Conecte-se com a LIVE MARKETING

Artigos

Luli Hunt – O entretenimento através das Leis de Incentivos Fiscais

Publicado

em

Ao longo da história da humanidade, as expressões artísticas e culturais sempre tiveram grande dependência do apoio financeiro das mais variadas fontes. O mecenato, por exemplo, surgiu na Itália renascentista e seus praticantes sustentaram e promoveram incontáveis artistas e atividades culturais. A Igreja e os governos também são, historicamente, patronos da arte e eventos. 

Avançando para períodos mais recentes, as empresas igualmente assumiram este papel – por fazer parte de seus valores, mas também de olho em obter uma imagem positiva para sua marca e na promoção de seus produtos. Nada mais justo! Afinal, essa é uma relação ganha-ganha: os autores, por conseguirem produzir e sobreviver com sua obra; as empresas, por se diferenciarem no mercado e atingirem seus objetivos mensuráveis e não mensuráveis, e o cidadão brasileiro, por ter a sua disposição mais cultura, arte e eventos de qualidade.

Na esteira da promulgação de leis de incentivo fiscal à cultura – nas esferas federal, estadual e municipal. 

De fato, essa é uma isca difícil de resistir: reduzir a carga tributária da empresa (principalmente porque o valor investido, em muitos casos, é dedutível também como despesa operacional) e, ainda, poder acompanhar e fiscalizar mais de perto a aplicação adequada de recursos que seriam direcionados aos cofres públicos.

Mas, exatamente por envolver questões relacionadas a benefícios fiscais e mexer com a imagem e reputação de uma empresa cidadã, é preciso ir com menos sede ao pote e se cercar de certos cuidados. E como fazer isso? Com muita ética, transparência e legalidade! A questão de alguns anos, tivemos as mídias repletas de escândalos do mal uso do dinheiro público em projetos incentivados e esse fato afetou muito o mercado cultural, que vem sofrendo modificações nas suas diretrizes e impondo regras e mais regras. O Mercado encolheu, mas deve continuar a proporcionar entretenimento, lazer e eventos de grandes proporções.      

Na hora de decidir o investimento em um determinado projeto, a empresa precisa ser criteriosa e ter segurança na parceria que está estabelecendo. Uma produtora idônea que entenda do mercado e tenha respaldo de um profissional que entenda profundamente das leis de incentivo e possa assessorá-lo na definição de qual lei de incentivo irá buscar benefícios. Que acompanhe os procedimentos das leis de Incentivo fiscal e se responsabilize por cada fase do processo, que faça a administração financeira do projeto dentro da mais absoluta correção e legalidade. O processo deve ser 100% transparente em todas as fases: com o cliente, com o produtor e com todas as etapas do desenvolvimento do evento e principalmente a finalização, a prestação de contas junto à esfera Federal, Estadual ou Municipal. 

Essa proximidade entre todos os envolvidos é, na verdade, o segredo do sucesso. Ao se conhecerem e se identificarem com os valores uns dos outros, terão segurança para evoluir o projeto e atingirem seus objetivos comuns. 

Na época que estamos vivendo, de recursos reduzidos, quase inexistentes, por mais que o faturamento das empresas diminua, os impostos vão continuar a serem gerados, podendo contribuir dentro das alíquotas de renúncia fiscal, viabilizar emprego e entretenimento.

Um exemplo de projeto de entretenimento incentivado pelas leis de incentivos Fiscais, temos o espetáculo ´´ Senhor dos Anéis in Concert“. O evento trata do cine concerto da Trilogia do Senhor dos Anéis.

 Orquestra ao vivo, partitura original, filme e evento oficial, 92 músicos e um coro de 150 vozes (50 mulheres, 50 homens e 50 crianças) e uma solista. É o mundo do entretenimento chegando ao público através da renúncia fiscal, proporcionando uma experiência única que agrega o requinte da presença de uma orquestra sinfônica junto a experiência popular do cinema.

Continue lendo

Artigos

O novo desafio do branding: ser lembrado quando a IA escolhe por você

Publicado

em

*Samira Cardoso

Estamos vivendo a era da presença inteligente, um momento em que a antiga lógica do funil de vendas já não representa mais a realidade da jornada de compra, devido à sua complexidade. A decisão de compra, que antes era vista como uma sequência linear de etapas, hoje acontece em momentos simultâneos, onde o comprador, mais protagonista do que nunca, navega por um mar de informações e conta ainda com uma nova ferramenta de deliberação, que é a IA.

Agora, o desafio para as marcas não é mais  aparecer no momento certo, como era na antiga lógica, e sim existir de forma relevante e autêntica dentro das constelações de pontos de contato que se formam, muitas vezes, longe dos olhos e dos sistemas de medição tradicionais das empresas.

