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Unilever reduziu o consumo global de água em 49% na última década

A Unilever, uma das maiores fabricantes de bens de consumo do mundo, antecipou em dois anos a meta estabelecida em 2010 que ambicionava reduzir em 40%, até 2020, a extração de água de sua rede global de fábricas.
A meta foi batida em 2018 – dois anos antes do prazo – e, em 2020, a companhia alcançou uma diminuição de 49% no consumo de água por tonelada de produção nas fábricas da empresa em todo o mundo, superando o objetivo traçado em seu plano de sustentabilidade. Nas fábricas do Brasil, o resultado foi ainda melhor e esse percentual de economia chegou a 54% na última década.
Novos compromissos com a sustentabilidade
O fato de atingir a meta antecipadamente não diminuiu a prioridade que a gestão responsável da água tem para a Unilever.
Recentemente, a companhia assumiu novos compromissos mundiais de enfrentamento à escassez de água e preservação de recursos hídricos. Até 2030, a marca quer transformar as fórmulas dos produtos para que sejam 100% biodegradáveis e ter 100% das fábricas da companhia com circularidade de água, o que significa reaproveitar a água das estações de tratamento de efluentes e não descartá-la em corpos hídricos.
Reduzir o consumo, reutilizar e preservar a água são prioridades em todas as unidades da Unilever e, por isso, há um trabalho cirúrgico para eliminar perdas ao longo de todo o processo de fabricação.
A companhia utiliza medidores inteligentes que possibilitam localizar, de maneira rápida e digital, oportunidades de melhoria e eventuais vazamentos. Dessa forma, a gestão do recurso se torna ainda mais assertiva e acontece em tempo real.
Além disso, desde 2020, foi implantado o projeto “Water Squad” no qual líderes de sustentabilidade de todas as fábricas trabalham em conjunto para estudar a matriz hídrica dos complexos fabris para propor ajustes e aprimoramentos.
“Fechamos um ciclo em 2020 após 10 anos do nosso plano de sustentabilidade, tivemos resultados muito positivos e muitos aprendizados. Mas a jornada para alcançar nosso propósito de tornar uma vida sustentável parte do dia a dia das pessoas segue forte. Temos consciência de que nossos funcionários, consumidores, clientes, fornecedores e parceiros esperam cada vez mais de nós e que podemos liderar um movimento verdadeiramente transformador e que impacte positivamente a sociedade e o planeta. Por isso buscamos, diariamente, ser melhores, mais ousados e mais rápidos”, afirma Marina Yoko, gerente de sustentabilidade para as fábricas.
Escala para o bem
Com mais de 2,5 bilhões de consumidores pelo mundo, a companhia soma aos esforços internos o poder da escala e da capilaridade de suas marcas para influenciar e liderar mudanças de impacto positivo na sociedade e no planeta e, desta forma, fomentar atitudes mais sustentáveis no dia a dia das pessoas.
Neste sentido, a Unilever realiza investimento em pesquisa para desenvolver produtos inovadores, que ofereçam o mesmo desempenho para o consumidor de modo mais sustentável, o que inclui, entre outros aspectos, o menor consumo de água.
A marca Love Beauty and Planet, por exemplo, tem um condicionador com tecnologia de enxágue rápido, o que faz com que os consumidores utilizem menos água durante o banho. Comfort Refresh é um spray com tecnologia inovadora, especialmente feito para as roupas, que proporciona a sensação de roupa limpa num só jato, evitando lavagens desnecessárias e, consequentemente, economizando água. E nos últimos anos, OMO diminuiu 39% do volume de água utilizada para a produção da nova fórmula do produto e a água que volta para a natureza retorna mais limpa do que a captada para a produção.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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Participação de vendedores americanos no volume de vendas internacionais do Mercado Livre quase triplica em 16 meses

