Eventos
EBS Virtual 2020: mais de 3 mil espectadores acompanharam o evento online

O setor de eventos tem enfrentado uma série de desafios, causados pela pandemia, trazendo obstáculos à realização dos eventos presenciais e retomada das atividades. Para a EBS, dirigida a essa indústria, os desafios foram ainda maiores.
Como o objetivo da feira sempre foi unir o mercado, promovendo debates e discussões, gerando relacionamento e negócios, seguimos em frente, e pela primeira vez, em 18 anos, a Feira EBS foi realizada 100% virtual.
Passadas as incertezas da realização da versão virtual do evento, Marcello Baranowsky, CEO do Grupo EventoFacil comemora os resultados e ressalta a importância dos parceiros para a concretização deste formato.
“Agradeço a todos que passaram pelo palco do Congresso MICE Brasil e aos patrocinadores e expositores que nos apoiaram para realizar com muito sucesso a EBS 2020. O feedback dos compradores participantes das rodadas é positivo. Algumas empresas pretendem realizar seus eventos no formato virtual em 2020, e a maioria já voltou com os planejamentos de marketing para 2021, com a expectativa de retomar com os eventos presenciais o mais breve possível. Estamos muito orgulhosos por ter oferecido uma programação totalmente gratuita ao mercado. Nesse momento precisamos nos apoiar”, declara Baranowsky.
Speed Meeting Virtual EBS: muita interação e networking a distância
Considerada a maior rodada de negócios do mercado, o Speed Meeting Virtual aproxima compradores e fornecedores para o segmento de eventos corporativos, incentivos, treinamentos, congressos e feiras. Os números do ano passado comprovam o sucesso, foram mais de 260 compradores se relacionamento com os 90 expositores.
Em 2020, devido às circunstâncias, foi necessário adaptar o formato para o ambiente virtual, mantendo o objetivo de promover a interação entre os compradores e fornecedores. Estiveram presentes 84 empresas compradoras, representadas por mais de 100 profissionais gestores de marketing, eventos, treinamento e compras. Ao todo, foram 5 horas de rodadas de negócios.
A experiência contou a favor na hora de realizar as rodadas virtuais. Afinal, no ambiente online, um erro pode prejudicar toda a dinâmica do evento. Apesar das dificuldades, a organização do evento conseguiu superar as expectativas, e realizar a maior rodada de negócios virtual dirigida para o segmento MICE e T&D.
Os fornecedores são todos expositores da Feira EBS Virtual. Confira a relação das empresas participantes:
| Empresa | Atuação |
| Brazil TS | Consultoria em idiomas |
| Casa Grande Hotel | Hotéis e resorts |
| Centro de Convenções Rebouças | Auditório, centro de convenções e exposições |
| Click Promocional | Brindes corporativos |
| Club Med | Hotéis e resorts |
| Descomplique Eventos | Soluções interativas e instantâneas |
| Elo Brindes | Brindes corporativos |
| Escape 60 | Experiências corporativas |
| Fantastic Brindes | Brindes corporativos |
| GH Brindes | Brindes corporativos |
| Hoffmann | Tecnologia para eventos |
| Jurerê Beach Village | Hotéis e resorts |
| Mitte Tecnologia | Tecnologia para eventos |
| Ótima Gráfica | Brindes corporativos e soluções gráficas corporativas |
| Palladium Hotel Group | Hotéis e resorts |
| Santos CVB | Destino nacional |
| Senac | Educação corporativa |
| The Space | Tecnologia para eventos |
| Transamerica Expo | Auditório, centro de convenções e exposições |
| Windsor Hotéis | Hotéis e resorts |
5º Congresso MICE Brasil: pandemia presente no formato e temas
A programação da Feira EBS Virtual também contou com o maior evento de conteúdo do país, voltado ao segmento MICE.
O espaço montado para realização e transmissão do Congresso MICE Brasil, no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo (SP) seguiu todos os protocolos de prevenção à covid-19, recomendados para o setor. Realizado em um local amplo, com distanciamento entre as cadeiras, alimentos embalados individualmente, disposição de álcool gel, equipe e convidados usando máscara e controle no número de participantes, o congresso provou que é possível o retorno com segurança dos eventos corporativos.
