Conecte-se com a LIVE MARKETING

Universo Live

Grupo do setor de atacado aposta em treinamento com Gamification e vira case de sucesso

Publicado

em

Analisando com a semana anterior ao game, houve um aumento de mais de 30% na quantidade de clientes que efetuavam compras utilizando o aplicativo e o faturamento da loja relacionada ao game gerou um aumento de mais de 42 mil reais

O termo gamification parece ser, no momento, uma das palavras mais pronunciadas quando o assunto é treinamento. É comum pessoas acreditarem que gamification seja o mesmo que o uso de games para treinamento, mas não são a mesma coisa.

Gamification (ou gamificação) é um conceito que propõe a aplicação de mecanismos e dinâmicas de jogos em outros universos fora do tabuleiro ou do videogame (isto é, tornar outros aspectos da vida tão estimulante quanto um jogo). É trazer o jogo para a realidade e com isso impactar pontos como engajamento, produtividade, foco, determinação e outros, tornando mais simples atingir metas e objetivos em qualquer contexto.

Se um chefe, por exemplo, promove uma determinada dinâmica que envolve acumulação de pontos no trabalho, isso é gamification. Por meio desta técnica, é possível transformar rotinas e fazer com que as pessoas se sintam mais inclinadas a se dedicar às tarefas e desafios que cada situação exige.

E foi pensando em tantos benefícios que um grande grupo do setor de atacado resolveu apostar em gamification, tornando-se um case de sucesso. O grupo é o maior varejista e distribuidor do Norte e Nordeste, com 22 mil colaboradores e negócios no varejo, atacarejo (cash and carry), eletro, panificação, distribuição de produtos farmacêuticos, franquia, administração de cartão, entre outros.

Alguns de seus colaboradores participaram do Game Thinking Academy, evento fruto de uma parceria entre Flora Alves, maior especialista em gamification no Brasil e CLO da SG Aprendizagem Corporativa, e o norte-americano especialista em gamification, Karl Kapp. O curso acontece em quatro níveis em que os participantes aprendem a combinar o design de aprendizagem com o pensamento de jogos, ou seja, fazem o design de um jogo de aprendizagem utilizando o pensamento do game designer como metodologia de aprendizagem. Ao passar pelos níveis 1, 2 e 3 adquirem conhecimentos e habilidades para implementar um jogo de aprendizagem real em seu ambiente de trabalho. Já o nível 4 consiste na implementação do seu jogo com mentoria individual de Flora Alves e Karl Kapp, para garantir a transferência da aprendizagem e o seu sucesso.

O Head de Produto do grupo foi um dos participantes do Game Thinking Academy. Segundo ele, o CEO da empresa possui uma startup voltada para educação onde a mesma utiliza processo de gamificação para aumentar o engajamento e aprendizagem dos usuários. A startup é gerenciada por um doutor em educação, na qual vem se aprofundando no uso de gamificação.

“Por trabalharmos no mesmo espaço físico, sempre existe troca de experiências e conhecimentos. Dessa forma iniciamos o contato com o Game Thinking Academy para entender como seria a metodologia do curso. O que para mim teria total aplicação, pois estava gerenciando a implantação de um CRM para a empresa e encontrava-me com alguns gargalos de engajamento em relação aos colaboradores. Futuramente, utilizaria esse conhecimento para a implantação de uma gamificação dentro da própria plataforma, tanto para os colaboradores como para os clientes”.

CRM é a sigla para Customer Relationship Management ou, em português, Gestão de Relacionamento com o Cliente, e representa processos, softwares, estratégias de negócio ou até mesmo uma cultura com objetivo de gerenciar a relação com os clientes para satisfazer e fidelizar, ajudando a reduzir custos e aumentar a qualidade e os lucros do negócio.

Impactos positivos do Game Thinking Academy

Em decorrência do Game Thinking Academy, o Head de Produto do grupo conseguiu implementar uma experiência gamificada na empresa, e o resultado foi excelente. “A formação se tratou de um aprendizado na prática de um problema real. A metodologia aplicada me levou a entender melhor o problema e, com a ajuda dos mentores, percebemos que o nosso foco deveria ser no engajamento do colaborador ao conhecer o nosso CRM. Mais que um jogo, nossos colaboradores precisavam primeiro entender o que é o nosso CRM e enxergar o valor do mesmo”.

Para a experiência gamificada criada durante o curso para o grupo, participaram 74 operadores de caixa. Os 15 primeiros tiveram um aumento de até 400% de oferta do aplicativo para os clientes, em relação ao mesmo período do mês anterior ao jogo. “Em análise com a semana anterior ao game podemos concluir que houve um aumento de mais de 30% na quantidade de clientes que efetuavam compras utilizando o aplicativo. Ainda analisando a semana anterior, o faturamento da loja relacionada ao game gerou um aumento de mais de 42 mil reais, e os produtos promocionados geraram um aumento de venda de mais de 35%”.

