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Sucesso da intervenção urbana realizada pela Visualfarm na Praça dos Arcos reforça a importância da inclusão social e do resgate de espaços públicos

A primeira experiência imersiva, o Visualdome – parceria entre a Visualfarm e o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura,Economia e Indústria Criativas, e ProAC ICMS –, propôs uma reflexão sobre a ocupação urbana e seu impacto no meio ambiente através de imagens 360º projetadas em um domo geodésico de 18 metros de diâmetro, similar a um planetário. As projeções proporcionaram uma experiência audiovisual imersiva comparando o relevo e a vegetação de antes do descobrimento do Brasil ao que temos hoje na área ocupada pela capital paulista.
A segunda, o Tactile – apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, e ProAC Direto, consistiu na realização de uma pista de dança sensorial para pessoas surdas e ouvintes poderem desfrutar juntos. Música e imagens que traduziam as diversas frequências sonoras foram unidas à sensação tátil através do aplicativo Tactile, que transmite as vibrações da música no aparelho celular em contato com o corpo de cada um.
Guilherme Felipe mergulhou nas duas experiências imersivas do domo geodésico. Ele é o intérprete de LIBRAS no vídeo do Visualdome e esteve na Praça dos Arcos para conferir o resultado. Também, como pessoa surda, ele curtiu a balada na pista de dança Tactile. “Foi uma experiência nova para mim. Eu senti e acompanhei o ritmo da música perfeitamente”, conta Guilherme.

Visual Dome
O projeto também contou com o apoio de empresas como as consultorias Acessibiliart e Surdo Mundo, a plataforma de atendimento em libras ICOM, e a sentidades que trabalham na acessibilidade de pessoas com surdez Instituto Santa Terezinha, Centro de Educação para Surdos Rio Branco e APASMA – Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Mauá.
Para a atriz Cris Carniato, Tactile é “uma imersão de sentidos”. Ela achou incrível a proposta de uma pista de dança para pessoas surdas que é inclusiva para ouvintes. A dupla de influencers do Guia Paulistinha também destaca que é uma “mistura de sentidos para pessoas surdas e ouvintes”, enquanto o Visualdome, segundo a dupla, nos faz refletir sobre como “São Paulo se transformou na megalópole de hoje”.
A proposta das ações foi reforçar a importância da inclusão, do resgate e da ocupação dos espaços públicos de forma gratuita e democrática. A Praça dos Arcos, localizada na confluência das avenidas Paulista, Rebouças e Angélica mais rua da Consolação, foi escolhida por ter se tornado somente um ponto de passagem.
O diretor criativo da Visualfarm, Alexis Anastasiou, explica que “nossa intenção, com essa intervenção que combina duas ações diferentes, foi criar pontes entre pessoas com e sem deficiência auditiva e entre o Brasil do passado e o de hoje. Por meio dessas pontes podemos gerar reflexões e mudanças queprecisamos”. E completa, “não podemos simplesmente desistir dos espaços da cidade, aceitando a existência desses vazios urbanos que se transformaram apenas em corredores. Ainda dá tempo de criar soluções alternativas à degradação e incrementar a convivências entre as pessoas”.
Visualdome e Tactile ocuparam a Praça dos Arcos, entre os dias 23 e 28 de novembro, onde centenas de pessoas aproveitaram as experiências imersivas com entrada franca e acessibilidade também para cadeirantes.

Visual Dome
Realização: Visualfarm em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas, e ProACDireto (Tactile) e ProAC ICMS (Visualdome).
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Ubrafe obtém liminar na Justiça Federal que reduz retenção de imposto de renda sobre dividendos de associadas

