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Feira EBS Virtual: confira os destaques do primeiro dia

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Começou na tarde de segunda-feira (14/09), a 18ª edição da Feira EBS e o 5º Congresso MICE Brasil, que este ano reúne virtualmente os players do setor de eventos, com programação ao vivo nos dias 14, 16 e 18 de setembro de 2020.

Cerca de mil participantes acompanharam a transmissão do evento ao vivo. Os estandes virtuais da Feira EBS continuam abertos para visitação na plataforma da feira. A programação ao vivo do Congresso MICE Brasil, retorna na quarta-feira (16/09) para mais um dia intenso de palestras com temas que vão tratar da experiência do cliente, a valorização das pessoas e os desafios dos eventos globais.

O primeiro dia de apresentações que acontecem em paralelo à feira, levou ao evento uma programação de conteúdo relevante para contribuir com o debate e propor soluções diante dos desafios da retomada para o setor.

Marcello Baranowsky, CEO do Grupo EventoFacil, abriu o evento dando as boas-vindas aos convidados e palestrantes, agradecendo a participação dos expositores e patrocinadores e enaltecendo que sem essa parceria, não seria possível a realização da Feira EBS 2020. Baranowsky também falou desse novo momento de eventos online e fez um apelo às autoridades:

“Este ano será conhecido como um ano que a indústria de eventos parou. Os eventos virtuais têm suprido algumas demandas e a EBS é um exemplo disso. Tivemos de nos reinventar. A lição que fica é que nunca estaremos preparados para o futuro. Não esperávamos que os efeitos da pandemia durariam tanto tempo e ainda com tantas dúvidas e incertezas. Sabemos que a saúde e a segurança são prioridades para todos, mas a indústria MICE, que representa os eventos corporativos, incentivos, congressos e feiras, está pronta para retomar. Seguimos os protocolos exigidos. Temos controle sobre os participantes que acessam os nossos eventos. Além do mais, somos uma ferramenta que pode ajudar a impulsionar a economia. Aproveito esse momento para fazer um apelo aos nossos governantes: Nos deem mais atenção. Nos deem mais importância. Existe uma enorme cadeia de fornecedores que depende dessa atividade para sobreviver. Embora soluções virtuais possam ajudar na realização de um evento, acredito que passaremos por essa crise, e, em breve voltaremos com a realização dos eventos presenciais com muita força. Afinal, nada supera o contato olho no olho. A conexão humana depende disso. É o que o mercado de eventos sabe fazer”, declarou.

Na sequência, Baranowsky passou a palavra para Ana Luísa Diniz Cintra, diretora do Centro de Convenções Rebouças, que comentou sobre a satisfação de receber mais uma edição da Feira EBS e do Congresso MICE e da estrutura montada para atender a demanda dos clientes por eventos híbridos e virtuais.

“É uma satisfação em receber novamente a Feira EBS e o Congresso MICE Brasil, uma parceria de anos que tem nos trazido resultados muito positivos. Ainda em meio à pandemia que impactou muito nosso setor, estamos preparados para recebê-los nesse novo formato, produzindo conhecimento e informação atualizada, que é a marca registrada da EBS, sempre inovando e se reinventando com qualidade, seja no conteúdo, seja nas rodadas de negócios. Este ano, o atual cenário e o mercado pedem mudanças e nós também tivemos de nos reinventar e lançamos um estúdio digital para atender uma necessidade dos nossos clientes e do mercado durante a pandemia, enquanto não podemos voltar com os eventos presenciais. Com equipamentos de última geração, em parceria com a empresa Hoffmann, conseguimos atender diversos tipos de eventos híbridos, como lives, congressos, convenções e lançamentos de produtos”.

Em sua fala, Ana Luísa afirmou que o estúdio foi montado para atender à necessidade dos clientes e do mercado durante a pandemia, mas fez questão de registrar que os eventos presenciais fazem parte da missão da empresa.

Em seguida, Igor Tobias, presidente da MPI Brazil, apresentou os resultados da pesquisa inédita “Termômetro MICE Brasil by MPI” elaborada pela Meeting Professionals International (MPI) em parceria com a Feira EBS. Participaram da pesquisa 184 pessoas de 162 empresas do setor.

Para Igor Tobias, diante da incerteza que estamos vivendo, a pesquisa pode ajudar fornecedores de produtos e serviços para eventos a fazerem um planejamento correto.

“Como o nome da pesquisa diz, ela foi pensada para medir a temperatura do mercado. É muito importante que toda a cadeia de fornecedores tenha o tamanho adequado à demanda, pois isso significará a manutenção do maior número possível de empresas e empregos em 2021″, disse.

Confira os resultados da pesquisa “Termômetro MICE Brasil by MPI”:

Segundo os dados coletados, 30,19% dos participantes responderam que no ano de 2019, o percentual da verba de marketing investida em ações presenciais (como feiras, eventos, ativações de marca, viagens de incentivo e etc.) foi de 50% a 70%.

