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Novo serviço de streaming leva peças teatrais e shows para as telas e fomenta um novo mercado cultural pós-Covid

Novidade, que faz parte do guarda-chuva do Clubinho de Ofertas, que faturou R$ 5,6 milhões em vendas em 2019, será o carro chefe da empresa em 2020
O isolamento imposto pelo enfrentamento do novo coronavírus fez as atividades culturais e de entretenimento pararem em todo o país. E além do impacto causado na vida das pessoas, que passaram a não consumir atrações diversas, a paralisação afetou também muitos profissionais do meio, desde produtores, atores e estabelecimentos até empresas voltadas para o segmento. Para atender essas demandas – especialmente continuar movimentando o setor -, o Clubinho de Ofertas, bilheteria online referência em teatro infantil no Rio de Janeiro e em São Paulo, está lançando em junho sua plataforma de streaming Clubinho Play. Voltada para o público infantil, o CP terá como conteúdo peças teatrais, shows musicais, atrações circenses, shows de mágica, contação de histórias e atividades recreativas online. Em termos de assinantes, a expectativa é que esse número chegue em 22 mil assinantes até dezembro.
Diferentemente do que acontecia com o Clubinho de Ofertas, que vendia, quase que exclusivamente, atrações do eixo Rio-São Paulo – com exceção para algumas produções em Curitiba, Salvador e Campinas -, o CP vai disponibilizar shows e espetáculos de todo o Brasil, aumentando ainda mais a divulgação de grupos e artistas que muitas vezes não têm a possibilidade de levar seus shows para outras cidades e estados. “Trabalhar com entretenimento presencial é muito diferente desse novo formato que estamos oferecendo. Agora, poderemos disponibilizar shows e espetáculos que, em outros momentos, não conseguíamos por estarem fora na nossa área física de atuação. Uma dessas novas atrações é a Cyntilante Produções, produtora de Belo Horizonte, que antes não fazia parte do nosso catálogo apenas por não estarem em nossa área de atuação. Mas, é claro, teremos também os grupos e profissionais que foram enorme sucesso durante todos os anos no Clubinho, como os projetos Beatles para Crianças e Grandes Músicos para Pequenos, o mágico e ilusionista Andrély, o grupo musical Violúdico, grandes companhias teatrais como Cia A´Dovalle, Zeus Produções, Topetão, entre outros”, comenta Grasiela Camargo, CEO do Clubinho de Ofertas.
O novo serviço de streaming que passa a fazer parte do guarda-chuva do Clubinho de Ofertas também dará suporte e apoio aos profissionais da área de cultura e entretenimento que foram seriamente prejudicados com a interrupções dos eventos nesse período – a receita gerada pelas assinaturas será dividida com as produções que têm espetáculos na plataforma e a divulgação deles também será ampliada com o projeto. Desta forma, as muitas produções que antes ficavam restritas aos teatros e cidades onde fizessem apresentações, agora se tornarão conhecidas em outras cidades pelo Brasil, ampliando seu público e estimulando turnês nacionais futuras quando a pandemia terminar. Trocando as informações por números, além dos já citados 22 mil assinantes até o final de 2020, espera-se um faturamento de R$ 550 mil nesses primeiros seis meses, o que representa cerca de 10% do faturamento do CO no ano de 2019 – R$ 5,6 milhões em vendas. “Esse pode ser considerado um número pequeno se compararmos ao fechamento de 2019 do CO, mas é um grande passo quando pensamos que agora é tudo novo, como se tivéssemos começado um negócio do zero, o que não deixa de ser verdade. São novos espectadores, tipo de venda, estilo de atração, novos hábitos ligados à cultura”, pontua Grasiela.
O Clubinho Play também terá um formato diferente de compra. Enquanto no CO as atrações são pagas individualmente, no serviço de streaming o valor único é ampliado para toda a família, democratizando ainda mais o acesso à cultura e entretenimento. Com uma assinatura mensal no valor de R$ 24,90, muito mais barata que um ingresso de meia-entrada de teatro para somente uma pessoa, será possível ter acesso a todos os conteúdos quantas vezes quiser. “Sabemos que as crianças, quando gostam de um espetáculo, querem ver mais de uma vez. E na plataforma elas poderão assistir sempre que quiserem”, esclarece Grasiela. E tem mais: o Clubinho Play terá uma parte de seu acervo oferecido de forma gratuita, além da assinatura mensal. Outra novidade é que as crianças também poderão interagir por meio de lives gratuitas com os personagens infantis que são sucesso para esse público – eles vão contar histórias, ouvir as crianças e ensinar atividades divertidas para fazerem em casa.
Durante o mês de junho, a plataforma vai disponibilizar 10 dias de acesso grátis para experimentar os conteúdos pagos. Além disso, mães, pais e responsáveis poderão ganhar meses de assinatura grátis ao indicar seus amigos para serem assinantes também. Vale lembrar, ainda, que o Clubinho de Ofertas voltará às suas atividades normais após a pandemia.
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Minuano investe em mídia exterior em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para celebrar 40 anos de marca

