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Rodrigo Caetano – A exigência de relevância para as agências de Live Marketing do Brasil.

A virada de ano é sempre recheada de grandes eventos, festas e muita alegria, ingredientes naturais e bem-vindos nas nossas comemorações, afinal são momentos cheios de esperança, novos projetos, desafios e promessas, mas na última não demos a devida atenção para um convidado sorrateiro, intruso, devastador e quase invisível, o coronavírus. Aqui, ele foi mais sádico, esperou terminar nosso Carnaval, nossa “segunda virada”, observou este momento de socialização mais poderoso e único. Enquanto as purpurinas e lantejoulas rolavam soltas, o COVID-19 contaminava nossos entes e amigos queridos na Ásia e na metade superior do mediterrâneo, principalmente o europeu.
Quando a poeira colorida cedeu, nossos olhos puderam observar a onda contaminante do caos que estava a caminho, arregalado por algo assustador e inédito a qualquer geração, nos isolamos, com medo, com informações desencontradas das nossas “autoridades”, mas seguindo as estratégias de sociedades que já lutam contra esta nova doença viral.
Com a paralisação e o distanciamento social, os impactos foram sentidos na Economia, por todos os mercados e não obstante o de Comunicação, principalmente o de Live Marketing.
“Pensa na Comunicação como uma subcategoria da categoria Economia e o Live Marketing como uma subcategoria da Comunicação.”
As agências receberam esse movimento de controle da pandemia durante uma enxurrada de briefings, concorrências e jobs, que juntos apontavam para um crescimento do faturamento em relação aos anos anteriores.
Bom, tudo cancelado! Literalmente! Poucos eventos foram remarcados, as logísticas são complexas e dependem de inúmeros fatores que somados faz a coisa acontecer, por isso são cancelados e talvez, digo talvez mesmo, retornem quando tudo se alinhar e as expectativas voltarem.
E como ficam as agências que criam e produzem esses eventos? Arranjam-se e seguram as pontas? Como? Como se manter com o mínimo de faturamento ativo? São questões que batem e rebatem impiedosamente nas lideranças deste mercado.
Reajustes em andamento, fluxos de caixa caindo, demissões em massa, agências vazias, equipes que restam no modo remoto mantendo em circulação os jobs que circulam e tudo isso sem prever ou antever uma luz no fim do túnel. É aí que veio à tona a falta de relevância destas agências para os clientes, sim, a crise provocada pela pandemia exibiu algo que vinha incomodando muitos representantes do meio que desesperados partiram para eventos streaming como se fosse algo inédito, algo inovador, mas sabemos que não são, valeu a tentativa, sim, não podemos ignorar a capacidade de adaptação dos nossos amigos publicitários.
Relevância na subcategoria significa ser mais ativo nas estratégias das marcas que atendem, participando e moldando as experiências que produzem e controlando com mais atitude os pontos de contatos existentes. No contexto dos clientes as agências são consideradas “chão de fábrica”, pontos de apoio para produção de algo pontual medidos por um budget pré-definido, contratadas com base em concorrências superficiais e sem sentidos.
Para o mercado de Live Marketing é o momento de redefinir sua presença na comunicação das marcas, de elevar a responsabilidade da subcategoria dentro dos clientes, redesenhar contratos de prestação de serviços e propor um novo modelo de negócio, algo que participe mais dos processos decisórios das empresas que atendem. Assumindo o controle de “KPIs” relevantes e entregas que geram mais valor aos times de marketing. Propor um fim para as clássicas e antiquadas campanhas e criar metodologias de gestão mais eficientes e comprobatórias, aliadas a tecnologia, de retorno a curto e médio prazo e com impacto mais positivo para todos.
Sabemos que o tipo clássico de propaganda “nasceu” em plena guerra mundial, em um momento de crise global tão grande ou maior que o atual, quem sabe agora possa nascer também um novo modelo de gestão de experiência de marca, que prepare melhor todos e que juntos construam dias melhores e viradas de ano cheias de alegria.
No mais #ficaemcasa.
Vamos em frente.