Para ilustrar esse cenário, segundo o relatório do LinkedIn Sales Navigator de 2026, 94% dos compradores B2B já utilizam ferramentas de IA generativa em seu processo de compra, transformando-a em uma referência muitas vezes mais influente do que as fontes tradicionais. No entanto, a maioria das organizações, cerca de 96%, não aparece nas respostas dessas inteligências, tornando-se invisível para o novo comprador, conforme o 2X AI Visibility Index 2026. Isso significa que as marcas precisam construir uma logística de conteúdo para humanos e também para as máquinas.

Está claro que o processo de decisão não é mais individual, mas sim um trabalho de comitê, e a presença do time comercial acontece apenas uma fração do tempo, enquanto a maior parte da jornada se desenrola longe do contato direto. A IA se torna, então, uma extensão desse comitê, uma presença digital que filtra, compara e sugere com base em dados, alterando a “presença inteligente” da marca para uma questão de sobrevivência.

Para navegar nessa nova realidade, a estratégia de marketing precisa se afastar da lógica engessada de etapas e abraçar a fluidez dos momentos e comportamentos do comprador. A comunicação precisa começar muito antes de o comprador estar pronto para assinar um contrato, falando com a imensa maioria que ainda está pesquisando e amadurecendo sua escolha.

Enfim, o branding ganhou uma nova cara e a era da presença inteligente exige que as marcas se tornem arquitetas de sua própria visibilidade no mundo digital, criando conteúdos que conversem com as necessidades atuais do comprador em cada instante de sua jornada. Isso significa produzir materiais que gerem interesse e desejo ao longo de todo o ciclo de consumo, aprender a ouvir o que a IA já está dizendo e se posicionar para ser a resposta que ela dará, utilizando o blog, notícias e as relações públicas como motores de recomendação.

*Samira Cardoso – Co-fundadora e CEO da Layer Up.

Continue lendo

Artigos

A próxima batalha do marketing de performance será pelos criativos

Publicado

em

*Deny Zatariano

Durante muito tempo, boa parte da discussão sobre performance no marketing digital esteve concentrada em mídia: quanto investir, onde distribuir a verba, como segmentar melhor, reduzir o custo de aquisição e aumentar a conversão.
Essa operação evoluiu muito. Hoje, conseguimos criar audiências específicas, acompanhar resultados quase em tempo real e redistribuir investimentos rapidamente. Essa evolução expôs um novo gargalo: não adianta ter uma máquina sofisticada de distribuição se faltam criativos para alimentá-la.
Quem trabalha com performance conhece a dinâmica. Um anúncio funciona, ganha investimento e, depois de algum tempo, começa a perder eficiência. Uma abordagem funciona para determinado público e tem pouco resultado com outro. Cada resposta da campanha abre novas possibilidades de teste.
A consequência é uma demanda crescente por criativos: diferentes ganchos, argumentos, formatos, pessoas, contextos e chamadas para ação para públicos cada vez mais segmentados. É aí que o modelo tradicional começa a encontrar seus limites.
Durante décadas, fomos treinados para pensar comunicação a partir de campanhas: um conceito, uma grande produção, algumas peças principais e um período de veiculação. Essa lógica continua fundamental para a construção de marca. Ao lado dela, a mídia de performance criou outra necessidade: uma produção contínua de criativos.
A lógica passa a ser produzir, testar, aprender e produzir novamente. E há uma mudança importante aí: o criativo também virou dado. Quando colocamos diferentes vídeos para rodar, descobrimos quais ganchos prendem atenção, quais argumentos geram resposta, quais perfis criam identificação e quais chamadas levam à ação. Esses aprendizados ajudam a decidir o que produzir em seguida.
Quanto mais rápido um time consegue transformar o resultado de uma campanha em novos criativos, mais hipóteses consegue testar e mais aprende sobre o que funciona para cada público. O desafio é fazer isso em escala sem produzir centenas de variações parecidas.
A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, pode assumir boa parte do trabalho dos bastidores: organizar briefings, apoiar roteiros, verificar requisitos, analisar materiais e identificar padrões. Com menos trabalho operacional, torna-se possível ampliar a quantidade de pessoas, contextos e possibilidades criativas envolvidas na produção.
Esse uso da IA abre um caminho particularmente interessante para o marketing: tecnologia nos bastidores para viabilizar uma produção humana maior e mais diversa. Durante anos, boa parte da vantagem em performance veio da capacidade de operar mídia melhor. Essas competências continuam fundamentais. Agora, outra capacidade ganha peso: quem consegue alimentar essa máquina com mais e melhores hipóteses criativas?
No marketing de performance, a capacidade de produzir bons criativos com velocidade pode ser a próxima grande vantagem competitiva.

*Deny Zatariano – Especialista em creator economy, tecnologia aplicada ao marketing e creative performance e fundador da Pikko
Continue lendo