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Bradesco aborda assédio contra mulheres em campanha

Em 2020, a BIA, Inteligência Artificial do Bradesco, recebeu em torno de 95 mil mensagens de ofensas e assédio sexual. Ainda que ela não seja uma mulher real, essa constatação revela uma realidade que as mulheres enfrentam. Em campanha que estreou ontem (05/04), no intervalo do Jornal Nacional, o Bradesco mostra agressões verbais reais sofridas pela BIA e quais eram as respostas dadas. As interações são representadas por meio de locuções em off e projeções em paredes. Em seguida, o filme mostra a mudança de tom das respostas da BIA, posicionando-se de forma contundente contra o assédio.
Anteriormente, quando a inteligência artificial do banco recebia algum xingamento, a resposta era passiva: “Não entendi, poderia repetir?”, em uma tentativa da pessoa mudar o tom da pergunta. A partir de agora, o posicionamento torna-se mais direto, forte, sem subserviência ou passividade. “Essas palavras não podem ser usadas comigo e com mais ninguém” e “Para você pode ser uma brincadeira. Para mim, foi violento” são algumas das novas devolutivas da inteligência artificial do banco. A ação está alinhada com a iniciativa “Hey Update My Voice”, da UNESCO.
Apesar das interações acontecerem de forma online com a BIA, a campanha traz mulheres de verdade no filme, representando todas aquelas que sofrem assédio no dia a dia. No começo, elas estão tristes e indignadas com as ofensas. Depois, conforme as novas respostas aparecem, as mulheres sentem-se respeitadas e fortalecidas.
A campanha ilustra o trabalho de meses, envolvendo os times de RH, Marketing e Tecnologia do Bradesco, em linha com movimentos corporativos mais amplos, como o #AliadosPeloRespeito e as frentes de Recursos Humanos com a Universidade Corporativa Bradesco (Unibrad), com ações e posicionamentos que provocam reflexões sobre gênero, etnias, pessoas com deficiência e LGBTI+.
“Através dessa iniciativa, o Bradesco amplifica ainda mais as vozes da sociedade e joga luz sobre um tema que precisa ser combatido com coragem, sem hesitação, promovendo atitudes mais respeitosas frente a situações de assédio”, comenta o diretor de Marketing do banco, Márcio Parizotto.
A campanha também prevê anúncios, OOH, ativações nas redes sociais com vídeos de funcionárias do Bradesco mostrando os bastidores do projeto e uma landing page com o manifesto do posicionamento, conteúdos sobre as diversas formas de assédio, canais de denúncia e projetos sobre o tema.
Ao longo da semana de lançamento, o banco fará ainda uma ação no Twitter, convidando as inteligências artificiais de outras marcas para se juntarem a este movimento de combate ao assédio.
No dia 8, no YouTube do Bradesco, haverá uma live com Rita Batista como host e convidadas como a atriz Glamour Garcia e a psicanalista Vera Laconelli, debatendo seus pontos de vista e dando dicas de comportamento contra o assédio.
Além disso, influenciadoras foram convidadas para gravar uma temporada de podcasts, que terá Mariana Torquato como host. O objetivo é promover conversas a respeito do tema e mostrar como as IAs estão mudando para combater essa violência, incentivando que mulheres se unam para fazer o mesmo. Os podcasts vão ao ar a partir de 26 de abril no Spotify.
De acordo com a diretor de Recursos Humanos do Bradesco, Juliano Marcílio, a campanha com a BIA faz parte de uma iniciativa muito maior do banco, que já acontece há alguns anos, no combate à violência contra a mulher. “São diversas ações, como a adesão aos Princípios de Empoderamento Feminino, ao movimento He for She da ONU Mulheres, à Coalizão Empresarial pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas, à Unstereotype Alliance, a assinatura da Convenção Coletiva Aditiva sobre Violência Doméstica e Familiar com a Mulher e a parceria com o Instituto Maria da Penha. Ampliamos a cada dia nossas ações educacionais com atitudes e o compromisso genuíno para a construção de uma sociedade madura e respeitosa”, comenta.
Dentro de casa, as iniciativas ganharam até um lema: “Violência contra a Mulher. É da nossa conta” e marcam o compromisso do Bradesco em desenvolver e implementar políticas e procedimentos e garantir um ambiente de trabalho seguro. São promovidos diversos eventos internos e externos, debates com profissionais qualificados no tema e participação dos departamentos de RH e Marketing. As campanhas de comunicação e conscientização também fazem parte do projeto.
Acessibilidade
A campanha de BIA também é acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva. Em linha com o propósito do Bradesco de promover a inclusão, desde junho do ano passado todos os filmes publicitários têm versões com tradução em libras e legenda, além de audiodescrição, em uma playlist exclusiva no canal do Bradesco no YouTube. Dessa forma, o banco democratiza o acesso desse público ao conteúdo da marca.
Parceria com UNESCO
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou em 2019 o estudo ‘I’d Blush If I Could’ (‘Eu ficaria corada, se pudesse) mostrando evidências do assédio sexual sofrido pelas assistentes virtuais, que reflete a violência e o assédio virtual ou real sofridos por mulheres em todo o mundo. Foi baseado neste estudo que a UNESCO no Brasil iniciou a campanha ‘Hey Update My Voice’ (‘Ei, Atualize minha Voz’) e sugeriu às empresas um conjunto de recomendações para atualizarem as respostas de suas assistentes, com o objetivo de combater situações de violência e preconceito e ajudar a educar, contribuindo para a construção de uma sociedade mais igualitária, com mais respeito e melhoria das condições de vida e trabalho das mulheres.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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Minuano investe em mídia exterior em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para celebrar 40 anos de marca

