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Thamiris Rezende: Papo de empreendedor – 5 conselhos de um para o outro

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Já faz um tempo que a palavra empreendedorismo não sai da boca do brasileiro. Ser ou não ser, eis a questão! O fato é que o Brasil é um país onde o empreendedorismo pulsa na veia, uma vez que, segundo a UnitFour, o número de empresas abertas em 2016 cresceu 20% em relação ao ano anterior.

Seja por necessidade ou por vontade própria, empreender é uma árdua caminhada e exige muita dedicação. Aos olhos de quem está de fora é bacana, rentável e sinônimo de status, mas visto de dentro, todo empreendedor sente na pele o real custo de ter o próprio negócio.

Nem uma vida inteira é capaz de nos ensinar tudo o que precisamos para superar as barreiras, adversidades e medos. Cada dia aprendemos um pouco mais e buscamos errar um pouco menos. Se eu pudesse dar alguns conselhos aos meus colegas empreendedores, seriam:

· Divulgação é fundamental: vender o próprio peixe nunca foi tão importante, portanto use todos os canais que estiverem ao seu alcance para divulgar sua marca, seus serviços e sua expertise. Esteja fortemente ativo nas redes sociais, tenha um blog e alimente-o com informação relevante, busque espaço nas revistas, jornais e rádios, faça parcerias com influenciadores do seu meio.

· Você é sua empresa e sua empresa é você: queira ou não, a partir da decisão de empreender, o seu negócio fará parte de quem você é e não há como separar. Além de promover sua empresa, também use do seu marketing pessoal, afinal, você é o cérebro e máquina central do negócio. Esteja sempre orquestrado com os objetivos da sua marca para que você consiga alcançar as metas traçadas.

· Networking é tudo: independentemente da área de atuação, ter uma rede de contatos é fundamental para o crescimento do negócio, uma vez que esse relacionamento propicia troca de informações, experiências, conhecimentos e indicações de forma natural e mútua. A sua dor de hoje pode ter sido de outro empreendedor no passado, trocar conhecimento é combustível para gerir uma crise ou criar novas oportunidades.

· Planejamento é a alma do negócio: pode parecer chato, burocrático e pouco prático, mas o planejamento norteia o crescimento e as decisões da empresa. Abrir mão dessa ferramenta é assumir o risco de que tudo pode dar errado. Ele não é a fórmula mágica para um negócio de sucesso, mas é a bússola.

· Reinvente-se: o mercado muda em uma velocidade surpreendente e, para ter um negócio inovador, é fundamental que o empreendedor se reinvente constantemente. Invista em você, estude muito, esteja sempre em contato com seus clientes e com as tendências da sua área. Amadureça o profissional que está coberto por uma grossa camada de “empreendedor faz tudo”. Não caia na rotina e alimente diariamente sua sede de dar certo.

A realidade é que não existe fórmula mágica para ter um negócio de sucesso e cada um inventa seus caminhos, mas algumas dores são comuns a todos e juntos podemos minimizá-las. Outro fato é que sempre vão dizer que ter o próprio negócio é moleza, não ter chefe é uma maravilha e fazer o próprio horário é um sonho, mas poucos sabem que para dar certo é preciso trabalhar mais do que dormir ou curtir o happy hour com a galera do trabalho na sexta-feira à noite.

Feliz Dia do Empreendedor para quem sabe o que é abdicar de mil coisas em prol da realização de um sonho!

*Thamiris Rezende é jornalista, fundadora da HUG Comunicação Corporativa e empreendedora persistente.

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Não falta criatividade, falta execução

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Não falta criatividade, falta execução

A relação dos consumidores com as marcas vem mudando completamente. Como consumidores, buscamos identificar, em marcas, produtos e serviços, os mesmos valores e aspectos que representam nossa forma de pensar e nos comportarmos em sociedade. Cada vez mais, as marcas que se preocupam com questões ambientais e sociais ganharão mais espaço no coração das pessoas.

Na verdade, marcas e produtos incríveis, sustentáveis, inovadores, alinhados com crenças e valores das pessoas não faltam por aí. O que ainda falta – e muito – é acontecer o desejado encontro dessas marcas e consumidores.

Sorte, acaso ou destino sempre atuarão nesses encontros. Mas marcas são negócios e precisam de previsibilidade e crescimento nos seus negócios. E algo está faltando para grandes marcas chegarem em seus consumidores ideais.

O Brasil é reconhecido globalmente como um berço criativo. Nossos criativos dão show em qualquer lugar do mundo. O problema não é a falta de criatividade e ideias. O que está faltando é execução. O jogo de como atingir as audiências certas (o seu “público-alvo”) mudou, e a maioria das marcas não está acompanhando essa mudança.

Pense nas experiências que você tem como usuário e consumidor. Não sei você, mas geralmente me sinto um usuário aleatório sendo exposto a marcas e produtos que não fazem sentido para mim. Mas, quando nos acertam em cheio, vem aquele “uau!” por encontrar um produto bacana.

Todos os canais e formatos tradicionais, como TV, rádio, revistas, jornais, mídia exterior, certamente ainda fazem diferença na memória das pessoas. Entretanto, os canais digitais não só invadiram e atingiram um tempo superior de nossa atenção, mas também estão presentes em momentos de maior foco e intenção de compra.

Diante da mudança dos comportamentos de consumo e do nosso tempo de exposição às telas e canais digitais, a migração das verbas publicitárias para o digital vem trazendo enormes desafios para todo tipo de empresa.

A execução de campanhas passou a ser a responsável maior pelo sucesso ou fracasso de vendas de uma campanha publicitária que tem no digital sua estratégia central de alcance, frequência, conversão e outros.

