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Sonae e IPLF Holding fazem acordo com o The Ardonagh Group para a venda do Grupo MDS

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A Sonae e a IPLF Holding fecharam um acordo com o The Ardonagh Group, o maior grupo de corretagem independente do Reino Unido, para a venda de 100% do capital social do Grupo MDS. A operação, que demonstra o valor deste ativo desenvolvido na Sonae, permite à MDS dar um importante passo estratégico na direção que tem traçado, com o objetivo de reforçar a sua presença nacional e internacional na área dos seguros e consultoria de risco.
O Grupo MDS tem consolidado a sua presença nacional e internacional por meio de uma estratégia de sólido crescimento orgânico, combinada com várias aquisições seletivas, que têm garantido a qualidade que o Grupo detém. É líder de mercado em Portugal e tem posições de liderança destacada no Brasil e na África, principalmente em Angola e Moçambique, atuando igualmente à escala global por meio da rede Brokerslink, fundada em 2004, que atualmente está presente em mais de 120 países do mundo.
O The Ardonagh Group, que está entre os 20 maiores grupos de corretagem de seguros do mundo, tem receitas superiores a 1,5 milhão de dólares e emprega cerca de 8.000 pessoas nos seus mais de 100 escritórios. Após a conclusão da operação anunciada, que depende das habituais autorizações regulatórias, passará a ser o único acionista do Grupo MDS, por meio da Ardonagh Global Partners.
A atual equipe de gestão e liderança do Grupo MDS continuará em plenas funções, dotada de novos recursos e capital, bem como dando continuidade aos planos de crescimento orgânico e inorgânico, os quais se traduzirão em claros benefícios para os seus principais stakeholders – colaboradores, clientes, parceiros e seguradoras.
“Após uma longa e bem-sucedida parceria, a Sonae e a IPLF Holding acordaram os termos desta transação com o The Ardonagh Group, o que permitirá ao Grupo MDS e à sua experiente equipe de gestão acelerar ainda mais o seu plano de crescimento e presença geográfica por meio da parceria com um corretor de seguros líder na Europa, com um forte histórico e experiência no setor. Esta operação enquadra-se plenamente na estratégia de gestão ativa de portifólio da Sonae por tratar-se de uma transação atrativa que potencializa a criação de valor acionista”, adianta uma fonte oficial da Sonae.
Para José Manuel Fonseca, CEO do Grupo MDS, esta operação representa uma oportunidade extraordinária: “Após considerar todas as alternativas, identificamos na Ardonagh e na sua equipe de liderança um alinhamento perfeito com a nossa visão e ambição de crescimento. Não podia estar mais entusiasmado com a possibilidade de nos unirmos a um grupo independente com a cultura e com a escala global da Ardonagh. Com o acesso aos recursos e ao capital deste nosso novo acionista acreditamos que poderemos acelerar os planos de crescimento orgânico e inorgânico do Grupo MDS.”
Des O’Connor, CEO da Ardonagh Global Partners, diz que “É um grande privilégio poder concretizar esta parceria com um broker com as características do Grupo MDS. O José Manuel e toda a sua equipe desenvolveram uma elevada reputação à escala global no que diz respeito ao serviço ao cliente, inovação e profissionalismo, entregando um extraordinário serviço aos seus clientes há mais de 30 anos. O Grupo MDS vai continuar acompanhando o crescimento dos mercados onde atua, principalmente em Portugal, Espanha, Brasil e África. O Grupo MDS está extraordinariamente bem posicionado para continuar a apoiar os seus clientes na gestão de risco num mundo em constante mudança e, ao mesmo tempo, trazer para o Grupo outros brokers, que partilhem deste alinhamento estratégico e cultural.”
David Ross, CEO do The Ardonagh Group, destaca ainda: “Constituímos a Ardonagh Global Partners no início de 2021 com o objetivo de criar uma área específica para os nossos negócios e equipes de gestão à escala global que pretendam tirar partido das nossas capacidades comerciais e dos nossos recursos, mantendo as suas culturas organizacionais e o serviço ao cliente que os levou ao sucesso. Dou as boas-vindas ao José Manuel e a toda a equipe, com a expectativa de podermos ajudar a trazer mais produtos, serviços, escala e capacidade a todos os clientes do Grupo MDS.”
José Manuel Fonseca conclui: “O Grupo MDS é hoje uma multinacional de referência na consultoria de riscos e seguros, o que só foi possível pelo apoio incondicional dos grupos acionistas Sonae e IPLF Holding. Juntos inovamos e criamos valor para todos os stakeholders, promovendo a importância dos seguros e da gestão de riscos. Vamos continuar a fazê-lo no futuro, cooperando como fizemos até aqui, pois as nossas relações com os clientes são de longo prazo”.
A operação agora anunciada deverá estar concluída durante o primeiro semestre de 2022.

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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

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O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.

O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.

A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.

O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.

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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

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Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.

Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.

O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.

Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.

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