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23ª Edição do Prêmio POPAI Brasil registra recorde de inscrições

O Prêmio POPAI Brasil, uma referência no campo do Marketing de varejo nacional, atingiu um novo marco em sua 23ª edição, com mais de 600 inscrições recebidas, Este recorde de participação demonstra a crescente relevância e seriedade desta premiação, consolidando sua posição como um evento fundamental no calendário do setor.
As inscrições para o Prêmio POPAI Brasil estiveram abertas até 29 de setembro. Os finalistas serão anunciados em 01 de novembro e terão a oportunidade de receber seus prêmios em uma cerimônia presencial programada para 28 de novembro, em São Paulo.
Bruno Busquet, presidente do POPAI Brasil, comentou sobre o sucesso da 23ª edição: “Estamos entusiasmados com o grande número de inscrições. Todo setor merece reconhecimento por seu constante esforço, criatividade e inovação. Este prêmio não apenas celebra os melhores, mas também inspira soluções extraordinárias no marketing de varejo. É gratificante ver que o Prêmio POPAI Brasil continua a crescer a cada ano.”
O Prêmio POPAI é uma iniciativa realizada pelo POPAI Brasil e representa a edição nacional de uma premiação única, criada para reconhecer os projetos mais originais e eficazes nas áreas de arquitetura comercial, visual merchandising, comunicação visual, displays e materiais de comunicação no Ponto de Venda. Apesar de estar em vigor no Brasil há 23 anos, o POPAI SHOP já possui mais de 50 edições nos Estados Unidos e é realizado em todos os POPAI/Shop!, sendo o maior e mais duradouro prêmio do segmento em todo o mundo.
Troféu Indio
O índio de madeira teve sua origem na Inglaterra em 1617, quando pequenas figuras de madeira começaram a ser usadas nas lojas de tabaco para representar as empresas de venda de tabaco, marcando assim o início da comunicação no ponto de venda. Essa prática se espalhou nos Estados Unidos, especialmente entre os vendedores de tabaco inovadores, que buscavam imagens únicas para seus letreiros a fim de se destacarem.
Esses índios de madeira nas lojas de cigarros tinham o propósito de chamar a atenção dos transeuntes e indicar que a loja vendia tabaco, muitas vezes exibindo imagens de tabaco em suas mãos ou roupas. Mesmo com o surgimento de outras estratégias de marketing no varejo ao longo dos anos, os índios de cigarros continuaram a ser eficazes na promoção dos produtos. Alguns comerciantes os colocavam apenas no balcão, enquanto a maioria preferia posicioná-los na entrada das lojas.
Como uma homenagem à primeira forma de marketing no varejo, o POPAI escolheu a figura do índio de madeira das lojas de charutos para seus prêmios.
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UBRAFE celebra 40 anos com resgate histórico e reafirma o papel estratégico das feiras de negócios na economia brasileira

