Empresa
Facebook X Austrália: entenda essa ‘novela’ de uma vez por todas

Pagar para circular notícias?
Na última quinta-feira (18), o Facebook tomou a drástica medida de bloquear o compartilhamento de notícias entre os usuários da rede social na Austrália. Isso aconteceu como uma resposta ao Código da Negociação para a Comunicação Social, uma proposta de lei anunciada pela Austrália.
No Código da Negociação para a Comunicação Social, o país alega que as Gigantes da Tecnologia (Google e Facebook) se aproveitam da distribuição de notícias pelos portais, uma vez que seus usuários consomem notícias, mas eles mesmos não produzem matérias. A ideia é taxar essas empresas pelo uso das notícias em suas plataformas.
Google fecha acordo com a Austrália
Enquanto o Facebook resiste e ataca a Austrália bloqueando os australianos de verem notícias na sua plataforma, a Google cedeu e fechou acordo com a Austrália, mesmo que em um primeiro momento a Google, maior conglomerado de mídia do mundo, tenha ameaçado sair do país.
A gigante da tecnologia assinou um acordo com a Seven West Media que fornecerá conteúdos para o agregador de notícias News Showcase. De acordo com a agência britânica, Reuters, a Google também tentou acordos com as agências australianas News Corp e Nine Entertainment, mas as negociações não seguiram adiante.
Governo Australiano congela publicidade no Facebook
Se a Google parece está se resolvendo com a Austrália, o Facebook, por sua vez, ganha mais dores de cabeça. Nesta segunda-feira (22), o ministro da Saúde da Austrália, Greg Hunt, decidiu parar de anunciar publicidades sobre vacinação no Facebook.
O país aplicava cerca de US$20 milhões em campanhas publicitárias sobre vacinação. De acordo com o ministro, a campanha continuará a ser realizada e vai usar todo o fundo destinado, mas não acontecerá mais no Facebook.
Novo acordo – Facebook volta atrás e restaura as páginas de notícias
Depois de todos esses capítulos, essa grande novela parece está chegando ao fim. O governo australiano ofereceu emendas a proposta de lei, e depois de uma série de conversas entre Frydenberg e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, no fim de semana, um acordo de concessão foi fechado.
Com as quatro emendas concedidas, acontece mudanças no mecanismo de arbitragem obrigatório usado quando os gigantes da tecnologia não conseguem chegar a um acordo com as editoras sobre o pagamento justo pela exibição de conteúdo de notícias. Com isso, o Facebook decidiu restaurar o acesso em sua plataforma às páginas de notícias australianas.
“Estamos satisfeitos que o governo australiano concordou com uma série de mudanças e garantias que atendem às nossas principais preocupações sobre permitir acordos comerciais que reconheçam o valor que nossa plataforma oferece aos editores em relação ao valor que recebemos deles”, disse o Facebook em um comunicado postado online.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
Empresa
Trident consolida linha X-Gamers e se posiciona como “Player 2” do público gamer no Brasil