Para 37,74% dos entrevistados, o tipo de evento que faz mais falta durante o isolamento social, são as ações de relacionamento, enquanto que 25,47% responderam que a participação em feiras é o que faz mais falta. Já 20,75% acreditam que são as convenções de vendas que fazem mais falta. Seguidas das ações de ativação de marcam (6,60%), viagens de incentivo (5,66%) e lançamento de produtos (3,77%).

Entre os entrevistados, 40,95% responderam que tiveram sua verba de eventos cortada após a pandemia. 26,67% disseram que a verba foi direcionada para ações de conteúdo/marketing digital e 22,86% dos entrevistados responderam que o valor equivalente foi investido em eventos virtuais.

Em relação a retomada dos eventos, 51,43% responderam que a empresa não tem previsão de quando os eventos presenciais serão retomados. Para a maioria, será somente após haver uma vacina ou quando uma grande parte da população estiver imunizada. 29,52% dos entrevistados acreditam os eventos presenciais devem retomar no segundo semestre de 2021.

Os eventos híbridos são a aposta de 67,62% dos participantes da pesquisa, dando ao convidado a opção de participar presencialmente ou virtualmente. Para 29,52% o “novo normal” fará com que alguns tipos de eventos nunca mais sejam presenciais, assim como alguns tipos de eventos só farão sentido presencialmente. Apenas 2,86% acreditam que os eventos virtuais deixarão de ter importância.

Em relação a investimentos em eventos para o próximo ano, 47,17% ainda não sabem informar como ficará a questão, se comparado ao ano de 2019. 26,42% responderam que ficará dentro dos mesmos patamares e 14,15% disseram que será até 30% menor. Apenas 6,60% informam que será maior do que em 2019 e 5,66% até menor que 50%.

A garantia quanto aos padrões de higiene e limpeza, como por exemplo, certificações oferecidas por empresas terceiras no retorno dos eventos presenciais é a principal preocupação para 65,09% dos entrevistados. Seguida do respeito ao distanciamento social (16,98%), higiene e limpeza dos espaços de eventos (12,26%) e apenas 5,66% disseram estar preocupados com a higiene e limpeza dos serviços de alimentos e bebidas.

Tendo como plano de fundo os dados da pesquisa apresentada, Igor Tobias conduziu uma mesa redonda com Roberta Nonis, consultora e influenciadora mercado MICE, Thais Santos da ALAGEV e Ana Lúcia Guedes, gerente de mídia e planejamento na Warner Bross Pictures e convidou as convidadas a comentarem a pesquisa com base na realidade da empresa de cada uma delas.

Dando continuidade ao congresso, a reflexão sobre a importância do papel da liderança em momentos de crise ficou por conta do painel moderado por Tatyane Luncah, CEO da agência Grupo Projeto Figital, com as presenças de Leila Bueno, sócia-diretora comercial na BUENO Arquitetura Cenográfica e participando de Portugal, Linda Pereira, vencedora do prêmio Business Spirit, completou esse painel que fez uma reflexão sobre o momento atual do mercado, sobre o prisma de líderes femininas.

Fechando o primeiro dia de apresentações, Alexis Pagliarini, presidente executivo da AMPRO, comandou o painel que contou com a participação de Silvana Torres, CEO da Markup, Marcio Esher, sócio-diretor da Holding Clube e Conselheiro AMPRO, Marcos Jochimeck, diretor-executivo da V3A e VP Regional da AMPRO, e Hebert Lacava, sócio-diretor da A Cuca. Os participantes deste painel foram convidados a refletir sobre os dados da pesquisa apresentada na abertura e diante dos resultados, apontar os novos rumos do live marketing.

“É mais uma oportunidade de a AMPRO identificar os impactos da pandemia, por intermédio de uma pesquisa, e contribuir com insights para o futuro”, afirmou Alexis Pagliarini.

O segundo dia de apresentações do Congresso MICE Brasil 2020 será na quarta-feira (16/09). As inscrições ainda estão abertas e podem ser feitas no site do evento: www.congressomicebrasil.com.br

Serviço:

Semana Virtual EBS

Data: 14, 15, 16, 17 e 18 de setembro de 2020.

Speed Meeting Virtual EBS:

Data: 15 e 17 de setembro de 2020 (terça e quinta-feira)

Horário: das 10h00 às 12h00 e 15h00 as 17h00

Congresso MICE Brasil:

Data: 14, 16 e 18 de setembro de 2020 (segunda e quarta-feira)

Horário: 17h00 – 20h00

Data: 18 de setembro (sexta-feira)

Horário: 17h00 – 19h00

Inscrições: https://www.feiraebs.com.br/

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Oktoberfest Summit 2026 promete imersão inédita nos bastidores da maior festa alemã das Américas

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O live marketing brasileiro ganha um reforço de peso em seu calendário de 2026. Após o êxito de sua estreia, que mobilizou cerca de 500 profissionais e entusiastas, o Oktoberfest Summit teve seu lançamento oficial realizado na última segunda-feira. Com o mote “Celebrar a tradição, construir o futuro”, o evento retorna com a promessa de elevar o nível das experiências imersivas entre os dias 20 e 22 de outubro, ocupando espaços icônicos como o Teatro Carlos Gomes e o Parque Vila Germânica, em Blumenau.