E, como não poderia deixar de ser, a pandemia e suas consequências para o mercado de eventos, foi o tema presente em todas as palestras. Afinal, 98% dos eventos foram cancelados no Brasil e de acordo com a Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), o setor teve queda de mais de 90% nos serviços.
O setor vive uma paralisação há meses e, desde então, vem cobrando insistentemente das autoridades, uma posição definitiva em relação à retomada. No último dia do congresso, Marcello Baranowsky fez um apelo, principalmente para o governo do estado de São Paulo, o maior destino de feiras de negócios e eventos corporativos do país.
“Espero que São Paulo, o maior destino para eventos do Brasil, possa se espelhar nos exemplos de outros estados, como o do Rio Grande do Sul, que entendeu a importância das feiras e eventos corporativos e reconhece que eles podem ser realizados seguindo os protocolos de segurança e saúde”, enfatiza Baranowsky.
Confira um resumo das apresentações dos três dias do 5º Congresso MICE Brasil:
O primeiro dia teve uma programação intensa focada em temas sobre o momento atual, como a adaptação aos eventos digitais e planejamento para a retomada no próximo ano.
Os resultados da pesquisa inédita pesquisa “Termômetro MICE Brasil by MPI”, elaborada pela Meeting Professionals International (MPI) em parceria com a Feira EBS foram apresentados por Igor Tobias, presidente da MPI Brazil e diretor de relações Sustentáveis da AMPRO, logo no início do evento.
A pesquisa foi realizada com profissionais de companhias do segmento financeiro, de seguros, farmacêutico, de consumo, associações, tecnologia e agro. Participaram do levantamento, 184 pessoas de 162 empresas, que teve como objetivo entregar para o mercado MICE um termômetro e uma perspectiva do que pode acontecer nos próximos meses.
Conheça os resultados:
Segundo os dados coletados, 30,19% dos participantes, no ano de 2019, responderam que foi de 50% a 70%, o percentual da verba de marketing investida em ações presenciais (como feiras, eventos, ativações de marca, viagens de incentivo e etc.)
Na opinião de 37,74% dos entrevistados, o tipo de evento que faz mais falta durante o isolamento social, são as ações de relacionamento, enquanto que 25,47% respondeu que a participação em feiras é o que faz mais falta. Já 20,75% responderam que são as convenções. Seguidas das ações de ativação de marca (6,60%), viagens de incentivo (5,66%) e lançamento de produtos (3,77%).
Entre os entrevistados, 40,95% responderam que tiveram sua verba de eventos cortada após a pandemia. Já 26,67% disseram que a verba foi direcionada para ações de conteúdo/marketing digital e 22,86% dos entrevistados responderam que o valor equivalente foi investido em eventos virtuais.
Em relação a retomada dos eventos, 51,43% responderam que a empresa não tem previsão de quando os eventos presenciais serão retomados. Já 29,52% acreditam que os eventos presenciais devem retornar no segundo semestre de 2021.
Os eventos híbridos são a aposta de 67,62% dos participantes da pesquisa. Para 29,52% o “novo normal” fará com que alguns tipos de eventos nunca mais sejam presenciais, assim como alguns tipos de eventos só farão sentido presencialmente. Apenas 2,86% acreditam que os eventos virtuais deixarão de ter importância.
Para 47,17%, ainda há uma indefinição do percentual de investimento em eventos em 2021. Já 26,42% responderam que ficará dentro dos mesmos patamares e 14,15% que será até 30% menor.
A garantia quanto aos padrões de higiene e limpeza, é a principal preocupação para 65,09% dos entrevistados. Seguida do respeito ao distanciamento social (16,98%), higiene e limpeza dos espaços de eventos (12,26%) e apenas 5,66% disseram estar preocupados com a higiene e limpeza dos serviços de alimentos e bebidas.
“O setor entendeu que alguns eventos funcionam no modelo online e que nunca mais precisarão ser presenciais, como mini meetings e treinamentos. Acredito que alguns dos encontros não fazem sentido acontecer no virtual. A mensagem importante que queremos passar com a pesquisa, é que realmente precisamos abraçar essas mudanças e incorporar as qualidades e competência dos eventos digitais nas nossas vidas”, afirma Igor Tobias.
