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Taboola se torna uma empresa pública e começa a negociar suas ações na Nasdaq

Taboola, que atua com recomendações de conteúdo para a open web, ajudando as pessoas a descobrir novos conteúdos e assuntos que podem se interessar e gostar, anunciou hoje que se tornou uma empresa de capital aberto, negociada na Nasdaq com o código “TBLA”.
Taboola chega à Nasdaq em um momento em que a publicidade online na open web é responsável por mais de US$ 60 bilhões em gastos anuais. Esse mercado é altamente fragmentado e tradicionalmente conta com diferentes formatos de anúncios, como banners, que sofrem com a falta de relevância e eficácia. A Taboola se insere exclusivamente neste mercado gigantesco, por meio de sua plataforma de recomendação e descoberta de conteúdo, que apresenta recomendações editoriais e pagas de forma nativa, em momentos contextualmente relevantes. São mais de 9 mil publishers premium no mundo com as quais a empresa tem relacionamento e mais de 13 mil anunciantes diretos. As parcerias da Taboola com essas propriedades digitais e o valor inerente em ser um mecanismo de recomendação editorial posicionam bem a empresa em um ambiente dinâmico de privacidade.
A abertura de capital da Taboola na Nasdaq acontece após vários marcos anunciados recentemente pela empresa, como:
- Aumento da receita e lucros no primeiro trimestre: a Taboola informou renda de US$ 303 milhões e receita líquida de US$ 18,6 milhões no primeiro trimestre de 2021, superando suas projeções iniciais e aumentando suas expectativas para o ano inteiro.
- Expansão do Conselho de Administração: figuras conhecidas do mercado como Deirdre Bigley e Lynda Clarizio foram adicionadas ao Conselho de Administração da Taboola em abril de 2021. A empresa também anunciou recentemente a chegada de Gilad Shany, CEO da ION, ao seu conselho.
- Grandes parceiros internacionais: parcerias novas ou renovadas com alguns dos maiores publishers do mundo foram anunciadas em 2021, incluindo BBC Global News, Reach PLC, Sankei, Sinclair Broadcast Group, Dennis Publishing, Globes, Ynet e Are Media.
- Investimento em crescimento, inovação de produtos e parceiros:
- “Recommending Anything”: como parte do foco da Taboola em recomendar o que for, e como foi apresentado em sua apresentação para investidores, uma das áreas de crescimento da Taboola é no mercado de vídeo, atraindo mais verbas de anunciantes e agências de publicidade – em 2020, foram US$ 90 milhões gerados pela empresa em campanhas de vídeo. A Taboola anunciou também o Taboola High Impact, uma nova solução de publicidade que combina inovação em formatos de anúncio, como formatos mid-article com controles de transparência, e acesso a dados exclusivos de leitores, possibilitando aos profissionais de marketing e agências aprofundar ainda mais suas campanhas de brand awareness. A empresa também anunciou uma colaboração com o Oracle Moat Measurement trazendo novos controles, possibilidades de escolha e transparência por meio de uma integração direta com a plataforma de compra de mídia da Taboola, para anunciantes.
- Recommending Anywhere: a Taboola continuou a aumentar suas integrações de serviços semelhantes ao Apple News em dispositivos Android e, no primeiro trimestre de 2021 lançou novas parcerias, como a Samsung no Brasil.
Como parte de suas iniciativas para publishers, a Taboola também lançou várias inovações de produtos. Isso incluiu melhorias significativas no Taboola Newsroom, permitindo que os publishers gerassem mais assinaturas através do conhecimento e insights, provenientes de seu conjunto de dados exclusivo sobre leitura na open web. Também anunciou o Taboola Stories, uma nova maneira para os publishers envolverem os leitores com o formato familiar de “stories” cativantes que os usuários adoram nas mídias sociais e aqueles conhecidos por serem eficazes para marcas de comércio eletrônico.
“Hoje é um marco significativo para a Taboola, que fortalece nosso compromisso com recomendações de qualidade e fortalecimento da open web”, disse Adam Singolda, CEO e fundador da Taboola. “Dezenas de milhares de anunciantes e publishers colocaram sua confiança na Taboola desde que começamos, há mais de 13 anos, o que nos permite ter sucesso na geração de receita, engajamento e crescimento do público. É uma grande honra trabalhar com nossos publishers e anunciantes parceiros e estou animado com os próximos anos. Obrigado a todos por acreditarem em nós. Como escrevi na minha primeira carta trimestral aos acionistas, estou animado por ter investidores incríveis em nossa jornada e mais importante, estou orgulhoso dos milhares de membros da equipe da Taboola que tornaram todo o nosso sucesso possível. Obrigado a todos. Eu amo a open e há muito ainda pela frente – hoje é apenas o começo.”
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Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.
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BYD escolhe o Rio de Janeiro para instalar seu primeiro centro de testes e pesquisa fora da China

A BYD consolidou mais um capítulo de sua expansão em solo brasileiro ao anunciar a criação de seu primeiro Centro de Testes e Avaliação Automotiva no país. Localizado no complexo do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, o projeto nasce com um investimento de R$ 300 milhões e funcionará como uma robusta plataforma de Experience e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O movimento reafirma o Brasil como o principal mercado da companhia fora da China e eleva o país ao status de polo global de inovação para mobilidade sustentável.
Com uma área total superior a 180 mil m², o espaço foi inspirado na unidade de Zhengzhou e terá infraestrutura completa para aferição de potência, resistência e durabilidade. Entre os diferenciais de live marketing e demonstração tecnológica, o centro contará com circuitos off-road e uma piscina gigante projetada para o teste de flutuação do modelo U8 — uma das vitrines de engenharia da marca.
A cerimônia de anúncio contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do prefeito do Rio, Eduardo Paes, evidenciando o peso institucional da iniciativa. “A chegada desse projeto de pesquisa e desenvolvimento mostra a confiança da BYD no potencial do país e no papel do Rio como centro de inovação”, afirmou Paes.
Para Stella Li, vice-presidente executiva global e CEO da BYD Américas e Europa, a unidade carioca será vital para a tropicalização das tecnologias da marca. “Além de ampliar nossa presença no país, o espaço vai nos permitir gerar dados em condições tropicais, o que é essencial para desenvolver e adaptar tecnologias com ainda mais precisão para os países em que atuamos”, explicou a executiva.
Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e head comercial e de marketing da BYD Auto, reforça que o centro materializa a confiança na engenharia local. “Estamos criando uma estrutura que vai aproximar ainda mais tecnologia, conhecimento e desenvolvimento local, permitindo que a empresa avance com mais consistência na adaptação de soluções ao nosso mercado”, pontuou.
O novo complexo também terá prioridade no desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma voltadas para o mercado latino-americano. As obras estão previstas para começar no fim de 2026, com inauguração projetada para 2028. Segundo Tyler Li, CEO da BYD no Brasil, o centro marca uma nova fase da atuação local, “com mais capacidade de desenvolver soluções conectadas à realidade da região e de apoiar o futuro da mobilidade elétrica na América Latina”.








