Agências
Novo modelo de negócio promove parcerias mais produtivas entre marcas e agências de comunicação

A relação comercial entre empresas e agências de comunicação no Brasil é historicamente desgastante, seja pela expectativa de entrega, atendimento ou desalinhamento de serviços contratados. A fim de conectar a dor desse mercado com soluções assertivas, um modelo de negócio surgiu na pandemia com intuito de tornar as parcerias mais saudáveis e produtivas. Trata-se do serviço de matchmaking, que visa facilitar a busca de uma marca por um fornecedor capacitado na área.
Segundo Cáh Morandi, CEO e fundadora da B.done, criadora do serviço em questão, a decisão de lançar a empresa se deu pela falta de estrutura dentro das áreas comerciais das agências, assim como a grande dificuldade das marcas em encontrar parceiras que pudessem atendê-las de acordo com seus desafios, modelos de negócios e budgets. “A ideia sempre foi apoiar comercialmente as agências a se desenvolverem e terem mais expertise para geração de negócios, desenvolvendo e otimizando seus serviços de acordo com as demandas de mercado”, conta Morandi.
Até por isso, o matchmaking garante que uma estrutura eficaz de relações comerciais seja montada ao recorrer à mescla do uso de ferramentas tecnológicas com o acompanhamento individualizado das organizações envolvidas. “Utilizamos sistemas que compilam uma série de agências, as quais atendem diferentes atividades e budgets. Esses parceiros passam por um processo de qualificação e somente os que cumprem critérios importantes, como estrutura, atendimento e entregas, são incorporados a fim de serem indicados para alguma concorrência e, consequentemente, apresentados para uma marca”, afirma Morandi.
O efeito dessa estratégia é fugir da probabilidade das empresas escolherem uma agência incapaz de atender as demandas requisitadas, situação em que 82% dos casos acontece, segundo estimativas da B.done. “Geralmente há falta de pesquisa prévia e realizações distorcidas de serviços, escopos e orçamento durante a concorrência e comparação de propostas e estruturas”, explica. “Já com o serviço de matchmaking, como o próprio nome diz, é possível criar um ‘match’ perfeito, em que a companhia tem uma economia de até 95% de tempo na busca do fornecedor ideal e uma diminuição de cerca de 48% nos custos de recursos de equipes e financeiros”, reforça.
Além disso, um dos grandes focos da área é garantir esses benefícios aos envolvidos dentro de uma jornada humanizada. “Estamos falando de soluções reais para as dores comuns de uma parceria. Assim, mais do que reduzir tempo e custos para as marcas, a ideia é que as relações comerciais estabelecidas se transformem em colaborações de longo prazo, de modo que haja um crescimento conjunto das empresas e um desenvolvimento interno que vá além do cumprimento de um simples contrato”, pontua a CEO da B.done.
Agências
Reforma tributária e demanda por personalização levam empresas a reformular programas de premiação corporativa

A fase de testes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) em 2026, etapa preparatória para a substituição do PIS e da Cofins prevista para 2027, tem levado corporações brasileiras a reestruturarem seus programas de incentivo e ações de fim de ano. O movimento busca alinhar conformidade fiscal e trabalhista às novas diretrizes da Receita Federal e ao artigo 457 da CLT — que rege a concessão voluntária de prêmios por desempenho —, ao mesmo tempo em que substitui kits tradicionais, como cestas de Natal, por recompensas flexíveis e customizadas.
Atenta a essa transição, a ecossistema de soluções de incentivo Mark Up reportou o crescimento do Prêmio Ideall, plataforma de shopping de prêmios B2B que movimentou R$ 121 milhões em créditos e somou 148 mil produtos resgatados em 2025. O ecossistema reúne mais de 1 milhão de opções de resgate — incluindo mercadorias, serviços, gift cards, pagamentos de contas, recarga de celular e transferências bancárias —, além do lançamento do Ideall Card em novembro de 2026, cartão virtual focado em ampliar as alternativas de uso sem incidência de tributação adicional.
A substituição de brindes padronizados por modelos de livre escolha reflete dados do mercado de consumo: levantamento realizado pela Ipsos em dezembro de 2025 revelou que 89% dos entrevistados consideram a utilidade do presente um fator decisivo, enquanto 87% destacam a satisfação pessoal ao receber itens de sua preferência.
Além da adequação tributária, o modelo digital simplifica a logística corporativa ao eliminar o armazenamento de produtos físicos. A plataforma da Mark Up oferece integração operacional com grandes varejistas, rastreamento de entregas, suporte pós-venda e implantação customizada em até 15 dias sem custo de setup, otimizando a eficiência e o planejamento das campanhas de reconhecimento empresarial.
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W3haus assina primeira campanha global de Black Friday da Getnet em sete países

A W3haus, agência do Grupo Stefanini, desenvolveu a campanha “Get+ Vendas”, a primeira iniciativa global de Black Friday da Getnet, fintech do Grupo Santander. Projetada para atender simultaneamente Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, México, Espanha e Portugal, a plataforma criativa foi desenhada para garantir consistência de marca e flexibilidade de adaptação cultural para os sete mercados.
A estratégia responde às particularidades dos calendários comerciais regionais. No México, por exemplo, a ação dialoga com o El Buen Fin, enquanto em outras praças o foco se divide entre a Black Friday tradicional e a Cyber Monday. A arquitetura da campanha permite adaptar mensagens, mecânicas de benefícios e abordagens de acordo com os hábitos de consumo e as necessidades dos empreendedores locais.
“Uma campanha global não pode falar exatamente da mesma maneira com todo mundo. Nosso desafio foi encontrar uma ideia forte, verdadeira e flexível o bastante para fazer sentido em diferentes culturas e momentos comerciais. ‘Get+ Vendas’ nasce dessa combinação entre consistência e relevância local”, afirma Leandro Pinheiro, diretor executivo de criação da W3haus.
“Atuamos em mercados que têm características próprias, tanto na dinâmica do comércio quanto na relação dos empreendedores com seus clientes. A construção de uma plataforma global nos permite fortalecer a identidade da Getnet e, ao mesmo tempo, preservar a relevância da comunicação em cada país”, destaca Denis de Lutiis, head global de comunicação da Getnet.
Com a assinatura “Get+ Vendas”, a Getnet e a W3haus unificam a posicionamento institucional da marca no ecossistema de pagamentos B2B, permitindo que cada subsidiária acione seus principais atributos de produto durante o pico de vendas do final de ano.
“O conceito é o mesmo. A conversa muda de acordo com quem está do outro lado”, conclui Alessandra Santana, CEO da W3haus.








