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Omnichannel ainda precisa amadurecer no Brasil, diz especialista

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Para diretor executivo da Itelios, falta investimento e mudança de cultura corporativa para total integração entre canais no país

O omnichannel, modelo de negócios no qual todos os canais de venda de determinada marca são totalmente integrados, ainda caminha devagar no Brasil. A avaliação é de Rafael Ruppel Ruiz, diretor executivo no Brasil da Itelios (www.itelios.com.br). Fundada em 1998 na França, desde 2010 a empresa implementa soluções de omnichannel nos mercados americano e europeu, onde o conceito é tido como a principal tendência do varejo para o futuro.

Para Ruppel as grandes dificuldades para a expansão do omnichannel no Brasil são a falta de investimentos em tecnologia e a mudança na cultura corporativa como um todo dentro das grandes redes. “Trata-se de algo maior do que a integração entre os canais, é você conseguir oferecer a mesma experiência para um consumidor tanto no ponto físico, quanto no e-commerce, call center e até nas redes sociais”, explica.

Permitir que um operador da rede social de uma rede varejista acesse e faça mudanças em um pedido feito pelo e-commerce da marca, por exemplo, requer modernização e, em alguns casos, uma alteração completa nos sistemas de vendas e gestão utilizados pela empresa. “E isso é custoso, assim como também é caro distribuir tablets para toda a equipe de vendas nas lojas físicas, o que criaria os chamados ‘vendedores aumentados’”, afirma o diretor da Itelios.

No caso dos tablets, a ideia é que a equipe de vendas acesse de maneira fácil o perfil do consumidor para entender por qual tipo de produtos ele se interessa, como segmentá-lo, etc. “Mudamos o paradigma do varejo dessa forma. Antes, apenas um tipo de funcionário muito específico e experiente era capaz de ‘ler’ o cliente, numa definição bastante subjetiva. Com o apoio de um tablet, o profissional pode acessar o perfil dele ali mesmo, o que inclusive tem o potencial de melhorar a experiência de compra”, conta Ruppel.

Só a tecnologia, no entanto, não é suficiente para fazer toda a transição. O especialista explica que também é necessário educar os funcionários da empresa para que considerem todos os canais como um só e não criem competição entre o e-commerce a as lojas tradicionais, por exemplo.

Essa mudança de cultural, entretanto, não pode ser prejudicial a nenhuma das partes envolvidas. Em um caso recente, uma rede orientou sua equipe de vendas a direcionar clientes em busca de um item em falta na loja para o e-commerce. Mas quando isso ocorria eles não recebiam comissão. O resultado é que os vendedores preferiam sugerir produtos semelhantes – e a taxa de conversão caiu.

Mesmo frente a esses desafios, a perspectiva para o futuro é boa. Na Itelios, por exemplo, a procura por soluções relacionadas ao omnichannel no primeiro semestre de 2017 foi maior do que nos dois anos anteriores. “É uma preocupação que tem ocupado a cabeça dos gestores e eles vão ter que encarar essa mudança”, aponta Ruppel. “Até porque o investimento vale a pena: recentemente, uma grande rede do varejo têxtil viu seu ticket médio na loja aumentar 50% depois de instituir o click and collect”.

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Não falta criatividade, falta execução

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Não falta criatividade, falta execução

A relação dos consumidores com as marcas vem mudando completamente. Como consumidores, buscamos identificar, em marcas, produtos e serviços, os mesmos valores e aspectos que representam nossa forma de pensar e nos comportarmos em sociedade. Cada vez mais, as marcas que se preocupam com questões ambientais e sociais ganharão mais espaço no coração das pessoas.

Na verdade, marcas e produtos incríveis, sustentáveis, inovadores, alinhados com crenças e valores das pessoas não faltam por aí. O que ainda falta – e muito – é acontecer o desejado encontro dessas marcas e consumidores.

Sorte, acaso ou destino sempre atuarão nesses encontros. Mas marcas são negócios e precisam de previsibilidade e crescimento nos seus negócios. E algo está faltando para grandes marcas chegarem em seus consumidores ideais.

O Brasil é reconhecido globalmente como um berço criativo. Nossos criativos dão show em qualquer lugar do mundo. O problema não é a falta de criatividade e ideias. O que está faltando é execução. O jogo de como atingir as audiências certas (o seu “público-alvo”) mudou, e a maioria das marcas não está acompanhando essa mudança.

Pense nas experiências que você tem como usuário e consumidor. Não sei você, mas geralmente me sinto um usuário aleatório sendo exposto a marcas e produtos que não fazem sentido para mim. Mas, quando nos acertam em cheio, vem aquele “uau!” por encontrar um produto bacana.

Todos os canais e formatos tradicionais, como TV, rádio, revistas, jornais, mídia exterior, certamente ainda fazem diferença na memória das pessoas. Entretanto, os canais digitais não só invadiram e atingiram um tempo superior de nossa atenção, mas também estão presentes em momentos de maior foco e intenção de compra.

Diante da mudança dos comportamentos de consumo e do nosso tempo de exposição às telas e canais digitais, a migração das verbas publicitárias para o digital vem trazendo enormes desafios para todo tipo de empresa.

A execução de campanhas passou a ser a responsável maior pelo sucesso ou fracasso de vendas de uma campanha publicitária que tem no digital sua estratégia central de alcance, frequência, conversão e outros.

