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Gustavo Caetano: Por que as PMEs estão apostando na venda de conteúdo em vídeo para ganhar o mercado digital?

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Todos os dias, vemos nos noticiários alguma matéria falando sobre o crescimento do mercado de OTT (Over the Top). A popularização desse serviço, que nada mais é do que entrega de conteúdo audiovisual e também de outras mídias pela internet, se dá devido a mudança nos hábitos de consumo das pessoas, que têm buscado muito mais conteúdo em vídeo na internet do que nos canais de TV, por exemplo.

Além de oferecer inúmeros benefícios, como a facilidade de acesso, autonomia que o telespectador tem de parar para assistir somente o que deseja, consumo de conteúdo em múltiplas telas e preço mais acessível, algumas empresas já notaram que se não mudarem suas estratégias e desbravarem o mercado de OTT, irão perder espaço no mercado.

Com a popularização da internet e mais pessoas disputando uma fatia do mercado, a briga passou a contar com alguns elementos extras. Publicidade e marketing digital estão cada vez mais presentes no dia a dia desses empreendedores e criar estratégias interessantes corrobora para o aumento das vendas. Claro que aqueles que oferecem serviços customizados sairão na frente de seus concorrentes – esse é um ponto que se tornou um grande diferencial. Moral da história, vende mais quem oferece algo de diferente e proporciona uma melhor experiência.

Um bom exemplo disso é crescimento do consumo de conteúdo on demand. Como exercício, faremos uma viagem no tempo. Há alguns anos, a TV tinha uma grade fixa e todos assistiam um determinado programa. No caso da TV aberta, a variedade era mínima e ainda assim era necessário assistir as inúmeras propagandas. A chegada da TV paga proporcionou uma quantidade enorme de conteúdo personalizado, possibilitando que os espectadores possam usufruir de canais destinados a esportes, culinária, filmes, documentários, entre outros.

Com o passar dos anos e com o surgimento de novas tecnologias, houve uma evolução natural do segmento. Não acho que a TV irá sumir, mas se não se reinventar, há grandes chances de perder boa parte do mercado para o streaming. Digo isso por que o acesso ao conteúdo por meio dos vídeos on demand se tornou mais fácil e barato. As pessoas escolhem esses serviços por oferecerem uma facilidade na hora de assistir aquilo que realmente interessa, no horário e local de preferência e livre de propagandas.

Essa mobilização no ambiente digital fez com que pequenas e médias empresas também apostassem na venda de conteúdo pela internet. Essa estratégia pode ser muito rica, desde que o empreendedor saiba utilizar as ferramentas corretas e ofereça conteúdo de qualidade para seus clientes. Em outras palavras, se seu negócio é uma vinícola, além de oferecer bons produtos, você também pode captar novos adeptos por meio de conteúdos que ensinam a fazer uma harmonização de vinhos, por exemplo, e por aí vai. O mercado é vasto e há uma demanda enorme de pessoas em busca do consumo de conteúdo específico.

Para finalizar, acredito que investir em um nicho de mercado pode ser o chamariz para quem quer empreender e se tornar referência em algo. Por isso, deixo aqui uma dica importante – crie valor para seu produto ou serviço e ofereça algo que ninguém mais oferece. O caminho não será fácil, mas tenho certeza que você colherá bons frutos no futuro.

*Gustavo Caetano é CEO da Samba Tech, que ajuda centenas de empresas a se comunicar melhor com sua audiência por meio de vídeos online. Suas soluções de Educação a Distância, Comunicação Corporativa, Transmissão ao Vivo e TV na Internet cuidam de ponta a ponta, desde o momento que o vídeo sai da câmera até ele ser distribuído para qualquer aparelho conectado à internet. Por meio da tecnologia de streaming, a empresa leva o conteúdo de seus clientes a milhares de pessoas, tornando mais democrático o acesso a uma mensagem de qualidade.

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Gerenciamento de dados: o caminho da LGPD no Brasil para empresas de tecnologia

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Gerenciamento de dados: o caminho da LGPD no Brasil para empresas de tecnologia

Com a aproximação das aplicações de multas e sanções da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o mercado brasileiro iniciou uma corrida contra o tempo e esbarrou em problemas para implementá-la. Na prática, ao envolver processos jurídicos complexos, os pequenos players, infelizmente, ainda não estão totalmente preparados e nem contam com o suporte necessário de especialistas para ajudá-los nessa transição.

 

É importante frisar que a recuperação econômica no pós-pandemia está diretamente ligada à economia digital, ainda mais nos dias atuais em que o  mundo está dominado pelas tecnologias de informação e internet das coisas. Empresas de tecnologia lidam com milhares de dados diariamente e devem ser uma das principais pontas dessa cadeia para garantir que apenas usuários que concordaram em compartilhar seus dados sejam contatados.

