Conecte-se com a LIVE MARKETING

Ricardo Amorim

Brasil: O País onde a empresa paga muito e o trabalhador ganha pouco

Publicado

em

Por Ricardo Amorim

No Brasil, vivemos uma contradição gritante: enquanto o trabalhador ganha pouco, as empresas pagam muito. Mas como isso é possível? A resposta está em um sistema que, embora batizado de “direitos trabalhistas”, esconde uma série de custos que acabam não indo para o bolso do trabalhador. Quem, então, se beneficia de todo esse dinheiro? O governo.

Esse sistema, que teoricamente deveria proteger o trabalhador, acaba desviando uma parte considerável do seu merecido pagamento. Na prática, a empresa paga um valor elevado, mas o trabalhador vê apenas uma fração disso em sua conta. O restante vai para impostos, taxas e encargos que acabam nas mãos do governo. É um ciclo vicioso, no qual os recursos gerados pelo esforço de quem realmente trabalha são absorvidos pela máquina pública.

Hoje, os encargos trabalhistas representam mais da metade do custo total que uma empresa tem com um funcionário. Em outras palavras, para cada R$2,00 que a empresa paga por funcionário, o trabalhador fica com menos de R$1,00. Isso levanta uma questão fundamental: faz sentido chamar isso de “direitos trabalhistas”? Ou seria mais apropriado chamá-los de “direitos dos políticos”?

A verdade é que esse dinheiro, que deveria recompensar o esforço e o talento do trabalhador, acaba sendo administrado pelos políticos, e não raramente, mal utilizado. É uma situação em que quem merece não recebe diretamente e quem acaba decidindo o destino desses recursos não é o próprio trabalhador. E, em muitos casos, esses recursos são mal alocados ou até apropriados indevidamente.

Está mais do que na hora de modificarmos esse sistema. Precisamos de um modelo no qual o valor gerado por quem trabalha vá, de fato, para o bolso de quem merece: o trabalhador.

O principal direito trabalhista, o de receber uma remuneração compatível pelo seu trabalho é usurpado, no Brasil, exatamente pelos políticos que dizem proteger o trabalhador. Isso tem de mudar imediatamente.

Continue lendo

Ricardo Amorim

O incrível boom imobiliário da última década

Publicado

em

Por Ricardo Amorim

O mercado imobiliário brasileiro viveu uma transformação impressionante na última década.

Só para dar uma ideia, apenas na cidade de São Paulo, o número de lançamentos imobiliários cresceu 620% em 10 anos. Mas, enquanto os lançamentos dispararam, o tamanho dos imóveis encolheu. E isso diz muito sobre como o Brasil está mudando. As famílias estão ficando menores. Muito mais pessoas passaram a morar sozinhas. O trabalho remoto ganhou espaço. E o custo crescente dos imóveis obrigou o mercado a se adaptar. Resultado? Apartamentos compactos deixaram de ser exceção e viraram tendência.

Só que tem outro fator fundamental por trás desse boom de vendas de imóveis: o crescimento forte e sustentado do crédito, da renda e do emprego. Mesmo com juros muito altos, o mercado imobiliário continuou aquecido porque o desemprego caiu, a renda cresceu mais do que os preços e mais brasileiros passaram a conseguir financiamento para comprar imóveis.

Além disso, investidores começaram a enxergar imóveis pequenos como ativos mais rentáveis, especialmente para aluguel e locação de curta duração. Em outras palavras, o imóvel deixou de ser apenas moradia e teve seu papel como estratégia de investimento reforçado. Em resumo, o mercado imobiliário viveu um boom, com o número de novos apartamentos crescendo muito e o tamanho da maioria dos apartamentos encolhendo, porque as mudanças econômicas, demográficas e sociais do Brasil têm sido gigantes. Aqueda das taxas de juros, que deve expandir a oferta de crédito para financiar a construção e a venda de novos imóveis, deve fortalecer ainda mais esse movimento.

Continue lendo

Ricardo Amorim

Engenheiro 60+: inovar é trazer experiência de volta ao jogo

Publicado

em

Por: Ricardo Amorim

Os ex-alunos da Escola Politécnica da USP e do ITA se uniram para criar o Inova Sênior, um projeto que busca reintegrar engenheiros com mais de 60 anos ao mercado de trabalho. A iniciativa nasceu da percepção de que o Brasil desperdiça um enorme capital intelectual ao deixar de aproveitar a experiência e o conhecimento de profissionais que têm mais idade e mais vivência, mas muitas vezes foram afastados do mercado por etarismo.

O objetivo do Inova Sênior é valorizar a trajetória desses engenheiros, atualizando suas habilidades com formações pontuais voltadas às novas demandas de tecnologia, inovação e ESG — mas sem a necessidade de uma nova graduação.

A proposta é que eles possam se recolocar rapidamente em posições estratégicas, nas quais sua bagagem técnica e maturidade profissional sejam diferenciais importantes.
Além do aspecto econômico, o projeto também tem uma dimensão social bastante relevante, pois busca combater o isolamento e a perda de propósito que podem, infelizmente, afetar pessoas que se aposentam ou ficam fora do mercado de trabalho.

O lançamento oficial aconteceu durante o MaturiFest — evento voltado ao público 50+, que discute temas como trabalho e longevidade. A estreia contou com a participação de cerca de 200 engenheiros formados pela Poli e pelo ITA, e os idealizadores planejam expandir o programa para outras escolas de engenharia do país. Essa iniciativa representa uma tentativa prática e concreta de reconectar gerações e resgatar o valor da experiência — em um momento em que o envelhecimento populacional e a demanda por profissionais qualificados crescem simultaneamente no Brasil. Além disso, com a taxa de desemprego atualmente muito baixa, muitas empresas não conseguem encontrar profissionais para contratar.

Em resumo: é bom para todo mundo — bom para os profissionais, bom para as empresas e bom para a sociedade. Uma ótima iniciativa que merece ser replicada com profissionais de outras áreas.

Continue lendo