Rodrigo Caetano – www.caetanobranding.com.br
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GEO não substitui o SEO, mas redefine quem é relevante

*Felipe Coelho
O Generative Engine Optimization (GEO) deixou de ser um conceito emergente para se tornar um fator decisivo na construção de relevância digital. Com as inteligências artificiais generativas fazendo parte da rotina de busca das pessoas, a forma como marcas são encontradas, interpretadas e recomendadas mudou de maneira estrutural. A lógica do clique perde espaço para a lógica da resposta, e isso exige uma adaptação imediata das estratégias digitais.
Modelos de linguagem como ChatGPT, Gemini e Claude atuam como motores de resposta. Eles analisam contextos, selecionam fontes e sintetizam informações em poucos segundos, muitas vezes eliminando a necessidade de o usuário acessar um site. O GEO surge exatamente nesse ponto, como o conjunto de estratégias voltadas a tornar conteúdos e marcas fontes preferenciais das respostas. Não se trata de abandonar o Search Engine Optimization (SEO), mas de ampliá-lo para um ambiente em que ser compreendido pela IA é tão importante quanto ser encontrado pelo buscador.
Essa mudança se torna evidente quando grandes plataformas passam a institucionalizar respostas automáticas. A adoção de resumos gerados por IA nos resultados de busca ampliou o zero click search, especialmente em pesquisas informacionais. Ao mesmo tempo, o avanço dos modelos agênticos no comércio digital mostra que as IAs não apenas informam, mas também comparam, escolhem e compram produtos em nome dos usuários. Quando a inteligência artificial passa a mediar decisões de consumo, a disputa deixa de ser apenas por posição e passa a ser por recomendação.
Na prática, não existe GEO sem SEO. Se um site não é rastreável, não carrega rápido, não possui estrutura técnica adequada ou apresenta conteúdo inacessível, ele simplesmente não entra no radar das inteligências artificiais. A diferença está no foco. Enquanto estratégias tradicionais priorizavam tráfego e palavras-chave, o GEO prioriza clareza, densidade informacional e autoridade. O conteúdo precisa ser escrito para ser entendido, resumido e citado. Parágrafos devem funcionar de forma independente, trazer dados objetivos, comparações claras e informações que realmente acrescentem algo novo ao ecossistema digital.
As métricas acompanham essa transformação. O mercado observa um aumento consistente de impressões combinado à queda de cliques, reflexo direto das respostas entregues na própria página de resultados ou dentro das interfaces de IA. Em contrapartida, cresce o tráfego de referência vindo desses ambientes, o que exige análises mais profundas, como a leitura de logs de servidor, para compreender de fato como bots e modelos generativos consomem o conteúdo. Medir presença em IA ainda é um desafio, já que não há ranking fixo e cada resposta é personalizada, contextual e temporal, mas ignorar esse movimento significa aceitar a perda gradual de relevância.
Eventos globais do varejo e da tecnologia reforçam que presença digital, sozinha, já não é suficiente. Relevância passa por infraestrutura sólida, dados confiáveis e execução consistente. Problemas como latência, ruptura de estoque e inconsistência de informação impactam diretamente a experiência do usuário e a forma como a IA interpreta uma marca. Em um ambiente marcado pela economia da atenção, a inteligência artificial atua principalmente nos bastidores, conectando dados de comportamento, logística, disponibilidade e contexto para entregar respostas rápidas e decisões mais seguras.
O impacto do GEO vai além da performance e alcança diretamente o branding. As respostas geradas por IA carregam um alto grau de confiança por parte do consumidor. Quando uma marca é citada em uma recomendação automática ou na comparação entre produtos, ela entra na jornada de decisão com vantagem competitiva. Isso exige uma mudança clara na produção de conteúdo. Em vez de apostar apenas em guias extensos explicando conceitos básicos, torna-se mais estratégico investir em conteúdos ricos, precisos e autoritativos, para que sejam citados e não apenas clicados.
Diante de todas essas mudanças, as marcas precisam começar pelo básico. Avaliar o que aparece quando o próprio nome é buscado, entender quais informações estão associadas à marca e corrigir inconsistências são os primeiros passos. Também é necessário revisar a estrutura técnica do site, garantir velocidade, código limpo e conteúdo acessível. Assegurar que dados de produtos estejam completos, atualizados e compreensíveis por máquinas completa a ação para, então, construir autoridade fora do próprio domínio, com menções em portais relevantes, bases de conhecimento e presença consistente em ambientes institucionais.
