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Huggies traz apelido de infância nas camisetas dos jogadores de futebol

Seguindo seu novo posicionamento de marca “Bebê, estamos juntos nessa”, que explora as descobertas da vida de um bebê e lhe apresenta o mundo, Huggies – marca da Kimberly-Clark com solução completa para os cuidados infantis – criou uma ação para apresentar esse esporte aos pequenos de uma forma diferente, simples e engraçada e, de quebra, ainda comemorar o Dia dos Pais.
Afinal, os homens estão mais ativos e familiarizados com as tarefas de ordem prática do dia a dia em casa, como lavar louça (74%) ou cozinhar (47%), segundo mostrou a pesquisa “Parentalidade Real” encomendada por Huggies, em parceria com o instituto On the Go. Aliás, segundo o estudo que conversou com 1.010 mães e pais entre 25 e 40 anos, de todo o Brasil “a hora do banho (83%), da alimentação (82%) e da troca de fraldas (81%) também fica por conta dos pais”, mas nem por isso eles deixaram de curtir os momentos de descontração e brincadeira com os pequenos, sendo um deles o futebol, que é uma paixão de muitos papais brasileiros!
Sabendo de tudo isso, a marca preparou uma ação inédita no clássico Ceará x Fortaleza, que ocorreu justamente no domingo de Dia dos Pais (14/08) para deixar o jogo bem mais “baby friendly” (amigável para os bebês). Para surpreender o público do estádio e de casa, logo na escalação, os jogadores dos dois times foram anunciados pelos seus respectivos apelidos de quando eram bebês – que também estavam estampados em suas camisetas – com o objetivo de ajudar os bebês a compreenderem os nomes de cada um e a partida, com mais facilidade, além de mostrar que os jogadores já foram crianças, assim como seus pais.
O mesmo anúncio foi feito pelos perfis oficiais dos próprios times no ambiente digital, sem prévio aviso aos seguidores, e os apelidos também apareceram no telão do estádio, para gerar curiosidade entre os presentes.
O jogo foi realizado normalmente, gerando ainda mais curiosidade entre os fãs e, somente ao final da partida, a ação foi revelada em um vídeo nos canais da marca (@huggiesbrasil), onde Huggies explica ao bebê que “isso é futebol” e que eles são um time, assim como a marca, junto dos pais e seus filhos.
“Esta é mais uma ação criada a partir do nosso novo posicionamento, ‘Bebê, Estamos Juntos Nessa’ – na qual reforçamos o protagonismo do bebê como o centro de tudo o que fazemos em Huggies. Queremos apresentar a ele o futebol, um dos esportes mais amados pelos brasileiros, de uma forma diferente e, para isso, trouxemos irreverência para o jogo que aconteceu no Dia dos Pais, uma data especial e de descobertas”, conta Carolina Gormezano Frenkiel, gerente de marketing de cuidados infantis e de experiência do consumidor no ambiente digital.
A estratégia de comunicação e criação da ação inédita foi produzida e executada pela Accenture Song, também responsável pelo plano de mídia e conteúdos no digital. Já as ações de PR com influenciadores e imprensa são lideradas pela agência PROS.
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Iniciativa “Open To Help” mobiliza profissionais da comunicação em torno da escuta ativa e mentoria de carreira

As recentes transformações no mercado da publicidade e do marketing têm redesenhado as dinâmicas de contratação, mas um movimento criado de forma espontânea pelo publicitário Fábio Rebouças — diretor criativo associado do Omnicom Media Brazil — começou a jogar luz sobre um diagnóstico sensível da indústria criativa: mais do que a complexidade em conquistar uma recolocação, os profissionais sentem falta de serem ouvidos pelo mercado.
A constatação ganhou tração a partir do projeto “Open To Help”, iniciativa que teve início com uma publicação despretensiosa no perfil pessoal de Rebouças no LinkedIn. No texto, o executivo oferecia voluntariamente uma hora de mentoria para apoiar profissionais em transição de carreira. O que nasceu como uma ação pontual converteu-se rapidamente em uma rede informal de acolhimento corporativo, conectando profissionais de agências de publicidade, live marketing, design, audiovisual, relações públicas, jornalismo e tecnologia.
Em apenas três semanas de projeto, Rebouças conduziu 28 mentorias individuais e gratuitas. Os encontros são realizados inteiramente fora de seu expediente formal, ocupando janelas de tempo durante as noites, finais de semana e feriados. Mais do que uma revisão técnica de portfólios ou ajustes de currículo, as sessões revelaram um comportamento sistêmico do mercado de recursos humanos das agências. “A completa sensação de abandono nos processos de recrutamento apareceu em praticamente todas as conversas. As pessoas sentem uma necessidade enorme de serem ouvidas. Muitas vezes, elas não procuram apenas uma vaga, mas alguém disposto a escutar sua trajetória, seus desafios e ajudá-las a enxergar possibilidades novamente”, avalia Fábio Rebouças.
A publicação original superou a marca de 38 mil impressões na plataforma de negócios, gerando mais de 660 reações e centenas de comentários. O movimento de networking já colhe os primeiros resultados práticos de conversão: dois participantes das mentorias conquistaram recolocações formais no mercado a partir das conexões, direcionamentos e revisões táticas promovidas durante os encontros.
Sem uma metodologia rígida ou promessas comerciais, o “Open To Help” foca em um ativo escasso no ambiente corporativo: a disponibilidade para a escuta. O projeto é aberto a qualquer profissional do ecossistema de comunicação, bastando acionar o idealizador via mensagem direta no LinkedIn para alinhar a agenda.
A capilaridade da iniciativa já conectou criativos de diversas regiões do país, mapeando profissionais em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Curitiba e Porto Alegre, além de cidades do interior como Maringá (PR), Poços de Caldas (MG), Birigui (SP) e a região da Chapada Diamantina (BA). A repercussão começou a atrair o apoio de outras lideranças do setor, como Bruno Höera, CEO da Portland, e André Dainesi, fundador da Descola, que manifestaram intenção de somar esforços para estruturar os próximos passos do projeto.
O planejamento para os próximos meses prevê a expansão do ecossistema através de encontros presenciais, visando estreitar os laços comunitários e potencializar as trocas de experiências. O avanço do “Open To Help” dialoga diretamente com o momento de alta mobilidade profissional global: dados do LinkedIn indicam que mais de 220 milhões de usuários já utilizaram o selo “Open to Work”, enquanto pesquisas da rede apontam que 58% dos profissionais planejam movimentar suas carreiras a curto prazo, chancelando a urgência de iniciativas focadas em inteligência social e empatia no ambiente corporativo.
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Goleiro Vozinha capitaliza ‘hype’ da Copa 2026 e faz sua estreia no mercado de marketing de influência

