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Mês do Consumidor: A necessidade de datas sazonais para fomentar as vendas on-lines

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Não é novidade que há anos o varejo usa datas comemorativas para estimular a venda de produtos. Ao longo do ano, o consumidor já espera ações promocionais de Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Black Friday, Natal, entre outras. Recentemente, o Dia do Consumidor está sendo inserido no imaginário dos clientes que começam a aguardar a data para aproveitar as grandes ofertas.

De acordo com a Smarth Hint, em 2022, o e-commerce brasileiro teve um aumento de 785% nos cinco primeiros meses do ano, comparado com o mesmo período em 2019 (período pré-pandemia), com um ticket médio de R$400,81.

Mas, apenas as 24 horas do dia, podem não ser o único caminho para aproveitar as datas sazonais e atingir as metas cada vez maiores da indústria e do varejo. Por isso, ações que se antecipam ao dia e terminam após ele, têm sido cada vez mais frequentes e, não será surpresa, caso em algum momento sejam realizadas durante o mês inteiro.

Um grande exemplo é a própria Black Friday, que chegou ao Brasil em 2010 de forma totalmente on-line com a participação de apenas 50 lojas e hoje é uma das datas mais aguardadas para grandes compras. Ao longo dos anos, constatou-se que ela não estava respeitando apenas a última sexta-feira do mês de novembro, mas se estendendo até a semana seguinte e depois ao mês inteiro.

Seguindo essa tendência e também entendendo o momento econômico vivido nos últimos anos, o mercado passou a trabalhar o Dia do Consumidor a fim de movimentar a economia por meio de mais uma data comemorativa, valendo-se de uma data que já existia e que faria sentido para o público, afinal, os primeiros meses do ano são repletos de gastos fixos e ter um período de descontos estimula o consumo de outros produtos.

A importância de não resumir do Dia do Consumidor a apenas um dia

O consumidor normalmente já está habituado à prática de mercado de usar um dia específico para promover grandes movimentações e descontos. Por isso, é preciso aproveitar o momento e construir ações táticas para aumentar o sell out de determinados produtos ou a divulgação dos mesmos. 

Entendendo isso, a indústria parou de se preparar apenas para um dia e começou a criar calendários ao longo da semana e nomear as ações para que ficassem comercialmente mais atrativas e assim alcançarem mais resultados.

Com a criação desses calendários, a indústria se antecipa junto com o varejo para entender o que vai acontecer ao longo do ano e aproveitar para encaixar produtos e serviços atrativos ao consumidor.

Ações táticas realizadas pelo varejo

Cada categoria costuma agir de determinada forma para atrair seu público e valorizar seu produto. As redes de farmácia, por exemplo, usam a “ação tic tac” – um movimento que acontece ao longo da semana da Black Friday, durante um horário do dia em que normalmente as pessoas estão mais conectadas à internet e de forma mais relaxada. Nesse período, produtos específicos são selecionados com preços ou mecânicas promocionais exclusivas com o objetivo de conquistar mais vendas no período.

Outra ação que o varejo começou a desenvolver durante a Black Friday são as chamadas “casadinhas”, que funcionam fazendo um cross sell de categorias da própria indústria, que então selecionam produtos complementares para serem vendidos juntos de forma promocional.

A experiência do consumidor online e principais tendências

As compras online ganham cada vez mais espaço no Brasil, de acordo com a pesquisa NielsenIQ|Ebit. A categoria atingiu a marca de R$118,6 bilhões em vendas no primeiro semestre de 2022, um aumento de 6% em comparação ao ano anterior. 

Entendendo a crescente desse mercado é importante aprimorar a experiência do consumidor no segmento. André Santa, head de novos negócios e marketing para América Latina na Intellibrand, pontua três dicas essenciais para isso: “É importante analisar quais ações promocionais surtem mais efeito, entendendo sua eficácia. Também entender quais os varejos tem a capacidade de executar e responder melhor cada ação promovida e, claro, compartilhar com a indústria o feedback do que aconteceu. Fazendo isso ela também entende o que foi mais eficaz e consegue ter mais ação e resposta para o calendário do próximo período.”

O Dia do Consumidor, assim como outras datas sazonais, tendem a ser cada vez mais aproveitadas pela indústria e varejo para promover a divulgação e vendas de produtos em diversas categorias. Entender exatamente o quanto a experiência antecipada é uma tendência e como trabalhar a data sazonal antes que ela aconteça é relevante para que varejo e indústria se adiantem e aprimorem suas ações fazendo com que as datas comemorativas sejam cada vez mais melhor aproveitadas pelo mercado. Com a possibilidade de que outras datas sejam inseridas no planejamento e até que novas opções sejam criadas para desfrutar cada vez mais de ocasiões de consumo.

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Tupperware celebra 80 anos com linha artística que transforma produtos icônicos em telas de identidade cultural

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A Tupperware, marca de utensílios domésticos e conservação para o lar, acaba de anunciar um movimento estratégico de valorização e conexão com a cultura brasileira. A empresa apresenta uma linha especial desenvolvida em colaboração com artistas nacionais, ampliando seu diálogo com a cena criativa do país. A iniciativa convida ilustradores de diferentes territórios a traduzirem suas referências, cores e histórias em peças exclusivas que unem o design funcional da marca à expressão artística contemporânea.

