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“Haters pro Bem”: Projeto da Purple Cow transformar ódio em ajuda

A pandemia da Covid-19 levou a muitos da população brasileira a um estado de vulnerabilidade, pensando nisso a ONU-Habitat, ISER, Purple Cow e Ame Digital juntaram-se para levar ajuda às cidades brasileiras. A ação, lançada na terça-feira (05), foi iniciada por dez grandes complexos de favelas do Rio de Janeiro (Cidade de Deus, Rocinha, Complexo do Alemão, Penha, Jacarezinho, Lins, Vila Kennedy, Chapadão, Pedreira e Maré).
Os impactos da pandemia são maiores na população que vive em assentamentos informais e favelas em todo o mundo. No Brasil, atualmente cerca de 11 milhões de pessoas residem em assentamentos informais e 7.225 milhões de habitações apresentam déficit de, pelo menos, um tipo de serviço de infraestrutura. A Covid-19 pode fazer com que muitos territórios demorem anos para se recuperar, se medidas de apoio especiais não forem fornecidas a essa população.
Diante dessa realidade, a agência Purple Cow criou o movimento “Haters Pro Bem” para ajudar o ONU-Habitat, Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, a arrecadar fundos com o objetivo de proporcionar segurança, saúde, moradia, alimentação, além de geração de renda, e garantir condições básicas de higiene e prevenção à Covid-19. A campanha, cujo mote é “Cuide da vida de quem precisa”, foi desenvolvida também em parceria com o ISER (Instituto de Estudos da Religião) e tem o apoio do super app Ame Digital e das produtoras Canja Audio Culture(som), SlingShot (digital) e Lampião Filmes (imagem).
O movimento visa incentivar celebridades e influenciadores atacados por haters na internet a transformar o ódio em uma campanha de doações, respondendo os comentários ofensivos com a URL http://cuidedavidadequemprecisa.com.br/. Acessando o site da campanha, as pessoas poderão fazer doações por meio da Ame Digital, acompanhar a meta de arrecadações e conhecer mais sobre as dez comunidades que serão inicialmente beneficiadas. O conteúdo do portal foi produzido e gravado em parceria com film makers e fotógrafos residentes nessas favelas.
Haverá também um perfil no Instagram (@hatersprobem), cuja proposta é uma interação com haters por meio da seguinte mensagem: “Gosta de cuidar da vida dos outros? cuidedavidadequemprecisa.com.br”.
“Mais do que levantar recursos para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, via a estrutura operacional da ONU e do ISER, o projeto quer jogar holofotes na situação de quem vive nas favelas do Rio de Janeiro, principalmente nesse delicado momento de pandemia. Buscamos provocar uma reflexão sobre a energia que muitos haters gastam cuidando da vida de outras pessoas. Queremos engajar o maior número possível de influenciadores, fazendo com que eles e elas compartilhem a URL em resposta aos seus haters, amplificando o alcance do projeto. Com uma simples URL estamos buscando provocar reflexões, enquanto motivamos doac oes para ajudar quem está precisando de ajuda”, analisa Cassio Filho, CCO da Purple Cow.
Segundo Rayne Ferretti Moraes, Oficial Nacional do ONU-Habitat para o Brasil, ficou claro que “a Covid-19 afetou e transformou a vida das pessoas em todo o mundo, entretanto, vemos que a capacidade de resposta de cada pessoa depende do local onde mora, do gênero e da raça. Pretendemos, com essa iniciativa em parceria com o ISER, a Purple Cow e a Ame, preparar mecanismos que intensifiquem a capacidade de resposta e de acesso a meios de proteção e recuperação de quem mais precisa ”.
“Converter a energia do ódio supérfluo na internet em ações de consciência coletiva pode ser a ferramenta adequada para aprofundar a ideia de que essas comunidades são parte da cidade e não devem ser deixadas para trás em momento algum, seja de crise, seja em tempos normais”, complementa Rayne.
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Estudo da Troiano aponta o branding como ativo estratégico para o crescimento da indústria farmacêutica no Brasil

