Empresa
Kantar Brand Footprint anuncia as 20 marcas mais escolhidas mundialmente

Coca-Cola, Colgate e Maggi permanecem no top 3. Marcas locais ganharam mais penetração do que as globais
Coca-Cola, Colgate e Maggi permaneceram em 2019 como as três marcas mais escolhidas pelos consumidores mundialmente. É o que aponta o ranking anual Brand Footprint, da Kantar, líder global em dados, insights e consultoria, que foca no desempenho de longo prazo das marcas e este ano também inclui uma análise especial sobre o desempenho delas durante a atual pandemia do novo coronavírus.
O estudo também mostra que em 2019 mais carrinhos foram preenchidos com as grandes marcas – com 20 das 25 principais registrando crescimento na frequência de compra -, mas que as locais se mostraram mais fortes. Enquanto as globais aumentaram seus pontos de penetração em 2% em comparação com 2018, o que equivale a 28 milhões de compradores, as locais obtiveram 3,1% de crescimento, ou seja, 43,4 milhões. Cada ganho de penetração de 0,1% equivale a 1,4 milhão de compradores.
424 bilhões de escolhas de marcas foram feitas no ano passado, sendo que 40 marcas foram tiradas das prateleiras mais de 1 bilhão de vezes cada. Cinco delas fizeram sua estreia neste grupo: Brooke Bond, Head & Shoulders, Kinder, Heinz e Oreo.
A Coca-Cola permanece imbatível no topo, com mais de 6 bilhões de ocasiões de compra. Na sequência vêm a Colgate, com 4 bilhões, e Maggi, com 3 bilhões.
A competição ficou mais acirrada em todos os setores de bens de consumo massivo (FMCG). Apenas 46% das marcas alcançaram crescimento de pontos de penetração, contra 47% em 2018, 49% em 2017 e 52% em 2016. Com relação aos setores, os que se fortaleceram foram os de saúde e beleza, laticínios, alimentos e bebidas.
“As marcas FMCG estão acostumadas a navegar em tempos turbulentos. Em 2019, vimos muita inovação em resposta às diferentes macrotendências. Esse talento para a inovação garantirá que as maiores marcas do mundo sejam capazes de responder aos desafios impostos pelo COVID-19 e pelo mercado FMCG cada vez mais competitivo por meio de novos formatos, canais digitais e do comércio eletrônico. Nosso estudo mostra que a inovação que ressoa e se adapta às novas necessidades dos compradores locais, combinada com o aumento do investimento em mercados emergentes, continuarão sendo alavancas significativas do sucesso futuro”, explica Luis Simões, Diretor de Estratégia da divisão Worldpanel da Kantar.
O relatório completo está disponível em https://kantar.turtl.co/story/brand-footprint-2020. Para saber mais sobre o Brand Footprint da Kantar, acesse http://www.kantar.com/brandfootprint.
Empresa
2a1 Cenografia une engenharia e inteligência cenográfica para estruturar a Casa Warner em Brasília

No mercado de live marketing e entretenimento, a transição de um conceito criativo para uma estrutura física de grande porte é frequentemente vista como um ato puramente intuitivo. No entanto, para a 2a1 Cenografia, empresa referência no setor com mais de 27 anos de experiência e responsável por grandes produções na América Latina e nos Estados Unidos, essa transformação é o resultado de um rigoroso processo de engenharia, estratégia de fluxo e viabilidade técnica.
A empresa defende que o sucesso de uma ativação não depende apenas da estética, mas de uma metodologia que garanta que a ideia original sobreviva à execução física sem perder sua essência. O exemplo mais recente desse rigor metodológico pode ser conferido pelo público na edição da Casa Warner em Brasília, onde universos icônicos do entretenimento ganham vida através de cenários detalhados e interativos.
Para a 2a1, transformar ideias em experiências físicas exige uma visão 360º que vai muito além do design. Envolve entender o comportamento do visitante, a durabilidade dos materiais e a logística de montagem em tempo recorde. Cada decisão, do posicionamento de uma luz à textura de uma parede, é baseada em dados e objetivos de marca. “Muitas pessoas acreditam que criar uma experiência como a Casa Warner é um processo puramente artístico, movido pela inspiração. Na realidade, é o oposto: é um processo altamente estruturado, composto por decisões estratégicas e técnicas. Para que uma ideia se torne uma experiência física de impacto, precisamos traduzir o lúdico para a engenharia. Se não houver estratégia por trás da criatividade, o projeto é apenas um cenário; conosco, ele se torna uma jornada emocional e funcional para o público”, afirma Danielle Paulino, CCO da 2a1.
A exposição, realizada em parceria com a Warner Bros. Discovery Global Experiences (WBDGE) e instalada no ParkShopping Brasília, serve como o laboratório perfeito para demonstrar essa filosofia de trabalho. Ao transpor franquias globais para o espaço físico, a 2a1 aplicou inteligência cenográfica para garantir que o fã se sinta, de fato, dentro de seus filmes e séries favoritos.
A precisão na execução garante que a escala, as cores e a interatividade funcionem de forma orgânica, suportando o alto fluxo de visitantes diários e consolidando o espaço como um case de sucesso em brand experience e engenharia de entretenimento.
Empresa
Descompasso estratégico limita o retorno sobre o investimento na Creator Economy brasileira

