Conecte-se com a LIVE MARKETING

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Silvana Torres – Nove ações de live marketing para alavancar sua empresa

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Você já deve ter ouvido falar sobre live marketing. Trata-se de um conjunto de ações que são utilizadas pelas organizações para gerar mais interação com os seus públicos, de modo que esse engajamento proporcione fidelização à marca e, consequentemente, mais vendas. As possibilidades de utilizar esse recurso se intensificaram nos últimos anos, sobretudo pela ascensão tecnológica e com a popularização da internet no dia a dia das pessoas.

O live marketing é uma nomenclatura, que substituiu o marketing promocional. O termo “ao vivo”  fala muito mais com o consumidor é mais coerente com o que promove: interação, real time, experiência. É emoção, relacionamento. Ao utilizar o live marketing a marca tem diálogos ao vivo com o consumidor, com experiências que despertam mais diretamente a emoção do cliente.

Quem trabalha com marketing sabe que esse segmento se renova quase diariamente e que é importante estar sempre atento às novas ferramentas e funcionalidades para desenvolver ações publicitárias, de relações públicas e de comunicação em geral. Nesse cenário, algumas ações conseguem trazer um maior aproveitamento no ambiente social e corporativo. Conheça nove delas e veja qual melhor se adapta a sua estratégia.

Real time

Uma pesquisa brasileira de mídia 2016, realizada pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), concluiu que, no Brasil, o smartphone já deixou de ser a segunda tela para se tornar a primeira. Isso quer dizer que, quando uma pessoa assiste televisão e acessa o celular ao mesmo tempo, dá mais atenção para o smartphone do que para a TV.

Essa realidade tem tirado o sono das grandes redes de TV, que estão perdendo cada vez mais audiência para as plataformas digitais. Isso não quer dizer, no entanto, que ambas as mídias não possam atuar em sinergia.

Vídeos

A possibilidade de vídeo mobile revolucionou o marketing, que pode utilizar canais como o YouTube para promover ações de engajamento com seus clientes e leads. Além disso, com a melhoria contínua das conexões — com o 5G e a internet das coisas em equipamentos como smartphones e smartwatches —, o vídeo pode alcançar patamares inimagináveis até poucos anos atrás.

Narrativas transmídia

Quando uma mesma história pode ser contada de maneira diferente em múltiplas plataformas, sem que seja necessário ter acesso a todas elas para que haja o entendimento de uma peça individual, estamos falando de narrativa transmídia.

Uma boa opção para utilizar a técnica é produzir um artigo ou matéria jornalística sobre o que está acontecendo no evento e divulgar o link junto ao post de um vídeo ou foto no Instagram. Assim, a pessoa que tenha sua atenção despertada pelo conteúdo visual, se tiver interesse em algo mais completo, pode ser direcionada, por meio do hiperlink, para um conteúdo textual e com informações mais completas.

Geomarketing

Quando você vai a um restaurante e faz check-in nas redes sociais, os seus seguidores sabem que esteve naquele local. Isso faz com que mais pessoas se interessem em ir até lá para provar os pratos servidos. Esse é um exemplo de utilização do geomarketing, que une técnicas do live marketing com conceitos da geografia.

Outra função do geomarketing está relacionada a proximidade e a propensão à compra. Isso pode ser colocado em prática quando posts das redes sociais são impulsionados para atingir, exclusivamente, moradores de uma cidade ou estado em que a empresa atua ou deseja conquistar clientes naquele momento.

Inteligência artificial

A inteligência artificial também é algo que pode ser explorado pelas marcas em ações de live marketing. Em uma recente ação desenvolvida pela Pinacoteca de São Paulo, que contou com um tour guiado por software, foi possível identificar o local exato onde o visitante parava e trazer informações sobre a obra, artista etc. O reconhecimento facial — tecnologia que já é adotada por alguns supermercados americanos — também é considerado uma solução de inteligência artificial e é uma tendência em live marketing.

Realidade virtual e realidade aumentada

É possível inserir o consumidor em uma realidade paralela, como em imersões de jogos 3D. Os óculos VR são um dos principais equipamentos para se desenvolver ações de realidade aumentada ou virtual. Muito embora seu uso ainda não seja tão popular, muitas pessoas já têm esse equipamento e, por isso, criar um aplicativo em 3D pode ser uma alternativa interessante para empresas de determinados nichos.

E-sports

Você sabia que o Brasil está entre os três primeiros colocados em uso de Gamings via YouTube? Por isso, as plataformas de e-sports tendem a ser cada vez mais utilizadas como forma complementar em grandes eventos esportivos. Geralmente, esses campeonatos virtuais são realizados após partidas reais, em streaming para o mundo todo. Isso representa um grande alcance.

