Empresa
Gil do Vigor e Lucas Penteado estrelam campanha da Casas Bahia sobre o orgulho LGBTQIA+

A Casas Bahia, reforça em sua nova ação publicitária que a diversidade e a inclusão fazem parte do DNA da marca, e que nela existe amor para todo mundo. E para dar ainda mais “vigor” para a ação, a marca convidou dois dos principais nomes do BBB-21, Gil do Vigor e Lucas Penteado, para falarem de aceitação, amor e nada de preconceito.
A campanha, uma homenagem ao mês do Orgulho LGBTQIA+, celebra todas as formas de amor. Sob o conceito “Se você pensa que armário é só para guardar coisas e não sentimentos, você não está sozinho”, o filme se passa em um galpão com diversos armários. Frases reais, retiradas das redes sociais na semana passada e que celebram o amor são projetadas nos móveis, de onde saem casais do mesmo sexo em gestos de carinho. Mas também existirá o armário que não abre a porta e de onde não sai ninguém. E para esse a mensagem é de empatia com um “Tudo bem, tudo tem seu tempo”.
No fim, surge o Gil do Vigor falando. “Existe uma força muito mais poderosa que o preconceito”. E na sequência, o Lucas completa “O amor!”. Para embalar o filme, a trilha sonora traz um dos hinos da comunidade LGBTIA+, a música Flutua, de Jhonny Hooker, que reforça na letra “Ninguém vai poder querer nos dizer como amar”.
“É muito emocionante ver nesse trabalho a mensagem que nos esforçamos diariamente para passar em nossa companhia, em prol da diversidade e da inclusão. Estamos em pleno mês do Orgulho LGBTQIA+ e tanto na Via, quanto na Casas Bahia, queremos cada vez mais mostrar que somos de todos os brasileiros, sem distinção. E ver o Gil e o Lucas como representantes desse movimento, embalados pela música do Jhonny, é a conexão perfeita com nosso posicionamento e com nosso momento enquanto empresa”, comenta Ilca Sierra, CXMO da Via.
É sobre amor
Ainda segundo Sierra, “não é sobre ódio, queremos falar de amor. Também não queremos forçar nada e nem ninguém. O que queremos reforçar com a campanha são todas as formas de amor, respeitando o tempo de cada um. Cada um tem a sua história e nós, como marca, respeitamos, incluímos e queremos fazer parte de todas elas. Esse será cada vez mais um posicionamento presente na Casas Bahia”, conclui.
O filme, assinado pela agência VMLY&R e com produção da Cine, estrou domingo, 06/06, no intervalo do Fantástico. “Essa campanha trouxe uma série de desafios que passam por uma linguagem estética muito apurada até a concretização da mensagem passada pelos artistas. Ela é uma ode ao amor em todas as suas formas”, comenta Rafael Pitanguy, CCO da VMLY&R.
A Mynd, especializada em cultura digital, entretenimento e música, é a agência que cuida com exclusividade da relação entre Gil e marcas, e foi a responsável por unir o artista com a Casas Bahia. Um dos grandes objetivos da Mynd é garantir a representatividade e diversidade dentro da publicidade, e a concretização dessa campanha é um grande marco desse trabalho.
Ficha técnica
Cliente: Casas Bahia
Produto: Institucional
Campanha: Diversidade
Título: Lovers
Agência: VMLY&R
CCO: Rafael Pitanguy
Diretor Geral de Criação: Rodrigo Almeida, Rafael Gil e Cristian Santoro
Criação: Marcelo Felicio, André Jardim e Marcos Queiroga
Atendimento: Sandra Borges e Estela Passador
Cliente: Ilca Sierra, Flavia Laginha e Gabriel Ribeiro
Produção Agência: Nicole Godoy, Anderson Rocha e Reinaldo Brasil
Planejamento: Marcelo Bázan e Simone Bispo
Mídia: André Sobral e Ricardo Victor
Produtora Filme: CINE
Direção: Cris Vida
Produção Executiva: Raul Doria e Deo Borba
Direção de Fotografia: Fernando Oliveira
Liner Producer: Hingrit Nitsche e Fernanda Mormanno
Coordenação de Produção: Jair Costa
Direção de produção: Tatiana Ueda
Montagem: João Branco
Coordenação de Ilha de edição: Marcos Eduardo Santos
Coordenação de Pós-Produção: Sergio Cicinelli e Lucas de Paula
Finalização: CINE X
Matéria publicada no portal de notícias AdNews. Se quiser mais informações sobre o mundo da publicidade e do marketing acesse: https://adnews.com.br/
Empresa
Britânia lança campanha de Dia dos Pais com inteligência artificial e foco nos momentos do cotidiano

