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Nova campanha de Dove Men+Care propõe discussões sobre a relação entre a masculinidade e o autocuidado

Homens verdadeiros, diversos, quebrando estereótipos tradicionais relacionados e impostos à masculinidade. Esta é a proposta da nova campanha de Dove Men+Care, assinada pela GUT São Paulo. Com um casting formado por homens reais, o filme traz a mensagem de que autocuidado deve ser, sim, “coisa de homem” – não importa o que os outros digam ou achem.
Situações cotidianas retratadas geralmente com personagens femininas são, desta vez, vivenciadas pelo sexo oposto, em cenas que mostram, por exemplo, um homem depilando as axilas e outros usando secador nos cabelos. Há ainda a versão mais comuns aos homens, no melhor estilo “machão”, o que faz o contraponto de que nada faz de alguém “mais ou menos homem”. Por isso, saem de cena os modelos com belezas padronizadas e entram pessoas comuns, em rotinas de autocuidado – isso, sim, o que importa -, como é o caso do atleta paralímpico Gustavo Carneiro Silva.
O que te faz mais ou menos homem? Com esse questionamento, a partir da campanha, a marca propõe reflexões sobre autoestima e masculinidade tóxica, desconstruindo padrões. “Ainda existe uma grande barreira cultural, mas, sim, os homens brasileiros estão se interessando cada vez mais por cuidados pessoais. Queremos provocar essa reflexão para normalizar a relação entre cuidado e masculinidade por causa dos efeitos positivos que isso tem na saúde e bem estar dos homens e da sociedade como um todo”, explica Camila Garbin, gerente de Marketing de Dove Men+Care.
Com o mote “Se importe menos, se cuide mais”, a campanha é parte da estratégia institucional da marca, que novamente se apropria do debate contra estereótipos. Dove Men+Care lidera o movimento de trazer essência e verdade, demonstrando com naturalidade e leveza que atitudes de cuidado, bem estar e afeto nada têm a ver com vulnerabilidade e muito menos diminuem a masculinidade. Para estimular a reflexão e mudanças dos padrões estruturais de comportamento da sociedade, Dove Men+Care vai promover diversas frentes de comunicação e conteúdo simultâneas que visam inspirar homens a percorrerem uma jornada de percepção individual, que valoriza um olhar para eles mesmos e menos preocupação com a opinião dos outros.
“Para questionar padrões, nós criamos uma campanha totalmente livre deles. Trouxemos personagens reais, homens que poderiam ser eu ou qualquer um de nós, que olham para si mesmos e gostam do que veem. Conseguimos, a partir de cenas sensíveis e extremamente verdadeiras, captar manifestações espontâneas de autoestima, fruto do autocuidado”, explica Bruno Brux, diretor executivo de Criação da GUT São Paulo.
Camila aponta que a campanha é extremamente relevante e provocativa, um apoio para que os homens ampliem suas relações com cuidado em todos os sentidos. “Vivemos em um contexto sócio-político que continua a reforçar estereótipos masculinos ultrapassados. Crescemos com a visão de que homens não choram, não podem manifestar sentimentos e nem cuidar de sua aparência. Quando os homens se libertam desses padrões, de que cuidar e se cuidar não são coisas para homem, a sociedade ganha como um todo”, pontua.
O Comportamento masculino
Hoje, mais de 50% da população masculina prefere caçoar ou até mesmo não comentar quando os amigos mudam de aparência, segundo dados do Google Consumer Survey, de abril de 2018. Além disso, o estudo aponta que 49% deles só discutem cuidados pessoais e trocam dicas de produtos quando são questionados.
Esse é só o começo da da história, já que os impactos desses padrões também se estendem à preocupação dos homens com questões de saúde. O estudo “Um novo olhar para a saúde do homem” *, aponta que quase 40% dos homens com até 39 anos só vão ao médico quando se sentem mal. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a proporção de mulheres que consultaram pelo menos um médico em 2019 era superior à dos homens (82% a 69%).
Esse é um dos fatores pelos quais em diversos países, inclusive no Brasil, a expectativa de vida dos homens é inferior à das mulheres em sete anos (IBGE 2020). Além disso, os homens foram responsáveis por 76% dos suicídios no Brasil no ano passado, segundo relatório da OMS.
