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Naty Sanches

Nada se cria, tudo se copia: a Geração Z está alucinada pela nostalgia

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*Naty Sanches

A Geração Z pode ter nascido na era digital, mas tem mostrado um interesse crescente por experiências analógicas. O resgate do passado manifesta-se em diversas áreas do comportamento e do consumo, impulsionado pelo desejo de reconexão com épocas marcantes. Hábito de garimpar peças em brechós, colecionar CDs e vinis, fotografar com câmeras analógicas e reviver estéticas dos anos 2000 são exemplos dessa nostalgia moderna.

Nas plataformas digitais, especialmente no TikTok, essa tendência reflete-se em desafios que recriam coreografias icônicas, filtros que simulam produções de décadas passadas e vídeos que resgatam músicas e referências culturais. Além disso, o retrofuturismo combina elementos vintage com inovações tecnológicas, criando um olhar nostálgico sobre o futuro.

Outra forte influência desse movimento é o retorno do consumo de mídia física, como livros e fitas cassete, valorizando experiências mais tangíveis. A moda Y2K continua conquistando marcas e consumidores, enquanto cresce o interesse por peças artesanais e personalizadas. Atividades analógicas, como bordado e scrapbook, também acompanham essa busca por conexões mais autênticas, mostrando que a nostalgia segue influente na forma como as pessoas se expressam e consomem cultura.

Esse fenômeno tem nome: “anemóia”. É aquele desejo nostálgico de voltar a um tempo passado, mesmo que a pessoa nem tenha vivido nele. Para a Geração Z, que cresceu em um mundo acelerado e hiperconectado, a nostalgia funciona como uma espécie de escapismo. Diferente do futuro, que é incerto e pode assustar, o passado traz conforto e previsibilidade. Mais do que isso, revisitar essas referências cria um senso de pertencimento e identidade, conectando essa geração a momentos que, mesmo não vividos diretamente, influenciam a cultura atual.

O retorno da revista Capricho ao formato impresso, após uma década exclusivamente digital, é um reflexo desse movimento. Com o conceito “Manifeste, desobedeça, seja você”, a publicação aposta na experiência tátil e no desejo da Geração Z por um equilíbrio entre o digital e o analógico. As próximas edições sairão em julho e dezembro, reforçando esse novo posicionamento.

Mesmo com a hegemonia do digital, que facilita o consumo de conteúdo de forma rápida e acessível, cresce o interesse por formatos que proporcionem uma experiência mais duradoura e desconectada das telas. O impresso passa a ter um valor especial, oferecendo sensações de pertencimento e exclusividade que explicam o sucesso desse retorno.

A primeira edição dessa nova fase da Capricho traz Bianca Andrade na capa, reforçando essa narrativa. A influenciadora tem falado bastante sobre a necessidade de desacelerar, algo que se conecta diretamente com os dilemas da Geração Z. A mensagem é clara: fazer pausas, refletir e viver o momento.

Ao mesmo tempo, observa-se um movimento curioso na comunicação: a influência do digital sobre os meios tradicionais. Figuras da internet estão migrando para a televisão, como Bruno Carneiro (Fred) no Globo Esporte e Virgínia Fonseca no SBT. Isso mostra que, em vez de uma disputa entre digital e tradicional, o que acontece é uma fusão entre os dois formatos, criando um mercado onde ambos coexistem e se impulsionam mutuamente.

As marcas também perceberam o poder da nostalgia e vêm explorando esse conceito em suas campanhas com esse público. Por exemplo, a MTV Brasil relançou programas icônicos como “Beija Sapo” com Tinder e dinâmicas reformuladas e “Luau MTV” com Corona e uma combinação de Falcão e Lenon, adaptando-os para o público atual e resgatando a estética dos anos 2000. Essas iniciativas buscam conectar-se emocionalmente com os jovens, oferecendo conteúdo que mistura o familiar com o novo.

É importante que a Geração Z também olhe para frente. Moda, arte e cultura sempre buscaram referências no passado, mas o verdadeiro desafio é transformar essas inspirações em algo novo e relevante para o presente. O futuro pode ser incerto, mas a criatividade e a reinvenção continuarão sendo peças-chave para criar novas tendências e narrativas.