A União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) obteve uma liminar favorável junto à Justiça Federal do Distrito Federal que reduz a alíquota de retenção do Imposto de Renda (IR) incidente sobre lucros e dividendos distribuídos a sócios pessoas físicas. A medida beneficia as empresas associadas à entidade em todo o país e abrange repasses mensais compreendidos na faixa entre R$ 50 mil e R$ 100 mil.
Concedida no âmbito do Mandado de Segurança Coletivo nº 1109346-72.2026.4.01.3400, em trâmite na 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do DF, a decisão visa alinhar a retenção na fonte à alíquota projetada na declaração de ajuste anual, evitando a antecipação excessiva de tributos e preservando a liquidez das operações do setor de eventos.
“A decisão permite que a retenção de IR sobre pagamentos mensais entre R$ 50 mil e R$ 100 mil acompanhe a tributação anual projetada, reduzindo a antecipação de valores que poderiam permanecer retidos até o ajuste anual. A medida beneficia as associadas da Ubrafe independentemente do regime tributário, enquanto a questão específica da dupla tributação no lucro presumido será analisada na sentença”, explica Alessandro Ragazzi, advogado responsável pelo acompanhamento jurídico da entidade.
Para a aplicação da liminar, as companhias filiadas devem manter arquivados o comprovante de associação e a cópia da decisão judicial, orientando o processo de escrituração contábil até a consolidação da declaração de ajuste anual.
“A atuação da Ubrafe busca justamente identificar questões que impactam diretamente as empresas do setor e buscar soluções que tragam mais segurança e previsibilidade para os associados. Neste caso, a decisão evita que uma retenção mensal de 10% gere um desembolso antecipado maior do que o imposto que poderá ser efetivamente devido no ajuste anual, preservando recursos importantes para a operação das empresas”, destaca Paulo Octávio Pereira de Almeida (P.O.), presidente-executivo da Ubrafe.
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Apro+Som fortalece atuação em direitos autorais, internacionalização e regulamentação da produção sonora nacional

O setor audiovisual brasileiro vivencia um paradoxo histórico: embora o som represente metade da experiência de qualquer obra, sua produção ainda busca equivalência institucional, econômica e criativa em relação à imagem. Para transformar o reconhecimento do áudio em novas oportunidades de negócios, remuneração e projeção internacional, a Associação Brasileira das Produtoras de Som (Apro+Som), sob a liderança de sua presidente Bia Ambrogi, tem intensificado sua agenda de ações e articulações institucionais.
À frente da entidade desde 2022, Ambrogi vem liderando diálogos estratégicos com o poder público e entidades do setor. Uma das frentes prioritárias é a viabilização da arrecadação de direitos autorais e patrimoniais pela execução pública de obras sonoras na publicidade. A partir de conversas com a Secretaria de Direito Autoral e Intelectual, a entidade identificou a inexistência de impedimentos legais para essa cobrança, iniciando a estruturação do modelo junto às entidades de gestão coletiva.
“A possibilidade de arrecadação pode criar uma nova fonte de remuneração para autores e profissionais envolvidos na produção sonora e, ao mesmo tempo, reforçar o reconhecimento do valor econômico do áudio dentro da cadeia audiovisual. Durante muito tempo, ele foi tratado como complemento da imagem, quando, na verdade, são duas linguagens que se unen para formar uma obra. Nosso trabalho é fazer o mercado reconhecer, valorizar e remunerar essa metade”, afirma Bia Ambrogi.
No âmbito internacional, a associação estrutura a iniciativa Áudio Brasil, voltada à exportação da produção sonora nacional em parceria com ApexBrasil e Sebrae. A entidade também integra o movimento Brasil para o Mundo (BPOM), do qual Ambrogi é cofundadora, com foco na geração de negócios e contratos internacionais para a economia criativa. No ambiente de premiações globais, a presidente destaca como avanço a inclusão, na edição de 2026 do festival El Ojo de Iberoamérica, da categoria dedicada à melhor produtora de áudio e som da região.
A atuação abrange ainda frentes legislativas no Congresso Nacional. A Apro+Som acompanha o Projeto de Lei 1.776/2025, conhecido como “Pague em 15”, que propõe o teto de 15 dias corridos para pagamentos de contratos de até R$ 200 mil no setor criativo, e participa ativamente da Frente IA Responsável nos debates sobre o Projeto de Lei 2.338/2023, defendendo a transparência, o consentimento e a remuneração pelo uso de obras no treinamento de ferramentas de inteligência artificial.
Para os próximos anos, o plano de trabalho da entidade prevê a criação de uma base de dados consolidada da produção sonora brasileira, a implementação de guias de boas práticas e a realização do primeiro Fórum de Produção Sonora.







