Empresa
Fras-le e Fremax renovam parceria com Stock Car

A Stock Car revelou recentemente o novo formato de disputas, que entra em vigor já a partir da primeira etapa, marcada para este final de semana em Goiânia (GO), no dia 25 de abril. Com provas mais curtas, a nova dinâmica das etapas exigirá que os pilotos briguem por posições durante todas as voltas, sem poupar o equipamento, já que não haverá tempo para estratégias mais demoradas. A configuração promete ser um novo desafio para todos os envolvidos, incluindo também as equipes, engenheiros especializados em competição, fabricantes dos carros e fornecedores de peças e sistemas. Na nova temporada que se inicia, a FRAS-LE e a FREMAX confirmam a renovação do contrato de fornecimento de pastilhas e discos de freio para a Stock Car.
“Renovamos com a Stock Car pela plataforma que a categoria representa aos nossos produtos, muito também pelo desafio que é imposto ao mostrarmos a qualidade, segurança e durabilidade dos nossos produtos. Este novo formato veio como a ‘cereja do bolo’ para continuarmos trabalhando forte, como sempre fizemos”, destaca André Brezolin, engenheiro de projeto da FRAS-LE & FREMAX
Cada etapa continua sendo composta por duas corridas, agora em um formato ‘non-stop’: ao término da primeira prova, que terá 25 minutos de duração, o carro de segurança entra na pista para agrupar o grid em movimento enquanto os dez primeiros colocados da prova invertem suas posições (o vencedor larga em décimo, o segundo em nono, e assim por diante até o décimo colocado alinhar na primeira posição). Com apenas uma volta de intervalo, é dada a largada para a segunda prova, com 20 minutos de duração.
“O novo formato põe ainda mais à prova a qualidade e a performance dos discos e pastilhas de freio da FREMAX e FRAS-LE”, continua André Brezolin. As pastilhas de freio da FRAS-LE usadas na Stock Car suportam picos de temperatura de até 850 graus Celsius, enquanto os discos de freio da FREMAX são produzidos especialmente para resistir às escaldantes temperaturas de até 720 graus Celsius. “Teremos períodos de grande exigência dos nossos componentes, que deverão suportar condições severas de utilização em altas temperaturas por um tempo maior do que até então vinham sendo submetidos. É um desafio empolgante e para o qual estamos muito bem preparados”, afirmou.
Desde 2016, a FRAS-LE é a fornecedora oficial das pastilhas de freio dos carros da Stock Car, Stock Light e Mercedes-Benz Challenge. A FREMAX, desde 2004, também é a fornecedora oficial dos discos de freio da Stock Car, assim como das categorias Stock Light, Mercedes-Benz Challenge, Porsche GT3 Cup, Sprint Race e Old Stock.
“Nesse momento em que aprimoramos o regulamento e tornamos nossas corridas um desafio técnico ainda mais exigente, é muito bom saber que continuaremos contando com a tecnologia de parceiros como a Fras-le e a Fremax”, diz Fernando Julianelli, CEO da Vicar, promotora da Stock Car. “Fremax e Fras-le são muito mais do que patrocinadores e parceiros técnicos da Stock Car. Eles apoiam as equipes fornecendo freios sem custo, o que é um importante reforço nas finanças dos times da categoria”, elogia Julianelli.
Na visão de quem acelera (e freia) as máquinas, o novo formato vai trazer mais competitividade. Ricardo Maurício, que com o título de 2020 chegou a seu tricampeonato, gostou da novidade. “Eu fiquei bem satisfeito, e vejo a categoria trabalhando para melhorar ano a ano para deixar essa competição cada vez mais acirrada. Esse ano teremos 24 corridas ao longo da temporada, o grid invertido vai ser com os carros em movimento, o que é algo novo para todos nós. Já o lastro de sucesso não muda muito para mim, que andei o ano passado todo lastreado. Não é fácil, mas, eu entendo que ajudou a manter a última temporada ainda mais disputada. Acho que o importante é a categoria continuar crescendo”, disse o piloto da Eurofarma-RC.
Já o vice-campeão de 2020, Thiago Camilo, o novo formato pode ser positivo baseado em seu histórico de pole positions. “Para mim e para a Ipiranga Racing a parte mais interessante do novo regulamento são os pontos para a pole position. Nas duas últimas temporadas nossa equipe fez a metade das 24 poles disputadas. Eu fiz seis em 2019 e quatro em 2020, e o César ainda fez duas no ano passado. A pole position na Stock Car é muito difícil, na maioria das vezes conquistada por uma questão de milésimos de segundo, e já estava na hora de ela ser mais valorizada”, falou.
A primeira etapa da Stock Car acontece neste domingo (25) em Goiânia (GO), com transmissão ao vivo pela Band, SporTV, pelo YouTube oficial da Stock Car e pelo canal AutoVideos no Twitch e YouTube.
Empresa
TIM escala campeã do BBB para subverter o Dia dos Namorados com estratégia focada no desejo de consumo

