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TSB MICE investe na BoXXperience e prevê faturamento sustentável até fim de 2020

Com investimento de R$ 110 mil no novo serviço, agência busca alternativa para manter a operação em funcionamento e sem demissões.
No cenário de incertezas e complexidade que o mundo vive diante da Covid-19, muitas empresas precisam se adaptar ao “novo normal” com soluções inovadoras. Atuando em um segmento com 100% dos trabalhos cancelados ou adiados e com uma queda de 62% no faturamento – entre janeiro a maio deste ano comparado com o mesmo período de 2019 -, a TSB MICE “pensou fora da caixa” e colocou o resultado “dentro dela” para valorizar os relacionamentos e gerar “aproximação” neste momento que o mundo exige o distanciamento social.
Especialista em eventos corporativos e viagens de incentivo, a agência de design de experiências lançou a BoXXperience, um produto que aproxima as empresas dos stakeholders internos ou externos com uma estratégia presencial, enquanto todo o mundo está pensando apenas no virtual – humanizando assim as relações nesta nova realidade mundial. A TSB MICE investiu cerca de R$ 110 mil em plataforma, desenvolvimento de produtos, materiais comerciais e estratégia promocional para apresentar a novidade a importantes players do mercado. Com foco total na nova oportunidade, a agência manteve todo o time em operação, sem nenhuma demissão.
Após fazer uma análise do mercado e previsões para os próximos meses, as expectativas da TSB MICE são otimistas. “Se seguirmos com a curva de vendas como nos 20 dias iniciais – sem lançar o produto – no fim de 2020 teremos uma receita sustentável para manter nossa operação funcionando normalmente. Decidimos acelerar enquanto a maioria das empresas de eventos está recuando. E, quando o mercado retomar, teremos um incremento no faturamento que nos garantirá uma vantagem mercadológica em relação às demais empresas do segmento.”, avalia Renato Amaral, CEO da empresa.
Gerar experiências Taylor made está no DNA da TSB MICE, que tem como clientes Adidas, Hasbro, Honda, Hyundai, Gomes da Costa, Grupo Petrópolis, Johnson & Johnson, Santher, Scania, Sul América e Vivo.
Por meio da BoXXperience, as empresas poderão conectar, integrar e surpreender colaboradores e clientes, sempre em casa e individualmente, criando experiências com Data insights para qualquer situação. A plataforma contempla desde uma viagem lúdica para qualquer destino, com cenários imersivos, degustações típicas de aromas e sabores através de gastronomia temática e performances artísticas – até uma reunião de trabalho virtual com momentos de reconhecimento da equipe, Team Buildings virtuais ou mesmo aquele famoso coffee break, que podem ser feitos com cuidados únicos e se tornar especial.
O primeiro case aconteceu “dentro de casa”, com a agência buscando soluções para valorizar o capital humano e surpreendendo seus colaboradores com ações de relacionamento à distância. E o novo produto vem conquistando também a empatia de importantes marcas do mercado. A empresa de delivery iFood, por exemplo, realizou sua convenção anual de vendas, transformada em um evento híbrido, que alinhou o virtual com entregas pontuais. Os 2.700 participantes de todo o país receberam a “caixa” 100% personalizada e customizada, que continha uma sacochila com itens personalizados de prevenção ao coronavírus. Para entregar a BoXXperience, foram percorridos mais de 78.000 Km em todo o Brasil e a operação contou com 23 voos, 34 furgões e 136 veículos envolvidos.
A BoXXperience entra na estratégia das marcas como uma nova entrega de conteúdo, experiência e jornada de consumo. E diante dessa nova realidade, em que a conexão física foi suprida temporariamente pela virtual, o investimento no novo formato sai, no máximo, 25% do valor que seria gasto com um participante de um evento presencial, considerando logística, passagem aérea, hospedagem, alimentação, bebidas – dependendo da BoXX escolhida.
“O distanciamento social e confinamento por segurança não podem ser obstáculos para as pessoas continuarem sendo surpreendidas onde quer que elas estejam. Não se trata de substituir aquela experiência do face to face, essa nunca será substituída, ela é a essência do que é ser humano. Trata-se de criar soluções diferentes para um mundo diferente, com o expertise de quem é especialista em inventar formas para as pessoas se conectarem.”, explica Amaral.
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Pré-Black Friday: Novembro já registrou 15 milhões de compras online e mais de 117 mil tentativas de fraude evitadas até quinta-feira, segundo Serasa Experian

