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AMPRO quer fazer DR entre clientes e agências

A AMPRO – Associação de Marketing Promocional iniciou um movimento nacional pela mudança definitiva nas condições de contratação das agências de Live Marketing por parte dos clientes. Motivada pela crise do coronavírus, que prejudicou diretamente mais de 70% do mercado, segundo o último levantamento feito pela Entidade, a AMPRO assina campanha que convida clientes a discutirem a relação com as agências, com a repercussão da #jobEntreguejobPago. O movimento conta com adesão e apoio da ABAP – Associação Brasileira de Agências de Publicidade, da Fenapro – Federação Nacional das Agências de Propaganda e do GAN – Grupo de Atendimento e Negócios.
O texto, que começou a circular na última segunda-feira (27), diz que “concorrências não remuneradas, contratos sem garantias, sem compromisso de faturamento anual e com prazos de pagamento de 60, 90, 120 dias tornam a manutenção das estruturas necessárias para a viabilização das estruturas de Live Marketing insustentável”.
“Mudar esse cenário das relações entre clientes e agências tornou-se vital para o mercado. Depois do covid-19 as agências ficaram descapitalizadas para bancar prazos mais elásticos ou concorrências não remuneradas com mais de quatro agências. A boa notícia é que as maiores empresas do Brasil já estão sensíveis e dispostas a estabelecer práticas mais sustentáveis na retomada das ações”, afirma o presidente executivo da AMPRO, Alexis Pagliarini.
Nas últimas semanas, a Entidade já tem promovido aproximação amigável com grandes marcas para expor a situação, com retornos positivos. “As empresas estão entendendo que, se não houver mudanças agora, as agências podem concluir que não conseguirão se manter sustentáveis e começar a expor as marcas que não adotam boas práticas, trazendo consequências negativas”, informa.
As ações da AMPRO por relações mais sustentáveis clientes e agências no Live Marketing não são novas. Para inibir os modelos de concorrências consideradas predatórias, há 8 anos a AMPRO lançou a campanha “4 or Pay”, com orientação para que os clientes convidem até quatro participantes para a disputa ou remunerem a participação do grupo. Como extensão, surgiu, na sequência, o canal Fala Mais, para a troca sigilosa de experiências com práticas predatórias ou sustentáveis do mercado, com intervenções da AMPRO por meio do envio de recomendações nos casos mais críticos.
Milhares de profissionais e centenas de empresas foram também impactados em todo o país com iniciativas como o Dia AMPRO, que disseminou as boas práticas dos Dez Princípios de Valor sugeridas pelo seu Comitê de Sustentabilidade durante os Workshops de Valor, além de outras iniciativas, como Guia de Melhor Prática de Seleção de Agências e Guia ABA de Boas Práticas do Relacionamento, em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes.
“Desta vez, a DR precisa ser pra valer”, alerta Pagliarini.

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Mary Kay transforma vagão do MetrôRio em manifesto por independência financeira