O projeto transforma os produtos mais icônicos do portfólio da companhia em telas de expressão visual, conectando a utilidade do cotidiano à memória afetiva dos consumidores. O primeiro nome confirmado para inaugurar a série de colaborações é o artista alagoano Herbert Loureiro, reconhecido por seu trabalho vibrante e estéticas que capturam a energia das ruas, das festas populares e do sincretismo brasileiro. Sua criação exclusiva estampará os modelos Pote Master e Instantânea Mágica.

O projeto de design assinado reforça o posicionamento da Tupperware como uma plataforma criativa de fomento à pluralidade regional. Em vez de uma edição única, a marca estruturou uma coleção colaborativa viva que reunirá sete produtos diferentes ao longo de 2026. A estratégia de lançamentos seguirá um cronograma bimestral: a cada dois meses, um novo artista de uma região distinta do Brasil será revelado, trazendo ilustrações que representam as diversas manifestações culturais do país.

Patricia Braga, diretora de marketing da Tupperware para a América Latina, destaca o papel da campanha nas comemorações globais da marca. “Queremos celebrar nossos 80 anos valorizando aquilo que sempre fez parte da nossa história: a presença no cotidiano das pessoas. Ao convidar artistas brasileiros para reinterpretarem nossos produtos, transformamos objetos do dia a dia em peças que carregam memória, identidade e expressão cultural.”

Para dar suporte ao lançamento e garantir capilaridade nacional, a Tupperware aposta em uma estratégia comercial de forte apelo multicanal (omnichannel). As peças colecionáveis assinadas por Herbert Loureiro e pelos próximos artistas convidados estarão disponíveis para compra tanto pelo modelo tradicional de venda direta — por meio da rede de consultoras independentes da marca —, quanto nos canais digitais e marketplaces oficiais da empresa.

Ao unir o valor histórico de suas patentes a narrativas visuais autênticas, a Tupperware renova seu portfólio e atrai novas fatias de consumidores interessados em exclusividade e decor, consolidando sua marca de oito décadas como um elemento dinâmico, moderno e pulsante da cultura brasileira.

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HubSpot lança ferramentas de AEO para monitorar marcas em respostas geradas por inteligência artificial

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Por anos, conquistar as primeiras posições no Google foi sinônimo de relevância digital, mas essa lógica está sendo reescrita pela inteligência artificial. Com a popularização dos mecanismos de resposta direta — plataformas que entregam textos prontos ao usuário em vez de uma lista tradicional de links —, uma fatia crescente das buscas online deixou de gerar tráfego para os sites das empresas. Dados da consultoria SparkToro revelam que o tráfego orgânico proveniente do Google recuou 27% em 2025 na comparação com o ano anterior.

Esse fenômeno criou um cenário desafiador para o digital trade marketing e estratégias de conteúdo: o canal tradicional encolhe e os novos ecossistemas ainda não compensam o volume de acessos. Diante disso, marcas que ficam de fora dos resumos de IA perdem visibilidade no momento mais crítico da jornada de compra, quando o consumidor já apresenta uma intenção de consumo definida.

Para responder a essa mudança, consolida-se no mercado o Answer Engine Optimization (AEO), ou otimização para mecanismos de resposta. A prática consiste em estruturar dados e conteúdos para que uma marca seja citada diretamente por assistentes como ChatGPT, Gemini e Perplexity. A diferença em relação ao SEO tradicional é estrutural: em vez de competir por um clique na página de resultados, o AEO disputa menções e recomendações dentro de uma resposta sintetizada que o usuário pode ler sem nunca clicar em um link externo.

Se o SEO baseia-se em critérios relativamente estáveis de rastreamento e indexação, o ecossistema de AEO destaca-se por sua volatilidade. Os grandes modelos de linguagem (LLMs) geram respostas dinâmicas a partir de múltiplas fontes integradas. Consequentemente, qualquer atualização interna nos algoritmos pode alterar quais marcas são recomendadas, sem aviso prévio e sem um relatório de posições claro para consulta.

No mercado nacional, essa transição já dita o ritmo das agências e departamentos de comunicação. De acordo com a pesquisa Panorama do Go-to-Market no Brasil 2026, realizada pela HubSpot com mais de 700 profissionais, 57% das equipes de marketing já trabalham ativamente para melhorar a visibilidade de suas marcas em plataformas de inteligência artificial. Contudo, a grande maioria desses times ainda opera no escuro, sem ferramentas específicas para monitorar e auditar como seus produtos são exibidos.

Rakky Curvelo, gerente de marketing da HubSpot Brasil, analisa o momento de transição e a importância de dados estruturados para o setor: “O AEO ainda é um campo nascente, sem consenso sobre métricas e sem garantia de comportamento estável dos modelos. No entanto, o tráfego está mudando de caminho e as nossas soluções existem para que as equipes de marketing possam enxergar onde estão nesse novo mapa e agir com base em dados, não em suposições.”

Com o lançamento dessas ferramentas, o mercado publicitário ganha uma base analítica para profissionalizar o gerenciamento de marcas na era da inteligência artificial generativa, transformando a incerteza dos novos algoritmos em estratégias mensuráveis de conversão e presença digital.

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