Microinfluenciadores

Quando uma marca precisa falar com nichos específicos, ela pode contar com o apoio de microinfluenciadores — como blogueiros, youtubers e usuários populares do Instagram. Essa é uma forma de atingir o público-alvo da marca.

Geração de valor e experiências únicas

Em um evento, os participantes devem se sentir parte do ambiente, participar de ações que se complementam, para que não só tenham uma experiência positiva, mas também se tornem influenciadores da marca.

Ao utilizar a plataforma certa, com o conteúdo certo, é possível gerar interatividade e fazer com que o consumidor se torne um propagador da marca.

*Silvana Torres é presidente da Mark Up, agência referência no mercado de brand experience com mais de 20 anos de história.

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Ricardo Dias – O setor de eventos e sua relevância para a economia nacional

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A Associação Brasileira de Eventos dá sequência a um trabalho, cujo propósito é tornar o setor de eventos cada vez mais estruturado, profissional, forte e ético.

Quando o setor de eventos irá retomar as atividades presenciais?

A resposta é que ainda não chegou o momento de trabalharmos com capacidade de público típica dos eventos. Como presidente da Associação Brasileira de Eventos – Abrafesta, sempre reforço a importância da conscientização por parte da população e a adoção das medidas de segurança pela preservação da saúde. Devemos seguir cumprindo o nosso papel, pois quanto antes conseguirmos controlar a contaminação por coronavírus, antes retomaremos as nossas atividades. Pedimos reflexão e entendimento neste momento.

Aproveito para fazer um balanço do trabalho da Abrafesta diante de um cenário que, de fato, ainda é delicado.

Em 2020, a Abrafesta também apoiou ações com intuito de dar voz e ajuda ao setor, como por exemplo: a Passeata com Cases, um movimento que evidenciou o importante papel da categoria, reunindo mais de 1.500 profissionais da área técnica de eventos; o movimento ComerAmorAção que arrecadou cestas básicas para ajudar os mais vulneráveis do mercado; entre outros.

Não temos medido esforços para orientar os associados, profissionais e empresários do setor sobre rumos, possibilidades e negociações; como lidar com cancelamentos ou adiamentos de eventos neste cenário desolador. A Abrafesta segue exercendo seu papel associativo e cooperativo, abrindo novas regionais em estados, como RJ, MG, RS, RN, AC, DF, CE e MT, ajudando a reformular processos, apontar caminhos e soluções para o setor em todo o território nacional. O cancelamento ou adiamento de eventos interrompeu uma cadeia de, no mínimo, 50 segmentos. Estamos falando de um setor que gerava a média de 8 milhões de postos de trabalho antes da pandemia.

Houve ainda avanços junto ao poder público, como a participação da criação dos protocolos de retomada, pleitos às prefeituras de diferentes cidades em todo o país, como também diálogo junto aos Estados e Governo Federal com frente para retomada, créditos e subsídios. Em 3 de maio, o Presidente da República finalmente sancionou o PERSE (PL 5.638/2020), porém a aprovação não ocorreu na íntegra e passou por alguns vetos que, segundo Carlos da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, foram necessários porque o Governo Federal não conseguiu estabelecer como se daria a compensação tributária, conforme exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Aguardaremos uma reunião em breve onde serão discutidas soluções para os pontos vetados.

Vale ressaltar que o setor de eventos movimentava anualmente R$ 250 bilhões em eventos corporativos e R$ 17 bilhões em eventos sociais antes da pandemia. Hoje, passados mais de 300 dias desde o início da pandemia, o setor apresenta o seguinte panorama: só 8% dos eventos estão operando; 32% mudaram o modelo do negócio; 60% pararam completamente; Grande parte dos profissionais do setor migraram para outros serviços e/ou profissão e há queda de faturamento de 98% do setor em território nacional.

Mesmo diante de dados nada otimistas, a criatividade dos profissionais do setor tem sido admirável, com novos formatos, como os eventos híbridos, festas em casa e festas online, por exemplo. Mas isso ainda é insuficiente! Chamo sempre a atenção do poder público para com o setor de eventos, pois, infelizmente, seus profissionais estão entre os 30 milhões de desocupados e trabalhadores de baixa renda no Brasil.

Somos inovadores, trabalhadores e merecemos ver o setor de eventos voltar a brilhar.

Ricardo Dias – Presidente da Associação Brasileira de Eventos  (Abrafesta)

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Marcelo Rocha – As novas experiências digitais: já mandou um whats para o seu cliente hoje?