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Naty Sanches

No Lollapalooza 2026, marcas disputam atenção com experiências

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*por Naty Sanches

O Lollapalooza Brasil 2026 consolidou seu papel como uma das principais plataformas de brand experience do país, onde marcas não apenas patrocinam, mas disputam atenção por meio de experiências desenhadas para engajamento e compartilhamento.

 

Neste ano, o festival reuniu 46 marcas patrocinadoras em diferentes frentes. Entre os patrocinadores master, estiveram Budweiser e Flying Fish, da Ambev, além de Fiat e Samsung Galaxy. Nas cotas de patrocínio, marcaram presença McDonald’s, Sadia, Vivo, Coca-Cola e Johnnie Walker. Já entre os apoiadores, o line-up incluiu nomes como ChatGPT, Olla, Airbnb, Hellmann’s, Tic Tac, Risqué, Cielo, Universal, Neve, Casal Garcia, Kiko Milano, Sabesp, Tinder e Carmed.

 

Dentro desse ecossistema, algumas marcas se destacaram pela capacidade de transformar presença em experiência.

 

Budweiser

Em sua oitava participação consecutiva no Lollapalooza Brasil, a Budweiser apostou na estética dos anos 2000 como estratégia para aprofundar a conexão com o público, especialmente ao acionar códigos visuais e afetivos que dialogam com a cultura digital e a nostalgia da Geração Z. O principal destaque foi a Bud Mixtape Factory, um espaço de 750 m² com cabines de gravação onde fãs puderam registrar mensagens de voz em mini gravadores inspirados em fitas K7, transformados em charms colecionáveis.

 

A estrutura da marca também manteve ativos já consolidados, como a tradicional Arquibancada Bud, com vista para o palco principal, e o Palco Bud Zero, que recebeu DJs nos intervalos dos shows. A estratégia foi potencializada pela presença de influenciadores como Bianca Andrade, Fred Bruno, Duquesa e MC Hariel, ampliando o alcance e a reverberação da experiência nas redes.

 

Flying Fish

A Flying Fish estreou no Lollapalooza Brasil com uma presença estruturada e multicanal. No Autódromo de Interlagos, a marca apostou em um estande temático em formato de piscina, uma alusão direta ao seu nome e distribuiu mais de 12 mil latas gratuitamente ao público.

 

A ativação também incluiu a distribuição de mini câmeras fotográficas, um espaço exclusivo no Lolla Lounge e o patrocínio de um dos palcos do festival. Fora do evento, a estratégia se estendeu com os sideshows by Flying Fish em casas icônicas de São Paulo, ampliando a conexão da marca com a cena musical local.

 

Fiat

No universo automotivo, a Fiat marcou presença pelo segundo ano consecutivo no Lollapalooza Brasil, reforçando sua estratégia de conexão com o público por meio de experiências. A marca lançou uma edição especial do Fiat Pulse inspirada no festival e assinou o Palco Perry’s by Fiat.

Dentro do evento, contou com um estande com ativações, espaço VIP, exposição de veículos (car display) e a área de descanso Fiat Relax, equipada com puffs e pontos de recarga de celular.

Entre as experiências, a ação “Carona Fiat” transportou participantes até o palco da marca a bordo dos modelos Fiat Fastback Audace Hybrid e Fiat Toro Freedom T270. Já na ativação “Stage Diving – Quem é fã se joga”, o público escolhia seu artista favorito do line-up do dia, subia em uma plataforma e se lançava em uma piscina de espumas, com direito ao registro em GIF animado para compartilhar a experiência.

Sadia

Em sua quinta participação consecutiva no Lollapalooza Brasil, a Sadia estruturou sua presença em dois eixos complementares: uma operação ampla de alimentação, com destaque para a apresentação da linha Pop Sadia ao público, e uma frente dedicada à música, fandoms, experiências e produção de conteúdo. Em seu estande, que trouxe uma maquete em grande escala do mascote Lek Trek, a Sadia criou uma experiência imersiva com DJ, fotógrafos e degustação de produtos, além de um espaço dedicado a fotos. Ao final do percurso, os participantes recebiam um leque do Lek Trek com cordão como brinde.

