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Alfredo Soares – O marketing digital como protagonista no aumento de vendas do e-commerce

Publicado

em

*Por Alfredo Soares

O comércio eletrônico se mostra promissor a cada ano e para 2019 as projeções são animadoras, como revela estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) sobre a venda online, que deve movimentar R$ 79,9 bilhões. Diante desta expectativa positiva de mercado, tenho percebido que além do aumento da confiança do consumidor nas compras online, que só em 2017 contou com 55,15 milhões de consumidores ativos, o marketing digital é de fundamental importância para garantir o crescimento das vendas no comércio eletrônico.

Já estamos familiarizados com as interrupções de anúncios no consumo de conteúdo da internet, seja de produto ou serviço, porém as lojas virtuais que investem de forma estratégica no marketing digital saem na frente da concorrência por reconhecerem a importância dessas ações atribuídas ao negócio de forma relevante e personalizada. Mas antes de me aprofundar nas estratégias, gostaria de destacar que o comércio eletrônico está literalmente na palma da mão do potencial consumidor.

Segundo dados da Ebit/Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro, metade das compras online será feita por um dispositivo móvel até o ano que vem, portanto,mais uma vez observo a confiança do consumidor no e-commerce, o que demonstra uma rápida adaptação às facilidades do setor, como a realização da compra online por meio de um smartphone. Agora sim, ao identificarmos essa tendência do comportamento digital, posso compartilhar algumas dicas de como estabelecer o relacionamento ideal com a audiência do seu negócio. Vamos elencar algumas estratégias:

Ambiente e-commerce: Uma loja virtual é muito mais que uma página bem formatada, pois com informações claras e objetivas, navegação intuitiva e diversas opções de pagamento, é uma oportunidade de oferecer um produto de qualidade, um serviço que possa melhorar processos. No ambiente do e-commerce, é preciso oferecer mais que um produto, a ideia do negócio precisa ser atrativa, promover um relacionamento com o consumidor, porque vender é engajamento.

Visibilidade: Estar em primeiro lugar nas buscas é, sem dúvida, o sonho de todo lojista virtual, mas para alcançar esse objetivo é necessário adotar as melhores práticas disponíveis no mercado. Provavelmente você já ouviu falar deSEO (Search Engine Optimization), certo? Nada mais é do que um recurso muito utilizado para otimização do conteúdo de uma determinada página na internet, permitindo que ela seja facilmente encontrada pelos mecanismos de busca. O desenvolvimento de textos com a cara do seu público-alvo e palavras-chave relevantes para o seu negócio são mecanismos que vão potencializar a visibilidade da sua marca.

Dominar a audiência: Eu costumo dizer que o foco do lojista online deve estar sempre no público-alvo e não no produto ou serviço. O consumidor está em busca de soluções e proporcionar uma experiência satisfatória no comércio eletrônico envolve todo um planejamento para estreitar relacionamento com esse potencial cliente, com um perfil que se assemelhe ao da marca. Encontrar esses leads vai depender do investimento no marketing online, na diversificação dos canais de comunicação com esse consumidor e, consequentemente, do pensamento voltado ao público e não na oferta. Tudo isso pode ser encontrado por meio do comportamento digital do seu público, que é um ponto a ser observado e estudado para promover essa aproximação com a audiência.

Encantar o cliente: Por fim, vale lembrar que a estratégia não acaba na venda, já que a fidelização do cliente é tão importante quanto atraí-lo. O famoso ‘pós-venda’ precisa ser impecável, pois ao proporcionar uma excelente experiência ao usuário, você vai encantá-lo. É quando ele passa a ser um embaixador da sua marca, começando a recomendá-la a outros potenciais leads que, como ele, procuram soluções que sejam satisfatórias e confiáveis. Portanto, o que vai determinar o sucesso para o aumento das vendas no e-commerce é a junção dessas estratégias pensadas para o público, estabelecendo conexões sólidas e duradouras, em que o consumidor se identifique com a sua marca.

*Alfredo Soares, Head Global SMB da VTEX. É fundador da Xtech Commerce, plataforma que em três anos criou mais de 40 mil lojas virtuais e transacionou mais de 500 milhões de reais. Soares é empreendedor bootstrap, palestrante, investidor anjo e fundador e investidor da Socialrocket. Um dos empreendedores promessa endeavor 2016, eleito profissional de tecnologia pelo Fórum E-commerce Brasil 2017 e reconhecido como um dos empreendedores do ano no startup awards.

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A importância do marketing de experiência no segmento varejista

Publicado

em

*Rodrigo Brandão

Diante de um mercado altamente competitivo e com um público cada vez mais empoderado devido ao avanço da tecnologia, encantar o cliente tornou-se uma premissa fundamental para o varejo. Em um momento em que o consumidor anseia por experiências únicas e personalizadas, pensar além de um atendimento de excelência passou a ser primordial para o setor, sobretudo quando falamos dos pontos de vendas físicos.

Por mais contraditória que pareça – afinal o e-commerce cresce de forma vertiginosa há anos – as lojas físicas ainda são importantes na relação entre marca e consumidor. Afinal, somente nesses espaços é possível ter uma conexão mais próxima, tátil e interativa, proporcionando um vínculo individualizado, e que abre caminhos para estratégias mais eficazes e conteúdos impactantes para cada perfil de cliente. Tal abordagem ocorre porque o público das lojas físicas segue existindo, mas agora busca por lojas que proporcionem uma experiência de consumo que vá além da mera disponibilização de produtos.

