Empresa
Kraft Heinz entra em acordo para adquirir empresa de alimentos brasileira Hemmer

A Kraft Heinz Company (Nasdaq: KHC) (“Kraft Heinz”), detentora das marcas Heinz e Quero no Brasil, anunciou que entrou em um acordo para adquirir a Hemmer, uma empresa brasileira focada em molhos, condimentos e conservas.
A associação com a Hemmer – uma empresa de 106 anos sediada em Blumenau, Santa Catarina – irá expandir a plataforma internacional da Kraft Heinz nas categorias de condimentos e molhos denominada Taste Elevation, assim como apoiar a estratégia de aumentar sua presença em mercados emergentes. A conclusão desta transação está sujeita à aprovação do CADE (o Conselho Administrativo de Defesa Econômica do Brasil).
“Juntar forças com a Hemmer nos oferece uma grande oportunidade de acelerar nossa estratégia de crescimento internacional centrada em Taste Elevation – nosso portfólio de produtos com alta qualidade e delicioso sabor que realçam o paladar da comida”, afirmou Rafael Oliveira, o Presidente da Zona Internacional da Kraft Heinz.
A combinação tem como objetivo acelerar o crescimento de ambas as empresas, cujos portfólios são complementares – Hemmer atua no segmento mainstream, Quero no value e Heinz no premium.
“A Hemmer, assim como a Kraft Heinz, apresenta uma oportunidade de crescimento consistente. Com o apoio da nossa experiência e agilidade, enxergamos um grande valor a longo prazo na união das nossas empresas.” afirmou Fernando Rosa, presidente da Kraft Heinz Brasil.
A Hemmer irá se beneficiar da rede de distribuição e modelo de atendimento da Kraft Heinz no país, incluindo o canal de foodservice que está crescendo ainda mais rapidamente.
“Nos últimos anos, a Hemmer vem crescendo como uma empresa alimentícia que é sinônimo de sabor, qualidade e variedade de portfólio. Estamos extremamente honrados com a potencial aquisição e oportunidade de expansão que essa negociação oferece ao dar sequência na história da nossa família na região,” afirmou Christian Luef, CEO da Hemmer.
O Rothschild & Co está atuando como assessor financeiro exclusivo da Kraft Heinz e o Madrona Law como assessor jurídico para essa transação em potencial.
Pabst & Hadlich Advogados Associados estão atuando como assessores exclusivos dos acionistas vendedores e da Hemmer.
Empresa
TIM revoluciona creator economy com lançamento da TIM House e premiação de R$ 50 mil

A TIM acaba de anunciar a criação da TIM House, a primeira plataforma proprietária de uma operadora no Brasil dedicada exclusivamente à gestão e monetização de creators. O projeto, que nasce de uma joint venture estratégica entre as agências Mynd e Stage, marca um ponto de inflexão na creator economy, transformando o relacionamento entre marca e influenciadores em um ecossistema profissional, escalável e orientado a resultados.
Na campanha de estreia, a operadora aposta alto: os 30 conteúdos com melhor performance serão premiados. O grande vencedor levará para casa R$ 50 mil, um iPhone 17 e a oportunidade de uma collab exclusiva com a influenciadora Pequena Lô. O objetivo central é acelerar talentos emergentes, oferecendo capacitação e visibilidade em um ambiente que conecta briefings claros a recompensas financeiras e experiências exclusivas da marca.
“A TIM House é o nosso convite para que creators emergentes conquistem novos espaços. Construímos um hub para ampliar conversas, acelerar talentos e abrir possibilidades de monetização, sempre valorizando as vozes que tornam as redes mais plurais e autênticas”, explica Marcos Lacerda, vice-presidente de comunicação e marca da TIM. Segundo o executivo, a iniciativa aproxima a marca de narrativas diversas e relevantes, transformando tecnologia em liberdade de criação.
A mecânica da TIM House foi desenhada para ser intuitiva e dinâmica. O influenciador realiza o cadastro no portal oficial, acessa o briefing vigente, produz o conteúdo e o envia para aprovação via plataforma. Uma vez aprovado e publicado, o creator torna-se elegível para remunerações que variam entre valores em dinheiro, benefícios do ecossistema TIM ou acesso a ativações proprietárias.
O primeiro desafio convida a comunidade a criar conteúdos inovadores sobre o patrocínio da TIM no Big Brother Brasil 26 e o plano TIM Controle + Globoplay. Para participar, o criador deve ter mais de 18 anos e uma base mínima de mil seguidores no Instagram, reforçando o foco da operadora nos microinfluenciadores e na cauda longa da influência digital.
“A creator economy já se consolidou como uma das principais forças da comunicação contemporânea. Nosso papel foi ajudar a estruturar um ambiente em que creators tenham acesso a oportunidades reais de monetização e conexão direta com grandes marcas”, comenta Fátima Pissarra, CEO da Mynd. Fabrizio Galardi, sócio-diretor da Stage Digital, reforça que a intenção é transformar consumidores em porta-vozes engajados.
Empresa
Elementar Digital alerta para a fadiga criativa como o grande gargalo da mídia paga em 2026

O cenário da mídia paga para 2026 apresenta-se complexo, dominado pelo avanço do social commerce, pela onipresença da inteligência artificial e pelo amadurecimento da creator economy. No entanto, um fenômeno silencioso tem corroído os resultados das marcas mais do que as mudanças algorítmicas: o creative fatigue, ou fadiga criativa. O problema ocorre quando a repetição excessiva de um anúncio satura a audiência, provocando a queda do CTR e a explosão do CPA.
De acordo com Felix Bohn, sócio da Elementar Digital, agência especializada em performance orientada por dados, muitas operações falham ao diagnosticar essa queda de rendimento. “Muitas operações atribuem a piora a fatores externos, como sazonalidade, concorrência ou ao algoritmo, quando o que está pesando mesmo é a repetição: a frequência vai acumulando e os criativos acabam perdendo força”, analisa o executivo.
Dados compilados pela Hubspot reforçam a urgência do tema: o engajamento de um anúncio costuma atingir o ápice entre a 3ª e a 4ª exposição. A partir da 5ª vez que o usuário vê a mesma peça, a “cegueira de banner” se instala, derrubando a taxa de cliques e encarecendo a campanha. A recomendação técnica para mitigar esse desgaste é o rodízio de criativos em janelas de 7 a 14 dias.
Bohn alerta para um erro comum cometido por equipes de marketing: a substituição abrupta de todas as peças de uma campanha ao notar a saturação. Esse movimento interrompe o aprendizado de máquina das plataformas, gerando instabilidade. A estratégia correta, segundo o especialista, é o escalonamento.
“É preciso manter os criativos de maior performance rodando enquanto novos são testados em paralelo, e definir janelas de teste com métricas claras de aprovação antes de escalar ou pausar. A gestão criativa não pode ser uma demanda ad hoc que surge quando os números caem. É um processo contínuo”, ressalta Bohn.








