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Retomada da economia em 2022 deve transformar eSports em uma jogada rentável de R$ 9,5 bilhões

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De acordo com o estudo da Newzoo, os eSports não pararam de crescer e atrair cada vez mais investimentos. A expectativa da consultoria de dados especializada no tema é de que, em 2024, a modalidade fature R$ 1,6 bilhão e cresça 17,5% ao ano até 2030.

Nesse cenário, o Brasil ocupa a quinta posição de maior população gamer on-line em número de jogadores e compradores da indústria, além de ser o maior mercado de Mobile Gaming da América Latina.

Os números não param por aí. As receitas com direitos de mídia, publicidade, patrocínio e live streaming equivalem a mais de 70% do total movimentado pelo setor, de acordo com dados da Newzoo.

Com esse panorama, muitas empresas e startups, como a Honkytonk, começaram a brincar de ganhar dinheiro com o eSport. A produtora de games e de campeonatos usou esse momento para se reinventar.

Ela nasceu como uma consultoria de marketing especializada em jogos eletrônicos, com foco em clientes internacionais que deslumbravam o mercado brasileiro. Em meio à pandemia, incorporou também a produção de conteúdo e a criação de campeonatos de eSports de forma remota.

Construiu do zero um campeonato de Free Fire, que hoje atinge 6 milhões de espectadores, uma média de 2,8 milhões por edição, gerando mais de 330 mil horas assistidas. Ele é transmitido na plataforma de streaming Booyah e simultaneamente no canal do Youtube da marca.

Com essas audiências, o CEO SJ Santos já tem outro jogo em mente para 2022. “Estamos investindo em uma Arena de 500 metros com um estúdio próprio para produção de conteúdo original, campeonatos presenciais e projetos especiais para os nossos clientes.

“Vamos continuar a trabalhar com o Free Fire e expandir para outros jogos, sempre com conteúdo original e produzido do nosso jeito. Afinal, ajudamos as empresas a se conectar com os jogadores, criar comunidades de fãs leais, produzir conteúdo incrível e contar histórias épicas”, anuncia o fundador da empresa ao enfatizar que o segmento de eSports foi o que menos sofreu na pandemia, e hoje é um player importante do mercado brasileiro.

O Brasil fechou 2021 com 27,9 milhões de adeptos da modalidade, apresentando um crescimento de 52,5% nos últimos três anos.  A audiência também aumentou cerca de 20% em comparação ao ano passado, com 21,2 milhões de espectadores, o que fez o país se tornar a terceira maior audiência mundial de eSports, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. A pandemia acelerou esse crescimento. Com mais pessoas em casa por conta do lockdown, o campeonato eletrônico se mostrou uma das poucas opções de esporte e entretenimento que poderiam ser realizadas em segurança.

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UBRAFE e ABRACE firmam acordo estratégico de cooperação para fortalecer o setor de feiras e eventos B2B

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A União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE) e a Associação Brasileira de Cenografia e Estandes (ABRACE) oficializaram, no Expo Center Norte, um acordo de cooperação estratégica. O termo estabelece uma atuação conjunta entre promotores de feiras, pavilhões de exposições e empresas de montagem para o desenvolvimento do setor, a padronização de processos e a valorização das equipes de produção em âmbito nacional.

Como prioridade dessa primeira fase de integração, as entidades fixaram diretrizes focadas no aprimoramento das condições operacionais e de trabalho nos períodos de montagem e desmontagem das feiras. O plano prevê garantias estruturais em locais de exibições, incluindo a fiscalização do conforto térmico e das instalações sanitárias conforme as normas técnicas, além do fornecimento de áreas coletivas preparadas para alimentação, hidratação e descanso das equipes terceirizadas e montadores.

A assinatura do termo foi conduzida por Paulo Ventura (presidente da UBRAFE), Guto Guedes (presidente da ABRACE), Paulo Octavio Pereira de Almeida (P.O, diretor executivo da UBRAFE) e Paulo Passos (diretor executivo da ABRACE). “O setor de feiras e eventos sempre cresceu pela capacidade de reunir pessoas, empresas, negócios e ideias. Agora damos um passo além, colocando as entidades que representam essa indústria para construir soluções coletivas. Este acordo simboliza uma nova fase de cooperação e demonstra que o desenvolvimento do mercado passa, necessariamente, pela valorização das pessoas que fazem os eventos acontecerem”, afirma Paulo Ventura, presidente da UBRAFE.