A representatividade dos vendedores norte-americanos no volume bruto de mercadorias (GMV) transacionado via cross-border no Mercado Livre avançou de 8,7% em abril de 2025 para 25,9% em agosto de 2026. Os dados constam em um levantamento realizado pela JoomPulse, plataforma de inteligência e análise de dados baseada em inteligência artificial. O movimento ocorre em um cenário no qual os itens de origem internacional já equivalem a 45,9% do catálogo ativo da plataforma de e-commerce e a 77,5% dos novos anúncios publicados.
A movimentação financeira associada ao segmento dos Estados Unidos registra um valor médio por pedido de R$ 352,00 — cifra 4,8 vezes superior à média dos vendedores oriundos da China, fixada em R$ 73,00. Apesar do avanço norte-americano, a China e Hong Kong permanecem na liderança da modalidade, respondendo por 71,9% do GMV cross-border do marketplace.
O estudo da JoomPulse monitorou 12 mil unidades de manutenção de estoque (SKUs) no Mercado Livre entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, cobrindo categorias como brinquedos, joias e vestuário. O levantamento indica que o volume de anúncios internacionais que geraram conversão de vendas cresceu 83 vezes no período, enquanto o número total de pedidos desses produtos aumentou seis vezes.
O desempenho do segmento internacional transcorre de forma paralela às reformulações na tributação de compras importadas no país. A legislação que trata da isenção do imposto de importação para encomendas de até US$ 50,00 abrange 94,25% dos pedidos e 68,78% do GMV cross-border. Para transações entre US$ 50,00 e US$ 3 mil, cuja alíquota máxima passou para 30%, concentra-se uma fatia de 5,75% dos pedidos, mas que responde por 31,22% do volume financeiro. Devido ao ticket médio superior, os vendedores dos Estados Unidos concentram suas operações predominantemente nesta segunda faixa.
A análise da consultoria não identificou oscilações nos preços finais ao consumidor após as adequações fiscais. O valor médio dos pedidos situados na faixa entre US$ 30,00 e US$ 50,00 manteve-se estável em R$ 193,00 ao longo de todo o período observado.
No que tange às categorias específicas monitoradas pela legislação — como brinquedos, joias, cosméticos e vestuário —, a participação do comércio internacional sobre o GMV total dessas áreas não apresentou elevação no trimestre encerrado em agosto. Em brinquedos e hobbies, o índice passou de 2,50% em maio para 2,18% em agosto; em joias e relógios, recuou de 2,10% para 1,05%; em beleza e cuidados pessoais, alterou-se de 1,46% para 0,95%; e no segmento de calçados, vestuário e bolsas, passou de 0,47% para 0,38%.
As condições de logística e entrega também figuram como fator competitivo no setor. Nas compras abaixo de US$ 10,00 — faixa que engloba 48,37% dos pedidos internacionais —, apenas 0,1% dos anúncios de fora do país oferecem frete gratuito, ante 73,0% dos vendedores nacionais. Nas faixas de preço acima de US$ 30,00, a oferta de gratuidade no envio se equipara entre itens locais e importados. “Em maio, mostramos que o crescimento do cross-border no Brasil havia começado antes da reforma tributária”, afirma Ivan Kolankov, chief executive officer (CEO) da JoomPulse. “Agora analisamos qual segmento está crescendo mais rapidamente do que os demais. Os sellers precisam entender em qual faixa de preço e categoria entrar, a que preço e sob quais condições de frete. As condições tributárias mudaram, mas de forma diferente entre as faixas de preço, e apenas o analytics pode mostrar onde uma vantagem de fato surgiu. Monitoramos de perto cada tendência e queremos permitir que todos os sellers baseiem suas decisões em dados.”
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Gad lança sétima edição do Gad Insights com análise sobre o futuro do branding e a relevância das marcas

A consultoria de branding e design Gad’ apresentou a 7ª edição do seu estudo proprietário anual, o Gad Insights 2026. A pesquisa analisa as transformações no comportamento do consumidor ao longo do último ano e sintetiza suas conclusões em dez diretrizes direcionadas a apoiar empresas nas tomadas de decisão de gestão de marca e posicionamento de mercado.
Sob o tema “O Desafio da Relevância – Como continuar importando em um mundo indiferente?”, o relatório deste ano contextualiza um cenário marcado pelo avanço tecnológico, pela saturação de conteúdos e por um público mais impaciente. O levantamento argumenta que o atributo da diferenciação isolada perdeu eficiência, exigindo que as marcas demonstrem utilidade e propósito prático na rotina de seus públicos. “Em um mundo de alternativas abundantes, ser diferente não garante ser importante. É preciso considerar os consumidores em sua complexidade e construir experiências capazes de devolver sentido em um presente fragmentado. O report de 2026 mostra que ter uma marca forte talvez já não resolva todo o problema”, destaca Luciano Deos, chief executive officer (CEO) do Gad’.
A publicação anual, iniciada em 2020, já abordou tópicos como as reconfigurações de consumo na pandemia, a reputação corporativa e o storydoing em 2022, o conceito de marcas inteligentes em 2023, o fenômeno do overbranding em 2024 e a busca pelo resgate das origens das empresas em 2025.
Na edição atual, a pesquisa mapeia vetores de transformação no mercado global. O documento aborda a busca por autenticidade frente à padronização de materiais via inteligência artificial, o combate ao chamado FOMO corporativo — a tendência de marcas perseguirem movimentos passageiros sem sinergia estratégica — e a ascensão do Generative Engine Optimization (GEO), em resposta ao dado de que 58% dos consumidores globais utilizam IAs generativas em substituição aos buscadores tradicionais. “Vivemos a passagem de uma economia da atenção para uma economia da impaciência. Isso atravessa o consumo, mas também nossa relação com trabalho, conhecimento, entretenimento e até com outras pessoas. Diante de um mercado com tantas alternativas, ninguém quer mais ficar preso a algo, e a lealdade às marcas precisa ser reconquistada todos os dias”, observa Deos.
O estudo traz ainda recortes populacionais e econômicos, citando dados da empresa de arquitetura e design Gensler de que entre 15% e 20% da população mundial é neurodivergente, o que exige adaptações sensoriais no varejo físico. O levantamento destaca também a expansão da silver economy, voltada ao público com 60 anos ou mais — segmento que movimenta US$ 4,2 trilhões anualmente no mundo —, e aponta um estudo da BALT indicando que 77% dos consumidores brasileiros exigem evidências concretas para validar compromissos socioambientais anunciados pelas empresas. “Ser relevante hoje é resolver uma necessidade; continuar sendo relevante amanhã exige reconhecer que aquela mesma pessoa terá outro corpo, outra família, outros projetos e outras prioridades. O desafio é construir uma marca capaz de acompanhar essas mudanças, sem gerar dependência ou presumir que sua presença será imutável”, finaliza Deos.








