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Pesquisa da RD Station aponta que 73% dos profissionais de Marketing destacam a Inteligência Artificial como principal tendência para ter mais produtividade

A RD Station, que atua no segmento de soluções de tecnologia para marketing digital e vendas no Brasil, em parceria com a TOTVS, Exact Sales, Lexos e TALLOS, lança a primeira edição do Panorama de Marketing, maior pesquisa do setor no Brasil. O levantamento, que ouviu mais 1.600 profissionais que atuam na área em empresas dos mais diversos portes e segmentos, analisa o cenário nacional sob diferentes aspectos. Entre os mais diversos insights, há destaque para a rápida representatividade e popularização da Inteligência Artificial (IA) nas operações de Marketing, eleita como estratégia mais relevante para gerar mais produtividade nos próximos anos (73%).
“O Panorama de Marketing 2023 traz uma profunda compreensão das tendências e dinâmicas atuais do mercado nacional, fornecendo insights valiosos para as estratégias futuras das empresas, e analisa diversos aspectos do dia a dia dos profissionais, como inteligência artificial, metas de marketing, integração com área de vendas, WhatsApp e conversacional, análise de dados, redes sociais e ferramentas, dentre outros. Nesta primeira edição, a inteligência artificial ganhou destaque nas operações de marketing, principalmente com a alta aderência de uso do ChatGPT, que 59% dos profissionais afirmaram já usar em suas rotinas”, diz Bernardo Brandão, CMO da RD Station.
Quando questionados sobre os desafios do setor em 2023, gerar demanda para vendas ainda é o maior (34%). Os dados mostram ainda que 51% dos profissionais de marketing são responsáveis também por metas de vendas e que, em 2022, 75% das empresas não bateram suas metas de marketing. “No início do ano, realizamos a pesquisa Panorama de Vendas que trouxe resultados muito semelhantes, como que 71% das empresas não bateram suas metas no mesmo período. Ao ouvir os times na pesquisa Panorama de Marketing, vemos que há um desalinhamento e que não há processos bem definidos com times comerciais, em que apenas 18% dos respondentes dizem que há uma integração satisfatória entre os times de marketing e vendas, por isso, a aproximação dessas duas áreas estratégicas devem ser conectadas e complementares, sendo vital para o crescimento dos negócios”, aponta Robinson Friede, diretor de geração de demanda e growth marketing da RD Station.
Mesmo diante do cenário desafiador, os times de marketing estão muito focados em melhorar as vendas: 76% dos respondentes estão com expectativa em atingir crescimento em 2023 e 41% das empresas almejam ultrapassar esse patamar com o mesmo investimento feito no último ano. Como estratégia, 45% das empresas priorizam Inbound Marketing, que permite elevar a qualidade dos relacionamentos e aumentar a presença digital das marcas.
Quando se trata de canal, WhatsApp é o destaque, pois além da utilização para divulgação de produtos e serviços, tem como maior poder de utilização as ações de vendas: 72% das pessoas respondentes usam no atendimento comercial e no fechamento de vendas e 55% no pós-venda. Enquanto na frente de marcas, a imensa maioria (85%) utiliza as redes sociais para criar estratégias mais personalizadas em canais como o Tik Tok e Instagram.
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TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