A Black Friday, que antes se concentrava na última sexta-feira de novembro, hoje movimenta o varejo ao longo de todo o mês. Entre 1º e 26 de novembro, a Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, detectou 15.057.286 pedidos realizados no e-commerce brasileiro, que somaram R$ 8,5 bilhões em transações. Deste total, 117.968 foram identificados como tentativas de golpes, barradas tecnologias antifraude da companhia. Se efetivadas, poderiam ter causado perdas de até R$ 104.329.618,28 para lojistas e consumidores. O levantamento reforça a importância de estratégias robustas de autenticação e segurança.
Segundo dados da datatech, na semana da Black Friday de 2024 foi registrado um aumento de 260% na criação de páginas de phishing em comparação às demais semanas do mês. O método é um tipo de golpe digital em que criminosos simulam sites ou comunicações oficiais de empresas para enganar os usuários e capturar dados sensíveis, como senhas e informações de pagamento. Diante da expectativa de movimentação intensa no e-commerce em 2025, o alerta permanece: este é o momento em que o consumidor deve redobrar os cuidados com a segurança online.
Dicas para empresas:
• Estabeleça políticas internas de segurança da informação e oriente colaboradores sobre boas práticas, como o uso de senhas fortes e a participação em treinamentos de conscientização.
• Adote criptografia na transmissão de dados para proteger informações sensíveis de clientes e da empresa contra interceptações.
• Implemente soluções antifraude para minimizar riscos financeiros e reputacionais. Contar com especialistas e tecnologias dedicadas torna sua empresa mais preparada para lidar com golpes sofisticados.
• Utilize a prevenção em camadas como estratégia central. Ferramentas combinadas atuam em diferentes pontos da jornada digital e são essenciais diante da evolução constante das fraudes.
• Invista em soluções que se atualizem continuamente, garantindo a veracidade dos dados e maior resiliência contra novas ameaças.
• Conheça o comportamento do seu usuário e reduza fricções na jornada digital, sem comprometer a segurança.
• Trate a prevenção à fraude como fator de competitividade: soluções bem orquestradas aumentam a segurança, reduzem perdas e melhoram a experiência de compra.
O levantamento realizado considera somente as transações realizadas entre 1 e 26/11/2025 analisadas pela Serasa Experian.
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Tirania da média na Black Friday: Por que métricas agregadas escondem prejuízos reais

A Black Friday é um dos poucos consensos do e-commerce brasileiro: todos fazem, os consumidores esperam e as metas do último trimestre dependem disso. Por isso, mais do que decidir participar, o desafio está em estruturar ações que gerem volume sem cair na perigosa ‘Tirania da Média’ — campanhas que geram vendas imediatas a um custo médio aceitável, mas comprometem a rentabilidade futura ao mascarar o desempenho individual de cada canal.
“O cenário está posto. Consumidores condicionados a esperar descontos, concorrência acirrada e todas as marcas disputando atenção ao mesmo tempo”, afirma Caio Motta, cofundador da Elementar Digital, agência de marketing especializada em performance orientada por dados. “Marcas que não participam perdem relevância e market share. O desafio real é jogar bem esse jogo de maneira analítica – e isso começa muito antes do desconto chegar no site.”
Nesse contexto, um dos principais equívocos ainda é analisar o período apenas por métricas agregadas, como CAC (Custo de Aquisição de Cliente) médio, ROAS (Retorno sobre o Gasto com Anúncios) geral ou faturamento total. Segundo Motta, essa leitura consolida demais a performance e esconde o que realmente funciona.
“Um Custo de Aquisição de Cliente (CAC) médio de R$ 80,00 pode parecer aceitável. No entanto, ao analisar os dados por grupos específicos de clientes (cohorts), você pode descobrir que clientes atraídos na Black Friday por um canal em particular têm um CAC de R$ 60, mas nunca mais compram. Por outro lado, clientes com um CAC de R$ 100 podem fazer novas compras em 45 a 60 dias”, detalha Felix Bohn, sócio da agência. Fica claro, então, que é essa análise detalhada e segmentada que diferencia uma Black Friday que apenas desperdiça dinheiro de outra que realmente forma uma base de clientes sólida.”
A partir desse entendimento, a mídia de performance passa a ser uma alavanca estratégica, não apenas tática. “Muitas marcas aumentam budget de forma linear em todos os canais esperando retorno proporcional. Não funciona assim”, comenta Motta. Ele reforça que a alocação deve ser guiada por dados históricos – quais canais, públicos e formatos trouxeram clientes de maior valor e maior lift de vendas. Além disso, a estrutura de funil precisa ser respeitada: campanhas de awareness não podem ser medidas com o mesmo ROAS de campanhas de conversão direta. Como resume Bohn, “é preciso ter paciência no topo do funil e ser cirúrgico no fundo.”
Entretanto, mesmo a estratégia de mídia mais sólida não se sustenta se a operação não acompanha. Atrasos na entrega, rupturas de estoque e instabilidades no site se transformam rapidamente em detratores, e esse custo, segundo os especialistas, é muito maior do que uma venda perdida. “A gente vê isso todo ano: marcas que explodem em vendas na sexta-feira e, na segunda, já estão apagando incêndio no SAC”, comenta Motta. Testes de carga, estoques planejados com margem de segurança e logística dimensionada para cenários extremos são, portanto, medidas essenciais para proteger margem e reputação.
A visão de curto prazo também impede que as marcas enxerguem o verdadeiro impacto da Black Friday. Para os profissionais, o sucesso do período não se mede em novembro, mas em março, junho e até o próximo novembro. “Todo mundo comemora quando bate a meta de faturamento, mas o jogo real acontece depois”, diz Bohn. Ele explica que é preciso monitorar quantos clientes adquiridos na Black Friday recompram no ano seguinte, qual foi o LTV (Lifetime Value) desse cohort comparado ao de períodos normais e qual a taxa de churn (perda de clientes ou receita) em seis meses. Essa disciplina é o que diferencia marcas que tratam a data como liquidação daquelas que a utilizam como aquisição estratégica.
Quando essa visão orientada por dados se consolida, aliada a mídia inteligente, operação preparada e promessas que a marca consegue cumprir, a Black Friday deixa de ser apenas um pico de vendas e passa a funcionar como alavanca real de crescimento. “A diferença está em trocar o imediatismo por visão de longo prazo”, resume Bohn. “Quando você estrutura a estratégia pensando no contexto de longo prazo, não em transações isoladas, equilibra volume com qualidade de cliente. E aí sim a Black Friday vira o que deveria ser: um acelerador do negócio”, conclui.









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