 

ChatGPT

A edição deste ano trouxe um novo recurso voltado à jornada do público: um guia oficial desenvolvido em parceria com o ChatGPT. A ferramenta atuou como um assistente em tempo real, auxiliando na consulta de horários, na boa circulação entre os palcos, na leitura de cardápios e até na descoberta de curiosidades sobre as atrações.

 

A ativação também incluiu totens interativos para a criação de imagens inspiradas no universo do festival, que podiam ser acessadas via QR code ou impressas na hora. Outro destaque foi o “Orelhão do ChatGPT”, que permitiu ao público interagir com o assistente por voz, em uma experiência mais direta e imersiva.

 

De forma geral, o Lollapalooza Brasil 2026 foi marcado por uma forte presença de experiências imersivas e interativas, com marcas apostando em ativações que iam de estandes cenográficos e ambientes instagramáveis a dinâmicas gamificadas, cabines de gravação, desafios com o público. Também se destacaram ações de experimentação e distribuição de brindes, como alimentos, bebidas e itens personalizados, além de espaços de descanso, recarga de celular e serviços de conveniência. A estratégia foi complementada por naming rights de palcos, ativações musicais com DJs e artistas, collabs entre marcas, experiências sensoriais e conteúdos amplificados por influenciadores, consolidando o festival como uma plataforma de brand experience altamente compartilhável e orientada à conexão emocional com o público, muito mais alinhada com a jornada do público no festival do que nos anos anteriores.

 

As marcas também operam como um espelho umas para as outras  e, nesta edição, alguns padrões ficaram evidentes. As ativações que mais performaram foram aquelas que colocaram a experiência no centro, com interações participativas e de fácil entendimento, mostrando que simplicidade operacional ainda é decisiva para gerar adesão.

 

Ao mesmo tempo, ficou claro que as marcas mais relevantes foram as que conseguiram se inserir na cultura do festival, seja pela música, estética ou fandoms, em vez de priorizar o produto de forma direta. Outro aprendizado veio da integração entre experiência e conteúdo: ativações pensadas para serem compartilhadas ampliaram alcance de forma orgânica, especialmente quando influenciadores atuaram como amplificadores, e não protagonistas. Em paralelo, iniciativas utilitárias, como áreas de descanso e recarga, reforçaram que resolver dores reais também constrói valor de marca. Por fim, a consistência de ativos proprietários ao longo dos anos e a expansão das ações para além do evento, com desdobramentos na cidade e no digital, mostraram que o festival deixou de ser apenas um ponto de contato e passou a funcionar como uma plataforma contínua de conexão.

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Naty Sanches

Muito além do licenciamento: Bridgerton e a nova lógica da experiência de marca

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*por Naty Sanches

Se você conhece Bridgerton, da Netflix, o drama romântico ambientado na aristocracia inglesa do período Regencial inspirado em uma série de livros, marcado por bailes luxuosos, códigos sociais rígidos e uma estética visual altamente distintiva, precisa saber que o fenômeno vai muito além do streaming.

A série se tornou um case relevante de estratégia de experiência de marca, especialmente quando analisamos a amplitude e a sofisticação dos produtos licenciados lançados no Brasil. O que começou como entretenimento evoluiu para um ecossistema de consumo que traduz narrativa em lifestyle: moda, beleza, papelaria, bebidas, fragrâncias e até experiências imersivas inspiradas nos bailes da alta sociedade londrina.

Mais do que estampar personagens em embalagens, a lógica aqui é outra. Trata-se de transpor atributos simbólicos, romantização da rotina, estética vintage reinterpretada, senso de exclusividade e escapismo aspiracional, para categorias de produto que ampliam o universo ficcional para o cotidiano do consumidor.