GEO não significa manipular algoritmos, mas facilitar compreensão, confiança e síntese. Portanto, as marcas que forem entendidas pelas inteligências artificiais serão também as marcas escolhidas pelos consumidores.
*Felipe Coelho – CEO da Wicomm, agência especializada em e-commerce e performance digital.
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Experiência sensorial como estratégia de negócio

*Por Erika Campos
Vivemos em um mundo hiperestimulado, cheio de notificações, ruídos e interrupções. Nesse cenário, a música deixou de ser apenas entretenimento e passou a ocupar um papel muito mais relevante: o de ferramenta para performance e foco, atuando, principalmente, como facilitadora de experiências.
Hoje, quando falamos de ambiente corporativo, eventos e experiências de marca, não dá mais para separar bem-estar do resultado. E a música é uma das formas mais acessíveis e inteligentes de ativar esse equilíbrio, mesmo que às vezes passe despercebido para quem não está imerso em como criar ambientes cada vez mais agradáveis para seu público.
Existem princípios da neurociência e estudos de comportamento que mostram que determinados sons e frequências ajudam a ativar a concentração, a calma, o estado de alerta ou criatividade. Isso quer dizer que o som certo pode potencializar o foco, a clareza de pensamento e até a forma como vivenciamos uma reunião, um workshop ou uma ativação de marca. A música ajuda a criar um estado mental mais favorável para o que queremos alcançar. E isso pode ser extremamente estratégico para o negócio.
Mas eu nunca encaro isso de forma universal. Cada pessoa é única. O que funciona para um pode não funcionar para outro. E por isso, quando penso em som nos eventos, por exemplo, a primeira pergunta que eu faço é: “qual é o objetivo que eu quero atingir com essa experiência sonora?” Às vezes a resposta é foco, outras vezes é energia, conexão ou até relaxamento. E isso muda tudo.
Em eventos corporativos a música é muito mais do que trilha de fundo. Ela estabelece clima, eleva energia, cria momentos memoráveis e pode até sinalizar transições sem que ninguém precise dizer uma palavra. É parte da narrativa da experiência. Uma trilha sonora escolhida com propósito faz com que as pessoas se sintam envolvidas, acolhidas e conectadas à mensagem que a marca quer transmitir. Isso acontece também com o olfato, onde o aroma tem o papel de transportar o seu convidado a um momento específico da vida, ativando uma lembrança afetiva ou até criando memórias a partir daquele novo aroma identificado.
E isso acontece no cotidiano também. Trabalhar com música, de forma consciente, pode tornar a rotina mais leve, mais produtiva e mais humana. Quando a empresa entende que som faz parte da experiência das pessoas, seja para melhorar o bem-estar, seja para intensificar a atenção ou simplesmente gerar um momento marcante, ela está cuidando não apenas de performance, mas da experiência total de quem vive naquele ambiente.
Então, quando penso em experiências, mais precisamente em músicas ou cheiros no contexto corporativo e de eventos, eu penso em estratégia, emoção e resultado.
Imagina você, por exemplo, em uma ativação que recebe convidados de outros estados, deixa no quarto de hotel um kit com um pijama de brinde e itens de higiene pessoal, porém borrifa um aroma exclusivo desenvolvido para a sua marca no pijama. No momento que esse cliente abre o seu “singelo brinde” ele o eleva a um presente. A partir daí, não é mais sobre o som ou sobre o cheiro, e sim sobre a experiência que você criou. Ativar os sentidos no universo corporativo é ferramenta que nos ajuda a explicar como queremos que as pessoas se sintam, pensem e ajam. E por que não, lembrem da nossa marca? No fim das contas, a forma como a gente faz alguém se sentir e recordar daquele momento, faz toda a diferença e pode potencializar os nossos resultados.
*Erika Campos – Coordenadora de eventos e experiências no Grupo Accesstage









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