A consolidação do marketing de influência como uma das principais forças do branding contemporâneo é incontestável, mas a execução das campanhas ainda esbarra em dores estruturais. No Brasil, embora 94% das corporações reconheçam que parcerias contínuas e de longo prazo com criadores de conteúdo geram retornos mais consistentes, expressivos 70% do mercado ainda concentram suas verbas em ativações puramente táticas e pontuais. Os dados são da Pesquisa ROI & Influência, realizada pela YOUPIX em parceria com a Nielsen.
Este descompasso ganhou contornos mais urgentes após os debates do SXSW 2026. O festival global de inovação chancelou a Creator Economy como uma agenda estratégica de alta liderança e geração de novos negócios, pressionando as marcas a abandonarem os vícios de formatos analógicos de publicidade.
Para Thyago Iasino, diretor de estratégias digitais, canais e conteúdo da HouseCricket, a indústria precisa recalibrar sua visão operacional. “O influenciador deixou de ser mídia. Quem ainda trata creator como espaço publicitário está comprando alcance e abrindo mão do principal ativo dessa relação, que é a confiança construída com a audiência”, pontua o executivo.
Essa transformação é empurrada por uma mudança drástica no comportamento do consumidor. Atualmente, 65% dos internautas brasileiros já efetuaram compras motivados por recomendações nas redes sociais (Opinion Box), ao passo que, na esfera global, o índice de pessoas impactadas por criadores em suas decisões financeiras chega a 86%. O cenário prova que a métrica de sucesso migrou do alcance em massa para a profundidade da conexão.
Um dos grandes consensos do mercado corporativo em 2026 é a transição dos influenciadores de meros canais de distribuição para verdadeiras unidades de negócio independentes. O ecossistema caminha para um modelo onde os creators assumem papéis consultivos, atuando no planejamento de campanhas, na validação de portfólios em laboratórios de inovação e, frequentemente, como sócios e cocriadores de linhas de produtos em regime de joint venture.
Essa sofisticação eleva a régua da cobrança por eficiência. O investimento no setor deixou a gaveta de verbas experimentais de live marketing e passou a exigir um impacto nítido nos principais indicadores de performance (KPIs) das empresas, como custo de aquisição de clientes (CAC), conversão em vendas e ganho de market share.
Apesar do amadurecimento conceitual, a comprovação de dados continua sendo o calcanhar de Aquiles das agências e marcas. De acordo com o relatório Influencer Trends 2026, assinado pela Ogilvy, metade dos profissionais de marketing globais (50%) admite não ter ferramentas ou processos claros para provar o retorno financeiro (ROI) de suas ações com influenciadores. Mais grave ainda: 44% das campanhas rodam sem metas preestabelecidas.
Com o aumento expressivo dos aportes financeiros na Creator Economy, o mercado caminha a passos largos para um cenário de severa cobrança por maturidade profissional. As marcas que saírem na frente serão aquelas que entenderem que o marketing de influência não se resume a um post pago no feed, mas sim a uma construção de reputação a longo prazo, cujo ativo final é a confiança do consumidor.









You must be logged in to post a comment Login