Para quem está se aventurando há pouco tempo, é relativamente rápido (e quase indolor) colocar no ar campanhas no Google, Instagram, portais, marketplaces e em tantos outros canais digitais. Mas reunir e organizar dados internos, conhecer profundamente o perfil comportamental, sociodemográfico, entre outros, de cada uma das audiências certas, de cada produto ou serviço de uma marca, é um trabalho árduo, complexo e eterno.

Bloqueadores de anúncios existem principalmente porque o mercado ainda está fazendo mal o seu papel de levar produtos relevantes para as pessoas certas.

Marketing se tornou engenharia e vendas se tornaram relacionamentos. Tecnologia, comunicação e dados precisam entrar em um relacionamento sério e definitivo para trabalharem em harmonia, em prol dos interesses dos usuários e consumidores.

Isso só será possível se as empresas colocarem o consumidor no centro, no foco de seus negócios, ao invés de olharem apenas para seus próprios produtos e serviços. Faça isso e o resultado virá.

*Thiago Bacchin – CEO da Cadastra

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5 mentiras sobre o marketing digital que você provavelmente já ouviu

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5 mentiras sobre o marketing digital que você provavelmente já ouviu

É complicado trabalhar em uma área cercada de mitos e desconhecimento. Apesar do avanço do marketing digital, não é incomum presenciar os mesmos enganos, muitas vezes corroborados por pessoas que se dizem especialistas, mas não são. 

Contudo, o progresso existe e impulsiona a mim e todos os demais profissionais verdadeiros. Trazer conhecimento para diferentes lugares é um propósito que nunca vou deixar de lado, mesmo que signifique falar mais de uma vez sobre assuntos que ainda geram dúvidas.

É por isso que resolvi listar algumas das mentiras mais comuns sobre marketing digital que ouvi em mais de uma década de atuação. É um ramo de muitas possibilidades e enorme potencial — como ficou claro para o mercado ao longo dos anos.  Mas nem tudo que se fala por aí é verdade, mesmo nas melhores das intenções.

 

  1. Fórmulas de sucesso

É uma tristeza que existam “gurus” e empresas fazendo promessas que não podem cumprir. As mais frequentes falam sobre fórmulas e segredos que, supostamente, só aquela pessoa ou agência possui. Quem não entende muito sobre o tema pode cair na conversa e investir, em troca de algo que não há nenhuma garantia de acontecer.

O ponto é que não existem fórmulas. Cada negócio precisa ser analisado para criar estratégias únicas. Claro, certas ferramentas são comuns na maioria dos casos, mas o modo como são operadas, a produção de conteúdo e uma série de outros fatores vão mudar de caso para caso. E as coisas ainda podem dar errado, o que vai causar alterações de curso e testes até que tudo funcione bem. Se alguém te promete um resultado a partir de uma tal fórmula secreta, eu garanto que isso não é marketing digital.

 

  1. É só implementar e esperar

Atualmente, temos diversas ferramentas importantes de automação que fazem parte de grande parte das estratégias. Por conta do conceito de “automático”, surge atrelada a ideia de que o único trabalho de fato está na hora da aplicação.

Não é só planejar, programar e esperar pelos resultados? Com certeza não. O acompanhamento, as alterações, os feedbacks, são todos trabalhos constantes e necessários. Sem as etapas posteriores à implementação da estratégia, ela dificilmente funcionará. Além do mais, é preciso atualizar as técnicas e conteúdos o tempo todo — o mundo muda rápido, principalmente no âmbito digital.Portanto, sim, times bem preparados e que realmente atuam na conta continuam essenciais.

 

  1. Se o negócio não é online, marketing digital não é tão importante

Se você tem lojas físicas, faz sentido que pense em aumentar as visitas presenciais (considerando cenários seguros por causa da pandemia, é claro). Isso pode ser um dos resultados do marketing digital, se a estratégia tiver esse objetivo.

O acesso à internet já é realidade para mais de 70% dos brasileiros. Portanto, o público que vai visitar sua loja, muito provavelmente, está conectado. Atingi-la através do digital é tão ou mais eficaz do que com métodos tradicionais de marketing. Além disso, a presença digital é complementar ao presencial, não excludente.

 

  1. A regra é falar sempre sobre a empresa e os produtos

Esse é um engano corriqueiro que atinge, principalmente, a área de inbound marketing. Quando falamos em atrair consumidores, como a tática propõe, não podemos nos restringir a falar em um tom publicitário. Precisamos oferecer conteúdo que interesse ao público, mesmo que isso signifique não mencionar os produtos ou nome da empresa em todo lugar.

Textos em blogs, vídeos, posts em redes sociais, são todas possibilidades de criação de conteúdo relevante, que tenham a ver com a área de atuação e com as necessidades do cliente. Assim, o usuário vai conhecer seu negócio a partir de um posicionamento positivo.

 

  1. É apenas para alguns negócios

Por que seria? A estratégia pode ser estruturada de inúmeras formas. Para empresas pequenas, as metas são mais singelas e o investimento também. Para as grandes, é possível planejar ações para cada objetivo, da captação de leads até o posicionamento de marca.

Muitos empreendedores têm ideias fechadas sobre o que o marketing digital é capaz. Ao se prenderem em suas concepções, deixam de conhecer um mundo de possibilidades que se adequam aos seus casos específicos. As limitações de porte, custos e conhecimento normalmente podem ser contornadas com ajuda de bons profissionais.

 

Essa é a maneira ao qual estou acostumada, mas nunca me canso: a de sempre traçar caminhos novos. Uma parceria entre agência e empresa nunca é exatamente como a outra.


Daniela Gebara – Sócia fundadora e diretora comercial da agência full digital ROCKY, empresa da S4 Capital

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