Durante todo o mês de março, o MetrôRio tornou-se palco de uma das ações de brand purpose mais contundentes do ano. A Mary Kay, reconhecida por sua trajetória pautada no empreendedorismo feminino, envelopou o vagão exclusivo para mulheres com uma proposta que transcende a distribuição de produtos: transformar o ambiente de transporte coletivo em uma plataforma de acolhimento, conscientização e estímulo à autonomia econômica.
A iniciativa parte de um símbolo icônico da marca — o batom — para alçar voos maiores. Ao distribuir itens de maquiagem para as passageiras, a marca busca ressignificar o gesto. Mais do que estética, a ação propõe que o batom seja o ponto de partida para o fortalecimento da autoestima e, fundamentalmente, para o despertar do protagonismo. A campanha materializa a máxima da fundadora, Mary Kay Ash, que eternizou a frase “Um batom pode mudar o mundo”, utilizando o produto como ferramenta de conexão e informação.
Para a marca, no entanto, o projeto toca em um ponto sensível e estratégico. O transporte público, frequentemente um ambiente de vulnerabilidade para a segurança feminina, ganha, com esta ativação, um viés de proteção. Ao ocupar o vagão feminino, a Mary Kay não apenas se integra às políticas de combate ao assédio já promovidas pelo MetrôRio, mas propõe uma reflexão sobre a independência financeira como alicerce estrutural para a liberdade das mulheres.
Dados do Instituto Mary Kay sustentam a gravidade do cenário: a dependência financeira é um dos principais entraves para o rompimento de ciclos de violência doméstica. Estudos da Mary Kay Foundation nos Estados Unidos indicam que quase três em cada quatro mulheres permanecem com um abusador por razões econômicas.
Diante desse contexto, a estratégia de live marketing ganha contornos de urgência social. Ao apresentar o empreendedorismo como alternativa concreta de geração de renda, a Mary Kay promove o que chama de soluções sustentáveis.
“Quando falamos de enfrentamento à violência, precisamos ir além da denúncia e falar sobre soluções sustentáveis para a vida delas, que fortaleçam a autonomia. A independência financeira é um divisor de águas na vida de muitas mulheres. Ao levar nossa mensagem ao vagão feminino, conectamos proteção, informação e oportunidade. Queremos que cada mulher que passe por ali entenda que ela pode ter voz, renda própria e protagonismo sobre a própria história”, afirma Maria Victoria Gallo, vice-presidente de marketing da Mary Kay.
A escolha do metrô como cenário carrega um simbolismo potente. Se, historicamente, o carro rosa da marca representa conquista e realização, o vagão passa a simbolizar transição e reconstrução. A ação transforma um espaço de deslocamento diário em um território de reflexão, onde a beleza deixa de ser apenas um atributo externo para se tornar uma ferramenta de confiança e empoderamento.
“Na Mary Kay, acreditamos que empoderar mulheres também significa contribuir para que elas se sintam mais seguras e respeitadas nos espaços que ocupam. Queremos usar a nossa voz e a nossa plataforma para ampliar essa conversa e incentivar uma cultura de mais proteção, consciência e respeito. Ser parte dessa transformação faz parte do nosso propósito”, complementa Maria Victoria.
Sob a perspectiva de mercado, a iniciativa consolida a Mary Kay como um case de brand purpose aplicado com maestria. Ao alinhar uma ação direta de campo com a causa histórica de fortalecimento feminino, a empresa demonstra a coerência necessária para que marcas se mantenham relevantes. Iniciada no Dia Internacional da Mulher, a campanha vai além do calendário festivo, posicionando a marca como uma agente de mudança social que conecta, na prática, autoestima e oportunidade de futuro.
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APRO estabelece diretrizes para equilibrar concorrências no mercado audiovisual brasileiro

Com o objetivo de fomentar um ambiente de negócios mais transparente e combater práticas de concorrência desleal, a Associação Brasileira da Produção Audiovisual (APRO) acaba de lançar o Guia de Boas Práticas para a Concorrência no Mercado de Produções Audiovisuais Publicitárias. O documento, que conta com apoio institucional da ABAP (Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário) e da ABDC (Associação Brasileira dos Diretores de Cena), surge como uma resposta estratégica à complexa dinâmica atual entre agências de publicidade, produtoras independentes e as chamadas in-house production companies.
O material é estruturado em recomendações fundamentadas nos pilares de ética, transparência, equidade e defesa da propriedade intelectual. Segundo Marianna Souza, presidente executiva da APRO, a iniciativa é um passo fundamental para a evolução do setor. “O guia é um passo para o amadurecimento do nosso ecossistema; não se trata apenas de criar regras, mas de estabelecer um compromisso real com a transparência e a ética. Nosso objetivo é que cada concorrência seja uma oportunidade de fortalecer a confiança entre agências, produtoras e anunciantes, assegurando um mercado saudável onde a propriedade intelectual seja respeitada e o esforço criativo, devidamente valorizado”, afirma.
A relevância da iniciativa é compartilhada pela ABAP, que endossa a necessidade de padronização para garantir a sustentabilidade do setor. “A ABAP atua continuamente na valorização e sustentabilidade do ecossistema de comunicação e acreditamos que este guia traz informação e recomendações claras para que todos os agentes do ecossistema possam atuar com transparência e ética”, destaca Marcia Esteves, Presidente da ABAP Nacional.
Para o futuro, a APRO planeja a criação de um observatório, além de consultas públicas e monitoramento de indicadores até 2030, reforçando que a adoção das práticas contidas no guia é um movimento constante de compromisso com o mercado.









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