Na sequência, para debater os resultados do levantamento, Igor Tobias juntou-se à Roberta Nonis, fundadora e CEO da Evento Único, Thaís Santos, gerente sênior de Eventos, Viagens e Cartões na MSD e coordenadora do Comitê de Eventos da Alagev, Ana Lúcia Guedes, gerente de mídia e planejamento na Warner Bross Picture.
Em seguida, o painel “O poder da liderança em momentos de crises” levou ao palco do congresso Tatyane Luncah, fundadora e CEO da agência Grupo Projeto, Leila Bueno, diretora da Bueno Arquitetura Cenográfica e contou ainda com a participação de Linda Pereira, CEO CPL Events e presidente da Spring Up Europe, diretamente de Portugal. As convidadas fizeram uma reflexão sobre o momento atual do mercado e debateram os desafios, incertezas e as superações a serem alcançadas em relação a liderança feminina na retomada das atividades.
Painel AMPRO
Finalizando as apresentações do primeiro dia, o painel “Os impactos da pandemia e os novos rumos do Live Marketing” foi o tema do painel mediado pela AMPRO – Associação de Marketing Promocional. Comandado por Alexis Pagliarini, presidente executivo da AMPRO, o painel teve as participações de Silvana Torres, CEO da Markup, Marcio Esher, sócio-diretor da Holding Clube e Conselheiro AMPRO, Marcos Jochimeck, diretor-executivo da V3A e VP Regional da AMPRO, e Hebert Lacava, sócio-diretor da A Cuca, que também representou o Comitê de Relações Sustentáveis da AMPRO.
A entidade convidou os espectadores do evento a acessar um QR code, e responder ao vivo uma rápida pesquisa sobre o desempenho de suas empresas durante a pandemia, e, em seguida, com base nos resultados, perguntou ao painelistas se refletiam a realidade de suas empresas.
“É mais uma oportunidade da AMPRO identificar os impactos da pandemia, por intermédio de uma pesquisa durante o evento, e contribuir com insights para o futuro”, afirma Alexis Pagliarini.
Hebert explicou que inicialmente a pesquisa foi feita com algumas agências da AMPRO e que agora a intenção é amplificar para entender o cenário real do segmento, para poder trazer soluções e entender quais rumos devem ser tomados de agora em diante. “A pesquisa é bem objetiva e tem o intuito de entender como e que está a situação de cada um de vocês, para possamos discutir com os colegas e entender realmente o que o setor está enfrentando. De uma maneira geral, somos criativos e podemos buscar soluções. Acreditamos na retomada de uma maneira consciente”, afirma Hebert.
Para 75% que responderam a pesquisa, a crise provocou uma redução no budget dos eventos realizados para os clientes. 30% das empresas responderam que sobrevivem a 2020, 25% acreditam que chegam até o primeiro semestre de 2021 e 40% respondeu que vai conseguir superar a crise.
“Estamos levando em conta a situação como está hoje. Esperamos que haja uma mudança desse quadro, e aparentemente, já começamos a ter uma perspectiva de mudança. O mercado de live marketing não se resume a eventos, mas é o setor onde teve um impacto muito forte”, explica Alexis.
Alexis perguntou aos convidados se a pesquisa, de uma maneira geral, reflete a realidade das suas empresas.
Para Silvana, todas as agências de live marketing vão se encontrar, de alguma maneira, refletidas na pesquisa. “Tivemos sim um impacto. Todos os nossos eventos desse semestre foram cancelados, depois o mercado foi buscando soluções e os eventos que foram cancelados, foram sendo substituídos por eventos digitais, e os programas de incentivo ganharam uma importância. Sofremos um impacto, mas esses se comparado aos novos rumos que tivemos de encontrar foram muito benéficos”.
Marcio Esher também acredita que o resultado da pesquisa reflete o cenário atual do mercado como um todo. “Tivemos de nos reinventar. Mas a verdade é que ninguém sabia o que fazer. Agora a gente planeja a semana, cada semana é um passo à frente pra entender o que fazer. Nosso primeiro movimento foi: vamos repensar a estrutura”.
