em blockchain. Para que não haja necessidade de um mediador, os registros dos ativos são feitos em cadeia – ou corrente, que dá o nome do inglês chain – e registrado em cada um dos computadores daquela rede. Segundo estudiosos do tema, os criptoativos utilizam mais energia elétrica que alguns países, e para garantir uma operação sustentável, é necessário encontrar formas de redução deste consumo. Entretanto, alguns métodos de extrapolação de consumo energético se demonstraram simplistas, dado os enormes avanços acontecidos em termos de ganhos de eficiência energética das novas tecnologias de processadores, armazenamento e hardware de servidores. Alguns analistas demonstram que para um aumento de 600% em serviços de dados, o impacto em termos de consumo energético é de apenas 6%. Ainda assim, as questões de eficiência energética ocupam posição de destaque na comunidade de prestação de serviços de dados.

A utilização do blockchain como tecnologia garantidora de transações digitais oferece elementos convincentes de suas vantagens. Já para o intercâmbio de produtos ainda tenho dúvidas se reunimos as condições efetivamente necessárias para que elas sejam realizadas de forma correta, tanto sustentavelmente quanto moralmente. A expansão do mundo digital e da troca de itens virtuais ainda está evoluindo, e o mercado de produtos em blockchain precisa amadurecer para atingir todo o seu potencial de utilização. Não há dúvidas, que o colecionismo de NFTs e de micro-transações em “games” vieram para ficar, mas como um crítico aos “hypes” de mercado, me sinto ao mesmo tempo curioso e apreensivo com o que está por vir.

*Hermano Pinto – Diretor do portfólio de tecnologia e infraestrutura da Informa Markets

Continue lendo

Artigos

Como inovar na gestão do trade marketing?

Publicado

em

*André Schneck

A experiência de compra é um ponto fundamental para converter e fidelizar o cliente. Sabemos que práticas de trade marketing, como a negociação com fornecedores e posicionamento de produtos no ponto de venda, o chamado PDV, fazem toda a diferença para isso e para os resultados do negócio. E a regra vale para toda empresa, independentemente do tamanho. Não há fórmula mágica para buscar a eficiência dos vendedores e promotores, mas não se pode negar que as ferramentas digitais tornaram possível direcionar melhor as estratégias, diminuindo as chances de possíveis fracassos e perda de recursos.

É consenso que a inclusão da tecnologia no processo foi fundamental. Com o seu uso, marcas relevantes no cenário nacional como Coca-Cola Femsa, iFood, Wizard, Remax, Hypera, Marilan, observaram que, em média, 72% dos colaboradores inseridos neste cenário batem suas metas de positivação. Isso foi possível graças à disponibilização de ações personalizadas de incentivo a todo momento, o que proporciona engajamento dos vendedores, além de autonomia e possibilidade de converter seu bom desempenho em premiações atraentes.

Tais incentivos podem incluir uma maior margem de comissão para os vendedores de um determinado produto, gratificações, descontos para o cliente final, sorteios, entre outros. Aí está o “pulo do gato”, como se diz. Porque embora a tecnologia seja acessível a todos, são as soluções adequadas, criadas pelo uso correto da ferramenta digital apropriada, que farão determinado time se engajar mais ou menos.

Por exemplo, uma indústria precisa saber se alguma campanha de venda está dando certo ou não. Antigamente, isso era feito manualmente, com planilhas e contas infinitas. Atualmente, isso pode ser mensurado através de um dashboard instalado num aplicativo. É a gestão a um clique de distância.

A gamificação é outra forma de melhorar engajamento que vem ganhando força nos processos. Dados da Review indicam que 42,95% dos colaboradores gostam de usar elementos de jogos em seus trabalhos e 72% dos profissionais relatam que o game incentiva-os a se dedicarem mais.

A Coca-Cola FEMSA, por exemplo, adota uma estratégia de gamificação que usa um aplicativo capaz de medir a produtividade dos colaboradores e premiá-los por bons resultados. A empresa consegue unir marketing de incentivo com uma campanha interativa, por meio de uma plataforma de modelo SaaS (Software as a Service). A iniciativa resultou num aumento de participantes de mais de 30% em suas campanhas.

Não é novidade, portanto, que um bom trabalho de trade marketing gera uma melhor percepção do público, resultando numa maior visibilidade da mercadoria mesmo quando o cliente ainda não conhece o produto. A partir dessa primeira impressão, há um aumento considerável da possibilidade de o cliente considerar a compra. Mas se o desafio é como engajar a equipe, as campanhas de incentivo aliadas à transformação digital surgem como estratégia essencial para a boa gestão da área.

 

(*) André Schneck – Gerente de marketing e planejamento da Incentivar

Continue lendo