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Marcelo Montone: Como calcular o investimento de marketing digital para uma empresa?

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Consultor lista dicas para tornar o planejamento de marca mais ágil e fácil

Planejar a verba de marketing de grandes empresas é um desafio anual que diretores e empresários enfrentam. Em tempos de crise, muitas marcas passaram a exigir mais resultados, com menos investimento, então ter novas ideias passou a ser um item necessário para movimentar agências de publicicade e escritórios. Atualmente, a pergunta que mais move clientes e fornecedores se tornou a mesma: Como criar um planejamento de marketing realmente eficaz?

Muito além das estratégias já conhecidas por executivos, que há anos investem no marketing off-line e sabem como analisar TRPs e GRPs, coberturas, demográficos e outras variáveis da publicidade off-line, hoje em dia a publicidade passou a precisar dar uma atenção para onde, segundo especialistas e estudiosos, a audiência mais se faz presente: a internet.

De acordo com o consultor em Marketing Digital e fundador da agência Nommad.ID, Marcelo Montone, um dos maiores problemas na hora de criar um planejamento é manter um pensamento ultrapassado para as verbas. Para ele, muitos empresários ainda focam em investimentos que apresentam altos riscos de resultados pouco aproveitáveis. “Muitos empresários e diretores passaram a recorrer às suas agências off-line, ou a indicações de parceiros ou amigos, para começar essa construção de uma imagem de marca digital. Porém, essas duas escolhas mais “fáceis” não são as melhores opções.”, contou.

Segundo Montone, os problemas que as duas opções têm podem ser diagnosticados rapidamente. “No primeiro caso, muitas das vezes, as agências off-line acabam migrando parte da verba online, que poderia trazer mais resultado com menor custo, para os investimentos em mídia off-line tradicional, onde possivelmente terão melhor negociação e menor custo de mão de obra especializada. No segundo, o gestor terá que depositar totalmente sua confiança na pessoa que indicou, e nos possíveis indicados, porém, continuará sem a base do conhecimento para acompanhar e cobrar os resultados dos seus parceiros.”, afirmou.

Criar, então, uma estratégia também focada em materiais digitais se tornou essêncial. Mas como fazer?

Não basta apenas ter um site ou uma página de rede social é preciso se destacar em meio a um oceano de informações e chegar no seu cliente: aquela dona de casa que busca novidades, o adolescente que ama videogames e até o homem mais velho que é apaixonado por carros, por exemplo.

Para isso, o especialista afirma que, além de se planejar um brieffing detalhado e oferecer uma concorrência realmente mensuravel, é necessário seguir um passo a passo estruturado e que consiga fornecer, às empresas e às agências, uma chance de criar grandes resultados e ações interessantes para o público final.

 

Confira as dicas:

– Definir que irá vender

o Tenha clara a descrição do seu produto ou serviço

o Obtenha dados de pesquisas de mercado sobre o produto que deseja promover nas mídias digitais.

o Tenha dados sobre Digital Brand Search sobre sua marca e seus concorrentes.

– Definir para quem irá vender

o Tenha dados demográficos dos seus targets.

o Pesquise sobre os hábitos comportamentais digitais dos seus consumidores.

– Saber quanto vai custar

o Qual será o custo da unidade do seu produto ou serviço para o consumidor.

o Planeje as promoções ou condições especiais de compra, caso existam.

o Qual é o ticket médio que almeja conquistar com as suas vendas no período.

РDeterminar qual ̩ a sua meta em vendas

o Planeje a sua meta em vendas unitárias ou tickets médios.

o Distribua elas ao longo do ano, de forma crescente e consciente.

РConcretizar o que ̩ sucesso para a sua marca

o Sucesso é ser conhecido por milhões de usuários?

o Sucesso é vender unidades?

o Tenha claro o que é sucesso para a sua marca entre conhecimento (awareness) e conversão em vendas.

– Saber qual o período e investimento necessário

o Determine o período das campanhas para se atingir as metas desejadas.

o Planeje a verba que você terá disponível para que a agência invista.

– Escolha o seu parceiro

o Exija da sua agência um planejamento com base nos dados dos itens anteriores, demonstrando que estratégias, táticas e como farão a mensuração de resultados das campanhas para entregar a sua meta no período que deseja.