A indústria farmacêutica atravessa uma transformação no modo de construir valor e relacionamento com seus públicos. Em um cenário impulsionado pelo avanço dos genéricos, digitalização da jornada de saúde e evolução dos hábitos de consumo, a diferenciação estritamente técnica deixou de ser suficiente para garantir a liderança de mercado. É o que aponta o relatório O Pulso do Mercado – Construção de Marca e Geração de Valor na Indústria da Saúde e Bem-Estar, desenvolvido pela consultoria Troiano.
O levantamento destaca dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e da consultoria IQVIA, que mostram que o mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 246,1 bilhões em 2025, o que representa uma expansão de 11% na comparação com o ano anterior. Paralelamente, o setor ampliou seus investimentos publicitários, passando a disputar a preferência de médicos e consumidores em um ambiente onde reputação, confiança e experiência ganham protagonismo nas decisões de compra. “À medida que a ciência avança e os produtos se tornam tecnicamente semelhantes, a discussão deixa de ser apenas sobre qual molécula é mais eficiente. A disputa migra para o campo das percepções humanas. O branding é o que transforma um produto funcional em uma escolha desejada e duradoura”, analisa Cecília Russo, CEO da Troiano.
O relatório mapeia os principais vetores dessa transição no setor de saúde: a simplificação da jornada do paciente, a personalização de tratamentos apoiada por inteligência artificial, a convergência entre saúde e estilo de vida, o fortalecimento de canais diretos de relacionamento com o cliente e a busca por experiências integradas ao longo de todo o ecossistema de cuidado.
Conforme a análise da Troiano, a consolidação dos medicamentos genéricos acelera essa dinâmica. Diante de produtos com paridade técnica e funcional, as farmacêuticas buscam diferenciação competitiva ao construir atributos como credibilidade, conveniência e vínculo emocional com o público final.
O estudo cita o caso do Ozempic como um dos exemplos recentes da sinergia entre inovação científica e gestão de marca. Além do desempenho terapêutico, o fármaco tornou-se um fenômeno cultural e econômico global, ilustrando a capacidade do branding de potencializar o alcance de um produto para além de suas especificações funcionais. “O futuro da indústria será definido não apenas pela capacidade de desenvolver novas soluções, mas também pela habilidade de construir marcas relevantes, capazes de gerar confiança, simplificar experiências e ocupar um espaço legítimo na vida das pessoas”, conclui Cecília Russo.
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Executivos e especialistas transformam o LinkedIn e expandem a Creator Economy para o ambiente corporativo

A definição da palavra creator, historicamente associada a influenciadores de entretenimento, youtubers e criadores de conteúdo para redes sociais de massa, vem passando por uma reconfiguração no mercado corporativo. Uma nova frente de produtores de conteúdo cresce no ambiente digital: executivos, CEOs, advogados, médicos, investidores e empreendedores que utilizam o LinkedIn como plataforma para construir autoridade, compartilhar conhecimentos técnicos e gerar oportunidades B2B.
Nesse cenário, a rede profissional assumiu papel estratégico na comunicação institucional. Publicações assinadas diretamente por lideranças executivas frequentemente alcançam níveis de engajamento e alcance superiores aos das páginas corporativas oficiais, aproximando diretores e fundadores de clientes, investidores, parceiros de negócios e profissionais de imprensa.
Para Victor Cabral, especialista em creator economy e fundador da Cabral Levers — hub de conexão entre influenciadores e marcas —, essa transição sinaliza a profissionalização e maturação da influência digital. “A creator economy deixou de ser um mercado exclusivo do entretenimento. Hoje, a influência também nasce da experiência, da capacidade de compartilhar conhecimento e da construção consistente de autoridade. O novo creator pode estar à frente de uma grande empresa, liderar uma área estratégica ou ser uma referência técnica no seu segmento”, analisa.
A mudança acompanha novas abordagens em gestão de reputação de marcas. A comunicação corporativa tradicional, antes centralizada unicamente nos canais institucionais da empresa, passa a ser distribuída também pelos perfis de seus porta-vozes, humanizando organizações por meio da exposição de bastidores, narrativas de negócios e posicionamentos de mercado.
A evolução desse formato demandou a estruturação de equipes dedicadas ao suporte dessas lideranças. Atualmente, executivos recorrem a profissionais de jornalismo, social media, estrategistas de comunicação e ghostwriters para transformar experiências do cotidiano corporativo em artigos, newsletters, vídeos e publicações estratégicas integradas ao planejamento da empresa.
Segundo Cabral, o movimento consolida uma nova etapa no ecossistema de conteúdo. “Estamos vendo nascer uma economia da influência baseada em conhecimento, não em entretenimento. O ativo mais valioso desses profissionais não é a quantidade de seguidores, mas a credibilidade construída ao longo da carreira. É uma influência que gera negócios, atrai talentos, fortalece marcas e abre espaço para novas oportunidades”, conclui o executivo.