A Britânia acaba de colocar no ar sua campanha nacional de Dia dos Pais 2026 sob o conceito institucional “Para os momentos que importam”. A estratégia de marketing foi desenhada para reforçar que o ato de presentear vai além do valor material do produto, posicionando a marca de eletroportáteis e eletrodomésticos como uma facilitadora de momentos de carinho, cuidado e conexão real nas pequenas rotinas familiares.
A peça central da campanha dá continuidade à narrativa emocional iniciada no Dia das Mães de 2026. Produzido pela GRID Content, o filme publicitário destaca-se pelo uso de inteligência artificial aplicada à pós-produção. Na campanha, a tecnologia foi adotada como um recurso estético e criativo para enriquecer a transição das cenas, mantendo a autenticidade e a sensibilidade das interações cotidianas reais entre pai e filho.
A nova campanha chega ao mercado respaldada pelo excelente desempenho comercial registrado pela Britânia no Dia dos Pais de 2025, período em que a marca alcançou um crescimento expressivo de no tíquete médio de vendas em comparação ao ano anterior. Os resultados financeiros comprovam uma tendência consolidada de consumo de presentes úteis, voltados para a casa e para o preparo de refeições compartilhadas.
A campanha de Dia dos Pais desdobra-se em uma estratégia de comunicação integrada 360 graus. A marca ativará pontos de contato estratégicos que incluem compra de mídia online e offline, forte presença de conteúdo nas redes sociais, ações táticas com influenciadores digitais e assessoria de imprensa corporativa.
Esse movimento integra-se a um plano de expansão institucional que, nos últimos anos, ampliou os investimentos da Britânia em patrocínios de eventos gastronômicos, inserções publicitárias em grandes emissoras de TV aberta e materiais personalizados de merchandising nos pontos de venda (PDV).
Ana Luiza Buffara, vice-presidente da Britânia, ressalta a importância da data para a conexão histórica da marca com a população. “Há 70 anos, a Britânia faz parte da rotina das famílias brasileiras. Nesta data, queremos lembrar que presentear é também uma forma de demonstrar cuidado, carinho e criar memórias. Afinal, são os pequenos momentos compartilhados no dia a dia que realmente fortalecem a relação entre pais e filhos.”
Com o lançamento, a Britânia reafirma sua proposta de valor e aproximação emocional com o consumidor, ofertando um portfólio completo que integra as categorias de cuidados pessoais, cozinha e eletrodomésticos, facilitando as tarefas do lar e liberando tempo para o que realmente importa: a convivência familiar.
Empresa
Viés racial em Inteligência Artificial e as falhas de representatividade e os limites éticos do mercado de US$ 617 bilhões

O mercado global de Inteligência Artificial caminha para atingir a marca de US$ 617 bilhões até o final do segundo semestre de 2026, mantendo uma taxa de expansão de ao ano, segundo dados da consultoria alemã Statista. No entanto, diante das mais de 47 mil ferramentas ativas mapeadas pela plataforma “There’s An AI For That” (TAAFT) em setores que vão do recrutamento empresarial à publicidade, desenvolvedores e especialistas acendem um alerta: os vieses raciais e algorítmicos podem comprometer a sustentabilidade e a confiabilidade desse crescimento tecnológico.
O debate ganhou contornos urgentes com a divulgação do documento “Lado Sombrio do Escalonamento de Conjuntos de Dados” no GitHub. O estudo revelou que, em 14 modelos multimodais baseados na arquitetura Vision Transformers (ViT-L) — sistemas que processam texto e imagem simultaneamente —, a probabilidade de uma imagem de um homem negro ou latino ser erroneamente associada ao termo “criminoso” aumentou em até .
Cáren Cruz, CEO da Pittaco Consultoria, especialista em imagem identitária e participante da 9ª temporada do programa Shark Tank Brasil, explica que a atual crise ética da inteligência artificial generativa herda falhas estruturais de tecnologias de análise facial desenvolvidas há quase uma década. “Ainda em 2017, a pesquisadora Joy Buolamwini, do MIT Media Lab, vinha denunciando falhas nos sistemas de visão computacional a partir da sua própria experiência como mulher negra. Em 2018, ao lado de Timnit Gebru, ela publicou o estudo Gender Shades, demonstrando que softwares comerciais de análise facial apresentavam índices de erro drasticamente maiores ao analisar mulheres de pele escura em comparação a homens de pele clara.”
Para Cáren Cruz, a raiz do problema reside na curadoria dos bancos de dados que alimentam os algoritmos de machine learning. Sem uma base de dados que represente a pluralidade humana, a inteligência artificial acaba por reproduzir e automatizar as desigualdades históricas do ambiente analógico. “A tecnologia não nasce neutra. Ela aprende a partir de bancos de dados, imagens, descrições e repertórios que também carregam desigualdades históricas. Se esses dados foram construídos com baixa diversidade racial, a ferramenta tende a reproduzir essas limitações. Quando o sistema altera características fundamentais de uma pessoa negra, está reproduzindo uma lógica histórica em que determinados traços são tratados como algo a ser corrigido ou neutralizado.”
Com mais de 18 anos de atuação no mercado de consultoria identitária corporativa, a CEO da Pittaco defende que a diversidade racial e a precisão técnica em colorimetria devem ser tratadas como prioridades de engenharia pelas big techs. A executiva relembra uma dinâmica de desenvolvimento de produto em que participou de um grupo focal nacional: a metodologia de uma instituição tentou categorizar a pele negra em apenas 6 tons. Trata-se de uma simplificação analítica ineficaz para o mercado de cosméticos, imagem e tecnologia, especialmente no Brasil. “Quem trabalha com imagem sabe que essa redução não abraça a complexidade das peles negras. Não estamos falando de uma única cor ou classificação, mas de um espectro muito amplo, que envolve variações de pigmentação, subtons, luminosidades, contrastes e profundidades cromáticas decorrentes de intensas miscigenações. A inovação verdadeira precisa reconhecer, preservar e respeitar a pluralidade das aparências negras sem apagar, suavizar ou padronizar aquilo que nos identifica.”








