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Museu do Ipiranga e Wikipédia realizam quarta maratona de edição para difusão digital de acervo

Em parceria com o Wiki Movimento Brasil (WMB), instituição faz evento online na próxima sexta-feira, dia 29, com a temática “Lutas pela Independência do Brasil”;
O encontro faz parte de um plano digital para aumentar a presença de seu acervo na plataforma Wiki, por meio de maratonas de edição, seminários e concursos em 2020
No dia 29 de maio, sexta-feira, a partir das 10h, o Museu do Ipiranga e o Wiki Movimento Brasil (WMB) promovem a quarta maratona de edição de artigos sobre o acervo da instituição, desta vez com o título “Lutas pela Independência do Brasil”. Com o auxílio da equipe do WMB, os participantes irão se debruçar sobre os verbetes que circundam as lutas deste período histórico, como a Inconfidência Mineira, Revolução Farroupilha, Revolta dos Malês, Sabinada, Cabinada e Balaiada. Também se aprofundarão nos verbetes de Maria Quitéria e de outras personalidades que atuaram nesse período. Durante o processo, os participantes poderão ter uma percepção de como está a cobertura deste assunto na Wikipédia, e serão estimulados a melhorarem os conteúdos com base em fontes confiáveis. Para inscrições, clique aqui.
A maratona de edição compõe uma série de eventos realizados em parceria com o Wiki Movimento Brasil, incluindo o Wikiconcurso Novo Museu do Ipiranga, que vai até o dia 15 de junho. Trata-se de uma competição na Wikipédia em português com o intuito de melhorar conteúdo relacionado ao Museu do Ipiranga na enciclopédia eletrônica, incluindo vários prêmios para quem editar mais artigos e com mais qualidade. Para o primeiro colocado, está reservado o valor de R$2500 em vale-presente. Mais informações: http://w.wiki/Hct
A parceria faz parte de um plano mais amplo do Museu do Ipiranga de aumentar sua presença no meio digital, em que a Wikipédia é tida como um espaço fundamental. Já foram realizadas duas maratonas de edição: a primeira, no dia 27 de março, tinha o tema “Mulher, Arte e História”, enquanto o segundo, “Os indígenas no Museu”, aconteceu no dia 17 de abril. A expectativa é que dezenas de milhões de pessoas tenham acesso a imagens e textos relacionados ao acervo do Museu durante todo o ano por meio da parceria realizada com o Wiki Movimento Brasil, a partir de práticas de difusão digital colaborativas.
Nesse contexto, a instituição está não só aderindo a práticas de disponibilização de conteúdo, mas também de conhecimento aberto e licenças livres. “Estamos nos preparando para atender as demandas do novo Museu do Ipiranga”, diz Solange Ferraz de Lima, diretora do museu. “O compromisso com a pesquisa e o ensino é a base para difundir amplamente o conhecimento gerado a partir dos acervos. Se as exposições permitirão o contato presencial e sensorial com o magnífico espaço do Museu e suas coleções, a atuação digital desempenhará outra função – prolongar e aprofundar a relação do público com os conteúdos.”
Diversas instituições culturais ao redor do globo realizaram projetos similares em parceria com a Wikimedia, em iniciativas conhecidas como GLAM-Wiki – sigla para Galleries Libraries, Archives, and Museums (galerias, bibliotecas, arquivos e museus), acompanhada do sufixo wiki, que identifica o conjunto de projetos digitais colaborativos e livres sob a guarda da Fundação Wikimedia. Junto ao Museu do Ipiranga, a atuação Wiki virou um caso de sucesso global, tanto em relação aos produtos a serem desenvolvidos quanto às tecnologias implementadas no processo. Com isso, a instituição brasileira é líder num movimento internacional ao qual se unem museus, bibliotecas e arquivos de vários países, especialmente na Europa e na América do Norte. Conheça o GLAM do Museu do Ipiranga na Wikipédia aqui.
O Wikiconcurso Novo Museu do Ipiranga, que ocorre de 15 de março a 15 de junho, marca o lançamento da iniciativa. Participantes concorrem a prêmios ao colaborar com conteúdos relacionados ao Museu e seu acervo na Wikipédia. Em 2019, imagens de obras no acervo da instituição foram vistas 32,2 milhões de vezes nos projetos Wikimedia, especialmente a Wikipédia. Artigos na enciclopédia eletrônica em português sobre temas relacionados ao Museu foram vistos, no mesmo período, 14 milhões de vezes. A expectativa é que as melhorias realizadas nos conteúdos em questão atinjam dezenas de milhões de leitores.