Esse movimento revela um ponto estratégico: quando uma obra cria um território cultural forte, ela deixa de ser apenas conteúdo e passa a ser plataforma de marca. E é exatamente nessa transição que Bridgerton se consolida como um dos exemplos mais interessantes de licenciamento orientado por experiência no Brasil recente.

A Netflix estabeleceu parcerias com diferentes marcas, que passaram a incorporar o universo narrativo da série em suas campanhas e a lançar edições limitadas de produtos inspiradas na estética e nos elementos simbólicos da história.

Comfort

A Comfort, marca de amaciantes da Unilever, lançou a linha Segredos Bridgerton, disponível em amaciante concentrado e perfume para roupas. A campanha aposta em uma narrativa cinematográfica protagonizada por Hugh Sachs, intérprete de Brimsley, o mordomo da Rainha Charlotte.

O filme combina investigação e romance ao revelar o mistério das flores desaparecidas, cuja essência teria sido preservada na fragrância do produto, conectando storytelling e atributo funcional (perfume marcante).

A estratégia 360º amplia essa construção sensorial com relógios florais em OOH (Out-of-Home) espalhados por São Paulo e experiências imersivas no Carnaval, reforçando o posicionamento de alta perfumação e sofisticação. Na Estação Faria Lima, por exemplo, o público foi impactado por uma ativação com “explosão” de fragrâncias, transformando o ambiente urbano em uma extensão do universo da série.

Brutal Fruit Spritzer e Tônica Antarctica

A Ambev, por meio das marcas Brutal Fruit Spritzer e Tônica Antarctica, desenvolveu uma estratégia abrangente de experiências.

A estratégia começou com ativações no Carnaval e no Baile da Vogue 2026, tendo como embaixadores os artistas Agatha Moreira, Rodrigo Simas, Clara Moneke e Breno Ferreira, ampliando o alcance cultural da ação.

Voltada diretamente aos fãs, a iniciativa ganhou escala no Shopping Eldorado com a exposição O Closet de Bridgerton, que trouxe ao Brasil, de forma inédita, nove figurinos originais das quatro temporadas da série. A experiência foi complementada por dois bares temáticos, um de Brutal Fruit Spritzer e outro dedicado à Tônica Antarctica Intense, além de cenários exclusivos para fotos. A entrada foi gratuita, com visitação entre 5 e 11 de março.

No fim de semana de 7 e 8 de março, o Bar dos Arcos, no Centro Histórico da capital paulista, recebeu uma ambientação completa inspirada na alta sociedade londrina retratada na série. A marca distribuiu bebidas e ofereceu fotos impressas como lembrança da experiência, reforçando o caráter memorável da ação.

Já na Avenida Paulista, um dos principais cartões-postais da cidade, o público encontrou uma carruagem cenográfica, elemento icônico da narrativa, instalada no Shopping Cidade São Paulo. A ativação ocorreu entre os dias 6 e 12 de março, consolidando a presença da marca no circuito urbano e transformando espaços públicos em extensões físicas do universo ficcional.

Risqué e Paixão

As marcas Risqué e Paixão, pertencentes ao grupo Coty, uniram forças em um movimento inédito dentro da companhia: é a primeira vez que duas marcas do portfólio trabalham juntas em um mesmo projeto de licenciamento. Os lançamentos chegam ao mercado em edição limitada.

A coleção Risqué x Bridgerton apresenta nove esmaltes exclusivos, com acabamentos metálicos, cintilantes e cremosos, além de um sérum nutritivo para unhas e cutículas, formulado com óleo de amêndoas, reforçando o apelo de cuidado e sofisticação.

Já na perfumaria corporal, a linha Dama de Prata, de Paixão, aposta em uma fragrância oriental gourmand amadeirada, que combina flor de íris com notas de amêndoas caramelizadas. O portfólio inclui loção corporal, óleo corporal e loção para mãos, ampliando a experiência sensorial da parceria.

Para sustentar o lançamento no varejo, as marcas ativaram a coleção com uma pop-up imersiva no Shopping Center Norte, entre 26 de fevereiro e 4 de março de 2026. A experiência física contou com mecânica “compre e ganhe” e foco em engajamento sensorial no ponto de venda, traduzindo o imaginário da série em experimentação concreta de produto.