* Sobre Marcelo Montone:

Formado pela PUC, com especialização em Marketing pela ESPM e Miami AD School, Marcelo Montone é fundador da agência paulistana Nommad.Id, totalmente focada em performance digital, e vem há 18 anos pesquisando e se especializando inteiramente em internet e agências digitais. O especialista já atuou em cases de sucesso e atendeu contas importantes de marcas esportistas, empresas e órgãos públicos. Com pesquisas e técnicas inovadoras, Motone se mostra cada vez mais como um respiro de inovação dentro do mercado de marketing brasileiro.

http://www.nommad.id

[email protected]

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Alexis Pagliarini: Eventos-teste em SP são um alento

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Eventos-teste em SP são um alento

Na semana passada, um anúncio do Governo de SP, relacionado à pandemia, gerou emoções cruzadas para quem trabalha com eventos. Por um lado, veio a ducha fria quanto à flexibilização de atividades. Em função do recrudescimento da pandemia, o governo decidiu manter as restrições por mais – pelo menos – quinze dias. Por outro lado, foi anunciada uma outra medida que pode gerar uma retomada consistente do setor. Refiro-me aos eventos-teste.

Nos meses de junho e julho, o governo, em parceria com instituições, liberará e acompanhará a realização de 10 eventos-teste: 4 eventos sociais na capital e interior (início na segunda quinzena de junho); 1 feira de negócios (29 a 30 de junho no Santos Convention Center);  2 feiras criativas, uma em Campinas e outra no Memorial da América Latina (3 de julho e 17 a 18 de julho) e 3 festas na capital e interior (junho). Não se trata de uma liberação, pura e simples, de realização de eventos, mas de atividades-piloto, com rigoroso acompanhamento, para monitorar resultados.

Um ponto chave do experimento é a testagem: o público deverá se submeter a um teste prévio – só serão liberados os que derem negativo – e outro teste posterior, quinze dias após o evento. A testagem em massa só é possível agora pelo barateamento do teste de antígeno, que apresenta resultado rápido, em quinze minutos. Com esse teste, é viável realizar a experiência e, o melhor, ter informações conclusivas após a realização dos eventos. Se ficar comprovada a segurança de se realizar eventos, sem maiores riscos de contaminação, a tendência é que haja uma liberação mais ampla, o que pode resultar na sonhada retomada para milhares de empresas e profissionais que dependem da atividade para se manter. O mercado ainda aguarda a regulamentação do PERSE, lei que prevê crédito facilitado e renegociação de dívidas fiscais federais. De um lado, o PERSE poderá gerar oxigênio para sobrevivência das empresas, por outro, os eventos-teste geram a expectativa por uma retomada de verdade, sem os sobressaltos de experiências anteriores.

A experiência dos eventos-teste é espelhada em atividades semelhantes, realizadas no exterior. Segundo o governo, o benchmark vem de Barcelona, Nova York e Sidney. De fato, temos acompanhado uma flexibilização invejável em países onde a vacinação aconteceu de forma rápida e ampla, como nos Estados Unidos, por exemplo. Enquanto patinamos por aqui, sofrendo com a falta de vacinas, outros países mais prevenidos e proativos já exibem uma queda substancial na contaminação e mortes derivadas do COVID 19. O que vemos por lá é uma volta consistente à normalidade. Em alguns lugares, os vacinados têm acesso a eventos culturais e esportivos sem a necessidade de distanciamento. Os não vacinados também têm acesso, só que numa área de maior controle, com distanciamento preservado. O teste, antes e depois, foi uma prática adotada em alguns países, como forma de se certificar da segurança em liberar eventos.

O que gera alento é ver iniciativas desse tipo, independente da atitude errática e irresponsável de quem deveria liderar nacionalmente o combate à pandemia. Agora, só nos resta torcer para que os testes demonstrem segurança na realização de eventos e façam retornar as atividades. Em artigos anteriores ressaltei a importância dos eventos para mobilizar a economia e gerar empregos. Ressaltei também a necessidade de pensarmos em como conviver com a pandemia. Na ausência de um processo rápido e eficaz de imunização, fica a certeza de que conviveremos inexoravelmente com a pandemia por muito mais tempo do que imaginávamos. Então, é preciso que geremos mecanismos de convivência segura como tenta agora o governo de SP. Pela importância de São Paulo, temos certeza de que o Brasil inteiro se beneficiará dos resultados dos eventos-teste que – esperamos – sejam positivos. Vamos torcer e apoiar!