Já Marcos Jochimeck conta que a empresa fez um trabalho de entender o entorno e tomou a frente de um projeto para construção de dois hospitais de campanha para a Rede D’Or, financiados por empresas que entendem a necessidade de saber olhar ao redor. Em sua opinião, essa iniciativa também é live marketing, além de muito propósito. “Para o Rio de Janeiro foi muito importante, para a V3 foi uma marca que vamos carregar na nossa história. Precisamos entender tudo o que está acontecendo e tentar enxergar uma série de oportunidades. Temos que olhar para os stakeholders de uma maneira mais ampla”, opina.
Para Hebert, a pesquisa reflete bastante a realidade da sua empresa. “Ficamos conhecidos como uma agência com ênfase em eventos, por isso sentimos bastante a paralisação do mercado. Nos reestruturamos e disponibilizamos uma espaço da sede para acoplar profissionais da área, uma espécie de coworking colaborativo do mercado. Também estamos nos aproximando de alguns parceiros estratégicos e de outros players. Acredito que é um momento muito importante para que os clientes entendam suas agências como parceiro estratégico. Mais do que nunca, o mercado nos dá mais oportunidades de fazer parte da estratégia da empresa, e eu estou tentando colaborar com essa consciência do mercado”, conclui.
O segundo dia abordou a experiência do cliente, a valorização das pessoas e desafios e oportunidades para os grandes eventos.
Na palestra “AC/DC a experiência do cliente nunca mais será a mesma”, Manoel Carlos Junior, palestrante internacional e criador do método “Experiencialize”, falou sobre como o mercado está se adaptando para a nova era em que estamos vivendo, e como as tendências em experiência do cliente podem contribuir na adequação das empresas. Para o palestrante, as mudanças foram aceleradas pela pandemia e a experiência do cliente, do hóspede ou do viajante será diferente bem diferente do que era antes.
“Muitas empresas estão se adaptando e na área de eventos não está sendo diferente. O mundo mudou rapidamente. Vivemos em uma era onde há excesso de tecnologia e escassez de afeto. As pessoas nunca sofrerem tanto depressão como hoje em dia. Que nível de afeto você está entregando aos clientes, dando atenção verdadeira, fazendo contato olho no olho, como está sendo sua capacidade de criar empatia”, questiona.
Na sequência Gilmar Pinto Caldeira, que atua no mercado de incentivos e viagens de incentivos há mais de 25 anos, moderou o painel “Ressignificando a importância do incentivo: A valorização das pessoas como força impulsionadora na retomada”, juntamente com Adrianne Pereira, diretora de viagens de incentivo da MCI Brasil, Luis Fernando Ferreira, com vasta experiência no desenvolvimento e gestão de programas de fidelização e incentivos, além de Manoel Carlos Junior.
O debate refletiu sobre a importância da valorização das pessoas para o sucesso das empresas e de como o incentivo pode ser uma ferramenta para ajudar no processo de retomada e impulsionamento dos negócios.
Terceiro dia
Iniciando o terceiro e último dia do congresso com o “Manifesto Humanista – Resetar, Recall, Reciclar, Ressignificar”, apresentado por Daniel Ramirez, CEO do Grupo GAR (Grupo Azevedo Ramirez), a palestra convidou líderes e suas equipes para pensarem no modelo atual de trabalho, relacionamento, e provocou inquietações ao abordar um dos períodos mais conturbados vividos pelo mundo, como uma oportunidade de gerar questionamentos em relação ao papel da liderança.
Na palestra “A evolução dos eventos” desenvolvida especialmente para o congresso, Dani Martins, produtora de eventos, compartilhou a o que aprendeu e vem aprendendo sobre eventos online e híbridos. A palestrante apresentou cases de mercado, mostrando as adaptações, dificuldades e novidades do setor de eventos. “Marketing + Vendas: Muito além da geração de leads”, foi o tema da palestra conduzida por Jonas Rogério Carvalho, coordenador de vendas corporativas no atendimento corporativo do Senac São Paulo. “O conflito que ainda existe sobre as áreas de marketing e vendas nas empresas, muitas vezes, tomam caminhos opostos em busca de um objetivo, que deveria ser comum, alcançar as metas com sustentabilidade. Apenas as empresas com foco total na geração de negócios vão sobreviver no período pós-pandemia”, ressalta.
