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Visa e MetrôRio convidam artistas e mudam sinalização dos carros das mulheres

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Em uma ação especial, para reforçar a importância de apoiar iniciativas de combate à violência contra a mulher, a partir desta semana, a Visa e o MetrôRio, empresas signatárias da ONU Mulheres, vão adesivar 20 carros destinados ao público feminino. Três artistas, que se destacam por atuar em questões relacionadas a gênero, foram convidados para desenvolver ilustrações que estampam o cotidiano daquelas que usam o transporte público e que dão visibilidade a um problema sério, o crime de importunação sexual.


Ao todo, foram desenvolvidos nove painéis artísticos com assinaturas da Linoca Souza, Lune Carvalho Jana Glatt . Usando muitas cores e elementos que remetem ao dia a dia das cariocas e das turistas que circulam pela cidade, o trio lembra nos seus traçados a pluralidade e a força feminina. O objetivo é tão nobre quanto a homenagem: chamar a atenção para a existência do vagão das mulheres (nos dias úteis das 6h às 9h e das 17h às 20h) e do crime de importunação sexual.

Quando um homem embarca no carro feminino, ele é informado sobre a legislação e convidado a sair imediatamente por funcionários do metrô. Em caso de desobediência, os agentes podem acionar a Polícia Militar e registrar a ocorrência na delegacia. “Estamos animados pois esse projeto permite, ao mesmo tempo, uma melhor sinalização do carro das mulheres, um aumento da conscientização sobre diversidade e questões de gênero, e abre espaço para artistas de muito talento mostrarem seu trabalho a muitas pessoas”, explica o presidente do MetrôRio, Guilherme Ramalho.


“Quando o MetrôRio dividiu conosco o desafio, entendemos a importância de trabalhar nessa sinalização, mas também a oportunidade de levar uma mensagem de inspiração sobre a pluralidade da mulher brasileira. Por isso, escolhemos artistas que simbolizam isso. Aqui na Visa, esse é um assunto que levamos a sério, trabalhamos questões que envolvem desde a conscientização até a equidade”, completa Camila Novaes, gerente de Marketing da Visa do Brasil e líder do Comitê de Inclusão & Diversidade da empresa.


Artistas e suas inspirações
A campanha, assinada pela AlmapBBDO, traz três artistas. A primeira, Linoca Souza, é ilustradora e artista visual. Em suas produções, investiga temáticas que cruzam a cultura brasileira, gênero, sincretismos e etnia – também desenvolvendo esses temas em oficinas e cursos diversos. Em sua interdisciplinaridade, desenvolve trabalhos em ilustrações, pinturas, gravuras e, mais recentemente, fotografia e performance. Faz parte do time de artistas com obras expostas no IMS (Instituto Moreira Salles) e na Adelina – Instituto Cultural. É também criadora do projeto ‘Museu nas Férias’ e faz parte do time de consultoria para ilustradoras do Instituto Ibirapitanga, pela equidade racial.


“Quando desenvolvi as ilustrações, pensei na força feminina brasileira. Na mulher que ocupa os espaços urbanos, por onde o metrô passa. Nas mulheres que diariamente estão no transporte público com sonhos e ideias, pensando em suas vidas e em caminhos possíveis. Acredito que minha maior contribuição esteja nessa busca pela diversidade. Em nossas formas e cores somos muito especiais e fortes. Ações como essa evidenciam a luta contra a violência da mulher no transporte público, e ajudam na conscientização de todos, de que o corpo feminino deve ser respeitado. Penso que é importante falar sobre abusos, sobre como combatê-los, e ressaltar que o corpo do outro, independente de sua vestimenta, de sua forma física, e de como estiver disposto em qualquer ambiente, deva ser respeitado”, explica Linoca.


Já Lune Carvalho é ilustrador e designer. Trabalha com a proposta de trazer um olhar sensível sobre a diversidade de corpos e identidades, já que é trans não binário e bissexual. “Me inspirei nas mulheres trans, negras e aquelas que lutam todo dia na cidade. Que mesmo com medo, seguem suas vidas e ajudam dando força para aquelas que não tem. Tentei representar como elas não são iguais, e que cada mulher ilustrada tem algo de especial na sua história, que a fez ser a grande mulher que é”.


A terceira artista escolhida é a designer gráfica carioca Jana Glatt, que estudou Desenho e Ilustração em Barcelona, e tem verdadeira fascinação pela criação de personagens, cenários e figurinos desde suas aulas de teatro quando criança. A artista se destaca com vários prêmios desde quando seu trabalho foi selecionado para o VI Catálogo Ibero-americano de Ilustração, com exposição em Guadalajara (México) e Bolonha (Itália). Também tem grande paixão pela ilustração de livros infantis, já tendo participado ativamente de inúmeras publicações.


Sobre os vagões femininos
Criados a partir das leis estaduais 4.733/2006 e 7250/2016, os vagões podem ser usados somente por mulheres ou por quem se identifica com o gênero feminino, como pessoas trans, em horários pré-determinados: das 6h às 9h e entre 17h e 20h.