Alexis Pagliarini – Presidente executivo da Ampro

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Cássio Rosas – Além do relacionamento: a importância do WhatsApp no marketing das empresas

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Por Cássio Rosas – Head de Marketing e Estratégia da Wiboo, utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais 

A digitalização acelerada provocada pela pandemia de covid-19 evidenciou a necessidade das empresas de incluírem, cada vez mais, os canais digitais em seus processos. Sem eles, as organizações não conseguiriam trabalhar, se relacionar e vender a seus clientes. Um dos mais importantes para tudo isso é o WhatsApp, o famoso aplicativo de mensagens presente há algum tempo na realidade brasileira. Pelo aplicativo é possível manter a produtividade dos colaboradores, conversar com os consumidores e até concluir as vendas. Por conta disso, é essencial incluir essa ferramenta nas estratégias de marketing e, assim, se aproximar ainda mais do seu público-alvo no futuro.  

 

O WhatsApp já faz parte integrante do dia a dia do brasileiro. No total, 99% dos smartphones brasileiros têm o aplicativo, de acordo com a pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box. Não bastasse isso, 93% dos usuários no país confirmarem que abrem a ferramenta todos os dias. Seu uso, contudo, vai além da troca de mensagens. Levantamento do Congresso Nacional em 2019 mostra que é também a principal fonte de informação para 79% das pessoas. Portanto, nada mais natural que torne-se um “superaplicativo”, reunindo diversas funcionalidades – como a relação de compra e venda com empresas.  

 

Incluir o WhatsApp na estratégia de marketing nem chega a ser uma novidade. Desde a popularização do aplicativo, a partir de 2012 e 2013, organizações e agências se debruçam sobre as melhores estratégias da ferramenta na divulgação das marcas. Nesse sentido, uma função se destacou das demais e passou a ser incorporada pelas empresas: o relacionamento. É inegável que o app aproxima as marcas de seus consumidores. É possível realizar atendimento, informar promoções e descontos, avisar sobre etapas de compra, entre outros recursos. Imagine tudo isso em um aplicativo que a pessoa já utiliza normalmente! 

A questão é que o avanço do novo coronavírus exigiu muito mais dessa ferramenta na estratégia de marketing das empresas. A partir do momento em que o aplicativo se tornou a principal ferramenta do brasileiro para superar a pandemia, utilizá-lo apenas para “conversar” com o consumidor deixou de ser o suficiente. No fim, o WhatsApp exerce o mesmo papel das plataformas de redes sociais, como o Facebook e Instagram. As pessoas se divertem, se informam, conversam com seus amigos e ficam sabendo de tudo o que precisam. Em suma: elas se engajam e esperam que as companhias com as quais se relacionam proporcionem essa mesma experiência.  

 

Para alcançar isso, não é preciso fazer estratégias mirabolantes ou mudar totalmente o posicionamento. Basta adotar um ecossistema digital que estimula esse engajamento dos consumidores. Dessa forma, eles não apenas irão interagir com a marca, oferecendo dados valiosos que poderão ser utilizados em novas campanhas e iniciativas, como também irão se aproximar ainda mais e até se fidelizar se sentirem que receberam uma experiência genuína. Uma boa aposta para isso é investir na oferta de utility tokens que premiam o engajamento e o relacionamento dos usuários mediante a realização de determinadas tarefas, como o compartilhamento de anúncios em suas redes – e que podem ser trocados por produtos e serviços.   

 

Ao longo dos últimos anos, o mundo mudou bastante – e a pandemia de covid-19 apenas evidenciou essa constante transformação. Dessa forma, uma boa estratégia de marketing nas empresas é aquela que acompanha essas tendências e, principalmente, se posiciona ao lado dos consumidores. Ao incluir o WhatsApp no planejamento do negócio, esse primeiro passo finalmente é dado. Chegando ao canal preferido dos consumidores, fica mais fácil planejar as próximas etapas dessa jornada.

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