No mesmo dia em que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) entrou em vigor no país, “As implicações da LGPD no Live Marketing”, foi o tema apresentado por Paulo Focaccia, advogado da Focaccia Amaral e Lamonica Advogados.
Marcelo Pimenta, professor da ESPM-SP e especialista em inovação e criatividade, apresentou o tema: “IKIGAI: Fazer o que se ama e ganhar dinheiro vai fazer você viver mais!”. Na palestra, ele ensina como a ferramenta pode ajudar as pessoas a ganharem dinheiro fazendo o que amam.
No painel “A transformação no mercado de eventos – experiência híbrida”, Guilherme Miotto, sócio-diretor do Grupo Hoffmann, abordou a transição dos eventos presenciais para os virtuais, e posteriormente, híbridos. Ele apresentou um contexto do mercado, e das dificuldades enfrentadas pelo grupo, de como vêm se reinventando e de como, na sua visão, o mercado começa a superá-las.
Ele apresentou as características de uma plataforma para apresentação de um evento híbrido: capilaridade, escalabilidade, convidados remotos e presenciais, experiência interativa, mescla de expertise, plataforma para interligar tecnologias, isso tudo tendo como pilares: planejamento, experiência, conteúdo e tecnologia.
Na sequência, Guilherme convidou Peterson Prado, vice-presidente de operações da AVIPAM e Fernando Palauso, diretor comercial da Valur Pró-Marketing, para discutir os impactos da pandemia nos eventos das empresas e de como eles têm feito para se reinventar.
O painel “Depois dos protocolos, finalmente vem a Retomada?”, moderado por Paulo Octavio de Almeida (P.O), diretor da Live Marketing consultoria e com as participações de Eduardo Linhares, sócio da Trio Eventos e Malu Sevieri, profissional que está à frente da idealização da edição brasileira da Feira MEDICA, finalizou as apresentações do congresso com uma ampla e importante discussão sobre o cenário atual dos eventos, os próximos passos e como deve ser essa retomada.
O debate encerrou o 5º Congresso MICE Brasil deixando os seguintes questionamentos: “Depois de diversos protocolos sabatinados, nos quais foram levantados os itens de sanitários e de segurança que devem ser seguidos por quem organiza eventos, sejam eles grandes, médios ou pequenos, o mercado como um todo se pergunta “até quando devemos esperar. Já temos os protocolos. Quando virá a retomada de verdade?
EBS 2020 continua aberta para visitação virtual até o final do ano
Para quem não teve oportunidade de acompanhar a Semana Virtual da EBS, a boa notícia é que o acesso gratuito à Feira Virtual e ao conteúdo do 5º Congresso MICE Brasil, continuam disponíveis gratuitamente na plataforma do evento, até dezembro de 2020. As rodadas de negócios virtuais realizadas no Speed Meeting, também seguem até o final do ano.
As inscrições gratuitas seguem abertas aos que quiserem continuar gerando relacionamento a aprendendo mais sobre o segmento MICE.
“Continuamos trabalhando em prol do mercado de eventos, incentivos, congresso e feiras. A expectativa é que com essa iniciativa, o número de participantes do evento seja triplicado até o final do ano”, conclui Baranowsky.
A Feira EBS 2021 já data confirmada para 2021, será presencialmente, nos dias 15 e 16 de junho, no Centro de Convenções Rebouças em São Paulo.
Serviço:
Feira EBS Virtual 2020
Congresso MICE Brasil 2020
www.congressomicebrasil.com.br
Speed Meeting Virtual
Eventos
Apresentação para evento em painel de LED: como preparar os slides

O arquivo 1920 por 1080 que funciona no notebook não cobre um painel de evento grande. O acerto de formato começa semanas antes, na conversa com o fornecedor do painel.
A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, faz o acerto de formato do painel antes de desenhar a apresentação de evento: segundo a própria Mindo, painel com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento. Entre os trabalhos do estúdio está a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, pensada para um palco de grande escala.
O texto abaixo organiza o que pedir ao fornecedor do painel, o que muda no desenho dos slides e como se preparar quando o prazo é curto.
Por que o slide 16:9 quebra no painel de LED?
