Conecte-se com a LIVE MARKETING

Empresa

Campanha “Não cancele, remarque” estimula produtores a reagendarem eventos

Publicado

em

Empresas de entretenimento analisam cenários e orientam a melhor forma de minimizar os impactos no segmento, um dos mais afetados pela crise do novo coronavírus

Em todo o Brasil, empresários da área de eventos estão criando estratégias para evitar um prejuízo ainda maior diante da pandemia do novo coronavírus, que prioriza um isolamento social para minimizar o contágio. As incertezas e os desafios fizeram a diretora de novos negócios da Holding Clube, Juliana Ferraz, e o sócio proprietário do Parque Estaiada, Fernando Ximenes, avaliarem e orientarem seus parceiros a melhor forma de agir neste momento.

“Não cancele seu evento. Remarque! É sobre isso que venho falando insistentemente nas minhas redes sociais e em reuniões com clientes desde que todos os eventos das próximas semanas foram caindo um por um, como em uma fileira de dominós” afirma Juliana. A baiana, à frente do maior grupo de marketing ao vivo do país, defende o momento de reclusão social, mas pontua que o cancelamento em massa de todos os eventos programados geraria um impacto gigantesco para uma série de profissionais, como artistas, fornecedores, funcionários e uma infinidade de pessoas envolvidas diretamente e indiretamente com o mercado de evento.

Segundo a AMPRO, Associação de Marketing Promocional, o segmento emprega mais de 25 milhões de pessoas e representa quase 13% do PIB. “Quando o produtor remarca, segue empregando e fazendo a economia funcionar. Quando um evento é simplesmente cancelado, a gente joga no lixo dinheiro, horas de trabalho, ideias, materiais e sonhos. Se a gente adia, a gente segue produzindo, planejando e tendo tempo para atravessar essa tempestade”, conclui.

Na visão do empresário Fernando Ximenes, que está à frente do disruptivo espaço de eventos Parque Estaiada, localizado no Morumbi, o cancelamento e solicitação do reembolso do contrato levaria, inclusive, as maiores empresas do mercado a falência. O empresário destaca, ainda, que esse movimento não serve apenas para o setor de eventos, mas sim para o mercado em geral. “Com esse comportamento estaremos mais fortes, confiantes e ainda mais parceiros dos nossos clientes para enfrentar a crise econômica pós pandemia. A responsabilidade das grandes empresas em adiar os eventos já pagos faz parte de uma conscientização nacional para o mercado como um todo não parar”, afirma Ximenes.

Estima-se que 25% a menos no faturamento anual do setor de evento. Diante desse cenário, algumas associações estão sendo criadas para representar a classe perante o governo e buscar a criação de medidas que incentivem e apoiem o segmento neste momento. A expectativa de Fernando é um segundo semestre de uma forte retomada. “Acreditamos que as metas serão dobradas e facilmente alcançadas. No nosso pior cenário, considerando aglomerações acima de 300 pessoas, estamos prevendo o retorno das atividades para agosto. Nosso objetivo é vender (e remarcar) todas as datas ainda disponíveis até maio. Em comparação de demanda e sendo otimista, trabalharemos no 2º semestre como se todo mês fosse dezembro,” completa Fernando.

A pandemia tem reinventado o comportamento mundial e todos os setores passarão por um processo de mudança para atender as expectativas e superar a crise. Segundo os empresários, é preciso tomar medidas de contenção vislumbrando um período de baixa, mas usar o período atual de congelamento como um momento de revisão de estratégias e organização para um futuro melhor.

Continue lendo

Empresa

Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Publicado

em

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.

Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.

O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.

Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.

Continue lendo

Empresa

Macunaíma.ag assume direção criativa do Baile da Sephora 2026 e assina ativações de Meta, Heinz, JOVI, Campari e Halls

Publicado

em

A agência de brand experience Macunaíma.ag assumiu, pela quarta vez consecutiva, a direção criativa geral do Baile da Sephora, evento de destaque no calendário de lifestyle e beleza do país. Além de desenhar o conceito central da edição 2026 — intitulado “As Sombras da Floresta” —, a agência assina a criação e a operação de marcas pertencentes a diferentes segmentos no evento, incluindo Meta (Instagram), Heinz, JOVI, Campari e Halls (esta em parceria criativa com a agência David).

Para o Instagram, a agência coordena a transmissão ao vivo oficial do evento, comandada pelos criadores de conteúdo Carol Zaia e Theodoro, em um cenário que expõe biomas brasileiros por meio de fotografia artística. A Heinz utiliza o encontro para promover o Ketchup Heinz Zero, distribuindo bisnagas com artes exclusivas assinadas pelo artista Andy Alves, além de ações de degustação durante o jantar.

A marca de tecnologia JOVI, operada no Brasil pela vivo Mobile Communication, apresenta seu modelo X300 Ultra em um espaço cenográfico que simula uma lua em meio à floresta, projetado para destacar os recursos de fotografia noturna do smartphone. No setor de bebidas, a Macunaíma assina a cenografia do bar da Campari, unindo o paisagismo tropical à identidade visual vermelha da marca. Na frente de confeitos, a agência produz as ativações da Halls desde a fase de credenciamento até a entrega de portas-Halls e áreas para fotos com efeitos de vento. “Criar para quem recebe e, ao mesmo tempo, para quem participa mostra a confiança do mercado na nossa capacidade de transitar entre beleza, alimentação, tecnologia, bebidas e entretenimento sem perder a identidade de cada cliente”, analisa João Felipe Villanova, sócio e diretor criativo da Macunaíma.ag.

“Um ketchup, um smartphone, uma bala e uma rede social falam línguas completamente diferentes, e o desafio foi traduzir todas para o mesmo universo. Quando o convidado leva para casa uma bisnaga com arte exclusiva ou faz uma foto sob a lua da JOVI, ele não guarda a lembrança de um anúncio, guarda uma memória da festa”, complementa Daphne Duarte, gerente de planejamento criativo da agência.

Continue lendo