A TIM decidiu chacoalhar as tradicionais estratégias de marketing para o Dia dos Namorados ao expandir o significado da data para além dos casais apaixonados. Protagonizada por Ana Paula Renault, a grande vencedora do BBB26, a nova campanha da operadora foca em um comportamento bastante comum dos consumidores modernos: o hábito de flertar com produtos de desejo. No topo da lista de sedução da temporada está o PlayStation 5, que desponta com condições agressivas de preço, acompanhado por um robusto portfólio de ofertas em smartphones, televisores e acessórios de última geração.
A linha criativa da comunicação apoia-se no conceito bem-humorado de que “todo mundo namora” algum objeto de consumo. Com esse insight, a marca inclui ativamente o público solteiro na conversa, um segmento que vem ganhando tração expressiva no varejo ao aproveitar a data para investir em mimos pessoais e no próprio bem-estar. A ação ganha vida de forma 100% digital, surfando na personalidade autêntica de Ana Paula, que costuma brincar abertamente sobre seu status de solteira nas redes sociais. Nos primeiros movimentos da campanha, a jornalista instigou os seguidores ao levantar suspeitas sobre um suposto novo romance por meio de publicações enigmáticas. O mistério gerou forte engajamento até a grande revelação: o novo affair da ex-BBB era, na verdade, um eletrônico que ela já cobiçava há tempos.
“Partimos de um insight simples: o desejo não se limita a relações amorosas. Todo mundo tem algo que está ‘namorando’, e a campanha traduz esse comportamento de forma leve e próxima da realidade do consumidor. A Ana Paula é uma escolha natural para dar vida a esse conceito, pela maneira direta e bem-humorada com que se conecta com o público”, explica Gabriela Derraik, diretora de communication strategy da TIM.
Desenvolvida a quatro mãos com a agência BETC HAVAS e a joint venture formada por Mynd e Stage, a estratégia de comunicação pulveriza-se em pílulas de conteúdo digital lideradas por grandes nomes da internet, como Pequena Lô, Pedro Bonvivant e o duo Diva Depressão. O ecossistema criativo ganha o reforço dos produtores de conteúdo da TIM House, plataforma própria da operadora desenhada para acelerar novos talentos digitais.
Empresa
Creators transformam a cobertura da Copa do Mundo de 2026 e acirram a disputa pela atenção do torcedor

A Copa do Mundo de 2026 já movimenta os bastidores de uma disputa que ultrapassa as quatro linhas dos gramados norte-americanos. Em um ecossistema de mídia cada vez mais pulverizado, a corrida pela audiência deixou de ser um monopólio das emissoras tradicionais e das gigantes do streaming para consagrar um novo protagonista: os criadores de conteúdo. Se durante décadas a exclusividade dos direitos de transmissão era o bastante para reter o público, na era da hiperconectividade ela se tornou apenas uma peça do tabuleiro. O verdadeiro gol de placa agora é sustentar o engajamento antes, durante e depois das partidas, pulverizando a mensagem em múltiplos formatos e plataformas. É aí que os creators e influenciadores digitais entram como ativos altamente estratégicos para marcas e veículos que buscam relevância.
As movimentações do mercado nacional deixam claro que essa tendência veio para ditar as regras do jogo. A Rede Globo, por exemplo, estruturou uma cobertura expandida voltada especificamente para as redes sociais, escalando um time de produtores digitais para oxigenar sua comunicação e dialogar com nichos que a TV aberta nem sempre alcança. Na outra ponta, a CazéTV, que chocou o mercado ao se consolidar como um dos maiores fenômenos de audiência esportiva do planeta, colocou os creators na espinha dorsal da sua transmissão. O modelo de negócios da plataforma combina a exibição dos jogos com entretenimento puro, reacts em tempo real e uma engrenagem industrial de conteúdos nativos para redes sociais.
Esse novo comportamento também foi validado pela própria FIFA. Para a edição de 2026, a entidade máxima do futebol expandiu suas credenciais e programas voltados para influenciadores globais em coberturas de bastidores e ações puramente digitais, reconhecendo que a narrativa do torneio para as novas gerações passa, obrigatoriamente, pelo filtro desses comunicadores.
De acordo com Victor Cabral, especialista e referência nacional em Creator Economy, o mercado vive hoje uma disputa feroz que migrou da simples transmissão para o campo da atenção. “A Copa de 2026 pode ser considerada a primeira Copa em que os creators terão um papel tão relevante quanto os próprios canais de distribuição. O jogo continua sendo o principal produto, mas a audiência é construída por meio de uma rede de conteúdos paralelos que nasce nas redes sociais e acompanha o torcedor ao longo de toda a jornada”, analisa Cabral.
Essa transformação estética e conceitual espelha uma mudança profunda no hábito de consumo dos torcedores. O público atual não se contenta mais em ser apenas espectador passivo dos 90 minutos de partida. A experiência do evento é fragmentada e expandida por meio de análises táticas independentes, memes, bastidores exclusivos, vídeos curtos e debates acalorados no TikTok, Instagram, YouTube e X (antigo Twitter). Na prática, o ecossistema da Copa do Mundo ganha vida horas antes do apito inicial e reverbera por dias após o término do jogo.
Para o mercado de live marketing e publicidade, esse cenário abre avenidas de oportunidades para ir muito além do comercial de 30 segundos no intervalo ou dos logotipos estáticos nas placas de campo. As marcas agora têm a chance de se inserir de forma orgânica nas conversas e tendências geradas por criadores que possuem comunidades altamente engajadas e fiéis. “Estamos vendo uma mudança estrutural na indústria da comunicação esportiva. Quem transmite a partida continua tendo um ativo valioso, mas quem consegue gerar conversa e engajamento ao redor daquele conteúdo passa a disputar a mesma atenção. Na Creator Economy, audiência é relacionamento e participação”, conclui Cabral.