O slide 16:9 quebra no painel porque o painel de evento tem outra geometria: é largo, baixo e às vezes dividido em módulos. Um arquivo 16:9 esticado numa tela assim deforma o logo, corta o rodapé ou ganha barras pretas nas pontas, e o público vê um palco com parte do painel apagada.
A aritmética mostra o tamanho do problema. Num painel hipotético de 12 por 3 metros, a proporção é 4:1, enquanto o slide padrão tem 1,78:1. Para preencher o painel, o slide precisa ser desenhado em outro formato desde o primeiro rascunho. Mudar a dimensão depois de pronto obriga a refazer a diagramação, e o prazo de evento quase nunca comporta isso.
O que pedir ao fornecedor do painel antes de desenhar
A montadora ou o fornecedor de LED tem as respostas, e metros dizem pouco para quem desenha slide. Peça, por escrito:
- Resolução real em pixels, largura por altura, do painel inteiro e de cada região, se ele for dividido.
- Proporção final do campo de imagem, depois de somados todos os módulos.
- Área útil: o trecho que o público vê de todos os lugares da plateia, sem estrutura, cenário ou borda do palco na frente.
- Se há mais de um painel (central, laterais, tela de apoio) e se cada um recebe um arquivo diferente.
- Como o arquivo entra no sistema: PowerPoint aberto direto, vídeo exportado ou sequência de imagens. Isso muda o que o estúdio entrega e o que o operador consegue ajustar na hora.
- Quais fontes e vídeos precisam ir embutidos, e em que formato o fornecedor aceita cada um.
Com a resolução em mãos, o estúdio configura o tamanho de slide personalizado antes de desenhar qualquer coisa.
Onde fica o palestrante em relação ao painel?
A posição do palestrante decide onde o conteúdo pode ficar. Se a pessoa fala no centro, em frente à tela, o corpo dela cobre justamente a área onde o título costuma ir. Se o púlpito está à esquerda, o conteúdo importante vai para a direita.
Peça à produção a planta do palco com púlpito, mesa, sofá de debate e escada. Sobreponha essa planta ao layout e marque as zonas cegas, aquelas atrás de pessoas, móveis e estrutura. Número, frase e nome de participante saem dessas zonas. Ali cabem só fundo, textura e elementos de ambientação.
Como preparar slides para um evento corporativo grande?
Para um evento grande, o desenho dos slides muda em quatro frentes, todas ligadas à distância entre o painel e a plateia.
Tipografia. O que parece enorme no monitor fica pequeno do fundo da sala. Projete o slide numa tela e olhe da outra ponta do ambiente. Bloco de texto com mais de duas linhas raramente funciona no painel: troque o parágrafo por uma frase ou por um número em destaque.
Margens. Deixe margem de segurança generosa em volta de tudo o que importa, maior que a de uma tela comum. Elemento colado na borda é o primeiro a ser cortado por moldura, ajuste de cor ou enquadramento de câmera.
Contraste e cor. Painel de LED emite luz, então teste no ensaio se o fundo branco ofusca numa sala escura e se degradês suaves aparecem em faixas. Fundo escuro ou de cor sólida, com texto claro, é o ponto de partida mais seguro. Mostre a paleta ao fornecedor do painel antes da versão final.
Imagens. Foto que ficava nítida num slide pequeno estoura em pixels quando ocupa metros de painel. Peça a imagem em alta resolução desde o briefing e use ilustração vetorial quando o tema permitir, porque ela escala sem perder a borda.
Preciso de uma apresentação para evento corporativo com prazo apertado: o que fazer primeiro?
Com prazo apertado, a primeira providência é mandar ao estúdio os dados de formato e de palco, antes de qualquer conteúdo. A resolução do painel, a planta do palco e o roteiro de quem fala são as três informações que o estúdio precisa ter em mãos para começar a desenhar. O material da Mindo registra o Prêmio Einstein como uma apresentação de evento feita com prazo apertado, pedida pela agência responsável pelo evento.
O processo do estúdio tem cinco etapas: briefing, roteiro e storytelling, identidade visual da apresentação (com uma prévia para aprovação), criação da apresentação completa e revisão com entrega. Num projeto curto, aprovar a prévia logo cedo protege a criação da apresentação completa de uma mudança de rumo.