Em uma noite que uniu a tradição da Sala São Paulo ao dinamismo do setor de eventos, a UBRAFE (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) celebrou quatro décadas de atuação como pilar de sustentação do mercado de reuniões corporativas no país. O encontro reuniu um quórum de alta relevância, incluindo o CEO global da NürnbergMesse, Peter Otmann, além de representantes da Embratur, Visite São Paulo e da Secretaria de Cultura do Município, consolidando a entidade como o grande elo de conexão da indústria.
O ponto alto da solenidade foi o lançamento do livro comemorativo de 40 anos da entidade. A obra, inédita no mercado editorial brasileiro, sistematiza décadas de entrevistas, pesquisas e relatos que documentam a evolução do setor. Mais do que um registro histórico, a publicação homenageia os pioneiros que estruturaram o segmento e propõe uma análise prospectiva sobre inovação e os desafios da cadeia produtiva para as próximas décadas.
Para Paulo Ventura, presidente do conselho da UBRAFE, a trajetória da instituição é um reflexo da maturidade do mercado nacional. “Os 40 anos da UBRAFE mostram a força de um setor que conecta pessoas, gera negócios e impulsiona a economia. As feiras são, hoje, uma das plataformas mais eficientes de desenvolvimento econômico”, destacou o executivo durante seu discurso.
A noite também foi marcada por homenagens a figuras icônicas que moldaram o setor, como Armando Arruda Pereira, com mais de 30 anos de dedicação à entidade, além de lideranças como Toni Sando e Marcelo Freixo. Em sua fala, Freixo ressaltou o impacto direto do setor no fluxo internacional de visitantes. “No ano passado, o Brasil chegou a 9,3 milhões de turistas internacionais, sendo que a previsão era chegar em 8 milhões em 2028. O turismo é uma ferramenta da economia e não pode mais ser encarado apenas como lazer”, afirmou o presidente da Embratur.
O evento prestou ainda um reconhecimento formal aos ex-presidentes que pavimentaram o caminho da associação, reforçando a importância do networking e da união entre organizadores, centros de exposições e prestadores de serviços. A atmosfera de celebração foi coroada com uma apresentação da Orquestra Baccarelli, simbolizando a harmonia necessária para a execução de grandes projetos de negócios.
Encerrando as falas oficiais, Paulo Octávio Pereira de Almeida, o P.O., diretor executivo da UBRAFE, sintetizou o propósito da noite e da própria entidade. “As feiras de negócios conectam as pessoas e as marcas com as inovações. No evento dos 40 anos da UBRAFE conectamos os profissionais do setor com a memória afetiva da associação”, concluiu, sinalizando que o foco da organização agora se volta para os próximos 40 anos de inovação e representatividade.
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Setor de eventos projeta salto em segurança jurídica com a criação da inédita NR 39

O mercado de eventos no Brasil caminha para obter um reconhecimento regulatório condizente com sua complexidade operacional. A elaboração da NR 39, norma especificamente voltada às particularidades do setor, surge como um divisor de águas para organizadores, prestadores de serviços e toda a cadeia produtiva, que até então operava sob lacunas legislativas ou vinculada a normativas de outros segmentos, como o turismo.
A proposta da NR 39 é estruturar diretrizes que reflitam a realidade multifacetada da área, englobando desde casamentos e congressos até grandes festivais e eventos esportivos. O texto, que ainda está em fase de desenvolvimento, pretende estabelecer regras claras para o dimensionamento técnico de profissionais de segurança, planos de atendimento a emergências, integração entre equipes e padrões para instalações elétricas e trabalhos em altura.
Atualmente, o setor de eventos não possui reconhecimento formal como segmento econômico autônomo no ordenamento institucional brasileiro. Para Ricardo Dias, presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), a discussão da norma enfrenta uma negligência histórica. “A discussão da NR 39 tem peso estratégico para o setor de eventos porque começa a enfrentar uma lacuna histórica. Estamos falando de uma atividade econômica complexa, com dinâmicas próprias, grande capacidade de geração de emprego e forte impacto em diferentes cadeias produtivas, mas que ainda não conta com um reconhecimento regulatório compatível com sua realidade”, analisa o executivo.
A construção do texto seguirá o modelo de validação tripartite, um processo que envolve representantes do poder público, dos trabalhadores e do setor empresarial. A Abrafesta terá papel central nesse diálogo, atuando como a voz das empresas para garantir que as exigências documentais e operacionais sejam aplicáveis ao cotidiano formal do mercado, sem inviabilizar a viabilidade econômica dos projetos.
A expectativa é que a implementação da NR 39 não apenas eleve os padrões de prevenção e saúde no trabalho, mas também funcione como um filtro de profissionalização. Ao estabelecer parâmetros rigorosos de compliance, a norma tende a fortalecer as empresas que já atuam em conformidade com as boas práticas, conferindo maior segurança jurídica para contratantes e fornecedores.
Para a Abrafesta, este é apenas o primeiro passo de um movimento maior de organização regulatória. A entidade avalia que a consolidação dessas bases sólidas abrirá caminho para futuras evoluções normativas, garantindo que a pujança econômica dos eventos seja, finalmente, acompanhada por um suporte institucional sólido e específico.








