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Obras de Leonilson e Rafael RG abrem a segunda intervenção do projeto Arte_Passagem

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A vocação cultural de São Paulo é capaz de transcender os limites dos espaços físicos. Fora de museus, galerias e centros culturais, a capital paulista é reconhecida não apenas por movimentar a cena artística, mas também por incorporar arte também no dia a dia de quem percorre a cidade – trazendo o público como agente relevante. Neste contexto, o arte_passagem, projeto apoiado pela plataforma Green Your City da Heineken®, faz um convite ao público para conhecer e vivenciar obras de grandes nomes da cena contemporânea, com intervenções e performances gratuitas, conectando arte à paisagem e aos espaços.

Dando continuidade às intervenções, esta segunda etapa do projeto apresenta ao público um recorte da obra de Leonilson, um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira, estabelecendo um paralelo com Rafael RG, artista emergente de grande relevância na cena artística atual, que apresenta uma obra inédita e comissionada. Em contraponto a um conjunto de cinco adesivos de Leonilson exibidos ao redor da galeria-vitrine, um piano no centro do espaço materializa a pesquisa Vox Noturna, realizada por RG e apresentada pela primeira vez na SP-Arte.

O novo capítulo do projeto do artista, desenvolvido para o arte_passagem, parte de uma pesquisa sobre a presença de pessoas racializadas no universo da música erudita, desde o levantamento de compositores e intérpretes negros e negras até as relações entre o movimento abolicionista brasileiro e a música lírica. Para isso, o artista convida o público passante a observar músicas serem tocadas, em uma espécie de ativação silenciosa de composições que foram silenciadas pela história hegemônica.

O hábito de desenhar e fabricar adesivos veio nos anos 80, quando Leonilson associava-os às suas exposições em locais como as galerias Luisa Strina em São Paulo e Thomas Cohn, no Rio de Janeiro. Estes adesivos funcionam como um híbrido entre obra e documento histórico, que demonstram uma concepção do artista em divulgar e ampliar a circulação dos seus trabalhos. No entanto, os adesivos cumpriram, durante a vida do cearense, uma função semi-privada, o acompanhando em seus diários e agendas, onde eram colados como memórias, e como pequenos presentes a pessoas próximas. Neste contexto, o arte_passagem retoma a produção desses desenhos, com apoio doProjeto Leonilson e um pequeno texto de sua amiga e artista Leda Catunda, destaque da Geração 80. Na intervenção, os adesivos se dispersam pela vitrine e pela cidade, justapondo esses adesivos-arte com os adesivos-comércio das redondezas.

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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

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O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.

O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.

A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.

O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.

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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

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Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.

Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.

O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.

Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.

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