O goleiro Vozinha, um dos grandes nomes da surpreendente campanha de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026, estendeu seu sucesso para muito além dos gramados. Após viralizar globalmente devido às suas atuações e ao seu carisma marcante, o atleta realizou sua primeira postagem publicitária nesta terça-feira, 30 de junho, em um vídeo focado no segmento de games de futebol. O movimento consolida o goleiro de 40 anos como um verdadeiro fenômeno midiático digital, acumulando uma audiência que já ultrapassa a marca de 17 milhões de seguidores em seu perfil oficial no Instagram.
Atualmente sem clube e ciente de que sua trajetória nos gramados se aproxima do fim devido à idade avançada, Vozinha encontra no ecossistema digital uma alternativa estratégica para estender sua relevância e faturamento. Contudo, o mercado publicitário levanta o questionamento: esse fenômeno das redes sociais é apenas um viral passageiro ou pode se estruturar como uma marca pessoal duradoura? Fabio Gonçalves, especialista em marketing de influência e diretor de talentos da agência Viral Nation, realizou uma análise sobre o futuro comercial do atleta.
De acordo com o especialista, o diferencial de Vozinha em relação a outros atletas do Mundial não reside apenas em sua performance técnica, mas na construção espontânea de um personagem que gera identificação popular imediata. “O hype, por si só, tem prazo de validade. O que pode tornar o caso do Vozinha duradouro é a capacidade de transformar esse momento de atenção em uma narrativa consistente. Ele virou um símbolo de carisma, história, identificação popular e um contexto muito forte, que é representar uma seleção que conquistou o mundo pela surpresa. Agora, para deixar de ser apenas um fenômeno passageiro, ele precisa ter estratégia e frequência, entendendo que audiência não é a mesma coisa que comunidade.”
O agente de influenciadores alerta que o erro mais comum de figuras que ganham projeção meteórica é tentar monetizar todas as oportunidades de forma desordenada, sem critérios de posicionamento. Para garantir longevidade, o goleiro precisará diversificar seus pilares de conteúdo — abordando bastidores do esporte, superação, a cultura de Cabo Verde e a rotina de atleta —, desvinculando sua imagem da dependência exclusiva do meme da Copa.
Embora o futebol de elite seja associado a salários astronômicos, essa não foi a realidade da carreira de Vozinha, que construiu sua trajetória fora das principais ligas do planeta. Por essa razão, a internet desenha-se como sua principal fonte de receita para o futuro, embora o retorno financeiro recorrente exija profissionalização. “Não é porque você ganhou milhões de seguidores que automaticamente diversas marcas vão te procurar. Seguidores abrem portas, mas o que gera dinheiro de forma recorrente é credibilidade, engajamento, consistência e capacidade de se conectar com marcas sem perder autenticidade. A primeira publi é um sinal de mercado, mas o próximo passo é provar que ele consegue manter interesse quando a Copa sair do centro das atenções”, pondera Gonçalves.
O grande trunfo comercial do cabo-verdiano é ter entrado na conversa pública de forma 100% orgânica. Marcas focadas em estratégias de live marketing e embaixadores buscam justamente personagens com essa capacidade nativa de gerar conexão emocional. O desafio central da equipe de gerenciamento do atleta será filtrar as propostas recebidas, recusando campanhas que possam desgastar sua imagem e focando em parcerias que façam sentido para o seu propósito de longo prazo, transformando a vitrine global do Mundial em uma nova e lucrativa fase profissional.