A relação dos homens com o autocuidado mais uma vez ficou evidente durante a pandemia, uma vez que eles são menos propensos ao uso de máscaras. A análise do UOL TAB de São Paulo mostrou o número de mulheres com proteção chega a ser até 20% maior do que o de homens. O resultado reforça um estudo da Middlesex University (Reino Unido) e do Mathematical Science Research Institute (Estados Unidos), que constatou que apenas 29% dos homens sempre usam máscara em público.
Agência: GUT São Paulo
Anunciante: Unilever
Produto: Dove Men+Care
Título: Se importe Menos, Se cuide Mais.
Território: Brasil
ECD: Bruno Brux
Creative Directors: Linus Oura & Tiago Abreu
Creatives: Rafael Quintal, Rodrigo Sganzerla, Julia Mota & Paulo Damasceno
Managing Director: Valéria Barone
Group Account Director: Camila Prado
Account Manager: Marcela Jundurian
Head Of Strategy: Fernando Ribeiro
Strategy Director: Diana Lopes
Social Strategist: Douglas Coelho, Bárbara Reis
Head of Production: Mariane Goebel
Production Director: Julia Ramos
Producer: Renata Fabri
Produtora: Delicatessen
Direção: Lua Voigt
Asis. Direção: Juliana Antich & Pedro Galiza
DOP: Nixon Freire
Dir. Arte: Miwa Shimosakai
Produção: Guilherme Valiengo, Grayce Felix, Felipe Cavassin e Ana Paula Bento
Line Producer: Ana Chrysostomo e Rafael de Paula
Produção Executiva: Tathiana Pires
Montagem: Nathalia Kamura
Cor: Psycho n’Look
Pós Produção: Space Gorilla
Finalizador: André Maluly
Produtora de Áudio: Hefty
Produtor: Edu Luke, Otávio Cavalheiro, Tuco Barini, Celso Moretti e Rud Lisboa
Atendimento: Debora Carvalho e Daniella Cabaritti
Coordenação: Cristiane Oliveira
Produtora de Música: Big Sync Music
Direção de produção de áudio: Alex Menck
Atendimento: Alex Menck
Produção musical: Ghidrah
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Britânia lança campanha de Dia dos Pais com inteligência artificial e foco nos momentos do cotidiano

A Britânia acaba de colocar no ar sua campanha nacional de Dia dos Pais 2026 sob o conceito institucional “Para os momentos que importam”. A estratégia de marketing foi desenhada para reforçar que o ato de presentear vai além do valor material do produto, posicionando a marca de eletroportáteis e eletrodomésticos como uma facilitadora de momentos de carinho, cuidado e conexão real nas pequenas rotinas familiares.
A peça central da campanha dá continuidade à narrativa emocional iniciada no Dia das Mães de 2026. Produzido pela GRID Content, o filme publicitário destaca-se pelo uso de inteligência artificial aplicada à pós-produção. Na campanha, a tecnologia foi adotada como um recurso estético e criativo para enriquecer a transição das cenas, mantendo a autenticidade e a sensibilidade das interações cotidianas reais entre pai e filho.
A nova campanha chega ao mercado respaldada pelo excelente desempenho comercial registrado pela Britânia no Dia dos Pais de 2025, período em que a marca alcançou um crescimento expressivo de no tíquete médio de vendas em comparação ao ano anterior. Os resultados financeiros comprovam uma tendência consolidada de consumo de presentes úteis, voltados para a casa e para o preparo de refeições compartilhadas.
A campanha de Dia dos Pais desdobra-se em uma estratégia de comunicação integrada 360 graus. A marca ativará pontos de contato estratégicos que incluem compra de mídia online e offline, forte presença de conteúdo nas redes sociais, ações táticas com influenciadores digitais e assessoria de imprensa corporativa.
Esse movimento integra-se a um plano de expansão institucional que, nos últimos anos, ampliou os investimentos da Britânia em patrocínios de eventos gastronômicos, inserções publicitárias em grandes emissoras de TV aberta e materiais personalizados de merchandising nos pontos de venda (PDV).