Para marcar as celebrações de quatro décadas de atuação no mercado, a Minuano expandiu sua estratégia de comunicação com uma nova frente de mídia out-of-home (OOH). A cobertura abrange os estados de São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, visando reforçar o conhecimento de marca e incentivar a conversão de vendas em regiões próximas a estabelecimentos varejistas e atacadistas parceiros.
A veiculação é operada em parceria com a Eletromidia e reúne diferentes formatos de exibição, incluindo mobiliário urbano, telas em elevadores de edifícios residenciais e corporativos, além de circuitos no transporte metroviário. As peças trazem a identidade visual comemorativa de aniversário com a participação da jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, embaixadora da marca.
A estratégia busca intensificar a presença nos mercados de maior volume comercial, conectando a mensagem de comunicação ao momento que antecede a decisão de compra nos supermercados e atacarejos. “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro e encontrar novas formas de estar presente na vida dos consumidores. A campanha amplia a presença de Minuano em mercados estratégicos e leva para as ruas a nossa comunicação de aniversário, com a Fernanda Gentil como parte importante dessa construção. Ao combinar a força da marca, a proximidade com o consumidor e uma presença relevante nos territórios onde temos grande amplitude comercial, somada a ações diferenciadas de execução, estimulamos a conexão de Minuano com variadas gerações e seguimos construindo os próximos capítulos dessa história”, afirma Nicole Mandil, diretora de marketing da Flora, indústria detentora da marca.
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Milano Beauty Week evidencia papel da inteligência artificial nas operações e resgata valor do presencial no mercado de beleza

A realização da Milano Beauty Week, entre 16 e 20 de setembro em Milão, ofereceu um panorama das novas diretrizes estratégicas que orientam o setor internacional de beleza. Projetado como um festival cultural e sensorial urbano, o evento serviu de plataforma para analisar a aplicação da tecnologia nas operações industriais, a arquitetura de espaços físicos e as transformações na dinâmica de consumo presencial.
Os debates foram acompanhados por executivos da agência Brand&Stories, especializada em estratégia, neurociência e experiências de marca. Na avaliação da sócia cofundadora e head de estratégia e gestão corporativa, Luciana Andrade, e do sócio e cientista de comportamento humano, Natanael Sena, os movimentos observados na Itália revelam uma separação clara entre a eficiência operacional no ambiente digital e a construção de relacionamento no universo presencial.
O uso de inteligência artificial consolida-se com relevância na análise de dados, na personalização de ofertas, no gerenciamento de estoque e na automação de conteúdo. Em contrapartida, no ponto de contato direto com o público, as marcas priorizam o atendimento consultivo, espaços de convivência e dinâmicas que exigem presença física. “O que vi em Milão é uma escolha consciente sobre onde colocar a tecnologia. Ela entra para resolver escala, repetição e análise, e sai de cena quando o objetivo é criar vínculo. Isso muda a lógica do investimento: não é sobre estar em todos os canais, é sobre decidir quais momentos merecem o custo de uma experiência presencial bem feita”, afirma Luciana Andrade.
A integração entre marcas concorrentes em praça pública foi apontada como um dos diferenciais do modelo europeu em relação às feiras corporativas tradicionais promovidas no Brasil. “Hoje no Brasil, as marcas trabalham seus objetivos de divulgação de forma separada. Cada uma em um evento, ativação ou espaço. Aqui as marcas se unem em um evento a céu aberto o que possibilita proporcionar ao consumidor final uma experiência única sem burocracias, credenciais e ingressos como normalmente acontece nas grandes feiras realizadas no Brasil”, explica Natanael Sena.
A exibição de processos produtivos em formatos didáticos também integrou a programação. “Além disso, as marcas conseguem mostrar ao consumidor final suas novas tecnologias na linha de produção com experiências lúdicas que traduzem todo o processo de forma didática ao consumidor. Não se trata apenas de visitar um stand e sair com uma amostra grátis. Esse processo promove inclusão, conhecimento e envolvimento profundo do público. Quando as empresas se reúnem em prol de um evento de um determinado segmento, ele ganha mais força e movimenta ainda mais a economia do setor e da cidade que ganha o palco do evento”, completa a empresária.
A análise aponta ainda para a importância de curadoria e medição de retorno financeiro. Para os especialistas, concentrar investimentos em ativações focadas gera maior retenção de memória do que pulverizar orçamentos em múltiplos pontos de contato. “Fazer menos e melhor é uma decisão estratégica, não uma limitação. Quando você concentra o investimento em um momento que realmente importa para o público, consegue medir, ajustar e repetir. Quando espalha, você entrega presença e não entrega memória”, declara Luciana Andrade.
Em relação à tropicalização dessas tendências ao ecossistema brasileiro de live marketing, a adequação exige atenção aos custos logísticos, à extensão geográfica e ao perfil cultural do consumidor local. “Copiar formato é o caminho mais rápido para gastar dinheiro sem resultado. O que se transfere é o raciocínio por trás da decisão, não o cenário. A pergunta não é como fazer aquilo aqui, mas qual problema aquilo resolveu lá e qual é o nosso problema equivalente”, conclui Natanael Sena.








