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Heineken US foge de clima tenso no Facebook e aposta em Pinterest

Apesar de assustador, aqui no Brasil, ainda vemos alguns casos de salões de bares e restaurantes extrapolando sua lotação máxima para receber encontros de amigos. Mesmo ainda não sendo o momento para curtir como nos velhos tempos, as marcas de cervejas estão trabalhando duro para manter as suas ações de pé durante a oscilação de casos da COVID-19. E aí fica o questionamento: qual é o melhor caminho para atingir o público que está em casa e tenta conciliar seus desejos de degustar uma cerveja neste período em isolamento?
Estudos feitos nos últimos meses comprovam que o consumo da cerveja, em específico, aumentou consideravelmente no Brasil. As diversas ativações das marcas promovendo eventos com transmissões ao vivo e música tem sida a melhor saída para todas as marcas no país. Mas, a Heineken USA decidiu mostrar que além da importância do consumo da própria bebida, a comunicação em diferentes momentos do isolamento também é necessário e muito importante para ajudar as pessoas a passar por este período tão complicado.
Agora com o cenário digital em completa expansão, a Heineken USA decidiu aproveitar o momento e montar dicas de como reutilizar as garrafas de cerveja para produzir novos itens para a casa como peças de artesanato, decorativos natalinos e arranjos florais para este final de ano. Bem bacana, né?
As marcas do Grupo Heineken agora apostam em novas plataformas para atrair a atenção do público e conversar com todos que estão em casa. Os novos caminhos para a Dos Equis e Tecate – marcas da Heineken – são o Pinterest e o Tastemade, redes sociais estéticas, para publicar seus vídeos curtos sobre decoração inusitada. Além disso, para os executivos da marca, a espera é que esse novo formato ajude a Heineken a vender mais a partir de agora nesta temporada de férias.
Essa válvula de escape proposta pela marca reflete muito na situação dos meios tradicionais, como o Facebook – muito julgado pelos americanos por seu feed repleto de Fake News e cenas lamentáveis sobre assuntos considerados pesados em um momento designado para o descanso. “Se você está preso em casa, o que você está fazendo?”, questionou Alison Payne, VP de Marketing da Heineken US, em sua participação na última edição do podcast ‘Marketer’s Brief’, do AdAge. “O Pinterest é uma ótima plataforma para obter informações para onde estão os consumidores estão indo… fugindo do pesadelo do Facebook, da rolagem da desgraça… notícias falsas e coisas assim.”
Vale ressaltar que a Heineken também foi uma das marcas participantes no boicote de anúncios no Facebook, em julho, sobre as políticas de discurso de ódio da rede social. No entanto, a vice-presidente também comentou no podcast que a marca já está de volta ao Facebook, isso porque ‘ainda é uma plataforma importante para nos engajarmos’, conclui Payne.
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
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IVC reformula auditoria de eventos e passa a oferecer certificação ‘ad hoc’ com desduplicação de dados presenciais e remotos

O Instituto Verificador de Comunicação (IVC) anunciou uma reestruturação em seu serviço de auditoria para o setor de eventos. A partir da mudança, a verificação deixa de figurar como uma categoria fixa de filiação e passa a ser oferecida na modalidade ad hoc para veículos filiados e empresas organizadoras associadas como assinantes. A evolução metodológica abrange a aferição de públicos híbridos (presenciais e virtuais) com desduplicação total de dados.
O serviço atende a diferentes formatos do mercado, incluindo encontros B2B, B2C, feiras técnicas, congressos científicos, simpósios e webinars. A auditoria é estruturada em três eixos principais: controle e validação de acessos de visitantes únicos (cruzando credenciamento, catracas e bilheteria); inteligência de perfil demográfico e cargos decisórios; e certificação documental de expositores, palestras paralelas e ações promocionais. “A medida é parte de uma das principais metas do Instituto de trazer aos decisores de marketing e comunicação dados que possam integrar os pontos de contato da mídia com suas audiências, em uma estratégia de presença cada vez mais omnichannel. Neste sentido, o Instituto pode agregar dados de impresso, websites, newsletters, streaming, eventos e, ocasionalmente, redes sociais”, afirma Pedro Silva, presidente-executivo do IVC.
A contratação do serviço pode ser solicitada via canal oficial do instituto antes do início do evento, com custo fixo de R$ 782,60 por edição, além de despesas operacionais em caso de acompanhamento in loco.
O aperfeiçoamento da metodologia acompanha a expansão econômica do segmento. Dados do Observatório da Indústria/SENAI estimam que a cadeia de eventos no Brasil movimentará mais de R$ 1,5 bilhão até 2035, representando cerca de 5% do PIB nacional. “À medida que o segmento de eventos cresce, aumenta proporcionalmente a demanda de anunciantes e patrocinadores por transparência, com dados precisos de audiência. Desta forma, o IVC transforma números declarados em informações certificadas imprescindíveis para investimentos seguros, tanto da iniciativa privada quanto de órgãos do governo”, destaca Marco Aurélio Souza, gerente de auditoria e projetos de mídia do IVC.
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Pesquisa “Entre Brasis 2026” aponta que campanhas com creators locais geram até 3,5 vezes mais engajamento

Estudo inédito divulgado pelo Hub de Brasilidades — plataforma de inteligência cultural criada pelo Grupo Farol em parceria com a Waví e o BR Data Lab — revela que campanhas publicitárias conduzidas por criadores de conteúdo oriundos da mesma região do público-alvo alcançam taxas de engajamento até 3,5 vezes superiores às de ações com influenciadores externos ao contexto local. Intitulada “Entre Brasis 2026”, a pesquisa analisou o desempenho de campanhas e colheu mais de 2,3 mil respostas de creators de todas as regiões do país cadastrados na plataforma MIS.
Os dados mostram que creators locais obtiveram taxa de engajamento média de 5,45% em ações regionalizadas, ante 1,57% registrado por influenciadores de fora da região. A pesquisa também mensurou o índice de favorabilidade — percepção positiva gerada pela marca —, que foi 7,83 pontos percentuais superior quando a comunicação utilizou vozes com relevância e legitimidade territorial. “Durante muito tempo, a regionalização foi tratada como uma discussão ligada à representatividade. O que observamos é que ela também produz impacto mensurável em indicadores de performance. Em um país tão diverso quanto o Brasil, falar com as pessoas a partir de repertórios locais deixou de ser apenas uma escolha criativa para se tornar uma decisão estratégica de negócio”, analisa Raphael Vignola, presidente do Grupo Farol.
O levantamento aponta um desalinhamento entre o discurso das marcas e a percepção dos produtores de conteúdo: apenas 31% dos entrevistados consideram que marcas de fora de suas regiões compreendem adequadamente a cultura local, enquanto 55% avaliam que seus territórios não são bem representados no ambiente digital. Além disso, mais de 73% relataram incômodos com o uso de estereótipos e a falta de autenticidade nas peças publicitárias.
Na análise sobre frequência de marca, empresas que mantêm presença contínua em pautas regionais geram até seis vezes mais shareability (potencial de compartilhamento espontâneo) do que aquelas que realizam apenas ativações sazonais ou isoladas. “Os dados mostram que a regionalidade não é apenas uma questão de representação, mas um fator que influencia diretamente a conexão entre marcas e pessoas. Fica evidente que a proximidade cultural gera resultados mais consistentes e que ainda existe um descompasso entre a forma como muitos territórios são retratados e a maneira como a população local se enxerga”, pontua Marly Abdalla, sócia da Waví.