Ana Luiza Buffara, vice-presidente da Britânia, ressalta a importância da data para a conexão histórica da marca com a população. “Há 70 anos, a Britânia faz parte da rotina das famílias brasileiras. Nesta data, queremos lembrar que presentear é também uma forma de demonstrar cuidado, carinho e criar memórias. Afinal, são os pequenos momentos compartilhados no dia a dia que realmente fortalecem a relação entre pais e filhos.”
Com o lançamento, a Britânia reafirma sua proposta de valor e aproximação emocional com o consumidor, ofertando um portfólio completo que integra as categorias de cuidados pessoais, cozinha e eletrodomésticos, facilitando as tarefas do lar e liberando tempo para o que realmente importa: a convivência familiar.
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Viés racial em Inteligência Artificial e as falhas de representatividade e os limites éticos do mercado de US$ 617 bilhões

O mercado global de Inteligência Artificial caminha para atingir a marca de US$ 617 bilhões até o final do segundo semestre de 2026, mantendo uma taxa de expansão de ao ano, segundo dados da consultoria alemã Statista. No entanto, diante das mais de 47 mil ferramentas ativas mapeadas pela plataforma “There’s An AI For That” (TAAFT) em setores que vão do recrutamento empresarial à publicidade, desenvolvedores e especialistas acendem um alerta: os vieses raciais e algorítmicos podem comprometer a sustentabilidade e a confiabilidade desse crescimento tecnológico.
O debate ganhou contornos urgentes com a divulgação do documento “Lado Sombrio do Escalonamento de Conjuntos de Dados” no GitHub. O estudo revelou que, em 14 modelos multimodais baseados na arquitetura Vision Transformers (ViT-L) — sistemas que processam texto e imagem simultaneamente —, a probabilidade de uma imagem de um homem negro ou latino ser erroneamente associada ao termo “criminoso” aumentou em até .
Cáren Cruz, CEO da Pittaco Consultoria, especialista em imagem identitária e participante da 9ª temporada do programa Shark Tank Brasil, explica que a atual crise ética da inteligência artificial generativa herda falhas estruturais de tecnologias de análise facial desenvolvidas há quase uma década. “Ainda em 2017, a pesquisadora Joy Buolamwini, do MIT Media Lab, vinha denunciando falhas nos sistemas de visão computacional a partir da sua própria experiência como mulher negra. Em 2018, ao lado de Timnit Gebru, ela publicou o estudo Gender Shades, demonstrando que softwares comerciais de análise facial apresentavam índices de erro drasticamente maiores ao analisar mulheres de pele escura em comparação a homens de pele clara.”
Para Cáren Cruz, a raiz do problema reside na curadoria dos bancos de dados que alimentam os algoritmos de machine learning. Sem uma base de dados que represente a pluralidade humana, a inteligência artificial acaba por reproduzir e automatizar as desigualdades históricas do ambiente analógico. “A tecnologia não nasce neutra. Ela aprende a partir de bancos de dados, imagens, descrições e repertórios que também carregam desigualdades históricas. Se esses dados foram construídos com baixa diversidade racial, a ferramenta tende a reproduzir essas limitações. Quando o sistema altera características fundamentais de uma pessoa negra, está reproduzindo uma lógica histórica em que determinados traços são tratados como algo a ser corrigido ou neutralizado.”
Com mais de 18 anos de atuação no mercado de consultoria identitária corporativa, a CEO da Pittaco defende que a diversidade racial e a precisão técnica em colorimetria devem ser tratadas como prioridades de engenharia pelas big techs. A executiva relembra uma dinâmica de desenvolvimento de produto em que participou de um grupo focal nacional: a metodologia de uma instituição tentou categorizar a pele negra em apenas 6 tons. Trata-se de uma simplificação analítica ineficaz para o mercado de cosméticos, imagem e tecnologia, especialmente no Brasil. “Quem trabalha com imagem sabe que essa redução não abraça a complexidade das peles negras. Não estamos falando de uma única cor ou classificação, mas de um espectro muito amplo, que envolve variações de pigmentação, subtons, luminosidades, contrastes e profundidades cromáticas decorrentes de intensas miscigenações. A inovação verdadeira precisa reconhecer, preservar e respeitar a pluralidade das aparências negras sem apagar, suavizar ou padronizar aquilo que nos identifica.”