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Por Marcelo Rocha, vice-presidente de Vendas da Zendesk no Brasil

As pessoas estão cada vez mais usando os canais de mensagens, como WhatsApp, mídias sociais e chat, para conversar com as marcas e fazer compras. No ano passado, cerca de 40% dos millennials e geração Z utilizaram pela primeira vez o envio de mensagens (por texto, redes sociais ou embutidas em um canal próprio) para se conectarem com uma marca. Pouco menos de 30% dos consumidores deste mesmo grupo etário usou o telefone pela primeira vez para falar com uma empresa e 20% dos baby-boomers, que são os nascidos entre 1945 e 1964, engajaram pela primeira vez com uma marca via mensagens. Esses números são da pesquisa CX Trends 2021 da Zendesk, que analisou o comportamento de consumidores de 90 mil empresas, em 175 países, e dão uma ideia do quanto as conversas estão crescendo entre a população, tanto nos novos como nos antigos canais.

 

Essa curva de adoção das mensagens já estava em ascensão, mas, assim como diversas outras mudanças de comportamentos durante a pandemia, ela despontou em 2020. Com o isolamento social, as mensagens se tornaram o único meio para que amigos, familiares, colegas de trabalho e  clientes e empresas pudessem se falar e ver. O WhatsApp atingiu mundialmente dois bilhões de usuários no ano passado e a demanda também aumentou para aplicativos de mensagens criptografadas como Sinal e Telegrama. No Brasil, o estudo mostrou que 46% dos consumidores usaram canais de mensageria pela primeira vez para contactar uma empresa, sendo 151% para atendimento via mídias sociais, 133% via Chat e 118% via WhatsApp.

 

Os clientes esperam que as marcas os encontrem onde eles estão, e não mais tenham que acessar o site ou qualquer outra página na internet para buscar um contato. Além disso, não se importam se houver uma certa automação nas mensagens, desde que a conversa seja fluida e atenda às suas necessidades. Recursos ricos, como o uso de vídeo e voz, também são uma tendência para tornar as conversas ainda mais envolventes e engajadoras. Mas para isso, as empresas precisam dar um passo atrás e garantir a coleta de dados robustos dos clientes, para ajudá-las a organizar essas experiências de acordo com cada perfil.

 

O que esperar das mensagens

As mensagens são parte importante da experiência do cliente, e podem ser uma fonte riquíssima de informação. No entanto, a maior parte dos dados que o engajamento via mensageria gera ainda não está estruturado e precisa ser integrado por alguma ferramenta ou processo adicional. Estes dados não estruturados incluem informações de atendimento ao cliente, discussões em redes sociais, bate-papos ao vivo, entre outros. Os avanços no processamento de linguagem natural (Natural Language Processing – NLP) também estão ajudando a extrair percepções mais qualitativas dos canais de voz, que até então eram meramente qualitativas. Uma vez que os dados não estruturados sejam unificados e padronizados, as marcas poderão usá-los de forma coordenada para proporcionar experiências mais personalizadas e impactantes ao cliente, e ainda tomar melhores as decisões de negócio, já que terão uma visão holística das interações por mensagens com cada um de seus consumidores.

 

O passo seguinte – e também um desafio para as empresas – é encontrar as métricas certas para medir o sucesso da estratégia de mensageria aplicada. Parece algo simples, mas chegar a um consenso interno sobre as melhores métricas de mensuração nem sempre é óbvio. A plataforma de engajamento Braze descobriu que, enquanto a maioria das marcas (88%) acha que sua estratégia de aproximação com o cliente é excelente ou boa, 74% ainda se preocupam em como essas métricas se traduzem em resultados de negócio. Minha dica para resolver essa equação é: preocupe-se com o resultado de longo prazo.

 

Muitas companhias ainda estão focadas em métricas de topo de funil, como visualizações e cliques, enquanto que o que realmente importa é a lealdade e o valor de longo prazo para o cliente. E esses fatores dependem da construção de relacionamentos que, por sua vez, dependem de interações.

 

É preciso estabelecer uma única definição de sucesso do cliente que permeia toda a empresa para que, então, seja desdobrada em cada departamento e em KPIs individuais. A partir disso, uma metodologia holística é implantada para medir os efeitos de curto e longo prazo do comportamento do cliente e nos resultados empresariais. Finalmente, é preciso garantir a captura das métricas corretas em cada departamento que interage com o consumidor, a fim de entender como ele está performando não só de forma independente mas também – e ainda mais importante – de forma agregada com as demais áreas.

 

Assim, baseado no crescente uso das mensagens pelos consumidores e no interesse deles em conversar com as marcas através desses canais, posso dizer que o uso da mensageria se tornou fundamental para atingir as metas de satisfação dos clientes – e consequentemente do negócio – em ambos o curto e longo prazos. Os avanços na personalização dessas conversas podem, inclusive, revitalizar a experiência digital do cliente, tornando-o mais próximo à marca, como se ela fosse um amigo de confiança. Essa interação bidirecional a partir de bate-papos online ultrapassou o ponto de não retorno durante a pandemia e se tornou importante fonte de informação para as empresas.

Marcelo Rocha – Vice-presidente de Vendas da Zendesk no Brasil

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