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Marcas Mais Valiosas do Brasil de 2020 crescem 4% e totalizam US$ 55,7 bilhões

A Kantar e a WPP lançam hoje o novo ranking Brandz Brasil com as 25 Marcas Mais Valiosas de 2020, em parceria com o jornal Meio & Mensagem. Neste ano, mesmo diante de um cenário adverso gerado pela crise da Covid-19, as marcas brasileiras tiveram um incremento de 4%, somando US$ 55,7 bilhões de dólares no valor total das marcas.
Esse cenário adverso está representado nas Top 3 marcas do ranking:
O Itaú, com um valor de US$ 8.268 bilhões, assumiu a liderança e se manteve estável no valor de marca, declinando apenas 1% se comparado a 2019.
Skol, segundo lugar no ranking, com US$ 6.797 bilhões, e Bradesco, terceiro lugar, somando US$ 6.137 bilhões, também apresentaram queda em seus valores de marca quando comparados a 2019.
Confira o Top 10:
| Ranking | Marca | Categoria | Valor de Marca 2020(bi $) | Valor de Marca 2019(bi $) | Variação do valor de marca |
| 1 | Itaú | Instituição Financeira | 8.268 | 8.368 | -1% |
| 2 | Skol | Cerveja | 6.797 | 7.253 | -6% |
| 3 | Bradesco | Instituição Financeira | 6.137 | 9.468 | -35% |
| 4 | Magazine Luiza | Varejo | 5.111 | 2.287 | 124% |
| 5 | Brahma | Cerveja | 3.720 | 3.781 | -2% |
| 6 | Globo | Canais de TV | 3.295 | 3.624 | -9% |
| 7 | Antarctica | Cerveja | 2.558 | 2.672 | -4% |
| 8 | Renner | Varejo | 2.273 | 1.903 | 19% |
| 9 | Amil | Cuidados da saúde | 2.050 | 1.840 | 11% |
| 10 | Sadia | Bens de Consumo | 1.637 | 1.339 | 22% |
A batalha dos bancos para se manter no topo
Apesar de tomarem dois dos três primeiros lugares do ranking, as instituições financeiras enfrentaram uma batalha para se manter no topo. O contexto do negócio já estava sendo afetado antes mesmo da pandemia da Covid-19, com o governo diminuindo drasticamente a taxa de juros, e o avanço das fintechs – que cada vez mais estão ganhando espaço de forma bastante disruptiva.
“Nesse processo, muitas marcas investiram para mitigar esses danos, ao mesmo tempo que criaram campanhas e posicionamentos para se manterem como a escolha dos brasileiros”, diz Silvia Quintanilha, vice-presidente de atendimento da Kantar Brasil. Especificamente no caso dos bancos, apesar do contexto, o Itaú mantém o valor de seus ativos intangíveis, possibilitando sua chegada ao primeiro lugar pela primeira vez nos 14 anos do ranking.
Varejo e Bens de Consumo ganham destaque em 2020
Os destaques do ano foram os setores de Varejo e Bens de Consumo com crescimentos expressivos em relação a 2019 de 72% e 14%, respectivamente. “Marcas que saíram na frente com a experiência digital, inovação e relacionamento mais próximo com o consumidor conseguiram ter uma performance melhor, criando conexão com seu público”, afirma Silvia. “Neste período de pandemia, é importante que as marcas não se distanciem de seus consumidores. Quando a crise passar, quem estará na mente deles serão as marcas que se mantiveram presentes”.
Entre as marcas de Varejo, a Magazine Luiza aparece em quarto lugar esse ano, com US$ 5.111 bilhões em valor (+124%) e a Renner, na oitava posição, com crescimento de 19%, somando US$ 2.273 bilhões em valor de marca. A Magalu investiu em tecnologia dentro de casa – um grande diferencial competitivo – redes sociais e logística, melhorando a experiência do cliente e atraindo mais vendedores para o seu marketplace. Ela também possibilitou que pequenas e médias empresas pudessem ter acesso ao canal de distribuição da Magalu. A Magazine Luiza se reinventou saindo de um modelo de vendas de eletrodomésticos para um modelo de marketplace – concorrendo com Amazon. Hoje é o maior case de transformação digital e ominichannel no país.
Já no segmento de Bens de Consumo, a Sadia se destaca em décimo lugar com alta de 22%, totalizando US$ 1.637 bilhões em valor de marca, e a Seara, que teve um salto de 35%, se comparado a 2019, somando hoje US$ 827 bilhões em 18º lugar. Seara focou em sortimento de produtos de maior valor agregado e crescimento de volume. Ao longo de 2019, foram lançados mais de 80 SKUs (Stock Keeping Unit, ou Unidade de Manutenção de Estoque). Já a Sadia continua sendo a marca mais valiosa de alimentos, expandindo seu portfolio e linhas de produtos.
Metodologia do ranking Brandz Brasil:
O Brandz, ranking da Marcas Mais Valiosas do Brasil leva em consideração o valor financeiro (dados da bolsa e da Bloomberg) e o valor de contribuição da marca, que é a proporção do valor financeiro de uma marca gerado por sua capacidade de aumentar o volume de compra e carregar um premium price (metodologia Kantar).
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Fenômeno de receitas virais impulsiona buscas no Google e estimula empreendedorismo na confeitaria e eletros domésticos