A Trident, marca da Mondelēz International, reforça sua ofensiva estratégica no universo dos esportes eletrônicos e do entretenimento digital. Com o fortalecimento da linha X-Gamers, a marca amplia seu diálogo com a Geração Z através dos sabores Citrus Mix e Acid Berry, consolidando o conceito de que o produto é o aliado ideal tanto para partidas casuais quanto para sessões de alta performance. Sob a nova assinatura “Masca & Faz Sua Play”, a agência LePub São Paulo desenhou uma comunicação que reconhece a pluralidade dos jogadores, do estilo for fun ao try hard.
A estratégia da marca vai além do posicionamento de produto; trata-se de uma inserção cultural que visa combater a pressão do “mundo real”. Ao se colocar como um Player 2, a Trident propõe que mascar a goma auxilia no foco e no controle emocional, seja em competições de elite ou em momentos de socialização analógica. A linha apresenta-se em embalagens de 48,3g no formato garrafa, design pensado especificamente pela praticidade exigida durante o gameplay.
Dentro da segmentação da linha, o Citrus Mix foi associado ao casual gamer, aquele que busca conexão com amigos e entretenimento impulsionado por creators e pelo hype. Já o Acid Berry é direcionado aos jogadores que buscam vitória em longas jornadas competitivas. Para amarrar esses perfis, a campanha Bottle Royale utiliza um trocadilho com o popular gênero battle royale, reforçando a identidade visual e funcional da embalagem.
Samara Barros, gerente de marketing de Trident, explica que a marca busca ser um suporte para os diferentes ritmos de cada usuário. “Todo mundo joga por um motivo diferente; para relaxar, para se distrair, para competir ou até para esquecer um pouco a pressão do dia a dia. Com X-Gamers, a gente quis estar presente nesses momentos de um jeito leve, como um parceiro mesmo, que acompanha e auxilia o ritmo de cada jogador. É mascar e fazer sua play”, afirma a executiva.
Para sustentar esse posicionamento no live marketing e nas plataformas digitais, a Trident também anunciou o patrocínio à Kings League Brazil. A parceria prevê uma série de ativações, transmissões e experiências imersivas que levam o conceito da marca para fora das telas e para dentro das comunidades. Ao integrar-se organicamente ao calendário competitivo e de entretenimento, a marca reafirma sua capacidade de entender o comportamento de uma geração que não vê fronteiras entre o jogo e a vida real.
Empresa
Estudo Tensões Culturais 2026 revela brasileiro mergulhado em otimismo defensivo e fadiga de decisão

Em um momento em que a instabilidade deixou de ser um evento esporádico para se tornar uma condição permanente, a Quiddity, consultoria de pesquisa estratégica do ecossistema Untold|, apresentou oficialmente o estudo “Tensões Culturais 2026”. O lançamento, realizado no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE), em São Paulo, traçou um diagnóstico minucioso do comportamento do consumidor após ouvir 1.355 pessoas em todo o território nacional. A análise destaca o papel central da Geração Z na reconfiguração das relações de consumo e a urgência de uma nova postura das marcas diante de crises sistêmicas.
A pesquisa aponta que o tradicional otimismo brasileiro, antes utilizado como ferramenta de sobrevivência, já não é capaz de neutralizar a convergência entre emergência climática, disrupção tecnológica e a saturação de informações. Esse cenário gera o que o estudo classifica como information overload, resultando em efeitos cognitivos como a fadiga de decisão. “O brasileiro, historicamente, vive em cenário de instabilidade recorrente. O ambiente nunca foi realmente seguro por muito tempo, e a sociedade aprendeu a viver em alerta. Mas, o que muda agora? Dessa vez, não é apenas o Brasil que vive sob tensão e pela primeira vez não temos um caminho claro a seguir”, contextualiza Rebeca Gharibian, sócia e diretora geral da Quiddity.
Nesse ecossistema de incerteza ampliada, surge o conceito de “otimismo defensivo”. O consumidor, agora mais cético e exausto, busca refúgio em microcomunidades e círculos de confiança restritos. Dentro dessa dinâmica, a Geração Z assume o protagonismo ao impor um pragmatismo que pune a hipocrisia institucional. Para esses jovens, a coerência entre discurso e prática é inegociável, o que torna a reputação das empresas um ativo extremamente volátil e dependente de comportamentos reais, não apenas promessas de marketing.
Everton Schultz, líder do grupo Untold|, reforça que a mudança no sistema de influência é profunda e irreversível. “Entender esse estado de espírito é crucial para qualquer líder de negócio hoje. Marcas e instituições perderam o controle da conversa. Vivemos em um Brasil em tensão, e emerge um novo sistema de influência, com protagonismo nítido da Geração Z”, afirma o executivo.
O estudo conclui que, para serem relevantes em 2026, as marcas precisam atuar como redutoras de atrito na vida do consumidor. Em vez de disputarem atenção por meio do volume, as estratégias vencedoras serão aquelas que oferecerem segurança, clareza e transparência. Em um mercado onde a confiança é a moeda mais valiosa, o desafio das organizações passa a ser a construção de um legado de autenticidade em meio ao ruído permanente.









You must be logged in to post a comment Login