Algumas ferramentas podem servir de suporte neste processo para permitir que as empresas protejam os usuários contra o uso não autorizado em qualquer forma de coleta e/ou armazenamento. Consequentemente, a consciência ampla sobre ela e a sua atuação ativa contribui para o amadurecimento do mercado de tecnologia brasileiro, traçando novos caminhos para a LGPD no país.

Os líderes também devem ter a percepção que a adaptação à LGPD está além do simples cumprimento da Lei. Adequar-se internamente é fundamental, mas propiciar que seus clientes tenham acesso a uma ferramenta pronta para ser inserida em seu contexto expande o relacionamento com os consumidores e propicia um aumento das prospecções.

Um dos motivos para isto é o resultado da pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) com empresas do setor de tecnologia, mídia e telecomunicações, serviços financeiros, farmacêuticos e hospitalar, publicada em outubro de 2020, que revelou uma baixa maturidade quanto à percepção dos requisitos exigidos pela lei.

O cenário no Brasil reflete um grande descaso para adaptação da lei. Uma pesquisa feita pela Akamai Technologies, empresa americana de serviços e performance de tráfego global na internet, realizada entre os meses de junho e julho de 2020 com mais de 400 organizações que atuam no Brasil, apontou que 64% das empresas não estavam em conformidade com a LGPD, ainda.

Vale ressaltar também que as empresas de tecnologia, principalmente as que trabalham com o fornecimento de serviços de WiFi, precisam ficar cada vez mais atentas às normas da Lei 12.965, ou seja, do Marco Civil da Internet, que obriga a todos os estabelecimentos a terem registro de quem navega no WiFi para garantir a identificação de potenciais agentes de atos criminosos em ambientes virtuais.

 

*Katie Pierozzi – CEO da Mambo WiFi e empreendedora no mercado de tecnologia e redes de wireless.

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Não falta criatividade, falta execução

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Não falta criatividade, falta execução

A relação dos consumidores com as marcas vem mudando completamente. Como consumidores, buscamos identificar, em marcas, produtos e serviços, os mesmos valores e aspectos que representam nossa forma de pensar e nos comportarmos em sociedade. Cada vez mais, as marcas que se preocupam com questões ambientais e sociais ganharão mais espaço no coração das pessoas.

Na verdade, marcas e produtos incríveis, sustentáveis, inovadores, alinhados com crenças e valores das pessoas não faltam por aí. O que ainda falta – e muito – é acontecer o desejado encontro dessas marcas e consumidores.

Sorte, acaso ou destino sempre atuarão nesses encontros. Mas marcas são negócios e precisam de previsibilidade e crescimento nos seus negócios. E algo está faltando para grandes marcas chegarem em seus consumidores ideais.

O Brasil é reconhecido globalmente como um berço criativo. Nossos criativos dão show em qualquer lugar do mundo. O problema não é a falta de criatividade e ideias. O que está faltando é execução. O jogo de como atingir as audiências certas (o seu “público-alvo”) mudou, e a maioria das marcas não está acompanhando essa mudança.

Pense nas experiências que você tem como usuário e consumidor. Não sei você, mas geralmente me sinto um usuário aleatório sendo exposto a marcas e produtos que não fazem sentido para mim. Mas, quando nos acertam em cheio, vem aquele “uau!” por encontrar um produto bacana.

Todos os canais e formatos tradicionais, como TV, rádio, revistas, jornais, mídia exterior, certamente ainda fazem diferença na memória das pessoas. Entretanto, os canais digitais não só invadiram e atingiram um tempo superior de nossa atenção, mas também estão presentes em momentos de maior foco e intenção de compra.

Diante da mudança dos comportamentos de consumo e do nosso tempo de exposição às telas e canais digitais, a migração das verbas publicitárias para o digital vem trazendo enormes desafios para todo tipo de empresa.

A execução de campanhas passou a ser a responsável maior pelo sucesso ou fracasso de vendas de uma campanha publicitária que tem no digital sua estratégia central de alcance, frequência, conversão e outros.

Para quem está se aventurando há pouco tempo, é relativamente rápido (e quase indolor) colocar no ar campanhas no Google, Instagram, portais, marketplaces e em tantos outros canais digitais. Mas reunir e organizar dados internos, conhecer profundamente o perfil comportamental, sociodemográfico, entre outros, de cada uma das audiências certas, de cada produto ou serviço de uma marca, é um trabalho árduo, complexo e eterno.

Bloqueadores de anúncios existem principalmente porque o mercado ainda está fazendo mal o seu papel de levar produtos relevantes para as pessoas certas.

Marketing se tornou engenharia e vendas se tornaram relacionamentos. Tecnologia, comunicação e dados precisam entrar em um relacionamento sério e definitivo para trabalharem em harmonia, em prol dos interesses dos usuários e consumidores.

Isso só será possível se as empresas colocarem o consumidor no centro, no foco de seus negócios, ao invés de olharem apenas para seus próprios produtos e serviços. Faça isso e o resultado virá.

*Thiago Bacchin – CEO da Cadastra

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