“A Wikipédia é um meio digital de impacto global e a participação sistemática do Museu do Ipiranga garante a melhoria real da cultura histórica e científica no Brasil e sobre o Brasil”, comenta João Alexandre Peschanski, presidente do Wiki Movimento Brasil. “As contribuições do Museu do Ipiranga não são apenas transferência de imagens e mídias de objetos de seu acervo; o Museu do Ipiranga atua como um curador digital nessa rede de conhecimentos”, conclui.
Em um projeto piloto, desenvolvido entre 2017 e 2018, o Museu do Ipiranga e o Wiki Movimento Brasil disponibilizaram 23 mil imagens de obras do museu no repositório de mídias da Wikipédia. Nesse contexto, 130 artigos foram criados na Wikipédia e 1.421 foram melhorados. A expectativa é que se chegue a 30 mil imagens acessíveis livremente, em 2020. O quadro mais importante no acervo, “Independência ou Morte”, de Pedro Américo, foi a peça mais vista na iniciativa GLAM-Wiki do Museu, com 1,1 milhão de visualizações até dezembro de 2019.
Em dezembro de 2016, havia 14.533 bytes de conteúdo sobre o Museu do Ipiranga na Wikipédia. Em dezembro de 2019, o valor havia subido para 87.907 bytes, distribuídos em 106 páginas. A expectativa do Wiki Movimento Brasil é, no mínimo duplicar o valor após as ações previstas para este ano, com uma produção de conteúdo sustentada pelo desenvolvimento de produtos tecnológicos e por atividades intensivas de mobilização comunitária e educacional.
A iniciativa é uma atividade do Wiki Movimento Brasil e da equipe do Museu do Ipiranga, com parceria da Fundação Banco do Brasil e realização da Universidade de São Paulo e da Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP). O Wiki Movimento Brasil é uma organização que reúne editores da Wikipédia no Brasil, afiliada da Fundação Wikimedia. A Iniciativa Wikipédia do Novo Museu do Ipiranga integra o conjunto de programas e atividades em vista à reabertura do edifício-monumento do Museu, em 2022.
Agenda de eventos
Wikiconcurso Novo Museu do Ipiranga
de 15 de março a 15 de junho
Trata-se de uma competição na Wikipédia em português com o intuito de melhorar conteúdo relacionado ao Museu do Ipiranga na enciclopédia eletrônica, incluindo vários prêmios para quem editar mais artigos e com mais qualidade. Mais informações: http://w.wiki/Hct
Maratonas de edição
1. Mulher, Arte e História
27 de março, das 10h às 16h, online. O objetivo é melhorar o conteúdo sobre mulheres no acervo do Museu do Ipiranga, no contexto do Mês da Mulher. Mais informações: http://w.wiki/Hfp
2. Os indígenas no Museu
17 de abril, das 10h às 16h, online. O evento pretende desenvolver conteúdos na Wikipédia sobre a presença de representações de indígenas no acervo do Museu do Ipiranga. Mais informações: http://w.wiki/HgS
3. São Paulo fotográfica
08 de maio, das 10h às 16h, online. Nessa maratona de edição, serão trabalhados na Wikipédia obras que retratam a cidade de São Paulo, com foco nos fotógrafos Werner Haberkorn, Guilherme Gaensly e Militão Augusto de Azevedo. Mais informações: http://w.wiki/HgW
4. Lutas pela independência do Brasil
29 de maio, das 10h às 16h, online. Essa editatona pretende contribuir com conteúdos sobre as várias perspectivas da formação nacional brasileira. Mais informações: http://w.wiki/HgV
Treinamentos técnicos
1. Referências bibliográficas estruturadas
4 de abril, online. Nesse dia, oferece-se um treinamento sobre tecnologias de inserção de referências bibliográficas em bases de dados estruturadas, com o objetivo de organizar digitalmente o acervo recente do periódico Anais do Museu do Ipiranga. Mais informações: http://w.wiki/HfB
2. Alfabetização de dados.
21 de maio, online. O seminário técnico busca desenvolver uma plataforma para a conscientização sobre dados abertos e organização das informações, voltada especificamente para educadores. Data e local a confirmar. Mais informações: http://w.wiki/Hg8
3. Marcações de posicionamento digital.
Nesse evento, pretende-se apresentar o desenvolvimento de um aplicativo para a identificação automatizada da localização de objetos em imagens. Data e local a confirmar.