Depois da entrega, o formato do arquivo conta. Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, ao contrário de um vídeo, que precisa ser renderizado de novo. Isso só ajuda se o arquivo estiver aberto e no formato certo no dia.
Como testar a apresentação no local
Nenhuma checagem em escritório substitui o teste no palco. Combine com a produção um ensaio técnico em que o arquivo real, e não um de amostra, rode no painel final, com o operador que vai acioná-lo. Nesse ensaio, confira:
- Se o conteúdo ocupa o painel inteiro, sem barra preta nem esticamento.
- Se a leitura funciona das fileiras do fundo e das laterais da plateia.
- Se o palestrante, na posição marcada, deixa o essencial visível.
- Se animações e vídeos rodam sem engasgar e se as fontes aparecem como foram desenhadas.
- Se a troca de um slide para outro acontece no ritmo combinado com quem opera.
Leve também uma cópia em pendrive e outra na nuvem, no mesmo formato aprovado.
Como preparar uma apresentação para um evento grande: a ordem dos passos
- Peça ao fornecedor do painel a resolução, a proporção e a área útil.
- Peça a planta do palco com a posição do palestrante.
- Configure o formato do slide antes de desenhar.
- Desenhe pensando em distância: texto curto, contraste alto, margem larga.
- Teste o arquivo real no painel final, com o operador.
Quem quiser ir mais fundo encontra um guia sobre apresentação em painel de LED. O ponto central cabe numa frase: o slide é desenhado para o painel, e não adaptado a ele no fim.
O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação e vídeo para eventos.
Eventos
Quem faz apresentação de palco: cerimônia de premiação, evento de imprensa e eventos com mais de 100 slides

Apresentações exibidas em palco, no Brasil, mostram quem pede o arquivo, o que o estúdio entrega e o que a produção precisa fechar antes do primeiro slide.
A Mindo, estúdio de apresentações e motion design de São Paulo, desenvolveu a apresentação exibida na cerimônia do Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a apresentação do evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3 e a apresentação do Kwai Summit 2025, uma peça única com mais de cem slides. Cada uma veio de um tipo de pedido: a agência responsável pelo evento, a própria montadora e uma agência que já tinha roteiro e key visual fechados.
Para quem organiza evento, esses casos funcionam como um mapa. Cerimônia de premiação, coletiva de imprensa e summit de mercado levam o mesmo tipo de arquivo ao palco, mas cada um pede decisões diferentes sobre roteiro, formato de tela e aprovação.
Quem faz a apresentação de uma cerimônia de premiação?
Para o Prêmio Einstein +Admirados da Imprensa de Saúde, Ciência e Bem-Estar, a Mindo desenvolveu a apresentação exibida durante a cerimônia de premiação, a pedido da agência responsável pelo evento. O arquivo foi pensado para um palco de grande escala e acompanha os momentos de anúncio e homenagem. Segundo a própria Mindo, é um dos trabalhos de evento feitos com prazo apertado.
Numa cerimônia, o cerimonial manda no arquivo. Abertura, anúncio de cada categoria, entrada do homenageado e encerramento são momentos com ritmo próprio, e cada um precisa de um slide que o público leia em segundos. Um risco recorrente é entregar o arquivo antes de a produção fechar a ordem das categorias: qualquer troca de sequência vira retrabalho de montagem na véspera.
Quem faz a apresentação de um evento de imprensa de lançamento de produto?
Para o evento de imprensa de lançamento do novo Audi Q3, a Mindo desenvolveu diretamente para a Audi Brasil a identidade visual da apresentação e todos os slides. O material percorre o modelo da terceira geração em detalhe: design, dados técnicos, dimensões, equipamentos e tecnologia embarcada.
Em lançamento para jornalistas, o slide é lido e anotado, e por isso cada dado técnico precisa de conferência da marca antes de ir ao arquivo final. Quem monta a apresentação diagrama a informação, mas não valida número de produto. Combine no briefing quem da empresa assina a revisão técnica e em que data ela fecha.
Como é uma apresentação de evento com mais de 100 slides?