Para o Head de Produto do grupo, o mais engajador é que mesmo com o término do Game Thinking Academy ainda existe um acompanhamento, sendo que a liberação do certificado só existe após a comprovação da aplicação na empresa. “Isso me levou a sair um pouco dos processos diários e me engajar a aplicar e buscar os resultados, que foram excelentes. Temos planos para expandir o jogo que já está em pleno funcionamento. Já estamos operando com o game em três lojas e com planos para as próximas”, finaliza.

Continue lendo
Clique para comentar

You must be logged in to post a comment Login

Deixe uma resposta

Universo Live

Publicidade nos muros das favelas gera cestas básicas ao G10

Publicado

em

Presente em comunidades de todo o país, o Outdoor Social® foi criado para conectar marcas com o público das favelas e aquecer a economia local. Na prática, como modelo de mídia OOH (Out Of Home), o morador recebe para tornar o muro de sua casa um outdoor para anúncios, fazendo com que a população local tenha contato com as marcas. “É uma forma de mostrar ao mundo o poder de consumo da região e possibilitar uma renda extra aos expositores, que são domiciliados locais”, explica Emilia Rabello, fundadora do Outdoor Social®, pioneiro no segmento OOH em favelas.

Nesse momento de agravamento da pandemia, além da renda extra, que auxilia os moradores, o Outdoor Social® destinará cestas básicas para o G10, bloco das 10 maiores favelas do Brasil. A cada painel instalado em abril, uma cesta básica é doada. A meta é alcançar o mínimo de 1.000 outdoors, de marcas como O Boticário e Tim, colocados nos muros dos moradores das principais favelas do país. O intuito é amenizar os impactos socioeconômicos deste momento de crise no país. “Estamos em uma situação crítica com o agravamento da pandemia e precisamos nos mobilizar. Só na primeira semana, conseguimos entregar 268 cestas e esperamos distribuir ainda mais rapidamente. Com essas doações, queremos atravessar juntos o momento de crise e inspirar outros líderes empresariais a destinarem parte do lucro à entrega social”, conta Emilia.

Segundo o Monitor das Doações Covid-19, organizado pela Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR), a população brasileira fez muitas doações durante os 12 meses da pandemia no país. A cifra da solidariedade já totaliza R$ 6,5 bilhões, englobando doações de pessoas físicas e jurídicas. Desse valor, 84% são originários de companhias privadas.

 “Não podemos mais esperar por políticas públicas. Somos um povo forte, unido, trabalhador e juntos, sairemos dessa”, ressalta Gilson Rodrigues, presidente do G10. Acreditando na soma de esforços para atender as necessidades da sociedade, Emilia reforça o potencial que as comunidades têm. “As favelas brasileiras possuem um enorme potencial cultural, intelectual e econômico. Por isso, precisamos seguir somando esforços para garantir as ferramentas de pleno desenvolvimento dessas populações e alavancar a economia do país”, finaliza.

Continue lendo

Universo Live

Marketing de influência: como as comunidades potencializam as marcas

Publicado

em

A oportunidade de criar uma proximidade maior com os clientes é um dos pontos que mais chama atenção das marcas para as comunidades, que também são conhecidas como “Fórum 4.0”. O levantamento do Community Roundtable, que aponta as estratégias de comunidade com um ROI médio de 6.469% para as marcas, é a prova de que esse tipo de ação está em alta entre as empresas.
As comunidades propiciam a troca de conhecimento por meio da produção de artigos, interação rápida, cursos online e se tornou uma oportunidade para o público, influenciadores e marcas conviverem em um ambiente virtual seguro e garante até mesmo uma chance de obter renda e maior faturamento. De acordo com Luciano Kalil, CPO da Squid e especialista em comunidades, essa é uma forma assertiva de as marcas entenderem o que de fato os consumidores estão buscando.

“Para se aproximar dos seus clientes, empresas têm investido na construção de comunidades como um canal direto de relacionamento com influenciadores e, claro, com o consumidor. Esse canal se torna um ambiente de troca de informações e também para a construção de produtos e serviços que tenham a cara daquele público, pois quem consome tem esse canal direto com a marca”, analisa o executivo da empresa líder em marketing de influência e comunidades no Brasil.

Essas comunidades também são importantes para que as empresas compreendam quais as necessidades da sua marca e apliquem mudanças em seus serviços ou produtos. É como se fosse um novo FAQ, em que as principais dúvidas dos usuários são esclarecidas e a partir disso, é possível realizar mudanças que aproximem ainda mais aquela empresa ao público final.

No mundo, essa solução já é a realidade de muitas empresas. A Lego, por exemplo, criou uma comunidade para os amantes da marca. Lá, os consumidores conseguiram propor novas soluções, votar em seus favoritos e enviar feedbacks. As ideias mais populares se tornam produtos e o idealizador do projeto ganha um percentual das vendas. A plataforma agrega mais de 1 milhão de inscritos.

“Aqui no Brasil, a Squid lançou o #ClubeDaInfluência e já possui mais de 40 mil inscritos. Nesse espaço, os criadores de conteúdo ajudam os outros de forma colaborativa e encontram na plataforma cursos que proporcionam a profissionalização de influenciadores digitais. É uma oportunidade de gerar conhecimento, além de movimentar o mercado da influência”, explica Luciano Kalil.

Continue lendo