Mais informações: http://w.wiki/Hg9
Museu do Ipiranga
Fechado para reforma desde 2013, o Museu do Ipiranga segue em atividade com eventos, cursos, palestras e oficinas em diversos espaços da cidade. As obras de restauro, ampliação e modernização do Museu se iniciaram em outubro do ano passado, e a expectativa é que seja reaberto em setembro de 2022, para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil. Para mais informações sobre o restauro, acesse o site museudoipiranga2022.org.br.
O edifício, tombado pelo patrimônio histórico municipal, estadual e federal, foi construído entre 1885 e 1890 e está situado dentro do complexo do Parque Independência. Concebido originalmente como um monumento à Independência, tornou-se em 1895 a sede do Museu do Estado, criado dois anos antes, sendo o museu público mais antigo de São Paulo e um dos mais antigos do país. Está, desde 1963, sob a administração da USP, atendendo às funções de ensino, pesquisa e extensão, pilares de atuação da Universidade.
Patrocinadores e parceiros: Banco Safra, Bradesco, Caterpillar, Comgás, CSN – Companhia Siderúrgica Nacional, EDP, EMS, Fundação Banco do Brasil, Grupo Ultra, Honda, Itaú, Pinheiro Neto Advogados, Sabesp, Vale.
Eventos
Apresentação para evento em painel de LED: como preparar os slides

O arquivo 1920 por 1080 que funciona no notebook não cobre um painel de evento grande. O acerto de formato começa semanas antes, na conversa com o fornecedor do painel.
A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, faz o acerto de formato do painel antes de desenhar a apresentação de evento: segundo a própria Mindo, painel com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento. Entre os trabalhos do estúdio está a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, pensada para um palco de grande escala.
O texto abaixo organiza o que pedir ao fornecedor do painel, o que muda no desenho dos slides e como se preparar quando o prazo é curto.
Por que o slide 16:9 quebra no painel de LED?
O slide 16:9 quebra no painel porque o painel de evento tem outra geometria: é largo, baixo e às vezes dividido em módulos. Um arquivo 16:9 esticado numa tela assim deforma o logo, corta o rodapé ou ganha barras pretas nas pontas, e o público vê um palco com parte do painel apagada.
A aritmética mostra o tamanho do problema. Num painel hipotético de 12 por 3 metros, a proporção é 4:1, enquanto o slide padrão tem 1,78:1. Para preencher o painel, o slide precisa ser desenhado em outro formato desde o primeiro rascunho. Mudar a dimensão depois de pronto obriga a refazer a diagramação, e o prazo de evento quase nunca comporta isso.
O que pedir ao fornecedor do painel antes de desenhar
A montadora ou o fornecedor de LED tem as respostas, e metros dizem pouco para quem desenha slide. Peça, por escrito:
- Resolução real em pixels, largura por altura, do painel inteiro e de cada região, se ele for dividido.
- Proporção final do campo de imagem, depois de somados todos os módulos.
- Área útil: o trecho que o público vê de todos os lugares da plateia, sem estrutura, cenário ou borda do palco na frente.
- Se há mais de um painel (central, laterais, tela de apoio) e se cada um recebe um arquivo diferente.
- Como o arquivo entra no sistema: PowerPoint aberto direto, vídeo exportado ou sequência de imagens. Isso muda o que o estúdio entrega e o que o operador consegue ajustar na hora.
- Quais fontes e vídeos precisam ir embutidos, e em que formato o fornecedor aceita cada um.
Com a resolução em mãos, o estúdio configura o tamanho de slide personalizado antes de desenhar qualquer coisa.
Onde fica o palestrante em relação ao painel?
A posição do palestrante decide onde o conteúdo pode ficar. Se a pessoa fala no centro, em frente à tela, o corpo dela cobre justamente a área onde o título costuma ir. Se o púlpito está à esquerda, o conteúdo importante vai para a direita.
Peça à produção a planta do palco com púlpito, mesa, sofá de debate e escada. Sobreponha essa planta ao layout e marque as zonas cegas, aquelas atrás de pessoas, móveis e estrutura. Número, frase e nome de participante saem dessas zonas. Ali cabem só fundo, textura e elementos de ambientação.
Como preparar slides para um evento corporativo grande?
Para um evento grande, o desenho dos slides muda em quatro frentes, todas ligadas à distância entre o painel e a plateia.
Tipografia. O que parece enorme no monitor fica pequeno do fundo da sala. Projete o slide numa tela e olhe da outra ponta do ambiente. Bloco de texto com mais de duas linhas raramente funciona no painel: troque o parágrafo por uma frase ou por um número em destaque.
Margens. Deixe margem de segurança generosa em volta de tudo o que importa, maior que a de uma tela comum. Elemento colado na borda é o primeiro a ser cortado por moldura, ajuste de cor ou enquadramento de câmera.