A Mindo desenvolveu a apresentação do Kwai Summit 2025, exibida no palco do evento, a partir do roteiro e do key visual da agência responsável. Foi uma apresentação única, com mais de cem slides, chamada por uma agência de eventos. O Summit reuniu marcas, criadores e profissionais do mercado brasileiro, e o estúdio detalha o caso em um guia sobre a apresentação de evento do Kwai Summit com mais de 100 slides.
Com esse volume, a organização do arquivo pesa tanto quanto o desenho. Três práticas seguram o trabalho:
- Dividir o arquivo em seções nomeadas por bloco ou palestrante, com numeração clara e um índice para o operador.
- Fixar uma data de corte para o material bruto, anterior à entrega final, e tratar o que chega depois em fila separada.
- Ter uma pessoa só consolidando os pedidos de ajuste, para que cinco pessoas não gerem cinco versões do mesmo slide.
Quem faz a apresentação de um evento corporativo no Brasil: a agência ou o estúdio?
A agência de eventos costuma acionar o estúdio, e foi assim em dois dos três casos principais: no Prêmio Einstein, a peça foi pedida pela agência responsável pelo evento; no Kwai Summit, a apresentação foi chamada via agência de eventos; no caso da Audi, o pedido veio direto da marca.
Isso muda o que perguntar. Com agência no meio, o briefing precisa dizer quem aprova (a agência, a marca ou os dois), quem entrega o material de entrada e quem fala com a produção do palco. Sem agência, a própria empresa assume esses papéis.
O que é key visual de evento e como ele vira a apresentação de palco?
Key visual de evento é a imagem-base da comunicação: composição, cores, tipografia dos títulos e elementos gráficos que aparecem no convite, no cenário e na tela. A apresentação de palco herda esse material, e o trabalho do estúdio é transformá-lo num sistema de slides com títulos, gráficos, transições e blocos que funcionem a vinte metros do público.
No Kwai Summit, o key visual veio da agência responsável, e a Mindo construiu a apresentação a partir dele. Nesse tipo de projeto, a Mindo constrói a identidade visual da peça sobre o material que a marca ou a agência já definiu. A identidade da empresa em si chega pronta ao projeto, trabalho de uma agência de branding.
Quem escreve o discurso do apresentador numa apresentação de evento?
A fala de quem sobe ao palco é do apresentador ou de quem o prepara. O roteiro da apresentação, que organiza o que aparece em cada slide e em que ordem, pode vir de três lugares, e os casos da Mindo mostram os três. No Kwai Summit, o roteiro veio da agência. Para o evento de lançamento da Brother voltado aos parceiros comerciais, a Mindo adaptou o roteiro a partir do material enviado pela marca, desenvolveu a identidade visual da apresentação e criou todos os slides. Na apresentação do evento Retail Media Experience, da Unlimitail, o estúdio respondeu pelo roteiro, pela identidade visual da apresentação e por todos os slides.
A lição para o briefing é simples: escreva, antes do primeiro slide, quem fecha o roteiro e quem aprova a fala. Sem essa definição, o prazo escorre na primeira rodada de aprovação.
O que pedir a quem vai fazer a apresentação de palco
Antes de contratar, leve estas perguntas para a primeira conversa:
- Quem é o dono do roteiro: a marca, a agência ou o estúdio?
- Qual é a resolução real da tela, em pixels? Segundo a própria Mindo, painel de LED de evento com mais de dez metros não cabe num arquivo 1920 por 1080 padrão e exige dimensão sob medida, às vezes com duas apresentações para o mesmo evento.
- O arquivo final é editável? Segundo a própria Mindo, uma alteração numa apresentação 100% editável volta em cerca de cinco minutos, o que importa quando o palestrante muda uma frase no dia.
- Quando fecha o material bruto e quando termina a última rodada de ajustes?
- Haverá ensaio com o arquivo real, no equipamento do palco, com o operador que vai acioná-lo?
- Quem decide se o arquivo precisar ser trocado durante o evento?
Quem responde a essas seis perguntas antes da produção começar evita a maior parte dos sustos de última hora. O fornecedor que não consegue respondê-las ainda não entendeu o palco.
O guia da Mindo reúne outros textos sobre apresentação para eventos.