A iniciativa estabelece uma agenda permanente de governança e diálogo, que inclui a criação de campanhas educativas, o compartilhamento de metodologias de gestão, a definição de diretrizes operacionais unificadas para os pavilhões e a atuação conjunta junto a órgãos públicos e autoridades reguladoras.

Para Guto Guedes, presidente da ABRACE, “a assinatura deste acordo representa um avanço importante para as empresas de cenografia e montagem de estandes e, principalmente, para os profissionais que atuam na montagem e na desmontagem dos eventos. Acreditamos que o fortalecimento do setor passa pela valorização das pessoas que transformam projetos em realidade e fazem a nossa indústria crescer”.

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Eventos e viagens de incentivo ganham centralidade nas estratégias B2B e impulsionam o mercado corporativo

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Após o predomínio do ambiente virtual nas estratégias corporativas nos últimos anos, o setor de viagens e eventos presenciais volta a se consolidar como peça-chave nas áreas de marketing, comunicação e recursos humanos. O movimento acompanha a projeção do GBTA Business Travel Index Outlook, que prevê movimentação de US$ 2 trilhões anuais para o mercado global de viagens corporativas até 2029, superando os índices pré-pandemia.

Segundo a Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV), as organizações expandiram a métrica de retorno desses investimentos. Além dos indicadores financeiros diretos, a estratégia passa a computar ganhos de branding, integração de times e retenção de talentos.v”Quando existe estratégia e um bom planejamento, a viagem deixa de cumprir apenas uma função operacional, como a de ser um prêmio pontual, e passa a fazer parte da construção da experiência da marca e gerar valor para o negócio. Grandes eventos podem reunir colaboradores, clientes, fornecedores, investidores e lideranças em um mesmo ambiente, criando oportunidades para fortalecer relacionamentos, ampliar o networking e gerar novos negócios. As possibilidades de ativação e experiência de marca em eventos são infinitas”, analisa Luciana Dantas, vice-presidente da ALAGEV.

A preferência por experiências presenciais também é chancelada por pesquisas do setor. Dados do Incentive Travel Index apontam que 80% dos colaboradores consideram viagens de incentivo a forma mais relevante de reconhecimento profissional — contra 20% que optam por bonificações financeiras ou bens materiais. A pesquisa revela ainda que essas ativações aumentam a retenção de lembrança de marca em até 35%, além de 96% dos entrevistados relatarem incremento na motivação.

No âmbito comercial, organizações com programas estruturados de viagens de incentivo registram até três vezes mais chances de ultrapassar suas metas de vendas em comparação com concorrentes sem programas similares.

A Copa do Mundo do México, Estados Unidos e Canadá figurou como um dos grandes catalisadores do setor. Segundo números da FIFA, foram comercializados mais de 607 mil pacotes de hospitalidade durante o torneio mundial. Do total de compradores corporativos do programa oficial, 40% integravam o segmento B2B, figurando o Brasil entre os dez principais mercados globais consumidores da modalidade.

A relevância das experiências esportivas de grande porte exige planejamento de longo prazo, com marcas já estruturando ações voltadas para a Copa do Mundo de 2030, que terá partidas distribuídas entre Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Entre as sedes, o governo do Marrocos antecipou investimentos por meio do programa Airports 2030, focado em expandir a capacidade para 80 milhões de passageiros ao ano, construindo um aeroporto internacional em Casablanca e reformando outros sete terminais nas cidades-sede do país. “A Copa de 2030 apresentará um nível de complexidade inédito para os gestores de eventos e viagens, já que envolverá diferentes aspectos culturais, legislações e operações logísticas. Esse cenário reforça a necessidade de planejamento antecipado e de políticas e estratégias de viagens alinhadas aos objetivos das empresas”, conclui Luciana Dantas.

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