Para marcar as celebrações de quatro décadas de atuação no mercado, a Minuano expandiu sua estratégia de comunicação com uma nova frente de mídia out-of-home (OOH). A cobertura abrange os estados de São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, visando reforçar o conhecimento de marca e incentivar a conversão de vendas em regiões próximas a estabelecimentos varejistas e atacadistas parceiros.
A veiculação é operada em parceria com a Eletromidia e reúne diferentes formatos de exibição, incluindo mobiliário urbano, telas em elevadores de edifícios residenciais e corporativos, além de circuitos no transporte metroviário. As peças trazem a identidade visual comemorativa de aniversário com a participação da jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, embaixadora da marca.
A estratégia busca intensificar a presença nos mercados de maior volume comercial, conectando a mensagem de comunicação ao momento que antecede a decisão de compra nos supermercados e atacarejos. “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro e encontrar novas formas de estar presente na vida dos consumidores. A campanha amplia a presença de Minuano em mercados estratégicos e leva para as ruas a nossa comunicação de aniversário, com a Fernanda Gentil como parte importante dessa construção. Ao combinar a força da marca, a proximidade com o consumidor e uma presença relevante nos territórios onde temos grande amplitude comercial, somada a ações diferenciadas de execução, estimulamos a conexão de Minuano com variadas gerações e seguimos construindo os próximos capítulos dessa história”, afirma Nicole Mandil, diretora de marketing da Flora, indústria detentora da marca.
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Milano Beauty Week evidencia papel da inteligência artificial nas operações e resgata valor do presencial no mercado de beleza

A realização da Milano Beauty Week, entre 16 e 20 de setembro em Milão, ofereceu um panorama das novas diretrizes estratégicas que orientam o setor internacional de beleza. Projetado como um festival cultural e sensorial urbano, o evento serviu de plataforma para analisar a aplicação da tecnologia nas operações industriais, a arquitetura de espaços físicos e as transformações na dinâmica de consumo presencial.
Os debates foram acompanhados por executivos da agência Brand&Stories, especializada em estratégia, neurociência e experiências de marca. Na avaliação da sócia cofundadora e head de estratégia e gestão corporativa, Luciana Andrade, e do sócio e cientista de comportamento humano, Natanael Sena, os movimentos observados na Itália revelam uma separação clara entre a eficiência operacional no ambiente digital e a construção de relacionamento no universo presencial.
O uso de inteligência artificial consolida-se com relevância na análise de dados, na personalização de ofertas, no gerenciamento de estoque e na automação de conteúdo. Em contrapartida, no ponto de contato direto com o público, as marcas priorizam o atendimento consultivo, espaços de convivência e dinâmicas que exigem presença física. “O que vi em Milão é uma escolha consciente sobre onde colocar a tecnologia. Ela entra para resolver escala, repetição e análise, e sai de cena quando o objetivo é criar vínculo. Isso muda a lógica do investimento: não é sobre estar em todos os canais, é sobre decidir quais momentos merecem o custo de uma experiência presencial bem feita”, afirma Luciana Andrade.
A integração entre marcas concorrentes em praça pública foi apontada como um dos diferenciais do modelo europeu em relação às feiras corporativas tradicionais promovidas no Brasil. “Hoje no Brasil, as marcas trabalham seus objetivos de divulgação de forma separada. Cada uma em um evento, ativação ou espaço. Aqui as marcas se unem em um evento a céu aberto o que possibilita proporcionar ao consumidor final uma experiência única sem burocracias, credenciais e ingressos como normalmente acontece nas grandes feiras realizadas no Brasil”, explica Natanael Sena.
A exibição de processos produtivos em formatos didáticos também integrou a programação. “Além disso, as marcas conseguem mostrar ao consumidor final suas novas tecnologias na linha de produção com experiências lúdicas que traduzem todo o processo de forma didática ao consumidor. Não se trata apenas de visitar um stand e sair com uma amostra grátis. Esse processo promove inclusão, conhecimento e envolvimento profundo do público. Quando as empresas se reúnem em prol de um evento de um determinado segmento, ele ganha mais força e movimenta ainda mais a economia do setor e da cidade que ganha o palco do evento”, completa a empresária.
A análise aponta ainda para a importância de curadoria e medição de retorno financeiro. Para os especialistas, concentrar investimentos em ativações focadas gera maior retenção de memória do que pulverizar orçamentos em múltiplos pontos de contato. “Fazer menos e melhor é uma decisão estratégica, não uma limitação. Quando você concentra o investimento em um momento que realmente importa para o público, consegue medir, ajustar e repetir. Quando espalha, você entrega presença e não entrega memória”, declara Luciana Andrade.
Em relação à tropicalização dessas tendências ao ecossistema brasileiro de live marketing, a adequação exige atenção aos custos logísticos, à extensão geográfica e ao perfil cultural do consumidor local. “Copiar formato é o caminho mais rápido para gastar dinheiro sem resultado. O que se transfere é o raciocínio por trás da decisão, não o cenário. A pergunta não é como fazer aquilo aqui, mas qual problema aquilo resolveu lá e qual é o nosso problema equivalente”, conclui Natanael Sena.