O surgimento de tendências gastronômicas em redes sociais tem encurtado de forma acelerada o caminho entre a visualização de conteúdos digitais e o preparo em casa. Casos recentes como o “morango cravejado” — cujas buscas saltaram 1.460% em uma semana, acumulando milhares de publicações no TikTok e Instagram e um aumento de até 350 vezes em pedidos no iFood — ilustram um comportamento do consumidor focado na reprodução imediata de receitas.
O ranking das preparações mais buscadas no Google Brasil em 2025 confirma a influência dos conteúdos curtos e da praticidade: o “morango do amor” liderou as pesquisas, seguido pelo biscoito do Round 6 e o ovo de Páscoa caseiro. A tecnologia doméstica também figura no centro desse consumo, com a air fryer presente em seis das dez receitas mais procuradas na plataforma.
Paralelamente ao uso recreativo, a cozinha residencial tem se consolidado como ponto de partida para pequenos negócios. Dados do Observatório do Sebrae apontam que o setor de fabricação de produtos de padaria e confeitaria contava com 201.940 empresas ativas em 2025, das quais 92,7% das novas aberturas corresponderam a Microempreendedores Individuais (MEIs). O segmento apresenta expressiva participação feminina, que representa 61,4% da força de trabalho.
Acompanhando a demanda por maior volume de produção e precisão, marcas de eletroportáteis reforçam seus portfólios com equipamentos de alta capacidade. A Britânia destaca linhas como a Batedeira Planetária BBP90A (900W de potência e tigela de 5 litros), o Liquidificador BLQ14A (1400W e jarra de vidro) e a Fritadeira Air Fryer Oven BAF16B (2.000W de potência, painel digital e 16 litros de capacidade). “As receitas que viralizam mostram que o consumidor quer experimentar, e o produto eletrodoméstico ideal ajuda a transformar essa vontade em um excelente resultado, com mais praticidade, facilidade e qualidade, tanto para quem cozinha por prazer quanto para quem está começando a empreender”, destaca Maria Cristina da Matta Silva, vice-presidente comercial da Britânia.
O movimento consolida a convergência entre entretenimento digital, hábitos alimentares e o fortalecimento da renda autônoma por meio da gastronomia artesanal.
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Pesquisa revela que 39% dos brasileiros preferem ver anúncios curtos para liberar notícias protegidas por ‘paywall’

Uma pesquisa inédita realizada com leitores no Brasil apontou que 39% dos consumidores aceitariam assistir a um anúncio em formato curto para acessar reportagens restritas por paywall, enquanto apenas 8% demonstraram disposição para contratar uma assinatura paga. O levantamento, encomendado pela adtech Fusify (integrante do ecossistema Membrana Media), reflete a busca de veículos de comunicação por modelos alternativos e sustentáveis de monetização digital.
Os dados dialogam com as conclusões do Digital News Report 2026, do Instituto Reuters, que indicou que apenas 15% dos brasileiros pagam por notícias online — uma retratação de cinco pontos percentuais em comparação a 2023. O estudo da Fusify, realizado com 814 pessoas maiores de 18 anos em todo o país, também revelou o comportamento do público diante de bloqueios rígidos de conteúdo: ao encontrarem um paywall tradicional, 27% buscam a mesma informação em sites gratuitos e 15% recorrem às redes sociais (como Instagram e TikTok) ou aplicativos de mensagem.
Para responder a essa migração de audiência, a Membrana desenvolveu o AdWall, ferramenta alimentada pela demanda publicitária da Fusify. A solução permite ao leitor liberar o acesso ao texto em troca da visualização de uma peça publicitária curta (vídeo, banner ou animação), gerando receita para os publishers sem exigir desembolso financeiro direto do usuário.
“Em um país onde apenas 15% dos leitores pagam por conteúdo online, os paywalls tradicionais acabam, inadvertidamente, excluindo a grande maioria da população do acesso ao jornalismo de qualidade. A questão para os veículos já não é simplesmente se os leitores vão pagar por notícias, mas sim como construir modelos sustentáveis que reflitam a maneira como as pessoas realmente consomem conteúdo digital. Nossa pesquisa sugere que há demanda por alternativas ao modelo ‘pague ou saia’. O AdWall é uma forma de ponte para essa lacuna”, explica Daniela Benoit, head de vendas da Fusify Brasil.
A proposta do formato visa atuar de forma complementar aos modelos tradicionais de assinatura, retendo leitores em ambientes editoriais consolidados e oferecendo aos anunciantes um canal direto de impacto em audiências qualificadas.