Nesta edição, o foco se volta para as engrenagens que fazem o espetáculo acontecer. A grande novidade reside na abertura dos bastidores da gastronomia e dos desfiles, pilares fundamentais da identidade do evento. Segundo Guilherme Benno Guenther, diretor geral da Oktoberfest Blumenau, o público terá em mãos um conteúdo sem precedentes. “Os participantes terão acesso a detalhes técnicos desses dois temas, que são grandes diferenciais e um dos maiores ativos culturais e comerciais da festa. Informações que nunca foram compartilhadas em mais de 40 anos de história”, destaca o executivo.

A organização, que projeta atrair 600 participantes este ano, aposta no conceito de “learning by doing” (aprender fazendo). Muito além de palestras convencionais, o Summit se posiciona como uma plataforma de networking e educação corporativa dentro do ecossistema de entretenimento. Para Gelson Walker, CEO da Tô Indo Viagens e Eventos e organizador oficial do encontro, a proposta é entregar uma visão 360 graus do evento. “O Summit é muito mais do que um congresso. Durante três dias, promovemos uma verdadeira imersão, com visita guiada pelos bastidores do Parque Vila Germânica e do Camarote Spaten, além da possibilidade de ter acesso a cases inspiradores, que fazem a Oktoberfest ser o sucesso que ela é. Educação, networking e entretenimento em um só lugar”, afirma Walker.

Para os profissionais do live marketing que buscam entender como escala e cultura se encontram em um projeto de alto impacto, as inscrições já estão abertas através do site oficial (www.oktoberfestsummit.com.br). O evento reforça seu compromisso com a capacitação técnica, garantindo certificação a todos os presentes.

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Super Bowl 2026 quebra recordes com comerciais de US$ 10 milhões e consolida a “Economia da Atenção”

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O Super Bowl 2026 entrou para a história não apenas como a final mais aguardada da NFL, mas como o detentor do intervalo comercial mais caro da televisão mundial. Com data marcada para o próximo dia 8 de fevereiro, o preço de uma inserção de apenas 30 segundos alcançou a impressionante faixa entre US$ 9 milhões e US$ 10 milhões. O valor estabelece novos recordes globais e reforça o evento como o espaço publicitário mais disputado do planeta, evidenciando uma transformação estrutural no mercado: a revalorização extrema dos grandes eventos ao vivo.

Em um cenário de mídia cada vez mais pulverizado e orientado por métricas de performance automatizadas, o Super Bowl permanece como um dos raros momentos de atenção massiva e simultânea — um ativo que se tornou escasso em 2026. Para Bruno Almeida, CEO da US Media, o salto nos valores, que até pouco tempo giravam entre US$ 6 milhões e US$ 7 milhões, reflete uma mudança de prioridade das marcas. “O Super Bowl é um dos poucos ambientes em que as marcas não competem apenas por cliques ou conversões imediatas, mas pela atenção plena do público. Em um mundo de múltiplas telas e estímulos constantes, isso se tornou extremamente valioso”, analisa o executivo.

Este movimento não é isolado e sinaliza o retorno do conteúdo “ao vivo” ao centro das estratégias globais, abrangendo também a Copa do Mundo, Olimpíadas e Fórmula 1. A capacidade desses eventos de combinar alcance, contexto e emoção em tempo real permite um impacto de marca com menor dispersão. Segundo Almeida, o crescimento dos preços é um sinal claro de que a publicidade entrou definitivamente na era da economia da atenção. “Eventos ao vivo entregam algo que nenhum algoritmo, isoladamente, consegue garantir: relevância cultural e presença simultânea em larga escala”, afirma.

No entanto, em 2026, o sucesso de uma campanha de Super Bowl não termina quando o cronômetro para. O diferencial competitivo das marcas agora reside na estratégia de reverberação pós-jogo. Especialistas apontam que tratar o intervalo apenas como o ápice da estratégia é um erro estratégico comum; na prática, ele funciona como um gatilho para uma narrativa que deve se desdobrar em vídeos digitais, redes sociais, mídia programática e parcerias com criadores de conteúdo.

A diversificação de canais, incluindo aplicativos de segunda tela como o Onefootball, torna-se essencial para capturar a audiência que passa a reinterpretar as mensagens após o pico de exposição. Como define Bruno Almeida: “O retorno real vem da capacidade de sustentar a mensagem no pós-evento, adaptando a narrativa a diferentes plataformas, públicos e momentos de consumo”. Em um ano marcado por grandes competições esportivas, a lição do Super Bowl 2026 é clara: o impacto custa caro, mas a longevidade da mensagem é o que garante o ROI.

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