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Marici Ferreira: Publicidade Infantil – uma discussão de extremos

Publicado

em

*Por Marici Ferreira

Há anos venho discutindo o contexto da publicidade infantil na sociedade em que vivemos. Até que ponto a publicidade é realmente a responsável por hábitos de consumo? Até que ponto ela determina os desejos de crianças e jovens?

Tenho convicção que não existe resposta definitiva a essas perguntas. Há estudos recentes, realizados pela USP, por exemplo que contradizem aqueles mais antigos.

E porque, depois de uma década debatendo o assunto, não chegamos num modelo que satisfaça as partes? Simplesmente porque as discussões que se travam são sempre polarizadas. Depois de anos de reflexões e estudos, percebo que qualquer extremo é um grande equívoco e prejudica muitíssimo o debate.

Bato nessa tecla há muito tempo. Porque temos que ser extremistas? E, se você vai me dizer que quando se trata de proteger as crianças, devemos ir aos extremos, tenho que te dizer que, com todo respeito, você não entende de crianças e nem do mundo em que vivemos.

Se cada criança é um indivíduo único e vive em uma realidade única, como podemos dizer que a recepção de mensagens midiáticas pode “bater” da mesma maneira para todas as crianças?
Tenho dois filhos e duas netas. Nada do que foi aplicado individualmente a qualquer um deles, pôde ser replicado da mesma forma aos demais. Cada um necessitou e necessita de uma abordagem diferente no momento de uma conversa. Cada um deles sente o mundo e o percebe à sua maneira.

Como podemos avaliar o conteúdo infantil pelo prisma adulto? A visão infantil deve ser avaliada desta maneira? Não vejo como algo coerente ou justo. Quem convive verdadeiramente com uma criança, sabe que elas são surpreendentes. Fazem caminhos que muitas vezes nós adultos desconsideramos.

Eu realmente não acredito que a publicidade seja a vilã do consumismo infantil. Acreditar que a proibição da publicidade vai proteger a criança de alimentar desejos de consumo é leviano. Desconsidera o que mais pesa na formação do indivíduo: o exemplo. A criança é espelho e esponja. A mensagem midiática se sobrepõe ao contexto social e familiar? No que você acredita?

Eu acredito verdadeiramente numa posição equilibrada em relação a esse tema. Acredito na eficácia da classificação indicativa, em políticas públicas de educação e em regras claras para a publicidade. Mas eu realmente não acredito num mundo de extremos. Eu não acho que calar a voz de um mercado seja justo nem tampouco ético.

A polarização é uma violência contra as ideias e contra a reflexão. Polarizar é julgar, violentar e agredir. A polarização significa que ninguém escuta ninguém. E eu não vejo onde podemos chegar desta maneira. Eu não vejo ganhos para lado algum nesse formato de debate.

A verdade jamais estará nos extremos, nas pontas de nenhum debate. A virtude está no equilíbrio dessas verdades, na conciliação. Na união para o bem comum. Essa é a minha verdade. É nisso que eu acredito e pelo que vou batalhar até o fim. Vamos juntos?

*Marici Ferreira é presidente da ABRAL – Associação Brasileira de Licenciamento e diretora de redação das revistas Zero à Três e Espaço Brinquedo, especializadas no segmento infantil.

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Marketing de Experiência é relevante e memorável

Publicado

em

*Por Jorge Nahas

Marketing de Experiência não é uma tendência, mas sim um imperativo para o  século XXI. Na era da tecnologia, da modernidade líquida, precisamos criar momentos concretos, reais,  que se passem longe de uma tela e façam os corações baterem mais rápido. Dentre os preceitos, estão: promover marcas por meio de sensações e de relacionamento; fazer com que elas participem da vida do consumidor de forma integrada, interessante e emocionante; criar novos hábitos de consumo; investir onde seu público-alvo gasta seu tempo de lazer; proporcionar experiências emocionantes e divertidas ligadas ao DNA da empresa, produto ou serviço e permitir que as pessoas expressem seus valores através do consumo. Essa prática vem marcando presença com força no mercado corporativo, mostrando-se um elemento altamente eficaz para demonstrar reconhecimento pelos colaboradores ou fortalecer relacionamentos com clientes. Muito melhor do que presenteá-los com artigos comuns, que podem ser encontrados em qualquer loja, é oferecer-lhes uma experiência única, customizada conforme seus interesses.

A missão é quebrar a rotina e proporcionar momentos diferenciados como: sentir novas sensações, tocar os céus em um maravilhoso voo de balão, mergulhar em uma praia paradisíaca, explorar a natureza, desafiar a velocidade, ou simplesmente passar um  dia em um dos spas mais luxuosos do país.

A CLT hoje abre um cenário bastante favorável ao Marketing de Experiências, pois permite que empresas premiem livremente seus colaboradores sem incidência de reflexos trabalhistas, da contribuição previdenciária e do FGTS, o que traz impactos bastante positivos. O maior deles é a transformação cultural das empresas, que podem investir mais em incentivos, premiações e bonificações, como as experiências.