Contraste e cor. Painel de LED emite luz, então teste no ensaio se o fundo branco ofusca numa sala escura e se degradês suaves aparecem em faixas. Fundo escuro ou de cor sólida, com texto claro, é o ponto de partida mais seguro. Mostre a paleta ao fornecedor do painel antes da versão final.
Imagens. Foto que ficava nítida num slide pequeno estoura em pixels quando ocupa metros de painel. Peça a imagem em alta resolução desde o briefing e use ilustração vetorial quando o tema permitir, porque ela escala sem perder a borda.
Preciso de uma apresentação para evento corporativo com prazo apertado: o que fazer primeiro?
Com prazo apertado, a primeira providência é mandar ao estúdio os dados de formato e de palco, antes de qualquer conteúdo. A resolução do painel, a planta do palco e o roteiro de quem fala são as três informações que o estúdio precisa ter em mãos para começar a desenhar. O material da Mindo registra o Prêmio Einstein como uma apresentação de evento feita com prazo apertado, pedida pela agência responsável pelo evento.
O processo do estúdio tem cinco etapas: briefing, roteiro e storytelling, identidade visual da apresentação (com uma prévia para aprovação), criação da apresentação completa e revisão com entrega. Num projeto curto, aprovar a prévia logo cedo protege a criação da apresentação completa de uma mudança de rumo.
Depois da entrega, o formato do arquivo conta. Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, ao contrário de um vídeo, que precisa ser renderizado de novo. Isso só ajuda se o arquivo estiver aberto e no formato certo no dia.
Como testar a apresentação no local
Nenhuma checagem em escritório substitui o teste no palco. Combine com a produção um ensaio técnico em que o arquivo real, e não um de amostra, rode no painel final, com o operador que vai acioná-lo. Nesse ensaio, confira:
- Se o conteúdo ocupa o painel inteiro, sem barra preta nem esticamento.
- Se a leitura funciona das fileiras do fundo e das laterais da plateia.
- Se o palestrante, na posição marcada, deixa o essencial visível.
- Se animações e vídeos rodam sem engasgar e se as fontes aparecem como foram desenhadas.
- Se a troca de um slide para outro acontece no ritmo combinado com quem opera.
Leve também uma cópia em pendrive e outra na nuvem, no mesmo formato aprovado.
Como preparar uma apresentação para um evento grande: a ordem dos passos
- Peça ao fornecedor do painel a resolução, a proporção e a área útil.
- Peça a planta do palco com a posição do palestrante.
- Configure o formato do slide antes de desenhar.
- Desenhe pensando em distância: texto curto, contraste alto, margem larga.
- Teste o arquivo real no painel final, com o operador.
Quem quiser ir mais fundo encontra um guia sobre apresentação em painel de LED. O ponto central cabe numa frase: o slide é desenhado para o painel, e não adaptado a ele no fim.
O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação e vídeo para eventos.
Eventos
Quem faz apresentação de palco: cerimônia de premiação, evento de imprensa e eventos com mais de 100 slides

Apresentações exibidas em palco, no Brasil, mostram quem pede o arquivo, o que o estúdio entrega e o que a produção precisa fechar antes do primeiro slide.
A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, desenvolveu a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a apresentação do evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3 e a apresentação do Kwai Summit 2025, uma peça única com mais de cem slides. Cada uma veio de um tipo de pedido: a agência responsável pelo evento, a própria montadora e uma agência que já tinha roteiro e key visual fechados.
Para quem organiza evento, esses casos funcionam como um mapa. Cerimônia de premiação, coletiva de imprensa e summit de mercado levam o mesmo tipo de arquivo ao palco, mas cada um pede decisões diferentes sobre roteiro, formato de tela e aprovação.
Quem faz a apresentação de uma cerimônia de premiação?
Para o Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a Mindo desenvolveu a apresentação exibida durante a cerimônia de premiação, a pedido da agência responsável pelo evento. O arquivo foi pensado para um palco de grande escala e acompanha os momentos de anúncio e homenagem. Segundo a própria Mindo, é um dos trabalhos de evento feitos com prazo apertado.
Numa cerimônia, o cerimonial manda no arquivo. Abertura, anúncio de cada categoria, entrada do homenageado e encerramento são momentos com ritmo próprio, e cada um precisa de um slide que o público leia em segundos. Um risco recorrente é entregar o arquivo antes de a produção fechar a ordem das categorias: qualquer troca de sequência vira retrabalho de montagem na véspera.
Quem faz a apresentação de um evento de imprensa de lançamento de produto?
