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Lu, Influenciadora virtual do Magalu, estreia no aplicativo TikTok

Na sexta-feira, 07 de agosto, a Lu, influenciadora virtual do Magalu, estreia na plataforma do momento: o TikTok. O lançamento será comunicado no perfil da criadora de conteúdo, Leticia Gomes (@leticiafgomes), que dessa vez, se transformará na personagem virtual mais conhecida do Brasil, a Lu do Magalu. A maquiadora artística, que tem 4 milhões de seguidores na plataforma, é famosa por se transformar em celebridades como, Hugo Gloss, Hebe Camargo e muitas outras personalidades, com suas complexas maquiagens e se desafiará novamente ao recriar a influenciadora virtual em seu próprio rosto, utilizando produtos da Época Cosméticos, vendidos pelo SuperApp Magalu.
Mesmo enfrentando desafios com o Governo Americano, o aplicativo já superou os 2 bilhões de downloads em todo o mundo e no Brasil, de acordo com a consultoria ComScore, o número de usuários é de mais de 7 milhões.
Durante a quarentena, a plataforma ganhou ainda mais audiência e relevância, sendo palco para lançamentos de hits no país e celebridades da internet. O perfil oficial do Magalu no TikTok (é só buscar por @magalu dentro do aplicativo) receberá conteúdos com a linguagem da plataforma, pensados exclusivamente para a audiência que está ali, como “life hacks”, dicas para facilitar a vida com objetos encontrados em casa (e vendidos pela empresa), e a participação da própria Lu com vídeos e desafios.
A entrada do Magalu – que já conta com mais de 19MM de seguidores nas demais redes sociais – no TikTok e a contratação de criadores de conteúdo nativos, vai aproximar ainda mais a marca de uma audiência jovem através de conteúdos pensados exclusivamente para esse público.
“O TikTok é uma plataforma que cria um senso de comunidade. As pessoas querem participar do que está acontecendo ali. Os usuários criam conteúdo de forma livre e colaborativa, utilizando os elementos e conteúdos já disponíveis no aplicativo. Não há muito espaço para o institucional. Como marca, o que buscamos ao iniciar nossa atuação na plataforma é justamente traduzir nossos objetivos de negócio em conteúdos que nos permitam fazer parte da conversa e nos aproximem da comunidade presente no TikTok.”, diz Pedro Alvim, gerente de redes sociais e marketing de influência do Magalu.
“Em todas as nossas redes sociais, a Lu assume o papel de porta voz dos conteúdos. A influenciadora virtual da marca irá participar de forma inédita de formatos de conteúdo que forem tendência e relevantes no TikTok.”, afirma Alvim. As ações com a personagem irão explorar todas as categorias vendidas no SuperAplicativo Magalu, incluindo o sortimento de artigos esportivos e moda, produtos da Netshoes e Zattini, que são marcas do grupo.
A estratégia também mira os produtores de conteúdo já famosos no aplicativo. “Temos muitos talentos despontando dentro da plataforma no Brasil. Mapeamos e convidamos tiktokers para co-criarem conteúdos com o nosso time, que ficarão disponíveis tanto nos perfis deles como no perfil oficial do @magalu no TikTok. A primeira foi a Letícia Gomes.”, completa Alvim.Não será a primeira vez que a empresa aposta em criadores de conteúdo do TikTok. A marca também convocou, recentemente, Zach King, uma celebridade mundial no Instagram e TikTok, conhecido por realizar efeitos de edição com ilusão de ótica, para lançar a campanha de “Dinheiro de Volta”, em que aparece fazendo truques de edição para ilustrar a mecânica de cashback da companhia, disponível nas lojas e no SuperAplicativo Magalu.
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2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.
A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.
Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.
A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.
A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.
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Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.
Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.
Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.
Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.
Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.
Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.
Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.
Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.









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