Uma pesquisa da consultoria da PwC corrobora com esse cenário. Ela identificou que 1/3 dos consumidores ao redor do planeta pretendem ampliar suas compras em lojas físicas, sendo a experiência diferenciada a principal força motriz para esse movimento. Outro estudo realizado por uma grande rede varejista norte-americana revela que 60% dos consumidores dos pontos físicos requerem mais espaço em uma loja para experiências do que para produtos. Já 81% aceitam pagar um preço superior se passarem por “experiências” antes de comprar, enquanto 93% dos clientes que adquirem a partir de experiências, e não por fatores econômicos, se tornam fiéis da marca ou da empresa.

Até por conta do panorama, o chamado marketing de experiência vem ganhando cada vez mais espaço no varejo. Responsável por proporcionar eventos positivos no instante das compras, a estratégia se concentra na criação de interações que buscam gerar emoções e sentimentos para a interação do consumidor com determinado produto. Na prática, ao invés de meramente vender, a abordagem focada em interações atrativas visa envolver os consumidores em vivências sensoriais, emocionais e transformadoras, gerando conexões mais profundas e duradouras no relacionamento com a marca.

Nesse sentido, um exemplo prático é o uso crescente das ferramentas de inteligência artificial, realidade aumentada e virtual dentro do processo de vendas. Seja por meio de softwares existentes ou modelos desenvolvidos, óculos, smartphones, tablets ou outras plataformas tecnológicas, tais recursos sobrepõem o mundo físico para garantir sensações e experiências imersivas através de elementos virtuais. Ou seja, o ponto de venda deixa de ser apenas um espaço para ver ou sentir o produto, mas também para testá-lo de maneira inovadora, ter acesso a conteúdos digitais exclusivos e contato com informações detalhadas de forma prática e interativa.

Imagine, por exemplo, o caso de uma loja que comercializa casas. A partir do uso da tecnologia de óculos de realidade virtual, abre-se a oportunidade para que o público consiga realmente se sentir inserido dentro do imóvel, podendo alterar estilos de decoração ou estruturas de um apartamento por meio de poucos cliques.

Além dos recursos tecnológicos imersivos, vale destacar que o marketing de experiência se manifesta de diversas outras formas, como por meio de eventos exclusivos, atendimento personalizado ou embalagens customizadas. A eficácia dessas ações está diretamente relacionada à sua capacidade de gerar engajamento junto ao público. Ao envolver os clientes de maneira ativa, as empresas conseguem ampliar a percepção de valor dos seus produtos ou serviços, além de diferenciar-se no mercado não apenas pela qualidade do que é oferecido, mas principalmente pela capacidade que envolve tudo isso.

Em resumo, o objetivo final é que essas práticas levem o mercado a transcender a mera oferta de produtos e serviços, além de transformar a jornada de compra dos clientes em um entretenimento, algo prazeroso e divertido, criando também um encantamento por meio de experiências agradáveis não só no instante da compra, mas no momento do consumo e do pós-consumo. Nesse cenário, a capacidade de inovar e de se adaptar às novas tecnologias e tendências serão determinante para a performance das marcas. Assim, o futuro do varejo cada vez mais deixa de ser apenas sobre o que é vendido, mas sobre como é vivido.

*Rodrigo Brandão, gerente de Marketing Digital da Espaço Smart

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Dia das Mães deve abordar experiências memoráveis e humanizadas que retratam as mães brasileiras

Publicado

em

*Rodrigo Villaboim

A inovação no marketing é o grande aliado ao crescimento de uma empresa. Com uma data tão especial a caminho, o dia das mães sempre se torna um grande desafio em termos de resultados. Neste sentido, vejo que é super importante levantarmos abordagens-chave que destacam o potencial do marketing de experiência neste cenário que, apesar de acolhedor, sempre é muito competitivo.

O principal objetivo é criar experiências positivas e marcantes para os consumidores, trazendo a ideia de que, ao vivenciar esses momentos especiais, o consumidor se sinta conectado emocionalmente com a marca. O conteúdo gerado nesse ambiente permite uma visão mais ampla das operações e estimula a criatividade coletiva na busca por soluções e fidelização.

A importância de despertar sensações reais sempre ganha destaque. Criar experiências memoráveis que as pessoas vivenciem de corpo e alma torna-se uma prioridade. Para isso, as marcas precisam estimular os cinco sentidos do público, usando recursos como sons, aromas, sabores, texturas e cores, definições que estão sempre presentes em interações de mães e filhos.

Com base nessa abordagem, é importante frisarmos que grandes marcas devem adotar uma postura ainda mais humanizada em datas comemorativas e comerciais como o dia das mães. Apresentações estratégicas e dinâmicas aumentam a interação e engajamento, comunicando de forma eficaz. A diversidade e a acessibilidade não são apenas ideias, mas práticas essenciais.

Para isso, as marcas precisam criar experiências que envolvam o corpo e a alma do público, que façam com que ele se sinta parte da história, que ele se identifique com os valores e a missão da marca.

As ações devem respeitar e valorizar todos os tipos de mães, abordando diferenças de gênero, raça, etnia, orientação sexual, idade, religião, cultura, deficiência, entre outras. As sensações vivas são a essência do live marketing, elas buscam criar laços afetivos e emocionais e conversam diretamente com a data.

Por fim, concluo que o live Marketing é um palco vibrante, onde as marcas podem mostrar sua essência, seus valores, seus propósitos e seus diferenciais de forma criativa, autêntica e impactante. As datas comemorativas criam possibilidades de experiências de marca incomparáveis, que vão além dos limites físicos e que envolvem todos os sentidos de um público extremamente abrangente.

*Rodrigo Villaboim – Sócio-diretor da .be comunica

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