Para o evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3, a Mindo desenvolveu diretamente para a Audi Brasil a identidade visual da apresentação e todos os slides. O material percorre o modelo da terceira geração em detalhe: design, dados técnicos, dimensões, equipamentos e tecnologia embarcada.
Em lançamento para jornalistas, o slide é lido e anotado, e por isso cada dado técnico precisa de conferência da marca antes de ir ao arquivo final. Quem monta a apresentação diagrama a informação, mas não valida número de produto. Combine no briefing quem da empresa assina a revisão técnica e em que data ela fecha.
Como é uma apresentação de evento com mais de 100 slides?
A Mindo desenvolveu a apresentação do Kwai Summit 2025, exibida no palco do evento, a partir do roteiro e do key visual da agência responsável. Foi uma apresentação única, com mais de cem slides, chamada por uma agência de eventos. O Summit reuniu marcas, criadores e profissionais do mercado brasileiro, e o estúdio detalha o caso em um guia sobre a apresentação de evento do Kwai Summit com mais de 100 slides.
Com esse volume, a organização do arquivo pesa tanto quanto o desenho. Três práticas seguram o trabalho:
- Dividir o arquivo em seções nomeadas por bloco ou palestrante, com numeração clara e um índice para o operador.
- Fixar uma data de corte para o material bruto, anterior à entrega final, e tratar o que chega depois em fila separada.
- Ter uma pessoa só consolidando os pedidos de ajuste, para que cinco pessoas não gerem cinco versões do mesmo slide.
Quem faz a apresentação de um evento corporativo no Brasil: a agência ou o estúdio?
A agência de eventos costuma acionar o estúdio, e foi assim em dois dos três casos principais: no Prêmio Einstein, a peça foi pedida pela agência responsável pelo evento; no Kwai Summit, a apresentação foi chamada via agência de eventos; no caso da Audi, o pedido veio direto da marca.
Isso muda o que perguntar. Com agência no meio, o briefing precisa dizer quem aprova (a agência, a marca ou os dois), quem entrega o material de entrada e quem fala com a produção do palco. Sem agência, a própria empresa assume esses papéis.
O que é key visual de evento e como ele vira a apresentação de palco?
Key visual de evento é a imagem-base da comunicação: composição, cores, tipografia dos títulos e elementos gráficos que aparecem no convite, no cenário e na tela. A apresentação de palco herda esse material, e o trabalho do estúdio é transformá-lo num sistema de slides com títulos, gráficos, transições e blocos que funcionem a vinte metros do público.
No Kwai Summit, o key visual veio da agência responsável, e a Mindo construiu a apresentação a partir dele. Nesse tipo de projeto, a Mindo constrói a identidade visual da peça sobre o material que a marca ou a agência já definiu. A identidade da empresa em si chega pronta ao projeto, trabalho de uma agência de branding.
Quem escreve o discurso do apresentador numa apresentação de evento?
A fala de quem sobe ao palco é do apresentador ou de quem o prepara. O roteiro da apresentação, que organiza o que aparece em cada slide e em que ordem, pode vir de três lugares, e os casos da Mindo mostram os três. No Kwai Summit, o roteiro veio da agência. Para o evento de lançamento da Brother voltado aos parceiros comerciais, a Mindo adaptou o roteiro a partir do material enviado pela marca, desenvolveu a identidade visual da apresentação e criou todos os slides. Na apresentação do evento Retail Media Experience, da Unlimitail, o estúdio respondeu pelo roteiro, pela identidade visual da apresentação e por todos os slides.
A lição para o briefing é simples: escreva, antes do primeiro slide, quem fecha o roteiro e quem aprova a fala. Sem essa definição, o prazo escorre na primeira rodada de aprovação.
O que pedir a quem vai fazer a apresentação de palco
Antes de contratar, leve estas perguntas para a primeira conversa:
- Quem é o dono do roteiro: a marca, a agência ou o estúdio?
- Qual é a resolução real da tela, em pixels? Segundo a própria Mindo, painel de LED de evento com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento.
- O arquivo final é editável? Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, o que importa quando o palestrante muda uma frase no dia.
- Quando fecha o material bruto e quando termina a última rodada de ajustes?
- Haverá ensaio com o arquivo real, no equipamento do palco, com o operador que vai acioná-lo?
- Quem decide se o arquivo precisar ser trocado durante o evento?
Quem responde a essas seis perguntas antes da produção começar evita a maior parte dos sustos de última hora. O fornecedor que não consegue respondê-las ainda não entendeu o palco.
O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação para eventos.