Isso favorece o estabelecimento de um sistema meritocrático mais justo e favorável, pois a premiação será paga caso o funcionário entregue resultados e cumpra as metas estabelecidas. Assim, há uma relação ganha-ganha, em que ambos os lados, empresas e colaboradores, se esforçam mais para surpreender e sair da zona de conforto.

Lembramos que uma boa experiência se torna um momento inesquecível e pode transformar a vida. Um produto, não. Quando um colaborador é presenteado com uma viagem de curta duração, por exemplo, tem a chance de sair da rotina, conhecer um lugar novo, experimentar novos sabores.

 Associando sua marca a momentos de prazer, alegria e renovação, a empresa consegue transmitir seus valores e engajar ainda mais seus colaboradores, que contam com uma razão adicional para realizar um bom trabalho, ou até mesmo encantar sua base de clientes, alimentando um relacionamento próximo e duradouro. Isso gera um valor imensurável, infinitamente maior do que o investido para proporcionar a vivência em questão. Por isso, afirmo sem pestanejar: O Marketing de Experiências é a tendência do momento!

*Jorge Nahas é CEO da empresa O Melhor da Vida.

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Como a chegada do Amazon Ads no Brasil impacta o segmento de marketing digital

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em

Por Rafael Arruda*
No Brasil desde dezembro de 2012, inicialmente somente com vendas de livros, a Amazon vem, de forma cada vez mais acelerada, criando seu ecossistema, o que inclui a expansão das categorias de e-commerce e a consolidação de seu serviço de streaming, o Prime Video. Neste contexto, o Amazon Advertising (ou Amazon Ads), lançado no final de 2020, era uma divisão que faltava para completar o “pacote” e que também era muito aguardada pelo mercado publicitário.
O Amazon Ads é uma plataforma de gerenciamento e veiculação de anúncios nos próprios serviços e em empresas parceiras da companhia, como marketplaces. Da mesma maneira que suas concorrentes, a gigante varejista também utiliza algoritmos inteligentes e uma base de dados dos usuários visando garantir uma entrega eficiente das veiculações, independentemente do estágio na jornada do cliente. É isso que torna o Amazon Ads mais uma opção bastante relevante para a veiculação assertiva de anúncios personalizáveis de acordo com perfil de consumo, faixa etária, localização e outras variáveis.
A proposta do Amazon Ads é se tornar uma central de gerenciamento de anúncios para suas plataformas. A maioria dos formatos de publicidade disponíveis é familiar para quem está acostumado a trabalhar com campanhas de Outbound Marketing. Tal como no Google Ads, os anúncios patrocinados do Amazon Ads são usados para gerar conversões e vendas a partir das palavras-chave pesquisadas pelos usuários. Basta selecionar o produto que deseja anunciar, associá-lo a uma palavra-chave e definir um orçamento diário.
Personalização e impacto
O Amazon Ads também permite que seus usuários criem anúncios personalizados. Nesse caso, o anunciante pode definir um grupo específico de anúncios para promover e inseri-los nas postagens dos seus produtos. Além disso, os anúncios em vídeo do Amazon Advertising trazem diversos benefícios: são visualmente atraentes, têm maior alcance e impactam o consumidor como nenhum outro formato. A plataforma assegura que a exibição dos criativos será sempre realizada em ambientes confiáveis, seja dentro da plataforma ou de terceiros o que permite um retorno mais palpável para o anunciante.
Outro ponto de destaque é o Amazon DSP, uma plataforma de compra programática (automatizada por algoritmos). Sua proposta consiste em ampliar a exibição dos anúncios para plataformas parceiras. O sistema é destinado a grandes marcas que desejam levar seus produtos e serviços para além da Amazon (como apps e serviços de streaming), sem abrir mão da infraestrutura e da confiabilidade da companhia.
É uma DPS que, por sua própria natureza, possui uma audiência qualificada, uma vez que ela trata de todos os usuários dos produtos Amazon, seja ele qual for. Ou seja, qualquer pessoa que possui uma conta registrada em alguma ferramenta Amazon fica elegível para receber publicidade via DSP. Os níveis de segmentação possuem papel fundamental para fazer as estratégias darem certo. Por exemplo, é possível saber os últimos livros que a pessoa leu, os últimos filmes e séries assistidos, os produtos comprados na Amazon, quais foram as formas de pagamento, ticket médio, entre outros pontos. Assim, é possível para seguir certas premissas para definir a audiência visada de uma determinada campanha online.
Com tantas novidades e benefícios, o Amazon Ads se torna uma ferramenta importante para o mercado. Mais do que ajudar a impulsionar vendas de resposta direta para produtos de consumo online, a plataforma se posiciona como um espaço para construção de marcas e relacionamento com a audiência. Na era da disputa por atenção e pela entrega de um conteúdo relevante, no momento certo, considerar mais essa estratégia no pipeline pode ser um grande diferencial.
*Rafael Arruda atua como Head de Mídia, BI e SEO na GhFly
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