Para quem está se aventurando há pouco tempo, é relativamente rápido (e quase indolor) colocar no ar campanhas no Google, Instagram, portais, marketplaces e em tantos outros canais digitais. Mas reunir e organizar dados internos, conhecer profundamente o perfil comportamental, sociodemográfico, entre outros, de cada uma das audiências certas, de cada produto ou serviço de uma marca, é um trabalho árduo, complexo e eterno.

Bloqueadores de anúncios existem principalmente porque o mercado ainda está fazendo mal o seu papel de levar produtos relevantes para as pessoas certas.

Marketing se tornou engenharia e vendas se tornaram relacionamentos. Tecnologia, comunicação e dados precisam entrar em um relacionamento sério e definitivo para trabalharem em harmonia, em prol dos interesses dos usuários e consumidores.

Isso só será possível se as empresas colocarem o consumidor no centro, no foco de seus negócios, ao invés de olharem apenas para seus próprios produtos e serviços. Faça isso e o resultado virá.

*Thiago Bacchin – CEO da Cadastra

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5 mentiras sobre o marketing digital que você provavelmente já ouviu

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5 mentiras sobre o marketing digital que você provavelmente já ouviu

É complicado trabalhar em uma área cercada de mitos e desconhecimento. Apesar do avanço do marketing digital, não é incomum presenciar os mesmos enganos, muitas vezes corroborados por pessoas que se dizem especialistas, mas não são. 

Contudo, o progresso existe e impulsiona a mim e todos os demais profissionais verdadeiros. Trazer conhecimento para diferentes lugares é um propósito que nunca vou deixar de lado, mesmo que signifique falar mais de uma vez sobre assuntos que ainda geram dúvidas.

É por isso que resolvi listar algumas das mentiras mais comuns sobre marketing digital que ouvi em mais de uma década de atuação. É um ramo de muitas possibilidades e enorme potencial — como ficou claro para o mercado ao longo dos anos.  Mas nem tudo que se fala por aí é verdade, mesmo nas melhores das intenções.

 

  1. Fórmulas de sucesso

É uma tristeza que existam “gurus” e empresas fazendo promessas que não podem cumprir. As mais frequentes falam sobre fórmulas e segredos que, supostamente, só aquela pessoa ou agência possui. Quem não entende muito sobre o tema pode cair na conversa e investir, em troca de algo que não há nenhuma garantia de acontecer.

O ponto é que não existem fórmulas. Cada negócio precisa ser analisado para criar estratégias únicas. Claro, certas ferramentas são comuns na maioria dos casos, mas o modo como são operadas, a produção de conteúdo e uma série de outros fatores vão mudar de caso para caso. E as coisas ainda podem dar errado, o que vai causar alterações de curso e testes até que tudo funcione bem. Se alguém te promete um resultado a partir de uma tal fórmula secreta, eu garanto que isso não é marketing digital.

 

  1. É só implementar e esperar

Atualmente, temos diversas ferramentas importantes de automação que fazem parte de grande parte das estratégias. Por conta do conceito de “automático”, surge atrelada a ideia de que o único trabalho de fato está na hora da aplicação.

Não é só planejar, programar e esperar pelos resultados? Com certeza não. O acompanhamento, as alterações, os feedbacks, são todos trabalhos constantes e necessários. Sem as etapas posteriores à implementação da estratégia, ela dificilmente funcionará. Além do mais, é preciso atualizar as técnicas e conteúdos o tempo todo — o mundo muda rápido, principalmente no âmbito digital.Portanto, sim, times bem preparados e que realmente atuam na conta continuam essenciais.

 

  1. Se o negócio não é online, marketing digital não é tão importante

Se você tem lojas físicas, faz sentido que pense em aumentar as visitas presenciais (considerando cenários seguros por causa da pandemia, é claro). Isso pode ser um dos resultados do marketing digital, se a estratégia tiver esse objetivo.

O acesso à internet já é realidade para mais de 70% dos brasileiros. Portanto, o público que vai visitar sua loja, muito provavelmente, está conectado. Atingi-la através do digital é tão ou mais eficaz do que com métodos tradicionais de marketing. Além disso, a presença digital é complementar ao presencial, não excludente.

 

  1. A regra é falar sempre sobre a empresa e os produtos

Esse é um engano corriqueiro que atinge, principalmente, a área de inbound marketing. Quando falamos em atrair consumidores, como a tática propõe, não podemos nos restringir a falar em um tom publicitário. Precisamos oferecer conteúdo que interesse ao público, mesmo que isso signifique não mencionar os produtos ou nome da empresa em todo lugar.

Textos em blogs, vídeos, posts em redes sociais, são todas possibilidades de criação de conteúdo relevante, que tenham a ver com a área de atuação e com as necessidades do cliente. Assim, o usuário vai conhecer seu negócio a partir de um posicionamento positivo.

 

  1. É apenas para alguns negócios

Por que seria? A estratégia pode ser estruturada de inúmeras formas. Para empresas pequenas, as metas são mais singelas e o investimento também. Para as grandes, é possível planejar ações para cada objetivo, da captação de leads até o posicionamento de marca.

Muitos empreendedores têm ideias fechadas sobre o que o marketing digital é capaz. Ao se prenderem em suas concepções, deixam de conhecer um mundo de possibilidades que se adequam aos seus casos específicos. As limitações de porte, custos e conhecimento normalmente podem ser contornadas com ajuda de bons profissionais.

 

Essa é a maneira ao qual estou acostumada, mas nunca me canso: a de sempre traçar caminhos novos. Uma parceria entre agência e empresa nunca é exatamente como a outra.


Daniela Gebara – Sócia fundadora e diretora comercial da agência full digital ROCKY, empresa da S4 Capital

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