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Minuano investe em mídia exterior em São Paulo, Goiás e Distrito Federal para celebrar 40 anos de marca

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Para marcar as celebrações de quatro décadas de atuação no mercado, a Minuano expandiu sua estratégia de comunicação com uma nova frente de mídia out-of-home (OOH). A cobertura abrange os estados de São Paulo, Goiás e o Distrito Federal, visando reforçar o conhecimento de marca e incentivar a conversão de vendas em regiões próximas a estabelecimentos varejistas e atacadistas parceiros.

A veiculação é operada em parceria com a Eletromidia e reúne diferentes formatos de exibição, incluindo mobiliário urbano, telas em elevadores de edifícios residenciais e corporativos, além de circuitos no transporte metroviário. As peças trazem a identidade visual comemorativa de aniversário com a participação da jornalista e apresentadora Fernanda Gentil, embaixadora da marca.

A estratégia busca intensificar a presença nos mercados de maior volume comercial, conectando a mensagem de comunicação ao momento que antecede a decisão de compra nos supermercados e atacarejos. “Celebrar 40 anos é também olhar para o futuro e encontrar novas formas de estar presente na vida dos consumidores. A campanha amplia a presença de Minuano em mercados estratégicos e leva para as ruas a nossa comunicação de aniversário, com a Fernanda Gentil como parte importante dessa construção. Ao combinar a força da marca, a proximidade com o consumidor e uma presença relevante nos territórios onde temos grande amplitude comercial, somada a ações diferenciadas de execução, estimulamos a conexão de Minuano com variadas gerações e seguimos construindo os próximos capítulos dessa história”, afirma Nicole Mandil, diretora de marketing da Flora, indústria detentora da marca.

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Milano Beauty Week evidencia papel da inteligência artificial nas operações e resgata valor do presencial no mercado de beleza

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A realização da Milano Beauty Week, entre 16 e 20 de setembro em Milão, ofereceu um panorama das novas diretrizes estratégicas que orientam o setor internacional de beleza. Projetado como um festival cultural e sensorial urbano, o evento serviu de plataforma para analisar a aplicação da tecnologia nas operações industriais, a arquitetura de espaços físicos e as transformações na dinâmica de consumo presencial.

Os debates foram acompanhados por executivos da agência Brand&Stories, especializada em estratégia, neurociência e experiências de marca. Na avaliação da sócia cofundadora e head de estratégia e gestão corporativa, Luciana Andrade, e do sócio e cientista de comportamento humano, Natanael Sena, os movimentos observados na Itália revelam uma separação clara entre a eficiência operacional no ambiente digital e a construção de relacionamento no universo presencial.

O uso de inteligência artificial consolida-se com relevância na análise de dados, na personalização de ofertas, no gerenciamento de estoque e na automação de conteúdo. Em contrapartida, no ponto de contato direto com o público, as marcas priorizam o atendimento consultivo, espaços de convivência e dinâmicas que exigem presença física. “O que vi em Milão é uma escolha consciente sobre onde colocar a tecnologia. Ela entra para resolver escala, repetição e análise, e sai de cena quando o objetivo é criar vínculo. Isso muda a lógica do investimento: não é sobre estar em todos os canais, é sobre decidir quais momentos merecem o custo de uma experiência presencial bem feita”, afirma Luciana Andrade.

A integração entre marcas concorrentes em praça pública foi apontada como um dos diferenciais do modelo europeu em relação às feiras corporativas tradicionais promovidas no Brasil. “Hoje no Brasil, as marcas trabalham seus objetivos de divulgação de forma separada. Cada uma em um evento, ativação ou espaço. Aqui as marcas se unem em um evento a céu aberto o que possibilita proporcionar ao consumidor final uma experiência única sem burocracias, credenciais e ingressos como normalmente acontece nas grandes feiras realizadas no Brasil”, explica Natanael Sena.

A exibição de processos produtivos em formatos didáticos também integrou a programação. “Além disso, as marcas conseguem mostrar ao consumidor final suas novas tecnologias na linha de produção com experiências lúdicas que traduzem todo o processo de forma didática ao consumidor. Não se trata apenas de visitar um stand e sair com uma amostra grátis. Esse processo promove inclusão, conhecimento e envolvimento profundo do público. Quando as empresas se reúnem em prol de um evento de um determinado segmento, ele ganha mais força e movimenta ainda mais a economia do setor e da cidade que ganha o palco do evento”, completa a empresária.

A análise aponta ainda para a importância de curadoria e medição de retorno financeiro. Para os especialistas, concentrar investimentos em ativações focadas gera maior retenção de memória do que pulverizar orçamentos em múltiplos pontos de contato. “Fazer menos e melhor é uma decisão estratégica, não uma limitação. Quando você concentra o investimento em um momento que realmente importa para o público, consegue medir, ajustar e repetir. Quando espalha, você entrega presença e não entrega memória”, declara Luciana Andrade.

Em relação à tropicalização dessas tendências ao ecossistema brasileiro de live marketing, a adequação exige atenção aos custos logísticos, à extensão geográfica e ao perfil cultural do consumidor local. “Copiar formato é o caminho mais rápido para gastar dinheiro sem resultado. O que se transfere é o raciocínio por trás da decisão, não o cenário. A pergunta não é como fazer aquilo aqui, mas qual problema aquilo resolveu lá e qual é o nosso problema equivalente”, conclui Natanael Sena.

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