Seara Gourmet

A Seara Gourmet, marca do grupo JBS, lançou pela primeira vez uma linha de produtos associada ao universo de Bridgerton, ampliando a presença da narrativa da série para a categoria de alimentos premium.

O portfólio inclui Duo de Salames e Copa, panelinha de filé ao molho de pimenta com purê e queijo, panelinha de mousse com chocolate belga e um kit presenteável que combina o duo de embutidos com vinho e alho negro — reforçando o posicionamento gourmet e a proposta de ocasiões especiais de consumo.

A narrativa da campanha se apoia em elementos recorrentes da série, como encontros sociais, recepções e jantares sofisticados, que estruturam a dinâmica da alta sociedade retratada na trama. Ao traduzir esses rituais para o contexto gastronômico, a marca conecta produto e storytelling, transformando momentos de consumo em extensões do universo ficcional.

Nivea 

A Nivea lançou uma colaboração com a série, para apresentar uma linha de hidratantes labiais em edição limitada.

A coleção reúne quatro versões exclusivas, cada uma inspirada em uma das temporadas da série e nos respectivos casais protagonistas, traduzindo os romances centrais da narrativa em fragrâncias e embalagens que dialogam com a estética e o imaginário de cada fase da trama.

O movimento em torno de Bridgerton oferece mais do que um case de licenciamento bem-sucedido, revela um conjunto estruturado de decisões estratégicas que podem orientar futuras collabs entre marcas e propriedades culturais. Ao analisar essas iniciativas sob a ótica de branding, experiência e geração de valor, emergem aprendizados claros sobre território cultural, execução omnichannel, sensorialidade, coerência de posicionamento e métricas de longo prazo. A seguir, os principais pontos que merecem atenção em lançamentos dessa natureza.

1. Comece pelo território cultural, não pelo produto

Antes de discutir portfólio ou embalagem, é fundamental mapear quais códigos culturais o IP representa e como eles dialogam com o posicionamento da marca. Isso exige leitura estratégica do imaginário que a obra ativa, valores, rituais, estética, emoções, e clareza sobre quais desses elementos são transferíveis para a categoria. O produto deve ser a materialização dessa interseção, não o ponto de partida.

2. Defina uma tese estratégica clara

Toda collab precisa responder a uma pergunta central: qual objetivo de negócio ela resolve? Awareness, rejuvenescimento, premiumização, ganho de market share, aumento de ticket médio? Sem tese estratégica explícita, a ação corre o risco de se tornar apenas oportunista. A clareza de propósito orienta desde o desenvolvimento do portfólio até o plano de mídia e os KPIs.

3. Integre físico, digital e social

Lançamentos desse porte performam melhor quando operam em lógica omnichannel. Experiência no ponto de venda, ativações, presença em eventos e amplificação digital precisam funcionar de maneira integrada.

4. Trabalhe sensorialidade como diferencial

Collabs inspiradas em universos estéticos fortes devem explorar dimensões sensoriais: cheiro, textura, ambientação, ritual de uso, trilha sonora, cenografia. A experiência física cria memória emocional e aumenta a percepção de valor.

5. Planeje escassez com intenção

Edições limitadas funcionam quando há coerência entre exclusividade e narrativa. A limitação de estoque deve reforçar posicionamento premium e gerar urgência sem comprometer a percepção de qualidade. A gestão de oferta precisa ser calculada para equilibrar desejo, acesso e percepção de valor, evitando tanto excesso quanto frustração.

Em um mercado saturado de mensagens, o caso de Bridgerton mostra que marcas se destacam quando transformam cultura em experiência real. Não é sobre aproveitar um hype, mas sobre ter clareza estratégica, coerência com o posicionamento e execução integrada entre produto, comunicação e ponto de contato. Quando bem planejado, o licenciamento deixa de ser uma ação pontual e se torna uma alavanca consistente de relevância, valor de marca e crescimento.

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